Em the soundscapes:

Festival Fora da Casinha bota a cena indie para andar forte

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The “kids” are alright. A nova cena indie brasileira cresce e aparece a olhos vistos não é de hoje, mas a partir de hoje apresenta outro exemplo feliz de evolução, que vai de uma pulsante organização em cima ou fora do palco que talvez nunca teve.

As bandas de SP e as que frequentam SP já constituem um número decente que possibilita chamar de “cena”. Gravadoras/produtoras como a Balaclava faz intercâmbio internacional de bandas, levando e trazendo, e toma para si o lançamento de discos de importantes nomes dessa cena. Exemplares tão díspares como efevescentes quanto Aldo the Band, Boogarins e Jaloo trazem ao indie o dinheiro de grandes empresas patrocinadoras, que bancam selos e produtores top para ajudar a coisa andar. Dentro de dez dias um importante palco para bandas independentes será inaugurado no Largo da Batata, em Pinheiros, reassumindo a vocação do hoje extinto Aeroanta e contribuindo para a a movimentação ao vivo do indie e além.

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Nessas, logo mais, a partir das 16h, a importante Casa do Mancha, laboratório de shows “caseiros” da cena nacional, sai de seus pequenos mas legitimadores domínios, o dos shows num quarto e sala e quintal, e vai à rua para protagonizar seu primeiro festival. A partir das 16h, emprestando as dependências do Centro Cultural Rio Verde, realiza o Fora da Casinha, com dez bandas relevantes desse sangue novo e nem tão novo, paulistano e brasileiro. De O Tenno a Holger. Da volta do Supercordas (foto acima) ao internacional Boogarins. Com Soundscapes (imagem da home) e Twinpine(s) (abaixo) na programação, entre outros, o Fora da Casinha faz com um pouco mais de pungência neste domingo o que a “casinha” de Danilo Leonel, o Mancha, tem feito há oito anos: botando a cena independente para andar.

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Confira a programação do Fora da Casinha

16h Discotecagem Trabalho Sujo
17h Maurício Pereira (Coreto)
17h40 Stela Campos (Sala Lago)
18h20 O Terno (Coreto)
19h The Soundscapes (Teatro)
19h30 Twinpine(s) (Sala Lago)
20h Holger (Teatro)
20h30 Carne Doce (Sala Lago)
21h Supercordas (Teatro)
21h30 Gui Amabis (Sala Lago)
22h Boogarins (Teatro)

O Centro Cultural Rio Verde fica na rua Belmiro Braga, 181, na Vila Madalena. E os ingressos custam, hoje, R$ 60.

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Os pequenos indies vs. os MONSTROS DO METAL: Balaclava Fest equilibra as guitarras no final de semana

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* De um lado do ringue, Ozzy Osbourne, Kiss, Judas Priest, Motorhead, Manowar e demais integrantes da galera da pesada, literalmente. Todos amontoando metaleiros numa Arena Anhembi lotada neste final de semana em São Paulo.

Do outro lado… os indies.

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O atuante selo-produtora-banda-agitadores da Balaclava armou para este mesmo final de semana, no “indie” Centro Cultural de São Paulo, com ingressos a R$ 20 a inteira, por dia, o Balaclava Fest, evento que reúne uma banda de Portland (nem o Brooklyn, NYC, é mais indie que Portland hoje em dia), a Shivas, o distinto senhor Mac McCaughan, que já foi e, vá lá, é líder do Superchunk (uma das bandas mais indies da história), além de uma dupla de bandas do próprio selo, os brasileiros Shed e Soundscapes. O sábado tem Shivas + Shed, o domingo traz Mac Superchunk e Soundscapes.

Ozzy, Shivas (foto acima), Kiss, Mac McCaughan, Judas Priest, Palmeiras, Santos.

São Paulo vai ser um agito neste final de semana.

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