Em the clash:

CENA – Axé Bahindie urgente!!! Bertazi junta Franz Ferdinand e É o Tchan e faz o Tchanz Ferdinand. E tem Clash e Ivete, para acabar com tudo

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* Alguém tem que dar um Grammy para esse cara. O genial 2ManyDJs, se ninguém lembra, começou com mashups à primeira vista improváveis. Talvez menos zoeira que as do Raphael Bertazi. Mas e daí? Quem disse que a obra do nosso brasileiro não é séria???

Às portas do Carnaval-al-al, o mashupeiro oficial da cena brasileira concebe, direto de Pirassununga, no interior de SP, concebe mais algumas pérolas que misturam bandas inacreditáveis da música independente com bandas i-na-cre-di-tá-veis da música popular brasileira. Acredite.

Essa Franz-Ferdinand-meets-É-o-Tchan é sensacional. Virou Tchanz Ferdinand. Mix do hino “Take Me Out” com trechos de vários ~hinos~ do histórico É o Tchan. Na real, é um jogral do Alex Kapranos com o Compadre Washington, haha. E, pensa, o Bertazi diz que tem até Banda Eva no sampler. Gênio.

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* A coisa não para aí. Bertozi escalou o Clash para duelar com a Ivete Sangalo, ela de novo e sempre boa, nessa “Céu de London”, que é a clássica “Train in Vain”com “Céu de Boca”. Tem até capa representativa. Obra-prima.

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* Eu já disse aqui antes e volto a repetir. O Raphael Bertazi deveria ter um bloco de Carnaval. E iria reunir mais gente que esses blocos do Rio de 1 milhão de seguidores.

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Popload na França – Parquet Courts velvetiza Strasbourg e Paris está punk

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* Para manter minha tradição, toda vez que chego em outro pais eu corro para comprar jornais e revistas locais. No caso de uma boa banca francesa, as revistas de música são várias. Catei três. Duas delas, traz PUNK como tema.

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A “Rolling Stone” francesa soltou uma edição para colecionador com um especial dos 40 anos do movimento que botou umas tachinhas e alfinetes e rasgou a roupa colorida do rock. Tem uma história densa e gostosa sobre o Clash, uma das maiores bandas punks de todos os tempos, uma das cinco melhores da minha vida e que vai estar por todos os filmogramas de “London Town”, em cartaz em NYC, LA e Londres desde o começo deste mês.

A “RS” botou o disco do grupo americano Ramones, homônimo, como o maior disco de todos os tempos. O do Clash, homônimo, vem em segundo. O álbum que quebrou tudo, “Never Mind the Bollocks”, dos Sex Pistols, chegou em terceiro na “Rolling Stone”. A música mais importante do punk, para a revista? “New Rose/Help”, do grupo britânico The Damned.

Já a Rock & Folk nova fecha no punk feito na França mesmo. De 1976 até hoje. Reuniu uns caras e fez uma matéria “oral”, sobre o que aconteceu no país e o que acontece agora em termos punks. Acaba de sair um disco também, aqui na França, sobre o tema: “Les Punks: The French Connection”. Acho que vou comprar.

** A melhor revista musical francesa, talvez uma das duas melhores do planeta, a francesa “Les Inrockuptibles” vem com capa dupla para homenagear dois baluartes do rock: Dylan com seu Nobel de Liberatura e Leonard Cohen com sua única entrevista e sobre seu último (mesmo) disco. Comprei a do senhor Leo. Vou dar uma sapeada na entrevista e retorno ao assunto, porque ele deve ter muito a dizer.

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** PARQUET COURTS EM STRASBOURG – Levei um susto enorme ontem, na chegada a Strasbourg, duas horinhas de TGV de Paris. Assim que me instalei num hotel e recebia as instruções certinhas sobre qual vinho tomar na região, de qual uva etc., fui ao site do La Laiterie (mais tarde, o motorista do Uber soltou uma pronúncia dessa casa de shows que nem em cinco anos estudando na Sorbonne me faria repetir igual). Queria saber exatamente qual era o horário de entrada no palco da banda indie-punk do Brooklyn com cheirinho de Austin Parquet Courts, um dos grupos “novos” de que mais gosto neste planeta.

Assim que acessei o site, veio a info do show do… New Model Army no lugar. Glup! Não que eu já não tenha gostado bastante destes ingleses post-punk, que fizeram tanto sucesso nos anos 80 que até hoje “rádios rock” do Brasil tocam uma de suas músicas.

É que o Laiterie é um espaço de shows com dois palcos distintos: o Clube, e a Grande Sala. O Parquet Courts tocou no primeiro, para tipo 400 pessoas. No mesmo horário, para públicos diferentes, no outro salão maior (800) estava se apresentando a veteraníssima banda inglesa New Model Army. Tentei até ver se eu conseguia ver uma parte do NMA, mas não rolou.

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Definitivamente, no Clube, escurão e com excelente som, o Parquet Courts mostrou que caminha fora da curva dentro da música independente. Isso fica muito claro ao ouvir a banda, seja em disco ou mesmo na performance ao vivo, como foi a de ontem à noite no La Laiterie.

“Queria avisar, para quem pode ter se confundido, que nós somos o Parquet Courts. O New Model Army está tocando aqui ao lado. Ainda há tempo para ir até lá”, avisou, com tom de brincadeira, o guitarrista Austin Brown. “Somos de épocas diferentes, embora sejamos parecidos fisicamente.”
A piada de Brown pode ter lá sua graça, mas entrega também uma verdade. Com cinco anos de estrada, o Parquet Courts parece veteranos em ação. Principalmente ao vivo.

Se o grupo fosse dos anos 60, por exemplo, certamente seria tido como “transgressor”, numa linha Velvet Underground de ser. Com cinco discos lançados, dois EPs, às vezes com um nome diferente e outros projetos, às vezes dois álbuns no mesmo ano, o Parquet Courts tem a premissa, parece, de botar barulho onde não cabe barulho. De acalmar tudo quando o que sua audiência mais quer é pular e gritar junto. Mas hoje não é tão fácil ser, exatamente, um “transgressor”…

Seu outro guitarrista, Andrew Savage, faz um excelente duelo de guitarras com Brown, que desde os Strokes, no começo da década passada (e uma vez que a figura de Alex Turner como coronel sublimou totalmente o outro guitarrista do Arctic Monkeys).

O duelo se dá também na voz, porque tanto Andrew quanto Austin cantam, cada qual sua parte do show, ambos também ótimos no vocal. Parecem bandas diferentes, quando um ou outro assume o microfone. São dois grandes shows ao preço de um.

A abertura que a internet causou, no caso particular da música independente, possibilita que uma banda nova e alternativa americana da “altura” do Parquet Courts, com divulgação bem relativa em rádios e nada em televisão, tenha fieis seguidores até no interior da França. A gritaria para a banda voltar para o bis foi empolgante. Mas eles não voltaram.

Talvez o Parquet Courts tivesse que descansar para viajar a Paris e tocar no fim de tarde desta quinta-feira no Pitchfork Festival, festival mais voltado para a vanguarda eletrônica sem jamais deixar as novas tendências do indie rock de fora.

E, neste papel vanguarda/novas tendências, nada mais apropriado hoje do que escalar o Parquet Courts.

Veja três vídeos lindos da performance do Parquet Courts ontem, em Strasburgo. E o setlist do show.

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**** A Popload viaja a Europa a convite da companhia aérea Air France.

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Apenas: Metallica faz cover de Clash, Deep Purple e toca com o Neil Young

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241016_metallica2Foto: Rolling Stone

Neste final de semana foi celebrada na Califórnia mais uma edição do concerto beneficente para a Bridge School, escola de Mountain View que assiste crianças com problemas sérios de comunicação. O patrono da escola, o roqueiro Neil Young, organiza o evento desde 1986 junto com sua mulher, Pegi.

O evento, composto por diversos mini-shows acústicos, teve como uma das atrações o pesado Metallica, em rara apresentação desacelerada. A banda da Califórnia reservou algumas boas surpresas para a performance, tipo “Hero of the Day”, tocada pela primeira vez em quase 20 anos, e covers de “Clampdown” (The Clash) e “When a Blind Man Cries” (Deep Purple).

A cereja do bolo foi o encontro do Metallica com Neil Young no palco para uma reedição de “Mr. Soul”, som do Buffalo Springfield, antiga banda da lenda canadense.

Setlist – Metallica
Whiskey in the Jar (First time played in acoustic)
When a Blind Man Cries (Deep Purple cover)
Hero of the Day (First live performance since November 23, 1999)
Bleeding Me (First time played in acoustic)
Clampdown (The Clash cover) (Live Debut)
Enter Sandman (First time played in acoustic)
Hardwired (First time played in acoustic)
Seek & Destroy (First time played in acoustic)
Mr. Soul (Buffalo Springfield cover) (with Neil Young) (Live Debut)

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“The Clash” tocando “Clash City Rockers” é a nova amostra do aguardaaado filme “London Town”

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Foi liberado mais um cartão-de-visitas de “London Town”, novo filme que estreia no Reino Unido dia 7 de outubro e vai cruzar histórias com o incrível The Clash, banda seminal do punk britânico. Dando uma breve recapitulada: a produção cinematográfica se baseia na história de um garoto de 14 anos que ganha da mãe o single “White Man in Hammersmith Palais”, som essencial do Clash, lançado em 1978.

O enredo se ambienta na época difícil vivida pela economia inglesa e nos complicados tempos políticos e sociais que tinham como principal figura Margaret Thatcher, ela. Daí que o moleque em uma certa viagem de trem conhece a menina que acaba sendo sua maior paixão. Conhece porque ela estava ouvindo a todo volume, perto de seu assento, o Clash no Walkman de fita cassete (imagino). E depois o rapaz acaba conhecendo, também e apenas, o Joe Strummer, o que dá início à uma revolução em sua vida que já era meio bagunçada. Tipo.

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O novo trecho liberado de forma oficial mostra o menino protagonista (interpretado por Daniel Huttlestone) assistindo a um show do Clash, ou “Clash”, com aspas, numa espécie de porta de abertura para a mudança de sua vida (o que, num plano geral, foi uma mudança para a vida de muuuuuuita gente).

No palco, a banda toca a fenomenal (valores da época) “Clash City Rockers”. Quem vive Strummer no longa é o ator irlandês Jonathan Rhys Meyers (foto e vídeo).

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“London Town”, o filme, traz um romance teen fofo. Com The Clash e a quebradeira punk ao fundo

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* Eu fico aqui brincando a sério que o Nirvana é minha banda predileta de todos os tempos, mas sempre aparece alguma coisa do Clash (ou os Smiths) na minha vida para me lembrar de que a coisa não é bem assim.

Ontem saiu o trailer de “London Town”, produção cinematográfica que estreia no Reino Unido dia 7 de outubro e vai cruzar histórias com a seminal banda The Clash, que se confunde com a história em si do punk rock, a maior revolução que a música jovem já experimentou desde que o Bill Haley lançou “Rock around the Clock”, nos anos 50, nos EUA.

É também a história do período de maior dureza da economia na Inglaterra pós-guerra e dos tempos sociais e políticos difíceis da era Margaret Thatcher.

Mas no filme “London Town”, que revelou agora seu primeiro traileir, essa história toda chega às telas através da pele de um moleque de 14 anos que ganha da mãe, “loucona” pois liberal, o single “White Man in Hammersmith Palais”, histórico single de 1978 do Clash. Depois, numa viagem de trem, enquanto lê uma revista de futebol (claro), senta em frente da que virá a ser a menina da sua vida daquela hora, que está escutando… Clash. E depois vai acabar conhecendo Joe Strummer, o líder da banda. O moleque vai acabar se conhecendo também nesse cenário porrada a sua volta, com o punk de trilha sonora.

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No filme, Joe Strummer é vivido pelo figura Jonathan Rhys Meyers, que no cinema/TV já foi astro bissexual do rock glam e também o Elvis, entre outras aparições como ator.

“London Town” vai nos botar para ouvir, além do Clash, bandas como maravilhosas como Buzzcocks e The Stranglers, entre outras ótimas.

Sinto que eu vou chorar neste filme. Já sabe por que o atual Slaves me encanta tanto, né?

Eis o trailer.

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