Em the strokes:

Strokes inauguram a volta aos shows em clubes nos EUA. Banda tocou 16 músicas sábado em showmício em NYC

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* Já havia tido uns shows aqui ou ali nos EUA, mas oficialmente consideram a apresentação que a banda The Strokes fizeram sábado passado, no tradicionalíssimo Irving Plaza, em Nova York, como o concerto oficial da tentativa da retomada pós-Covid dos palcos americanos.

Captura de Tela 2021-06-14 às 7.23.29 AM

A nossa queridíssima banda indie carregada pelos vocais de Julian Casablancas fez na verdade um showmício, em apoio à candidata ativista Maya Wiley à prefeitura de Nova York, que concorre ao cargo maior da cidade neste ano. Mas com ingressos cobrados e capacidade total da casa. Todo o público que foi ao clube da região da Union Square, sábado, estava totalmente vacinado, uma condição para a entrada, assim como o ingresso.

O show marcou ainda a reinauguração do Irving Plaza, clube dos anos 70 que já viu Ramones e Talking Heads e onde cabem 1200 pessoas, o “Cine Joia deles”. O lugar não tinha shows desde 2019, quando fechou para reforma. A pandemia veio e alongou o período de inatividade de casa, que em 2015 teve um show surpresa do ex-beatle Paul McCartney, anunciado momentos antes no Twitter.

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No sábado, o conhecido comediante local John Mulaney, de stand-up shows e um dos roteiristas do programa “Saturday Night Live”, fez as honras de aquecimento para os Strokes.

Mais de um ano e três meses sem um concertozinho, Nova York, um dos lugares com mais shows no mundo em tempos normais, viu os Strokes tocarem 16 músicas no Irving Plaza, quatro delas em bizz. Entre a maioria de hits da época clássica da banda, os anos 2000, três foram do disco novo, o “The New Abnormal”, de abril do ano passado: “The Adults Are Talking”, “Bad Decisions” e “Ode to the Mets”.

O grupo tocou ainda a canção “One Way Trigger”, uma das poucas que se salvam do desastroso penúltimo disco, “Comedown Machine”, de 2013, disco que nunca teve muita vida ao vivo. A música teve a participação de Dev Hynes, o Blood Orange.

Da formação original dos Strokes, o guitarrista Nick Valensi não pode participar do show. Ele foi substituído por um amigo da banda, o guitarrista Steve Shiltz, da banda indie nova-iorquina Longwave. Valensi escreveu no Twitter: “Sending love and support to Maya Wiley and my brothers in The Strokes! I wish I could be there tonight. Sorry I couldn’t make it. And shout out to Steve Shiltz for covering for me! Hope everyone has fun and Maya wins.”

Confira alguns vídeos de galera desse marcante show dos Strokes do sábado. Antes, veja o setlist.

The Strokes Setlist Irving Plaza, New York, NY, USA 2021

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Strokes anuncia show “político” em clube de Nova York, sábado agora. Só entra vacinado

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* A banda nova-iorquina The Strokes está mesmo empenhada em ajudar a candidata Maya Wiley a se sentar na cadeira de prefeita da cidade. Há tipo um mês atrás ofereceram um show via Zoom para mostrar seu apoio à ativista. Tocaram versões unplugged da “Someday”, da algo nova “The Adults Are Talking”, interpretaram o hino americano e tal. A live rápida na internet foi paga, para ajudar a progressista Maya a levantar fundos de campanha. As eleições acontecem em novembro e a amiga de Julian Casablancas não está entre os favoritos. Fora que no fim do mês ela precisa também se destacar nas primárias democratas. A hora de fazer barulho é agora.

Para tentar mudar esse quadro todo e para continuar a busca de $$$ que garanta mais visibilidade à candidata, os Strokes anunciaram hoje um show sábado agora no famoso Irving Plaza, em Manhattan. Desta vez show real, com público, na capacidade máxima da casa, tipo 1200, do tamanho do Cine Joia, por exemplo.

O porém: para ir ao concerto especial dos Strokes, precisa apresentar a carteirinha de vacinação completa contra a Covid-19.

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King Princess usa Strokes para turbinar o single novo, “House Burn Down”. De música “velha”

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* A princesa indie King Princess, que também é rei na outra ponta que é rainha o Josh Homme (ai), lançou sexta passada o single novo “House Burn Down”. Single novo, música velha. Porque essa bacana “House Burn Down”, que agora ganha lançamento oficial e devidamente bem produzida, ficou de fora do álbum de estreia dela, “Cheap Queen”, de 2019, mas já era tocada ao vivo e virou queridinha das meninas que a seguem pelos palcos.

A música é um pop rock bem a cara de King Princess, onde destaca o que ela tem de melhor: sua voz. Ficou encorpadaça (a canção) e nela a cantora e guitarrista está muito bem acompanhada. Nesta versão para valer de “House Burn Down”, os brothers Fabrizio Moretti e Nikolai Fraiture, ambos daquela banda lá The Strokes, participam, obviamente o primeiro na bateria, o segundo tocando baixo. Para completar o luxo novo da não-binaria Mikaela Mullaney Straus, a King Princess, que se diz 49% se achar mulher a ponto de às vezes até admirar seus peitos, o produtor bambam inglês Mark Ronson cuidou disso mesmo, da produção.

A letra, principalmente no começo, ainda mais cantada no jeitinho King Princess, causa gritinhos das fãs até entrar o peso legal da música:

Had me in the palm, had me in the palm of your hand
You used to throw me down to see how I land
And I’m the type of bitch running ‘till my next heartbreak
But you still pull me ‘round to see what I’ll take

Oh woah-oh, and I’m just waiting for this house to burn down
Oh woah-oh, and I’m just waiting for my luck to run out
Oh woah-oh, and if you tell me that you’re leaving
I’ma need a better reason than you hate the way I’m being, oh oh

“House Burn Down” está aí embaixo, na nova roupagem e numa versão ao vivo de três anos atrás. Que demais essa King Princess.

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Jools Holland resgata ao vídeo hinos de Strokes, Portishead, PJ Harvey, Zutons e At the Drive-in

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* Colocados assim, juntinhos, fica uma maravilha. A BBC esporadicamente vem subindo em seu Youtube os arquivos de apresentações antigas, mas sempre lindas de se rever, de bandas e artistas que passaram no auge no programa serial “Later… with Jools Holland”. São os “Later Archive”.

De uma semana para cá eles subiram, veja bem: Strokes tocando “Last Nite” em 2006, o absurdo Portishead mandando “Glory Box” em 1994, o inacreditável At the Drive-in executando “One Armed Scissor” em 2000, o (este sim) incrível The Zutons fazendo “Valerie” em 2006 (que a Amy Winehouse tornou um hit) e PJ Harvey cantando a estonteante Dowm by the Water em 1995.

Resolvemos reunir tudo isso aqui, para você ser feliz nesta quarta à tarde. De nada, tá?

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The Strokes acústico. Banda de Julian Casablancas toca “Someday” e até o hino americano em evento político

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* Uma pegada política levou o grupo nova-iorquino The Strokes para sua primeira apresentação acústica da vida, no último sábado, via Zoom. A banda resolveu dar seu apoio explícito sonoro para ajudar a engrossar a grana de campanha da candidata a prefeita de Nova York, a ativista social Maya Wiley, para eleição que acontece neste ano.

Julian Casablancas e turma, a rigor, tocaram apenas duas músicas de sua longa carreira, num formato que vai de encontro à sua fama de energia roqueira marcada por guitarras sujinhas, que a fez despontar em 2001 como algo revolucionária.

Dessa época, mostraram uma versão unplugged de “Someday”, um dos hits do disco de estreia, “Is This It”. Ficou bem boa, até. Também fizeram uma versão comportada para “The Adults Are Talking”, faixa que abre o disco do ano passado deles, “The New Abnormal”.

Entre as duas músicas, teve uma interpretação strokiana do hino americando abrindo a apresentação engajada do grupo. E uma jam para encerrá-la.

Toda a apresentação, nesta minutagem mostrada agora, está aí embaixo:
0:00 The Star Spangled Banner
01:59 Someday
05:22 The Adults Are Talking
10:22 Jam

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