Em The Rapture:

Luke Jenner, líder do incrível The Rapture, anuncia primeiro disco solo e solta música de partir o coração

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Líder de uma das bandas mais incríveis deste século, Luke Jenner, ex-líder do finado e agora ressuscitado The Rapture, vai lançar seu primeiro disco solo.

A boa nova vem após longos seis anos do “fim” da instituição dance-punk que abalou as pistas mundo afora. Este álbum de estreia terá o singelo título “1” e estará nas lojas no dia 15 de maio.

Diferentemente do som ao qual acostumamos ouvir com a voz de Jenner, o primeiro single “You’re Not Alone” chega desacelerado, beirando a melancolia, e partindo o coração até do sujeito indie mais bruto.

Para este novo projeto, Jenner aborda especialmente passagens de sua vida pessoal, entre eles um caso de abuso infantil em sua própria família e também pela busca de sua própria felicidade.

O Rapture ficou cinco anos separado e voltou a fazer shows no ano passado. Os norte-americanos têm alguns compromissos em festivais europeus no meio do ano, entre eles o Mad Cool, em Madrid.

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Whoo! Alright-yeah Uh Huh!!! Após cinco anos do fim, The Rapture anuncia o retorno da banda

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* Never thought I would miss you
But oh how I miss you
Always thought I could forget you
But I can’t forget you

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Grupo dance punk nova-iorquino que é trilha sonora de muita gente neste século, o incrível The Rapture resolveu retomar suas atividades cinco anos após anunciar seu próprio fim.

A importante banda do distinto Luke Jenner já armou ao menos dois shows de reunião para breve. Dia 30 de abril, eles tocam no hipster Music Hall of Williamsburg, no Brooklyn, mesmo local onde eles fizeram seu até agora último show, em 2012.

A apresentação na casa/clubinho que é reduto indie indispensável daquela região vai servir como aquecimento para o show no festival Just Like Heaven, uma semana depois, em Long Beach, Califórnia.

“Tem sido um longo caminho tentar descobrir como ser pai e marido, algo que parecia muito mais importante do que ficar no palco na frente de qualquer pessoa”, disse Luke, em comunicado. “De qualquer forma, espero que haja um longo futuro para nós e que possamos construir algo novo. Talvez você se junto a nós em algum lugar ao longo desse caminho novamente”.

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Danger Mouse revira o baú do Rapture e publica demo inédita

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O produtor bamba Danger Mouse resolveu nos brindar com um pequeno tesouro até então escondido. Ele, que produziu há dez anos o discaço “Pieces of the People We Love”, mostrou uma demo inédita, gravada na época.

Ontem, Danger Mouse apenas disse “10 anos hoje” ao falar de “Every Little Thing”, sonzinho delícia, cheio de groove e vocal sutil.

O Rapture anda algo sumido, enquanto o produtor está envolvido no novo disco do Red Hot Chili Peppers, dizem.

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Popload no mar. Coachella no navio começa hoje

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* Popload em Miami. Ainda bem que estou longe de São Paulo, haha.

Motherf•ckin’ Indies on a motherf•ckin’ boat!

* Se essa p*rra não virar (olê…), começa hoje no trajeto o SS Coachella, versão Bahamas, a versão cruzeiro de um dos principais festivais do mundo em terra firme. Primeira iniciativa do maior festival americano em outra “plataforma” que não o deserto da Califórnia. O embarque e a zarpada é no final da tarde de domingo e às 8 da noite, horário daqui, já tem o incrível Father John Misty (um dos álbuns do ano, um dos shows do ano) tocando ao vivo.

O line-up é incrível. Neste domingo tocam FJM, Grimes, Pulp, Black Lips, Cloud Nothings, Gaslamp Killers e !!!. A balada à bordo vai até quarta de manhã. Na terça, para ter uma ideia, rola a seguinte sequência: Warpaint, Simian Mobile Disco, Hot Chip, Rapture (DJ set) e Girl Talk. O grande James Murphy, Sleigh Bells, Yeasayer, Jason Bentley e DJ Harvey são outros nomes que estão na programação. Algumas bandas/artistas tocam duas vezes no cruzeiro. A programação geral está aqui.

A parada é intensa. Durante o dia, tirando piscina, clubinho non-stop e tals, a programação inclui, entre outras coisas, as seguintes “atividades”:

* Degustação de vinhos com James Murphy. Parece que o cara é “oenophile”.
* Um famoso DJ de rádio cool de Los Angeles (KCRW) vai moderar uma conversa com organizadores do Coachella, para ele falarem como botam de pé um festival daquele tamanho em terra e como ele veio parar na água. Bom para o nosso momento “país dos festivais x crises” e tal, talvez.
* Vire DJ ao vivo tocando no Coachella. Vão ter cursos rápidos para DJ no deck do navio, tocando na real com “instrutor” famoso (de banda) e ganhando um poster do Coachella com o nome no line-up. Afinal, você tocou no festival.
* Sessão de Midnight Movies. “Ghost Ship” vai passar nas Bahamas, haha. Apresentado pelo Girl Talk.
* Leitura de peças literárias com o J. Tillman, do Father John Misty.
* Sessão matinal de drinks Bloody Mary feitos pelas meninas do Warpaint. Matinal.
* Parece que a bombshell indie Alexis Sleigh Bells vai ensinar alguma coisa sobre pintar unhas, não entendi direito.

Enfim. Depois conto melhor essas histórias. Se é que vai dar para fugir da regra básica do “o que acontece no navio, fica no navio”.

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Primavera Sound, Barcelona. Dia 2 – O show para sempre do The Cure, as fotos, os vídeos e as… Primavera Sound Babes!

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Segundo dia do Primavera Sound, festival eletro-indie-rock que, ontem, abriu espaço para o seminal The Cure, que parecia querer fazer um show para sempre: 3 horas de duração.

Além do Cure, outras 50 atrações desfilaram pelos 8 palcos do evento. Muita gente boa esteve por lá. O Drums, por exemplo, fez show bem bom. O Rapture fez sua apresentação caoticamente imperdível de sempre. O ótimo Wavves, que vi este ano no Sxsw em um dos lugares com nome mais legal no mundo – Hype Hotel – parece ter feito um dos melhores shows do dia, pela reação da galera nas “redes sociais”.

Vi muita gente emocionada com o Girls se apresentando durante o pôr do sol. Quem foi ao festival também teve a oportunidade de assistir ao show do duo indie que toca mais alto no mundo. O Sleigh Bells, orgulho do Brooklyn, formado por Derek Miller e a agora-nova-musa-do-indie Alexis Krauus, sempre costuma fazer um show ótimo e barulhento. Ainda mais agora, nessa fase “indie metal” deles. A Alexis até se jogou na galera.


(Foto: Mac Costa)


Girls (Foto: Mac Costa)


A “atmosfera” no show do Girls estava assim (Foto: Diego Maia)


Big Star’s Third (Foto: Mac Costa)


The Rapture (Foto: The Whistles)


The Cure (Foto: Mac Costa)


Sleigh Bells (Foto: Desmond in a tutu)

*** Se o Coachella tem suas “Babes”, por que não o Primavera Sound, em Barcelona, em pleno verão? As fotos são da PlayGround Magazine.

*** Voltamos à nossa programação normal.