Em the knife:

Popnotas: O niver australiano do Iggy. A teoria da evolução do The Knife em vinil. O look do MGMT. E as sessions do Osees

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– Parabéns, Iggy! Ok, ainda é cedo, mas para comemorar seu aniversário neste ano, dia 21 de abril, o veterano do punk Iggy Pop planeja um streaming de um dos seus garbosos shows do começo da turnê de 2019, na icônica Sydney Opera House. Na época, ele fez duas apresentações esgotadíssimas, e a segunda delas foi gravada e será disponibilizada em seu aniversário de 74 anos. O streaming será em diferentes horários, para agradar os fãs ao redor do mundo. Se você tiver interesse, pode encontrar os ingressos por aqui.
(Foto na home da Popload)

– A famosa e excêntrica ex-banda dinamarquesa The Knife vai ter lançado em vinil pela primeira vez o seu disco de 2010, o “Tomorrow, In a Year”. Sai dia 20 de agosto, como uma das ações de aniversário de 20 anos da banda dos irmãos Karin e Olof Dreijer. “Tomorrow, In a Year” é um trabalho insólito dentro da discografia do duo, uma vez que foi encomendado ao Knife por um grupo de dança que queria musicar uma comemoração aos 150 anos de “A Origem das Espécies”, obra literária de teoria científica de Charles Darwin. O disco é bem louco. Pensa!

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– De novo o lindo Metronomy. A banda inglesa, estamos falando por aqui há alguns posts, vai lançar a edição comemorativa do maravilhoso “The English Riviera”, seu terceiro disco, que completa no mês que vem seus 10 anos de idade. O lançamento é dia 30 de abril. O álbum, remasterizado, vai vir om seis canções inéditas, que ficaram de fora da montagem final das músicas do disco. Como parte dessa merecida comemoração, ainda, temos que o duo nova-iorquino MGMT fez um remix de “The Look”, uma das mais marcantes músicas não só do “English Riviera” como da carreira do Metronomy. Se a gente gostou?

– A banda indie californiana que já teve várias formações e vários nomes, capitaneada por John Dwyer e que no momento atende por Osees, vai fazer agora, em 10 de abril, um streaming de suas “Levitation Sessions II”, que foi armada numa fábrica abandonada em Los Angeles. A performance foi gravada com câmera 360º e tudo. Eles prometem coisas inéditas e “surpresas” no setlist. O selo “Levitation” de apresentações do Osees nasceu no ano passado, quando a banda fez essa live, em setembro. Agora vem a segunda da série, paga, e que depois vai render um álbum duplo ao vivo. Para ver a “Levitation Sessions II, o ingresso, que pode ser achado aqui, custa nem 4 dólares.

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Popload nos festivais: o último show da vida do Knife, na Islândia

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* De certa forma, a Popload esteve presente no último show da história dos suecos The Knife. A trupe se apresentou no último sábado como atração principal do Iceland Airwaves, festival de música alternativa que há quase duas décadas acontece na Islândia. A poploader Talita Alves estava lá e conta um pouco do que foi este show histórico.

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A noite mais esperada de todas no Iceland Airwaves’14 foi a do último sábado. A Islândia meio que se preparou para receber o Knife. Até a aurora boreal resolveu aparecer. Uma das coisas mais lindas foi ver o céu ficar colorido a noite.

Reykjavik parece carnaval durante o Airwaves, comentário de um brasileiro que mora aqui e faz todo o sentido. A cidade respira música e festa com o evento. Uma média de 6-8 mil pessoas do mundo todo pulando de um local para o outro querendo ver um pouco dos nomes escalados para o festival.

Além das 24325643 bandas que se conhece por aqui e nem sei dá para escrever/pronunciar os nomes, teve o tal último show do The Knife. A apresentação ia começar às 22h. Meia hora antes já havia uma fila gigante que terminava do lado de fora da Harpa. Muitos islandeses estavam lá pra ver o duo pela primeira vez (na verdade pela primeira e última vez). No palco, os suecos levaram exatamente o mesmo espetáculo complexo da turnê “Shaking The Habitual”. A única diferença foi o clima de despedida e eles lembraram esse momento de um jeito que só o Knife poderia fazer.

“I wanna a party that no one remembers its name, with healthy organs in any color. A body that I can offer. Your body, your body. A blind body, a body that no matter who you are”. Este é um pequeno trecho de um discurso/manifesto que eles fizeram durante o show.

Foram oito dias mágicos na Islândia, dias sem dormir direito, com um show atrás do outro, uma caixa de relaxante muscular do lado pra aliviar o peso. Com um festival que acontece em um país lindo de um jeito bem peculiar. Faz muito frio, mas tem vulcão. Um lugar onde as coisas funcionam perfeitamente. Um exemplo: a polícia geralmente não tem o que fazer por aqui, então eles ajudam a colocar os enfeites de Natal na rua. Uma cidade com pessoas especialmente queridas e que adoram conhecer brasileiros.

Fora que eles têm o melhor hot dog do mundo, mas estão começando a produzir cervejas artesanais incríveis que logo menos vão roubar o título de “melhor da Islândia”.

Um brinde ao Knife.

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Heart-breaking-beats… O genial e incompreendido The Knife vai acabar

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Mundo indie em choque. O aclamado duo sueco The Knife, de approach criativo e ao mesmo tempo muito complicado de se entender, anunciou que vai se separar no fim do ano.

Formado pela dupla Karin Andersson e Olof Dreijer, o Knife terá suas últimas datas em novembro, na Europa, e vai por fim aos seus 15 anos de carreira.

Na estrada desde o ano passado com a turnê do disco “Shaking the Habitual”, o Knife lançou ao longo da carreira quatro álbuns e sucessos como “Heartbeats”.

Em entrevista ao site da Dazed & Confused, Karin confirmou o fim do projeto: “Quando terminarmos a turnê em novembro vamos terminar, é nossa última turnê. Não temos obrigação alguma para continuar. Isso tem que ser unicamente sempre para se divertir”.

O último show da banda será no famoso Airwaves Festival, dia 8 de novembro, em Reykjavik, na Islândia.

* As derradeiras datas do Knife:
31/10 – Stockholm, SE @ Annexet
1º/11 – Gothenburg, SE @ Film Studios
3/11 – Berlin, DE @ Arena
5/11 – Manchester, UK @ Academy
6/11 – London, UK @ Brixton Academy
8/11 – Reykjavik, IC @ Iceland Airwaves Festival

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Harmonizando shows com vinho branco. Popload no Pitchfork Festival Paris

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* Rolou neste final de semana na capital francesa o bonito Pitchfork Festival Paris. O Disclosure, o Knife e o Blood Orange estavam lá para tocar. A Talita Alves estava lá pela Popload para contar um pouco como foi. Só alegria no crossover hipster Pitchfork e Paris.

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* Pitchfork Festival: 3 dias, 33 atrações e alguns clichês. Por Talita Alves

Nos mesmos moldes da versão americana, o festival por aqui acontece num parque, só que eles reservam uma área coberta e dividem as atrações em dois palcos. Como cenário: o Grande Halle de la Villette, um lugar clássico, que já foi um matadouro e hoje é praticamente uma cidade dentro de Paris. Nos Estados Unidos, o Pitchfork rola durante o verão e faz muito calor. Na versão francesa é outono e o parque fica cheio de francesinhas com chapéus e boys embigodados e hipsters que roubaram o guarda-roupa dos avós.

Parece que o Pitchfork é a caixa de pandora do final do ano, por isso mesmo vem gente de tudo quanto é canto para cá. A média de público fica entre 10-15 mil pessoas. Fica tranquilo transitar de um show para outro, as pessoas são educadas até demais. O soundsystem do evento é impecável, de qualquer canto você consegue ver e ouvir a banda que está tocando. Todo o festival demonstra ter sido pensado para funcionar na França, a começar pelos comes e bebes: cerveja e vinho, quiche lorraine e ostras. Très chic.

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#1 dia – sexta

O grupo/cara americano Blood Orange abriu o festival. O músico-produtor Dev Hynes aproveitou P4k Paris para dividir o palco com a namorada Samantha Urbani (vocalista do Friends) e também para mostrar músicas do seu próximo álbum, que “um dia em breve sai”. Savages veio na sequência. Ao contrário do calor que as meninas passaram no Pitchfork em Chicago, o visual dark delas combinou demais com o friozinho que está fazendo em Paris nestes dias. Ao vivo, constatado, o som delas é muito mais denso que o já bastante denso disco de estreia: consigo ouvir a bateirista e os gritos da Jehnny Beth na minha cabeça até agora, horas depois de a performance delas ter acabado.

Antes da última atração, um dos nomes que eu mais queria ver neste dia: Darkside, projeto electro-humano do badalado DJ e produtor Nicolas Jaar com o guitarrista Dave Harrington. O som da dupla foi um senhor preview para o show do The Knife, que ia fechar a noite. A tão-esperada apresentação do “complicado” duo sueco parece roteiro dos filmes do David Lynch, cheio de loucuras e performances. Mais de dez pessoas fazendo coreografias absurdas no palco enquanto a Karin Andersson e o Olof Dreijer (abaixo) ficaram escondidos todo o tempo.

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#2 dia – sábado

O segundo dia, de dia, foi bem mais sossego: Jagwar Ma, Warpaint, Junip e Ariel Pink. Agora à noite o cenário virou outro. Depois do rapper Danny Brown, tivemos o Disclosure. Em menos de dois anos, os caras apareceram demaaaaaais. Uma das melhores novidades da música neste ano e, exatamente por causa disso, isso teve um peso gigante no Pitchfork. O palco principal do festival pareceu ter diminuído de tamanho quando eles entraram. E o clima electroindie cool do festival sumiu, para evocar um espírito “tenda dance lotada do Coachella”. O Disclosure não está fácil.

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#3 dia domingo

Depois de dois dias seguidos, aparece um cansaço misturado com a ansiedade de ir ao último jornada de festival. O domingo foi um dos mais bacanas da programação e meio que uma despedida desses dias de Pitchfork, então beleza. Não estava nem aí para os meus joelhos. Shows lindos do genial Hot Chip, da loirinha de cabelos pretos Sky Ferreira, Glass Candy, Yo La Tengo e principalmente a dupla canadense Majical Cloudz (abaixo o produtor Matthew Otto. Poupamos você de ver o vocalista intenso e careca Devon Welsh), apresentação dramática e cheia de silêncios perturbadores. Todo mundo ficou quieto para vê-los. Só umas palmas, às vezes. Aqui as pessoas fazem realmente silêncio em show assim. Foi lindo. Ainda mais harmonizando o show com vinho branco oui, oui! Já a babe indie Sky Ferreira nem estava louca em seu show. Só entrou fazendo cosplay de mia wallace com uma peruca preta e uns óculos estilo willy wonka. Ela tocou só musicas do album novo e por incrivel que pareca está bem rock.

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*** A foto que abre o post e a do Majical Cloudz é do site The Line of Best Fit. As outras imagens são arrancadas do Instagram da poploader Talita Alves.

**** Vídeos de galera, tirando o do show todo das Waipaint:

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The Knife solta vídeo para novo single e mostra como anda seu show esquisito e cool

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Durou mais de sete anos o hiato para o incrível duo sueco The Knife voltar a excursionar pelo mundo, com seus shows ótimos, concorridos e bizarramente cool. Na estrada divulgando seu mais recente disco, o 100-minutos-de-duração “Shaking the Habitual”, a dupla Karin Andersson e Olof Dreijer tem esgotado seus shows pela Europa desde maio.

A turnê, que começou pela Alemanha, passou por mais de quinze países e está na fase dos festivais de verão. Para este mês, só tem mais um show na agenda, justamente na Alemanha, no Melt Festival. Em agosto, os suecos vão tocar “em casa”, no Way Out West Festival de Gotemburgo, e têm compromissos em outros 12 festivais até o início de novembro, incluindo o holandês Lowlands e a versão francesa do Pitchfork Music Festival.

Acontece que essa nova e esperada tour do The Knife tem chamado a atenção dos fãs e rendido certas polêmicas também. Não que a gente não saiba que o The Knife é “fácil”. Mas diversas reviews de fãs e jornalistas que têm ido aos shows andam bem divididas. Especialmente devido ao grande número de dançarinos que encenam no palco coreografias bizarras e abstratas.

Esse papo já está por aí faz uns dois meses, desde o início da tour. Mas agora o duo soltou o vídeo para o novo single, “Raging Lung”, com recortes de imagens de um dos shows da nova turnê, este gravado em Estocolmo. Agora dá para ter certa noção da razão em torno dessa polêmica toda, dos shows que recebem elogios como “incrível” e “WTF?” ao mesmo tempo.