Em The Smiths:

O ídolo pop Rick Astley e os meninos do Blossoms tocando Smiths. Shows do ano?

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* Rolaram na última sexta e no sábado os prometidos shows em Manchester e Londres, respectivamente, da parceria do astro pop antigo Rick Astley com os novinhos Blossoms para tocar músicas da magistral banda The Smiths. E só Smiths.

O quão maravilhoso isso não dá para descrever. Mas dá para mostrar com vídeos.

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Johnny Marr volta aos shows, enche o setlist de Smiths e toca até Electronic. Manja o Electronic?

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* O guitarrista inglês Johnny Marr, que um dia fez parceria de autor numa banda chamada The Smiths, retomou ontem à noite em Leeds sua vida de shows pós-pandemia. Ou nesta fase “apesar dela”.

Marr pretende lançar em meados de outubro um EP novo, “Fever Dreams Pt 1”, que dá pinta de ser um álbum novo dividido em dois, pelo nome. O último disco cheio de estúdio dele é “Call the Comet”, de 2018.

Em Leeds, na casa de shows Stylus, Marr fez tipo show do Liam, que carca Oasis no setlist. No caso do guitarrista, obviamente, The Smiths. Um pouco mais moderadamente, talvez. Num concerto de 21 músicas, ele tocou sete de sua ex-banda.

Marr ainda tocou dois hits da superbanda que Johnny Marr teve (por oito anos, três discos) nos anos 90, a Electronic. O grupo era uma parceria de Marr com Bernard Sumner, do New Order, e teve colaborações gigantes de gente como Karl Bartos (Kraftwerk) e da dupla Neil Tennant e Chris Lowe, do Pet Shop Boys.

Fizemos um apanhado do que achamos no Youtube do show do Johnny Marr ontem em Leeds.

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The Blossoms e o famoso cantor pop Rick Astley se juntam para fazer dois shows cover dos Smiths. E tocam “Heaven Knows I’m Miserable Now” para anunciar

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* Não precisamos explicar aqui, já explicando, que o fera Rick Astley é uma personalidade da música britânica desde os anos 80, dono de uma voz reconhecível até numa Alexa fanha, compôs uma meia dúzia de hits pop gigantes, vendeu 50 milhões de álbuns já, é figura até hoje de rádio na Inglaterra e criou agora em 2021, além de tuuuuudo, um podcast famoso, o “Unwanted”, que é nome de um novo single que ele lançou em abril deste ano.

Então…

No começo desta semana, num show do nosso queridinho grupo Blossoms, de Manchester, em Londres, Rick Astley subiu ao palco para cantar com os meninos duas covers de Smiths, as clássicas “Panic” e “This Charming Man”. Claro, logo depois os rapazes do Blossoms fizeram eles mesmo uma cover do megahit “Never Gonna Give You Up”, para a noite ficar completa.

Dois detalhes antes de seguir com a história. Em alguns shows do Morrissey anos atrás ele cantava cover de “Never Gonna Give You Up”, do Astley. A música voltou às paradas atingindo milhões de novos ouvintes, ou ouvintes mais novos, a partir de 2007 (dizem, até hoje!!!), quando ela virou um meme na internet chamado “rickrolling”, quando para qualquer coisa que solicitava um hyperlink ao acessar a pessoa caía no vídeo de “Never Gonna Give You Up”, Rick Astley cantando que nunca desistiria e tals. O meme ressuscitou a carreira do aposentado Astley, à época.

Mas, enfim, voltando aos Smiths, as covers e o Blossoms, a coisa ficou “séria”. Eles, tanto o Blossoms como o Astley, anunciaram dois SHOWS DE COVERS DE SMITHS para outubro, um em Manchester e outro em Londres, respectivamente nos dias 8 e 9/10. E fizeram um vídeo para mostrar um ensaio a valer, tocando a clássica, maravilhosa, inesquecível “Heaven Knows I’m Miserable Now”, dos Smiths.

Captura de Tela 2021-09-17 às 10.05.48 AM

O engraçado neste vídeo de divulgação é o Rick Astley incentivando os moços do Blossoms a tomar um shot de Jägermeister antes de começarem a cover, provavelmente para dar uma “amaciada no espírito” antes de se arriscarem a imitarem Morrissey e Johnny Marr. Já tomou um shot de Jägermeister antes de se aventurar em algo que você está inseguro?

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* A imagem que ilustra a chamada para este post na home da Popload, de Tom Ogden, do Blossoms, e de Rick Astley, saiu na “NME” e foi clicada segunda passada por Peter Neill/Press, durante show da banda de Manchester em Londres, na segunda-feira.

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Notícias dos Smiths: separadamente, claro. A música nova do Johnny Marr e a turnê no Morrissey Presley em Las Vegas

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* O guitarrista inglês lenda-viva Johnny Marr, que tocou em 200 bandas, veio pela primeira vez ao Brasil com um grupo de reggae*, mas é mais conhecido como parceiro de Morrissey nos Smiths, lançou “Spirit Power and Soul”, seu novo single.

A música, com um vídeo simples e bem legal, subida por ele em suas redes sociais, vai fazer parte de “Fever Dreams, Pt. 1”, um EP esperado para sair no dia 15 de outubro. De contrato com gravadora nova recém-assinado, a BMG, Marr deve ainda lançar seu quarto disco solo no começo de 2022.

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* Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, Morrissey tem amanhã a noite final de sua residência de quatro datas tocando no hotel Caesars Palace, em Las Vegas. Morrissey enquanto Elvis e Sinatra. O sempre controverso cantor dos Smiths, em vasta carreira solo, lançou recentemente uma edição especial do disco “Bona Drag”, famosa compilação de hits solos e raridades dele lançada em 1990, que ganhou um banho novo em vinil colorido agora em julho para festejar os 100 anos da rede de lojas de discos HMV, inglesa. Esse lançamento novo fez o disco ir para no Top 40 britânico.

morrissey

Em Las Vegas, Morrissey tem se apresentado desde sábado. Trazemos do domingo ele cantando “Never Had No One Ever”, maravilhosa canção dos Smiths, do álbum “The Queen Is Dead” (1986), e de ontem a noite a performance dele para sua música “maldita” “Ouija Board”, muito criticada na época por, se é que eu me lembro, sugerir uma conversa com mortos através da famosa “sessão espírita com o copo”, sabe qual?

Na época, em plena forma em sua tradicional acidez bem colocada, ele respondeu: “O único contato que eu jamais tive com mortos foi quando eu dei entrevista a um jornalista do ‘The Sun'”, zoando o popularíssimo tablóide inglês.

Olha ele aí. Morrissey anuncia o melhor album da vida, depois do pior ano da vida

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* Na calada do domingo, o polêêêêêmico gênio maldito Morrissey, ex-Smiths e talvez ex-Morrissey em um sentido, anunciou em seu site detalhes de seu novo disco, “Bonfire of Teenagers”, a ser lançado ainda neste ano.

O controverso toda-vida Morrissey, ainda por conta de acusações de declarações xenófobas e racistas e opiniões políticas zoadas, o botou no meio de um processo de “cancelamento” geral, o que levantou voz de gente como Billy Bragg (a favor do cancelamento, digamos) e Nick Cave (que o defendeu, pedindo separação de seu imenso legado de seus pensamentos políticos).

Num episódio dos Simpsons em abril, chamado “Panic on the Streets of Springfield”, um personagem inspiradíssimo no cantor, Quilloughby, líder da banda The Snuffs e com voz do ator Benedict Cumberbatch, virou melhor amigo imaginário da Lisa Simpson, fez show e deu declarações escrotas no palco, o que foi reprovado por Lisa. Até uma música inédita zoeira de Morris… de Quilloughby surgiu deste episódio e foi lançada oficialmente: “Everyone Is Horrid Except Me (And Possibly You)”.

No meio dessa saraivada de repercussão negativa, Morrissey vem com “Bonfire of Teenagers”, disco com 11 faixas, algumas de nomes maravilhosos (veja abaixo), tipo “I Am Veronica”, “Ha Ha Harlem”, “Rebels without Applause” e “I Ex-Love You”. A cara dele.

O disco novo, o décimo-quarto de sua carreira solo desde o final dos anos 80, quando acabou com os Smiths, vai ser o primeiro fora da BMG, a gravadora com quem teve uma relação conturbada e que saiu brigado no ano passado, no comecinho da pandemia, quando lançou o sintomático “I Am Not a Dog on a Chain”.

“O pior ano da minha vida acabou no melhor álbum da minha vida”, disse Morrissey, que vai lançar “Bonfire of Teenagers” de forma independente.

Já temos a capa e o tracklist completo.

Podemos falar que estamos ansiosos ou melhor não?

Morrissey-–-Bonfire-Of-Teenagers-artwork

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* O tracklist de “Bonfire of Teenagers”
1. ‘I Am Veronica’
2. ‘Rebels without Applause’
3. ‘Kerouac Crack’
4. ‘Ha Ha Harlem’
5. ‘I Live in Oblivion’
6. ‘Bonfire of Teenagers’
7. ‘My Funeral’
8. ‘Diana Dors’
9. ‘I Ex-Love You’
10. ‘Sure Enough, the Telephone Rings’
11. ‘Saint in a Stained Glass Window’

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