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Os Melhores de 2017 – O Top 50 do “Guardian”, enfim com o Cigarettes After Sex no meio

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E aí, correu tudo bem com o seu Natal? Comeu bastante peru? Depois da primeira parte das festas de fim de ano, a Popload retoma sua série de listas de melhores de 2017, hoje destacando o Top 50 do ainda importante e relevante “The Guardian”, um dos principais jornais da gringa. Arrisco a dizer do mundo. Os caras aparecem até em filme.

Bem, a publicação britânica listou em seu Top 50 nomes como Four Tet, Charlotte Gainsbourg, Alvvays, que não têm aparecido tanto em outras, de forma até injusta. Menção honrosa para outro nome subestimado, o Cigaretts After Sex lindo, que pegou o 21º lugar com seu álbum homônimo.

Nas cabeças, poucas novidades. LCD Soundsystem, Stormzy, Richard Dawson (bem quisto entre os ingleses), a linda Lorde e, no topo, a magnânima St. Vincent desbancando o papa-listas Kendrick Lamar. NOT ALL MEN (entendedores entenderão).

** Confira as listas divulgadas até o momento.

O Top 50 do The Guardian
1. St. Vincent – MASSEDUCTION
2. Kendrick Lamar – DAMN.
3. SZA – Ctrl
4. Lorde – Melodrama
5. Perfume Genius – No Shape
6. LCD Soundsystem – american dream
7. The War on Drugs – A Deeper Understanding
8. Thundercat – Drunk
9. Kelela – Take Me Apart
10. Richard Dawson – Peasant
11. Jane Weaver – Modern Kosmology
12. Wolf Alice – Visions of a Life
13. Tyler, The Creator – Flower Boy
14. J Hus – Common Sense
15. The Horrors – V
16. Father John Misty – Pure Comedy
17. Drake – More Life
18. Stormzy – Gang Signs & Prayer
19. Laura Marling – Semper Femina
20. Sampha – Process
21. Cigarettes After Sex – Cigarettes After Sex
22. King Krule – The OOZ
23. Vince Staples – Big Fish Theory
24. Protomartyr – Relatives in Descent
25. The National – Sleep Well Beast
26. Paramore – After Laughter
27. Marika Hackman – I’m Not Your Man
28. Slowdive – Slowdive
29. Alvvays – Antisocialites
30. Girl Ray – Earl Grey
31. Charlotte Gainsbourg – Rest
32. Four Tet – New Energy
33. Miguel – War & Leisure
34. Juana Molina – Halo
35. Nick Hakim – Green Twins
36. Rhiannon Giddens – Freedom Highway
37. Sparks – Hippopotamus
38. Baxter Dury – Prince of Tears
39. Cloud Nothings – Life Without Sound
40. Moses Sumney – Aromanticism
41. Courtney Barnett & Kurt Vile – Lotta Sea Lice
42. Julie Byrne – Not Even Happiness
43. Kaitlyn Aurelia Smith – The Kid
44. The xx – I See You
45. Powerdance – The Lost Art of Getting Down
46. Les Amazones d’Afrique – République Amazone
47. Mount Eerie – A Crow Looked at Me
48. Vijay Iyer Sextet – Far from Over
49. Lisa Knapp – Till April Is Dead – A Garland of May
50. Trio Da Kali & Kronos Quartet – Ladilikan

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O “arcade fire” Will Butler e a música para SP

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* As agruras do planeta Terra, este que você mora, estão servindo de trilha sonora para uma série de músicas de Will Butler, um dos faz-tudo da adorada banda canadense Arcade Fire, irmão do Win, o líder da trupe. Você lembra dele no palco. É o que mais balança a cabeleira, pula, bate coisas, sai correndo etc. O sujeito até foi recentemente indicado a um Oscar por fazer a trilha original do filme-fofura “Her”, do ano passado, sabe?

Will Butler virou “big news” na música indie recentemente depois que anunciou o lançamento do seu disco solo de estreia, “Policy”, que chega às lojas dia 10 de março e, dizem, é “surpreendentemente bom”.

Antes de o disco vir à tona, Will topou um projeto meio que arriscado com o genial diário inglês “The Guardian”. Fazer uma música por dia, nesta semana, baseado numa notícia publicada pelo jornal. Anteontem ele cantou sobre a crise econômica da Grécia, defendendo que o país não saia da zona do Euro. Ontem, tem mais delicado, falou de todo esse bafafá sobre os separatistas ucranianos. Daí que hoje, 26 de fevereiro, Will fez uma música sugestiva para o problema da falta de água em… São Paulo. O título: “You Must Be Kidding Me”.

Ele, que passou pela cidade com o Arcade Fire ano passado, falou um pouco sobre a situação pela qual passa a maior cidade do Brasil.

“Na última turnê do Arcade Fire passei alguns dias em São Paulo. Foi a primeira vez que consegui passar mais tempo na cidade e eu amei. Músicos amigos de amigos nos mostraram os lugares. Há muita energia e, como na maioria das cidades que amo, uma mistura de culturas impressionante. Foi exaustivo, mas de um jeito bom. Mal posso esperar para voltar.
A primeira vez que fui a São Paulo eu estava com jet lag e era inexperiente em viagens. Foi na turnê de ‘Funeral’. Acho que passamos um dia e meio na cidade, a maior parte no hotel que ficava atrás de arame farpado e guardas armados. Foi uma cena estranha e intensa aquele hotel. Aposto que este hotel irá descobrir uma maneira de ter água, não importa o quão baixo o abastecimento fique”.

“You Must Be Kidding Me”, a música de Will para São Paulo, pode ser ouvida abaixo.

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Lana não quer morrer, parece

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Segue gerando desdobramentos polêmicos uma entrevista dada pela cantora Lana Del Rey ao jornal inglês The Guardian, publicada há duas semanas, na qual o editor de música da publicação, o renomado jornalista Tim Jonze, destaca um trecho em que a babe norte-americana disse que “gostaria de já estar morta”.

Depois da grande repercussão da matéria, Lana foi ao Twitter no fim de semana se defender e disse que a entrevista foi toda calculada. “Me arrependo de ter confiado no ‘The Guardian’. Eu não queria dar a entrevista, mas o jornalista foi persistente. Alexis estava disfarçado de fã”, tuitou ela em um primeiro momento, confundindo inclusive o nome do jornalista (no caso, Tim Jonze com Alexis Petridis). “Mas ele escondia ângulos e ambições sinistras. Talvez ele seja, na verdade, o entediado, em busca de algo interessante para escrever. Suas perguntas principais sobre morte e personalidade foram calculadas”, continuou ela. Pouco tempo depois, as mensagens foram apagadas.

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Em resposta, Tim Jonze, que já foi editor do semanário NME, respondeu às críticas da cantora. “Lana Del Rey teve um problema com nossa entrevista (…) Ela poderia muito bem não querer ter participado, o que não pareceu ocorrer durante os ótimos 70 minutos em que conversamos”, contou o jornalista, que postou na internet o áudio em que a cantora fala claramente sobre o “desejo de estar morta”.

Por fim, Jonze afirmou que é até comum o artista ficar chocado com o que disse em alguma entrevista, mas acredita que nem Lana sabe do que está reclamando no fim das contas, já que ela não alega que ele Tim inventou ou distorceu alguma declaração sua.

Deu ruim.

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