Em the roots:

Popload estreia coluna de hip-hop: “Popload Beats”

Agora a POPLOAD agora abre espaço para alguns colaboradores! Apesar de tratarmos de música e cultura pop em geral, sem preconceitos de estilos, acabamos falando mais de uns que de outros. É para preencher algumas lacunas que escalamos alguns “experts” para compartilharem aos fins de semana o que eles têm ouvido por aí e que acabam escapando da nossa congestionada antena. Hoje, temos a participação do Felipe Evangelista, fanático por hip-hop. Ele vai responder pela “Popload Beats” e estreia falando sobre o THE ROOTS, yo!

Popload Beats — por Felipe Evangelista


A SOBERANIA DO THE ROOTS

Um dos álbuns mais aguardados do ano está em nossas mãos! “…And Then You Shoot Your Cousin”, décimo primeiro álbum do grupo The Roots, foi lançado na última segunda-feira com a dura missão de ser o sucessor do aclamado “Undun”, de 2011, último álbum do grupo.

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A arte do álbum é uma obra de 1964 do artista Romare Bearden, chamada Pittsburgh Memory

O curioso título faz referência à música “Step Into a World (Rapture’s Delight)” do rapper nova-iorquino KRS-ONE. O trecho que inspirou o The Roots diz que os MC’s, ao invés de se preocuparem com a música, estão mais preocupados com o dinheiro e com isso, passam a comprar armas esperando acontecer alguma coisa. Já que não acontece, eles acabam atirando em seus primos. Eles estão “paranóicos”. É uma clara referência ao rapper Slick Rick, que em 1990, atirou em seu primo achando que o cara estava armando um plano para ele ser roubado.

Desde o lançamento de “Undun”, muita coisa aconteceu na vida do The Roots. Em setembro do ano passado, eles surpreenderam o mundo ao lançar um disco em conjunto com o inglês Elvis Costello. Em seguida, pousaram em solo brasileiro para fazer um show muito elogiado no Planeta Terra (quem não lembra do Tuba Gooding Jr.?) e no começo de 2014, mudaram juntamente com Jimmy Fallon para o The Tonight Show. Foi justamente no programa que o grupo fez a primeira apresentação ao vivo para a divulgação do álbum novo. Questlove, Black Thought e cia. apresentaram a faixa “Never” na companhia do DJ A-Trak e do Metropolis String Ensemble.

Falando um pouco mais do álbum, é clara a diferença de proposta em relação ao trabalho anterior. Se em “Undun” a história toda era centrada na vida do jovem Redford Stevens, “…And Then You Shoot Your Cousin” aborda a história de diversos personagens. Em entrevista concedida à revista XXL em fevereiro, Black Thought explicou com mais clareza as diferenças entre os projetos. “Nós criamos alguns desses personagens que vemos. Nós como artistas, músicos, cidadãos da Filadélfia, nova-iorquinos, homens negros, estamos familiarizados com cada um desses personagens, e meio que os apresentamos ao resto do mundo de uma maneira que os tornam mais fáceis de serem entendidos do que talvez vistos.”

Black Thought também fez questão de afirmar que a essência dos dois projetos são parecidas. “É conceitual. É outro álbum conceitual no espírito de Undun.”

Diferenças de lado, “…And Then Shoot Your Cousin” apresenta mais um trabalho sólido e complexo dos integrantes do The Roots, que vem se consolidando como um dos artistas mais criativos e talentosos do hip-hop. O álbum também conta com participações de vários velhos conhecidos do grupo, entre eles Dice Raw, Greg Porn, Patty Crash e Mercedes Martinez. Outra participação importante é a do cantor Raheem DeVaughn.

*Felipe Evangelista tem 27 anos e passou mais da metade da vida ouvindo hip-hop. É administrador e aspirante a produtor musical.

Os "hummms" e os "o//////" do Planeta Terra Festival

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* Fãs da Lana, fiquem, vai ter Blur.

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Lana Del Rey “twerking” em seu belo show no Planeta Terra no Campo de Marte. Laninha é de Vênus

Aconteceram três festivais em um só, sábado, em São Paulo, no Campo de Marte.

1. O Planeta Terra no cimentão e só com um tobogã feio e uma roda gigante mais roda que gigante. O PT virou um “festival normal”. A aura de “diferente” que construiu por anos e que deu fama ao evento sumiu. A gente entende a rebolada que o PT precisou fazer para se manter vivo para este ano, depois de quase ter sido descontinuado. Mas desse jeito vamos ter que ir ao PT pelas bandas, mesmo. Não, também, pelo festival-pelo-festival. Entende aqui, não? Não que a gente vá a um festival pela montanha-russa, mas um clima “evento” se perdeu. Agora vamos (só) pelas bandas, mesmo. O que para nós não é esforço algum, claro, mas… Tem um gramadão ali para ser usado no próximo. E contrata a Monga, a Mulher Macaca, ex Playcenter, para ficar dando uns rolês pelo lugar. Pelo menos acabou 23h. E dava para ir embora de metrô.

2. O Planeta Terra da Lana Del Rey, a não-headliner mais headliner dos últimos tempos. Acabou a Lana, parte considerável das 27 mil pessoas foram embora. Chegaram para a Lana, foram embora depois da Lana. Que bizarro esse culto juvenil para uma menina de música melancólica em estilo cabaré.

3. E o Planeta Terra do Blur, emocionante, cheio de hits, banda no gás. Mas isso para a galera anos 90. Beleza. Na segunda música, acho, tocaram uma das músicas mais legais da história, “There’s No Other Way”. Uma que tem a parte “All that you can do is watch them play”. Disse tudo.

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Damn Damon, no show do Blur: “Oh my babeeeeeeeeeeeeee, Oh my babeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee”

Mas vamos logo aos Hummms e o///// que a equipe da Popload achou do Planeta Terra 2013. O saldo foi bem positivo. Sábado lindo. Mas…

HUMMM…

* faltou internet por um bom tempo na sala de imprensa e na bilheteria, que não tinha como imprimir os ingressos porque também não tinha… papel
* portal de internet… Poderiam investir em um wifi para o público, que como todo festival ainda teve problemas com os celulares. Normal, enquanto os organizadores não investirem em uma célula móvel para que todo mundo possa tuitar, instagramar e divulgar o festival ~avonts~. É problema muita gente concentrada no mesmo espaço usando celular em qualquer lugar do mundo, mas festivais como Coachella e Sasquatch já apresentam boas soluções para isso. Todo mundo sairia ganhando, não?
* estrutura árida e sem charme. Boa para chuva, mas, no sol da tarde de sábado, aquela imensidão de cimento e pedregulho deixou a gente com saudade do Playcenter, que pelo menos era divertido
* o som dos dois palcos se embolava e vazava entre uma música e outra. Na pista VIP, mais alta e na parte de trás do evento, de frente ao palco principal, dava para ouvir as duas performances ao mesmo tempo. Ou nenhuma delas, dependendo do ponto de vista
* Travis no meio da tarde, aqui com o som baixo, engolido pelo Roots e praticamente ignorado no line-up. Tadinhos. Mas a banda não ajudou na performance datada também. Os hits velhos soaram só como… hits velhos. Pergunta que rolou no sábado e ainda não demos uma conferida no Google: Como está, hoje, o ex-baterista estiloso do Travis, que se acidentou feio anos atrás? No mais, era um belo show de fim de tarde que aconteceu aqui no fim de tarde. Mas as coisas não saíram tão bacanas…
* Beck só autorizando os fotógrafos fazerem imagens dele nas músicas 4, 9 e 11. Algum código? Cientologia?
* O som baixo durante o show da Lana Del Rey. O que muitas vezes transformava Lana em seu próprio backing vocal, já que a galera fazia a voz “principal”
* Laninha não permitindo fotógrafos. Libera tudo, Lana.
* Beck fazendo Michael Jackson
* Lana fazendo Bob Dylan, em trecho, e moleque no Twitter mais tarde adorando o cover de Guns N’ Roses dela (“Knockin’ on Heaven’s Door”)

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* Distância entre palcos foi ideal para quem quer ver tudo ao mesmo tempo, sem precisar enfrentar uma maratona entre um “stage” e outro
* Barraquinha com cardápio gourmet? Nice
* Sem filas nos banheiros e nas barracas. Claro, se você deixa para comer e fazer xixi nos intervalos dos shows, vai ter sempre um problema. Não importa em qual festival você esteja. 😉
* De novo: a pontualidade, sempre. Estamos ficando velhos, mas, voltar de um festival às 23h com metrô ainda funcionando, é uma maravilha
* Por falar em metrô, e off festival um pouco, o Blur emocionou tanto os indie-velhos que um vagão do metrô voltou para casa cantando “Tender”
* As mocinhas e mocinhos usando a tiara de flores da Lana
* Lana se jogando na plateia da grade, distribuindo selinhos e abraços. Uma fofa.
* O cenário tropical da Lana, com palmeiras, telão com vídeos da cantora e trilha de Scarface, sua já marca registrada. Ela nos trouxe a Califórnia, Hollywood.
* Galera cantando aos berros (chorando!) “Blue Jeans” e “Born To Die”. E “Video Games”. E “National Anthem”.
* Palma Violets: ainda na vibe banda-loucurinha, mostrando que se eles se divertem no palco, é quase diversão garantida para quem vê também. Lembrou Libertines, na boa fase. Caótico, cheio de energia. Delicioso.
* Travis, mesmo ignorado e mal-resolvido, fez a gente lembrar que eles existiam e por que um dia a gente gostou deles.
* A tuba, sim, TUBA, do The Roots
* Beck em show perfeito com muitos altos e pouco baixos (sendo os “baixos” somente alguns solos de guitarra e gaita longos demais). Carismático, passou por todas as fases da carreira, do hino-indie “Loser” à fase folk-sensível do disco “Sea Change”. Boa, Beck Hansen.
* Beck fazendo “Tainted Love”, hino do Soft Cell, que nem é exatamente do Soft Cell
* Todos os fãs da Lana deixando o festival depois do show da cantora, deixando o espaço livre para nós e o showzão do Blur o/
* BLUR. Apenas. Um hit atrás do outro, Grahan Coxon sendo mais incrível ainda, o Alex James carismático e cool de sempre, Damon Albarn empolgadíssimo e inspirado e a banda toda, com um setlist perfeito, mostrando de onde os Gallaghers tiraram tanto ódio
* As centenas de camisetas do Oasis pelo festival. Bom humor: nunca é de mais.
* Momento “Tender”, catártico, talvez a música que resuma o festival. Junto com “Blue Jeans”. Junto com “Loser”.
* O ator britânico Phil Daniels, em pessoa, veio ao Brasil e participou da “sua” “Parklife”. Camisa polo Freddy Perry, entende? A música tem mais a cara dele que de Damon Albarn. “I love David Luiz [jogador brasileiro, que joga pelo clube inglês Chelsea]”, gritou Daniels ao cumprimentar a plateia. Gênio.
* O Planeta Terra redimiu a gente pelo tipo-fiasco que foram os shows do Blur aqui em 1999, na primeira vinda da banda. Valeu, PT

*** Logo mais entram as fotos Popload do festival. Stay glued.
**** As imagens deste post são de Fabrício Vianna/Popload.
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Raridade: M.I.A., ao vivo, com uma banda. O The Roots, no caso

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A cantora-rapper-treta-séria cingalesa M.I.A. apareceu no programa de Jimmy Fallon na noite de ontem para divulgar seu novo disco, “Matangi”, lançado neste mês. O quarto disco de estúdio dela é meio que uma prova de fogo para a cantora, já que “Maya”, álbum antecessor lançado em 2010 não foi lá muito bem recebido.

No Fallon, além de conceder uma breve entrevista, M.I.A. – que recém passou pelo país – fez uma apresentação algo especial e rara, com o ótimo The Roots como banda de suporte. Ela não é muito de se apresentar com bandas. No programa, mandaram a mistureba rítmica “Come Walk With Me”. Começa calminha, depois vira bagunça.

* Vale lembrar que o The Roots é uma das atrações do festival Planeta Terra, amanhã, em São Paulo.

The Roots, Travis e Grimes no Brasil?

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* Hummm. Seguinte. Muito agito nos bastidores do showbis nacional por conta de uns papos aqui e ali que são os seguinte:

1. The Roots no Planeta Terra Festival? – A qualquer momento vai ser anunciada como atração do próximo Planeta Terra Festival, em novembro em SP, a presença da distintíssima banda americana de negões funk soul brothers The Roots, alternative hip hop que são o grupo residente do programa de entrevista do Jimmy Fallon, entre outros grandes atributos. O Roots entra na lista que já tem Blur, Beck, Lana Del Rey, Palma Violets. Não sei se junto à banda da Filadélfia serão divulgados outros nomes, tipo o das HAIM, haha. Torçamos para que os papos lá no Lolla Chicago com elas tenham rendido boas coisas. Mais sobre o Roots, os caras tocaram em SP com o músico John Legend em 2011, Anhembi, no Urban Music Festival, e estavam anunciados para este ano no Sónar SP, que foi cancelado.

2. Travis em outubro/novembro? – As negociações, via Chile e Argentina, para a vinda da acidentada banda indie pop escocesa Travis ao Brasil ainda em 2013, ganharam muita força nos últimos dias. Dizem, diiiiiiizem, que no Brasil também estaria tudo certo, mas os hermanos vizinhos, que comandam a turnê latina, precisam bater o martelo lá de uma vez. Tamo junto, Chile.

A banda Travis em emotiva apresentação no festival T in the Park, no Reino Unido. Vem, Fran

3. Grimes vem este ano ainda? – A loirinha (ora ruiva) indie canadense Claire Boucher, que comanda a ideia musical dark wave Grimes, soltou hoje de modo “bem sério” no Twitter que tem como prioritade vir ao Brasil e resto da América do Sul assim que seu novo disco acabar de ser gravado. Grimes quase fechou com o Rock in Rio e, pelo que a gente sabe das negociações gerais, teve pelo menos mais dois convites para vir ao Brasil neste ano. Fora o pedido virtual diário de fãs que ela diz receber. Parece que o disco, o quarto na verdade, mas o segundo depois do estouro que foi “Visions” (2012), está pronto, em detalhes de masterização, e a ideia é lançá-lo em outubro. Bem…

Acompanhemos tudo, então.

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Música do ano? Elvis Costello & The Roots soltam primeiro single da parceria

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A Popload anda meio nostálgica hoje, não acha? Duas importantes entidades da música uniram forças e vão lançar, em breve, um aguardado disco no clima de brodagem.

O cantor Elvis Costello e a banda The Roots botam no mercado, dia 13 de setembro, “Wise Up Ghost”, parceria até pouco tempo improvável, mas que ganhou forma ano passado, durante visita de Costello ao talk show de Jimmy Fallon, do qual o Roots é banda residente.

Na ocasião, Costello e The Roots fizeram juntos um tributo a Bruce Springsteen. Desde então, as duas partes se aproximaram e o resultado será este álbum.
O primeiro recorte sonoro de “Wise Up Ghost” já está ao nosso alcance. “Walk Us Uptown” é deliciosa e mistura rock com funk de vanguarda. Não teria como ficar ruim.