Em the beatles:

Qual banda é a melhor: Beatles ou Stones? Mick Jagger e Paul McCartney revivem farpinhas dos anos 60. Manda mais que tá pouco

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** Vamos agitar a quarentena, Brasil.

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Certamente a treta mais gigantesca (pelo tamanho das bandas) da história do rock, a rivalidade Beatles x Stones foi reacendida nos últimos dias, ainda que num clima de morde e assopra.

Tudo começou quando Paul esteve no programa do veterano Howard Stern, dia desses. O apresentador falava sobre os dois grupos e deixou escapar sua predileção pelo quarteto de Liverpool. Macca pescou e concordou. “Há muitas diferenças, e eu amo os Stones. Mas estou com você: os Beatles eram melhores”, cravou Paul.

Mas como a internet está aí para alimentar a treta de um jeito mais rápido, diferente de como era na década de 1960, Mick Jagger respondeu o seu contemporâneo, o qual chamou de “um cara amável”. Em entrevista ao Zane Lowe, na Apple Music, para divulgar a nova música dos Rolling Stones, “Living In A Ghost Town”, Jagger disse em tom descontraído que “não havia competição”, mas elaborou uma teoria mais séria.

“Stones é uma grande banda há muitas décadas e em outras áreas, enquanto os Beatles sequer fizeram turnês em arenas ou ao menos shows no Madison Square Garden com um sistema de som recente. Eles se separaram antes que esse lance de turnês começasse para valer”, apontou o vocalista, que continuou.

“Começamos a fazer shows em estádios nos anos 1970 e continuamos a fazer. Essa é a verdadeira e grande diferença entre as duas bandas. Uma é incrivelmente sortuda em ainda tocar em estádios; a outra não existe mais”.

A nova música dos Stones, bem boa por sinal, pode ser ouvida abaixo.

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Com uma pequena ajuda dos amigos Ringo Starr e Ronnie Wood, Paul McCartney junta Beatles e Stones em Londres

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Foto: MJ Kim

Foto: MJ Kim

A noite de domingo, 16 de dezembro, foi marcada por um encontro de parte da realeza do rock britânico na linda O2, em Londres. É lá que Paul McCartney, o jovem de 76 anos, fez seu último show neste ano.

O ex-beatle fez um show de três horas, com um setlist formado, como ele diz, “por músicas antigas, novas, e as que existem entre elas”. Divulgando seu novo disco “Egypt Station”, lançado em setembro passado, Paul recebeu dois velhos amigos no palco.

Primeiro, ele chamou o guitarrista Ronnie Wood, dos Rolling Stones. Em seguida, veio o outro beatle vivo, Ringo Starr, para tocar sua bateria levada prontamente para o palco, onde o trio emendou a clássica “Get Back”, para grande euforia dos fãs.

Nunca é demais lembrar que Paul volta ao Brasil no fim de março, quando fará dois shows no Allianz Parque, em São Paulo, e um no Couto Pereira, em Curitiba. Macca agora entra em período de férias e retoma sua agenda justamente na América do Sul, dia 20 de março, em Santiago.

O registro de “Get Back”, em Londres, abaixo.

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Paul duro, parte 2 – Na lata, Macca diz quem acabou com os Beatles: “Foi John”

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Falamos mais cedo que Paul McCartney anda sem freio, dando detalhes até de aventuras sexuais dos Beatles. Pois bem. Ele também tem falado de coisa séria em suas recentes entrevistas de divulgação do disco “Egypt Station”. Entre os assuntos, talvez o mais embaçado deles: o fim dos Beatles. Na versão de Paul, a culpa é do John. Mas, antes, é preciso recapitular o que a “História” conta.

Basicamente, o que se diz é que depois que o empresário Brian Epstein morreu, em agosto de 1967, a parte de “negócios” dos Beatles virou uma bagunça administrativa e contábil. A caminho da falência, mesmo. Se cuidar das coisas de uma banda indie em São Paulo dá um trabalho do cão, imagina cuidar dos Beatles no final dos anos 60… Acontece que, como John Lennon andava zoado de LSD e outras experimentações, Paul resolveu tomar as rédeas do business e cuidar dos Beatles. No meio daquele caos, Paul virou “chefinho” enquanto Lennon viajava, agora com sua “amiga” Yoko Ono, que havia conhecido um ano antes e viraria sua mulher um ano depois. Nessas, John começou a fazer pirraça contra a “autoridade” do Paul e a coisa azedou ainda mais.

Paul queria que o pai e o irmão de Linda McCartney fossem os novos empresários dos Beatles, mas John foi contra e defendia que quem tinha que ficar com a vaga seria o empresário americano Allen Klein. Os Beatles a essa altura estavam um caos no estúdio e no escritório. Assim, a treta perdurou por um tempo.

Lenon então decidiu avisar: “Vou vazar”. Mas pediram para ele guardar segredo até o disco “Let It Be”, o décimo terceiro e último álbum dos Beatles, sair. O disco, que começou a ser gravado em janeiro de 1969, levou mais de um ano para ficar pronto. Sendo lançado, enfim, em maio de 1970. Algumas semanas antes de o disco sair às lojas, Paul anunciou que estava fora da banda.

Pois bem. Cortando para 2018.

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Na tal entrevista para a GQ americana, Paul falou brevemente sobre essa parte de assumir os negócios dos Beatles. Ele conta que ficou magoado porque ficou com a fama de ter sido o pivô do fim da banda e que, de tanta gente falar, tinha hora que ele acreditava.

“Uma das minhas tristezas foi quando nos separamos, e a única maneira de salvar a parte comercial era eu processando os Beatles, então isso era como uma mágoa total. E o resquício disso é que eu era o culpado. Eu era ‘o cara que quebrou os Beatles’. Então eu passei um bom tempo fazendo esse exercício de pensamento: ‘Não, não fui eu. John queria Yoko, então ele disse que estava deixando os Beatles’. Mas por causa do incidente do processo, saiu a notícia de que eu era o vilão. E o pior era que eu meio que comprei isso. Minha neura era tipo: “Não, não, não, não, não… Sim!… Não, não foi você… Foi você!’. Eu realmente não era o culpado, mas a partir do momento que todo mundo pensa que você é, então talvez eu fosse mesmo”.

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Em outro papo, este com o radialista doido e ícone Howard Stern, Paul foi além. Enquanto o apresentador falava de forma sutil sobre a banda, de que todo mundo tem uma teoria, Paul foi enfático: “Eu sei quem terminou: foi John”. Para espanto de Stern, daí o papo se desenvolveu.

“Houve um encontro em que John reuniu a banda toda e disse: ‘caras, estou deixando o grupo'”, contou Paul, que falou que o fator Yoko também influenciou, já que havia um combinado entre os quatro que nenhuma figura externa poderia influenciar nos processos dos Beatles. Macca chegou a classificar a presença de Yoko nos ensaios e gravações do grupo como “intrusiva”. “Nunca tivemos que lidar com isso. John sempre amou mulheres de personalidade forte. Sua mãe era uma mulher forte, sua tia também. Hoje olhando para aquela época vejo que ele estava totalmente apaixonado por ela e isso deve ser respeitado”.

Posteriormente, Paul disse que se sente aliviado por ter aparado as arestas com Lennon. “Superamos, por sorte. Me sinto abençoado por isso. Se não tivéssemos ficado bem, não sei como iria lidar com isso”.

As declarações de Paul podem ser conferidas abaixo.

** As fotos de Paul são de COLLIER SCHORR / GQ
** A foto de Paul e Lennon é da Mirrorpix

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Após quase duas décadas e pela segunda vez desde o último show dos Beatles por lá, Paul McCartney toca no Cavern Club de Liverpool

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Imagens: Sam Rock / MPL

Imagens: Sam Rock / MPL

Acostumado a tocar para multidões em estádio e arenas pelo mundo, o legendário Paul McCartney resolveu voltar às suas origens e fez um show especialíssimo nesta quinta-feira no famoso Cavern Club, em Liverpool, local que se confunde com a história dos Beatles.

A última vez que o quarteto tocou no local foi em agosto de 1963. Desde então, Paul se apresentou por lá apenas uma vez, em dezembro de 1999.

No show desta quinta, testemunhado por 300 sortudos (incluindo o ex-jogador Jamie Carragher, lenda do Liverpool), Paul se apresentou por duas horas. “Liverpool. Cavern. Duas palavras que juntas combinam bem. Todos esses anos quando viemos aqui, nós nunca imaginávamos que teríamos algum futuro. Mas fizemos bem. Voltar aqui é fantástico para mim”, disse o ex-beatle, em relato do tabloide britânico The Mirror.

Setlist
Jam
20 Flight Rock
Magical Mystery
Jet
All My Loving
Letting Go
Come On To Me
Let Me Roll It
I Got A Feeling
My Valentine
Queenie Eye
1985
Lady Madonna
In Spite Of All The Danger
Things We Said Today
Confidante
Love Me Do
Who Cares
Birthday
I Wanna Be Your Man
Fuh You
Get Back
Ob La Di
Band On The Run
Hi Hi Hi

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Mimo de Natal gravado por Paul McCartney para seus companheiros de Beatles, de 1965, vaza na internet

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A internet e suas surpresas. Vazou na rede mundial uma gravação raríssima envolvendo o eterno Paul McCartney. Datado de 1965, o registro chamado “Unforgettable” consiste em uma fita compilada por Paul e dada de presente de Natal para seus três parceiros daquela banda, Beatles. Ou seja: existiram apenas quatro cópias disso em vinil, uma para cada.

Com duração de 18 minutos, o arquivo possui canções e experimentações vocais de Paul, além de trechos de músicas de Beach Boys, Elvis Presley e Rolling Stones, com Paul sendo uma espécie de DJ de rádio.

Em 1995, Paul falou sobre esse registro em uma entrevista para o historiador Mark Lewisohn, destacada pela Rolling Stones. “Se chama ‘Unforgettable’ porque começa com a Nat King Cole cantando ‘Unforgettable’. É como se fosse um programa de revista, cheio de entrevistas estranhas, música experimental, loops e algumas canções que eu sei que outras pessoas não haviam ouvido. Era apenas uma compilação de coisas estranhas”, relatou o ex-beatle.

Paul também contou, na época, que costumava gravar essas coisas em um par de gravadores Brenell, geralmente quando tinha tardes de folga entre os shows dos Beatles, “que eram muitas”. Entre as barulheiras sonoras de efeitos exclusivos de Paul na gravação, algumas foram aplicadas em músicas da banda posteriormente, como na clássica “Tomorrow Never Knows”.

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