Em the strokes:

O Ano Novo dos Strokes em abril. Banda fez o Réveillon tardio em Nova York. Temos duas novas e duas velhas para equilibrar as duas tribos diferentes de fãs

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* Parece tudo muito confuso, mas não é. Anteontem, dia 6 de abril, a banda nova-iorquina The Strokes realizou no Brooklyn, ali no quadrado deles, o show que eles fariam na noite de Réveillon, que a covid-19 sabotou. Teve até a contagem regressiva antes do bis, exatamente como estaria planejado para a festa, que também aconteceria no Barclays Center se tudo tivesse ocorrido nos conformes.

Entre o dia que seria e o dia que foi, os Strokes se apresentaram no Lollapalooza Brasil, há menos de duas semanas, onde ficou escancarado que existem dois públicos bem distintos que amam e odeiam a banda de Julian Casablancas.

Os que só curtem a fase “histórica” inicial deles, e ficam putos porque o grupo não tem tocado mais ao vivo hits como “Last Nite”, os “fãs velhos”, e a galera nova, que parecem ligar para os Strokes mais a partir do último disco, “The New Abnormal”, lançado em 2020, no comecinho da pandemia.

Para não dar briga, botamos abaixo duas dos “Strokes primeira fase” e duas do “novo Strokes”.

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Lolla 2022 – O estranho caso dos DOIS Strokes que tocaram no festival brasileiro: foi bom demais o show? Foi ruim, então? Onde foi parar “Last Nite”?

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* Show dos Strokes é sempre assim. Desde 2001. E passando por todas as diversas fases deles, desde as de total relevância, quando surgiram “para salvar o rock”, quanto às mais zoadas, das brigas, das drogas, do não quererem lançar disco, do não querer se apresentar ao vivo, tudo muito bem temperadinha pelas piadas ou “observações da vida” sem graça de Julian Casablancas ao microfone. Ou o show é terrível (50%) ou é meia-boca e se sustenta pela natural força de seus muitos hits indies sem o grupo “atrapalhar” isso (30%) ou são muito bons (20%), quando uma conjunção de fatores leva à impressão de que a banda se ama, que está feliz e que, importante, está com vontade de tocar, naquele momento.

Mas o concerto do grupo nova-iorquino no Lollapalooza Brasil de sexta, com a banda headliner da noite, no limiar de sabermos o que tinha acontecido na Colômbia com o baterista do Foo Fighters (dizem que os Strokes entraram em cena sabendo naquele momento da morte do Taylor Hawkins), trouxe novas diretrizes para analisarmos o momento ao vivo da banda.

Pela primeira vez, agora no pós(?)-pandemia e depois de eles terem lançado um disco no lockdown, o “The New Abnormal”, depois de sete anos longe dos estúdios, a gente percebe que estamos diante de DOIS STROKES.

O Strokes da galera indie guiada pela banda nos anos 2000 inteiros. E os “novos Strokes”, este que praticamente viveu um hiato nos anos 2010 e de repende ressurgiu com um disco em 2020.

O primeiro grupo não curtiu muito a apresentação do Lollapalooza, principalmente porque, eles não tocaram a monumental “Last Nite” e as outras do primeiro EP (“The Modern Age” e “Barely Legal”), que depois entrariam no disco de estreia. COMO ASSIM ELES NÃO TOCARAM “LAST NITE”????, foi o mantra do pós-show por parte dos fãs… hum… velhos de Strokes.

A galera mais nova, essa que curte “os novos Strokes”, adoraram a apresentação, muito porque eles tocaram várias “das novas”, principalmente as do último “The New Abnormal”.

“Como muitos jovens que nasceram no fim dos anos 90 quase junto com a banda, eu perdi o auge dos Strokes e fiquei com as impressões, não tão boas, de um grupo que ficou famoso por apresentações intimistas em bares de NYC e que perdeu sua essência nos palcos internacionais, ficando conhecida pelo frontman mau-humorado”, disse a poploader Lina Andreozzi, que participou da cobertura do Lolla-BR da Popload e estava com um grande sorriso no rosto no fim do show enquanto outras pessoas da nossa galera não ficaram tão entusiasmadas com a apresentação da turma de Julian Casablancas.

“Bom, tudo isso mudou quando em 2018 sai a música “Star Treatment” do Arctic Monkeys, na qual Alex Turner canta que queria ser um dos Strokes. Isso fez com que muitas pessoas revissem seus preconceitos sobre a banda nova iorquina (inclusive eu), deixando muitos jovens atentos aos movimentos dos Strokes e culminando no bom destaque alcançado pelo álbum de 2020, muito bem-recebido pelo público gringo”, explicou Lina, de seu ponto de vista.

“Este conjunto de fatores culminou em um novo público para os Strokes, público esse que estava muito mais interessado em ouvir as músicas do novo álbum, como a impecável “The Adults Are Talking”, do que os fãs antigos que ficaram amargurados pela ausência de “Last Nite”. Foi um show muito bem executado, há anos que eu não ouvia guitarras lindas como as de Nick e Albert, mas ficou evidente que os Strokes não são mais jovens de 20 poucos anos e, se é isso que você espera do show deles, de ser uma banda cover de si mesma tocando só as músicas do primeiro disco, definitivamente você ficará decepcionado.”

“O show foi muito bom e os fãs velhos que sao chatos e queriam só ‘Last Nite'”, disse Isadora Almeida, apresentadora do nosso podcast Popcast e outra integrante de nossa equipe no Lolla. Isadora, em si, já se considera uma fã “de meia idade” dos Strokes, embarcando na onda deles depois da explosão do novo rock, ali entre o segundo e o terceiro álbuns da banda.

“Talvez a salvação dos Strokes em 2022 não esteja com os fãs que os abraçaram no começo, mas sim os que nem eram nascidos na época”, conclui.

Isadora está respaldada ainda pelo fato de “The New Abnormal” ter sido considerado o disco favorito do fenômeno Billie Eilish em 2020, ela que tem Grammys, Oscar e 20 anos de idade e nasceu depois que o primeiro dos Strokes, o histório “Is This It”, foi lançado. Ou seja, a garota mais gigantesca do pop mundial, que faz uma música super-“diferente”, viu grandeza na nova fase de uma banda que estava desacreditada pela maioria das pessoas desde os anos 2010.

Sem contar, ainda como exemplo, gente como a talentosíssima King Princess, retrato até no nome da música nova, ela com 23 anos hoje, andou chamando o baixista Nikolai Fraiture o baterista Fabrizio Moretti para colaborarem em música dela.

Mas e você? Curtiu o show dos Strokes no Lolla? Sentiu falta mesmo de “Last Nite”?

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* As fotos usadas neste post e na home da Popload são de Camila Cara/Divulgação do Lollapalooza Brasil.

** A cobertura Popload do Lollapalooza Brasil 2022, aqui no site a das redes sociais no final de semana, foi realizada por Lúcio Ribeiro, Daniela Swidrak, Vinícius Bracin, Isadora Almeida e Lina Andreozzi.

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Lolla BR chegaaaaando. Veja como foi Strokes na Argentina e Idles no Chile

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* Agora não tem para onde correr. A semana vai começar e no fim dela, na nossa cara, estarão acontecendo em São Paulo os aguardados shows de gente como The Strokes, Idles, Turnstile, Black Pumas etc. Tudo dentro do Lollapalooza Brasil, três dias de cansaço, correria, perrengues e outras muitas delícias que costumam abarcar o gigante festival de mais de 70 atrações. E que neste ano vai marcar a volta dos grandes eventos no país depois de mais de dois anos de interrupção pandêmica.

Para chegar ao Brasil, essas bandas tooooodas estão passando nas versões chilena e argentina do Lollapalooza vizinho deste final de semana.

Trazemos aqui, agora, os shows completos em vídeo de Strokes em Buenos Aires, no sábado, e Idles em Santiago, na sexta.

Dá uma vontadinha de chorar até.

No Lolla AR, o grupo americano apresentou 18 músicas em seu show headliner. Tiveram 10 clássicos da era dos 2000. “Ousaram” não tocar “The Modern Age”, “Barely Legal” e “Last Nite”, que compuseram seu primeiro EP e construiu a fama da banda nova-iorquina. Do mais recente álbum, o bom “The New Abnormal”,
tem cinco canções no setlist. Confira:

* Strokes na Argentina
Bad Decisions
You Only Live Once
Under Control
Juicebox
The Adults Are Talking
Electricityscape
Take It or Leave It
Razorblade
Trying Your Luck
Brooklyn Bridge to Chorus
Hard to Explain
Someday
Eternal Summer
You’re so Right
Reptilia
Killing Lies
New York City Cops
Ode to the Mets

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* No Chile, na sexta, o Idles fez sua estreia na América do Sul tocando no Lolla de Santiago. A banda inglesa fez um show de apenas 12 músicas, e misturou bem no setlist as músicas de seus quatro discos. Não faltaram, claro, clássicos como “Mother”, “Never Fight a Man with a Perm” e “Danny Nedelko”.

* Idles no Chile
Colossus
Car Crash
Mr. Motivator
Grounds
Mother
Divide and Conquer
The Beachland Ballroom
Never Fight a Man with a Perm
1049 Gotho
War
Danny Nedelko
Rottweiler

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* Os Strokes tocam no Lollapalooza Brasil na sexta-feira, às 21h15. O Idles se apresenta no domingo, às 15h55.

Strokes, Miley Cyrus e Foo Fighters comandam o bombado Lolla Brasil 2022, na retomada dos grandes festivais no país. Lista tem Idles, King Gizzard e Caribou!!!!

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* Parece que se passaram 100 anos desde o último grande evento no país, mas nos dias 25, 26 e 27 de março do ano que vem acontece em São Paulo, finalmente, o megafestival Lollapalooza Brasil, que anunciou nesta quinta-feira todas as atrações de sua nona edição. E já apresentando suas atrações dia a dia.

Numa trinca de headliners americana e toda ela rock, The Strokes (sexta), Miley Cyrus (sábado) e Foo Fighters (domingo) são as atrações principais do próximo Lolla BR.

Destes nomes de maior destaque, apenas Miley Cyrus, que transitou por várias vertentes musicais e parece ter se achado mesmo no rock’n’roll, é uma atração quase inédita no festival brasileiro. Ela veio uma única vez, há sete anos e numa outra pegada, mais dance.

Logo abaixo dos declarados principais, nomes fortes ligados ao rap pop, rap rock ou rap rap, mesmo: Doja Cat, ASAP Rocky e Kehlani engrossam a lista do Lolla. Dá até para botar o bombado Machine Gun Kelly nesse bolo.

Um time de “atrações com cara de Popload” são dignos de fazer a gente chegar cedo a Interlagos para ver. Bandas como Idles, King Gizzard & The Lizard Wizard, Black Pumas e Turnstile estão no Lolla Brasil 2022, junto com o maravilhoso Caribou, a musa Phoebe Bridgers e até o hoje veterano inglês The Wombats tocam no festival brasileiro. O DJ e produtor Kaytranada, ali no meio dos eletrônicos, também “é nosso”. A galesa Marina ex-and the Diamonds e a americana Remi Wolf se juntam a essa lista.

A armada brasileira que engrossa o Lollapalooza paulistano vem forte, neste ano de retomada: Pabllo Vittar, Emicida, Silva, Edgar, Terno Rei, Djonga, Jup do Bairro, Gloria Groove, Matuê, Jão, Clarice Falcão, MC Tha, Rashid, Fresno e os meninos do Menores Atos são alguns dos nomes brazucas do line-up do Lolla BR.

A galera emo está bem representada no Lolla: A Day to Remember e Alexonfire está no festival.

Veja o pôster oficial do Lollapalooza Brasil, abaixo:

[LOLLA] LINEUP DAY 2022_V18

* Acompanhe as redes do @lollapaloozabr para informações importantes de ingressos já comprados em 2020, novas vendas e protocolos de segurança.

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The Strokes retoma os shows em festivais, nos EUA, estreia músicas “novas” ao vivo e anuncia show no Réveillon com o Idles

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* A eternamente adorada banda nova-iorquina The Strokes começou para valer sua retomada de shows, no final de semana que passou. Na sexta eles foram o headliner do festival III Points, de Miami, tocando 15 músicas, entre elas “Brooklyn Bridge to Chorus”, do último disco, que teve sua estreia ao vivo. O resto do show foi só de hits.

((“The New Abnormal”, o sexto disco dos Strokes, foi lançado em abril do ano passado)).

Outro festival que teve a ilustre presença de Julian Casablancas e turma rolou ontem, na edição 2021 do Shaky Knees Festival, em Atlanta. Desta vez, veja você, com 16 músicas. A baladona “Not The Same Anymore”, também do “The New Abnormal”, foi a novidade da vez, ganhando seu debùt em cima do palco.

Ela abriu o bis, que teve ainda “12:51”, “Automatic Stop” e “Last Nite”.

Juntamos uns vídeos das duas apresentações novas dos Strokes, lembrando que a banda seria uma das headliners do Lollapalooza Brasil no ano passado, se a pandemia não chegasse semana antes e…

Antes, a notícia que pipocou hoje, de que os Strokes anunciaram um show no dia 31 de dezembro no Barclays Center, no Brooklyn, Nova York, com o Idles e as meninas do Hinds na escalação da última noite do ano.

Agora, os vídeos…

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