Em the strokes:

Fantasmas de seu passado, Strokes fazem performance linda no “Saturday Night Live” de Halloween

>>

Captura de Tela 2020-11-02 às 7.45.28 AM

* Nossos camaradas da banda The Strokes foram os convidados do programa de Halloween do tradicional Saturday Night Live, programa nova-iorquino que anima ao vivo e em temporada as noites de sábado da TV americana desde os anos 70.

Julian Casablancas e seus amigos não estavam fantasiados de vampiros nem nada, mas de certa forma têm tenado voltar dos mundos dos mortos desde que a carreira da banda afundou em discos ruins e brigas depois do importante e revolucionário papel no novo rock nos anos 2000.

Neste ano, no comecinho de abril, no comecinho da pandemia, no comecinho das anormalidades normais, os Strokes lançaram o bom “The New Abnormal”, nome profético com capa do Basquiat e um punhado de músicas decentes que representou o primeiro disco de inéditas desde o quase-desastroso “Comedown Machine”, de 2013. Vai vendo.

Deste disco e para este “SNL” de agora, a banda apresentou performances para “The Adults Are Talking” e “Bad Decisions”. No canal do Youtube do programa americano tem o vídeo dessa aparição dos Strokes, mas traz uma zoada máscara do famoso anime japonês Doraemon, o supergato.

Quem se incomodar com a companhia, trazemos abaixo apenas o áudio dessa performance dos Strokes no “SBL”. Como preferir.

>>

Crítica absoluta e definitiva: “The New Abnormal”, o novo Strokes

>>

* Só os Strokes mesmo para me fazer voltar a escrever uma “crítica de disco”.
Algo que eu já fiz muito na vida, umas 5 milhões de vezes, até que uns 10 anos atrás para mais me toquei o quão bizarro é você dizer “verdades definitivas” de uma obra, dar notas e tal, se essas verdades podem não ser honestas para quem lê, honestas com a banda ou artista analisados e até com você mesmo.

Tudo porque um álbum, no caso, tem a ver com o quanto você está envolvido historicamente com o autor dele ou não, qual “gatilho sentimental” o disco dispara em você ou não, o quão é importante para a cena em que você e o disco em si habitam. Ou não. As variáveis são tantas que não valem a pena.

Não valem se o disco em questão é esse “The New Abnormal” e a banda a ser focada se chama The Strokes, com todos os gatilhos emocionais, história no indie rock e honestidades artísticas envolvidas.

Porque uma coisa é ouvir um álbum que você vai dizer se gosta ou não. Outra coisa é você ViVER o álbum, viver a banda, viver o contexto.

Para começar, com tudo acima na cabeça, o veredito é direto. Se “The New Abnormal” for comparado aos três primeiros discos da banda de Nova York que trouxe sanguinho novo para o indie no comecinho dos anos 2000, pobre disco novo.

Agora, se “The New Abnormal” for colocado na perspectiva dos 10 últimos anos do grupo de Julian Casablancas, com tudo no pacote (com muitos shows mornos intercalando algumas apresentações oks e outras poucas ótimas, carreiras paralelas instáveis de seus integrantes e principalmente os dois últimos álbuns desastrosos), o disco é muito bom. Ótimo para estes tempos (tirando o nome “feliz”), excelente para as atividades caseiras da quarentena, talvez perfeitas para suas principais músicas serem tocadas ao vivo, embaralhadas aos HITS e não deixando a vibe nostálgica cair (sabe a “música para ir pegar cerveja?”. E principalmente ótimo para uma época de poucos discos ótimos que vivemos.

Aliás, tem um exercício interessante quando “The New Abnormal” é escutado no Spotify, por exemplo.

Quando o disco novo acaba e você deixa a coisa rolando, o Spotify passa a tocar diretamente as músicas antigas e, mesmo apreciando “Abnormal”, a realidade vem bater na nossa cara.
Algumas das vezes, entrou por exemplo “12:51”, de 2003, que nem é das melhores que os Strokes fizeram.

E você passa a desejar que uma música como essa, a “12:51” que eu estou falando, estivesse no disco novo. Mas não tem.

DITO TUDO ISSO, segue agora minha crítica absoluta e detalhada do novo disco dos Strokes, despida de qualquer pré-conceito e com um distanciamento social/emocional dele. Lá vai…



Eu adorei!

Obs1: Tá. Quando eu falo de “carreiras paralelas de seus integrantes”, vamos dar um mérito louvável ao baterista Fabrizio Moretti, que esteve no Little Joy, banda fofinha. E a vida solo do guitarrista Albert Hammond Jr foi/é digna, embora esquecível.

Obs2: Claro, minhas músicas favoritas de “The New Abnormal”. A primeira, “The Adults Are Talking” pelo pique Strokes lindo e pelo recado no nome que define essa história de “os Strokes não são mais a banda de antigamente; “Bad Decisions”, a música do Billy Idol; e a falsetada “Eternal Summer”, de mais de seis minutos de duração, para mim a melhor de todas, a mais “diferente” sendo os “Strokes de sempre”.

Menções honrosas aos wah wahs da preguiçosa e ainda assim gostosa “Why Are Sunday’s So Depressing e “”Not the Same Anymore”, que pode ser encarada como uma devolução da homenagem que o Alex Turner fez no último disco do Arctic Monkeys, quando disse “I just wanted to be one of the Strokes”, a frase inicial da música inicial do álbum. Porque essa “”Not the Same Anymore” tem drama cantoral suficiente para estar no “Tranquility Base Hotel & Casino”, embora tenha uma boa parte sujinha.

Obs3: Quer estrela ou nota? É assim: 3,5 de 5. Às vezes pende ao 4. Às vezes pende ao 3. Depende dos dois primeiros parágrafos deste post.

>>

Novo disco dos Strokes já faz parte do nosso isolamento social. Ouça duas inéditas para embalar sua quarentena

>>

300716_thestrokes2

Estará nas lojas amanhã, só as virtuais e de forma oficial, “The New Abnormal”, o aguardado novo disco dos Strokes, o primeiro em 7 anos. Mas como a internet está aí para ser nossa parceira, especialmente em época de isolamento social, o arquivo já roda por aí, com o contatinho mais próximo.

Em uma primeira audição, bate aquela velha história: uma parte do álbum é adorável de cara, a outra leva um pouco mais de tempo para digerir. Para ajudar, a Popload bota no final do post duas inéditas, “Eternal Summer” e “Not The Same Anymore”.

Na gringa, o portal inglês “New Musical Express” já soltou sua crítica, e na avaliação o disco ganhou nota 4/5, com o generoso comentário de que a banda norte-americana ainda é a melhor fazedora de riffs que temos na música.

“The New Abnormal” tem produção do aclamando Rick Rubin e é o sucessor de “Comedown Machine”, que saiu em 2013.

“ETERNAL SUMMER”


“NOT THE SAME ANYMORE”


>>

Semana Strokes – Ouça a música nova “Brooklyn Bridge to Chorus”. Boa ou “sei lá”?

>>

strokes3

* Chegamos àquele momento delicado, o de conhecer mais um disco novo da banda nova-iorquina The Strokes, que nesta sexta-feira lança “The New Abnormal”, seu sexto álbum. Você não chega a ter um medinho do que pode vir?

((Era para estarmos aqui agora falando do show dos Strokes ONTEM no Lollapalooza Brasil, mas não))

Bom, tem música nova, que saiu hoje, faixa do disco, a “Brooklyn Bridge to Chorus”. Eu até gostei da música, mas acho que é aquela coisa. Se for para inseri-la no contexto dos últimos discos, esse terceiro single conhecido do disco novo é até bacana, tem ritmo, tem “cara de Strokes”. Se for pegar os três primeiros álbuns dos Strokes como referência, “Brooklyn Bridge to Chorus” é bem mais-ou-menos.

((“The New Abnormal” só vai chegar às plataformas sexta. Tanto o CD quanto o vinil estão com lançamentos suspensos por causa do corona))

Do álbum novo, além de “Brooklyn Bridge to Chorus”, já ouvimos outros dois singles. A boa “Bad Decisions”, e sua referência a Billy Idols, e a esquisita “At the Door”.

((“The New Abnormal” já circula entre os jornalistas dos EUA e Europa. A inglesa “New Musical Express” já soltou sua crítica, e na avaliação o disco ganhou quatro estrelas, de cinco. A “NME” diz que a banda ainda é a melhor fazedora de riffs que temos na música))

Ouça, então “Brooklyn Bridge to Chorus” e deixe-nos saber o que você achou.

***

A imagem que ilustra este post é de Linda Nylind, para o jornal inglês “The Guardian”.

>>

Strokes toca novas em Belfast, na Irlanda do Norte. Setlist traz as gracinhas do Julian com a plateia

>>

strokes1

* A banda americana The Strokes segue o giro no Reino Unido, mostrando suas músicas novas e as misturando aos clássicos de sempre, material que deve compor a apresentação que o grupo tem aqui no comecinho de abril (pouco mais de um mês!!), no show único no país lá em Interlagos, São Paulo, fechando o domingão do Lollapalooza Brasil.

Anteontem, na segunda, Julian Casablancas e companheiros de banda tocaram no Waterfront Hall, na Irlanda do Norte, o primeiro show por lá em 14 anos. A gritaria dos vídeos que caçamos no Youtube mostram a fissura que a galera da Irlanda britânica tava de saudade.

Ali, eles mostraram ao vivo as novas “Bad Decisions” e “The Adults Are Talking”, ambas do próximo álbum, “The New Abnormal”, que sai em abril, poucos dias depois da performance deles em São Paulo. Para sorte dos irlandeses, não tocaram a “At the Door”, outra do disco novo, o primeiro single lançado dele, que não “caiu bem” entre os fãs. Tipo cancelada.

A amiga Ludmila Lupinacci (@ludludlud), brasileira, estava no show de segunda no Waterfront Hall e passou para a gente umas fotos e o setlist do show. Repare que nele, no caso específico o setlist do Julian que ela conseguiu pós-show, tem entre as músicas um roteirinho das piadas/interações que o cantor dos Strokes ia fazer com o público, entre as canções. Tipo setlist do show do cruzeiro do Roberto Carlos em meganavio, que ele faz todo ano.

São famosas essas interações do Julian com a galera, desde 2001. Ninguém entende nada. Tipo essa que ele fez na segunda, citando um filme de 1997 do Brad Pitt, o “Devil’s Own”.

Ê, Julian, hahaha.

setliststrokes







>>