Em the weeknd:

Popnotas – Angel e Sharon no violãozinho. 2DE1 no pianinho. The Weeknd para DJs. E o Nelson D abre sua “Ruka” para os cara-pálida

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– A parceria entre as musas indies americanas Angel Olsen e Sharon Van Etten ganhou mais um capítulo. Um capítulo acústico, no caso. A dupla relançou seu ótimo single em parceria, a lindaça “Like I Used to”, em versão violãozinho. Para celebrar a ocasião, elas apresentaram a nova versão da música no programa noturno do apresentador Jimmy Kimmel, na TV dos EUA. A gente segue sem pistas se o duo vai ficar só neste som ou se vem mais por aí – Olsen recentemente soltou um EP solo de covers e Sharon convidou artistas para revisitarem seu disco “Epic”.

– Nós apostamos no Top 10 Gringo desta semana que “Take My Breath” será o maior hit do ídolo pop canadense The Weeknd. Ele está trabalhando forte na divulgação deste hit – capa mundial de revista, diferentes vídeos para a música. Agora soltou uma versão extendida – seus três minutos e pouco agora viraram seis. Não que acrescente muito ao som, mas ajuda os DJs do mundo a elaborarem suas versões remixes – não por acaso, ele soltou também a versão instrumental do som – um convite para criações.

CENA – O artista electroindígena Nelson D segue criando boas expectativas sobre seu novo álbum, “Anga”, que saí no dia 27 de agosto pela Balaclava. A novidade da vez é um single instrumental chamado “Ruka”. Em Nheengatù, uma das línguas da linhagem Tupi-Guarani, “Ruka” significa “Minha Casa”. “A parte instrumental de muitas das minhas músicas são uma tentativa de criar uma trilha musical para essa geografia pessoal”, conta Nelson (foto da home da Popload). No vídeo da canção, um grupo de jovens indígenas passeia pelo Centro de São Paulo, quebrando a lógica de protagonismo usual.

CENA – A gente avisou ontem e agora já está no ar. O ótimo duo de irmãos-gêmeos 2DE1 soltou a piano session dos singles “Emersão” e “Confesso”. “Piano Session” apresenta as duas canções em versões mais intimista do que elas já são. Registrado no Teatro de Contêiner, em São Paulo, o material também ganhou uma versão audiovisual. É o esquenta para um EP do duo que vem por aí.

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Top 10 Gringo – Quem ousa tirar a Billie Eilish do topo? Nas? Lauren Hill? The Weeknd? Axl?

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* A gente não teve a co-ra-gem de tirar a Billie Eilish do topo e resolveu dar mais uma semana para ela lá em cima. Sim, esse é o tamanho do impacto que o segundo álbum dela causou por aqui. Seguimos fãs da faixa-título, a poderosa “Happier than Ever”, e destacamos mais uma que chamou nossa atenção, dentro das muitas que chamam nossa atenção. Mas não é que não tenhamos outras boas novidades na semana. A deusa Lauryn Hill com o rapper fodão Nas, por exemplo. Nas & Lauryn Hill é coisa finíssima. E dá para dizer que o The Weeknd vem para tentar de vez pegar a coroa de rei do pop. Altos agitos.

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1 – Billie Eilish – “Happier than Ever”
Que letra. Que vocal. E que estrutura. A música começa com um singelo par de ukulele e voz… E parece que não vai sair dali, até que resolve cair em uma guitarra abafada que vai em verdadeiro hino de rock para estádios – até aquelas viradas manjadas de bateria estão lá, paradinhas e tudo mais. A letra é um petardo sobre um relacionamento que sugou a alma de Billie, de uma maneira que ela nem sabe explicar direito por que se sente melhor longe dele. Até onde se sabe, baseada em fatos reais que inclusive são mencionados na letra. Porque Billie Eilish tem uma boa mania de não cantar sobre um personagem inventado. Ela bota a história dela mesma nas letras. Que refrão tem essa música!

2 – Nas – “Nobody (feat. Ms. Lauryn Hill)”
Ms. Lauryn Hill não sai de casa para qualquer coisa. E não é qualquer coisa sua luxuosa participação no novo e excelente álbum do rapper nova-iorquino Nas. Ela versa em “Nodoby” muito sobre sua posição de ter aquietado sua carreira e da liberdade conquistada em não se forçar, se tornar uma paródia de si mesma. E ela vem no pique de quem sabe tudo. Como Nas versa ao final: “Não vamos a lugar algum, eles que aguentem”, em tradução pouco literal nossa.

3 – The Weeknd – “Take My Breath”
Será que vem aí o grande hit da carreira do The Weeknd? Com o marketing envolvido e a qualidade deste som aqui, é possível que role. Ainda que não seja uma continuação exata do experimentado em “After Hours”, mais dance, mais pop, levemente soturno e sempre fazendo a gente lembrar do Michael. Essa vai ter um bilhão de streams. E leva um Grammy (humpf!).

4 – Torres – “Thirstier”
Mackenzie Ruth Scott, que leva o codinome Torres, chegou bonito em seu novo álbum, “Thirstier”. E a gente destaca justamente a faixa-título por aqui pela beleza em seu todo. A música tem uma letra sobre um amor daquele que não cessa. Musicalmente, brilha indo para todas as direções possíveis – calmaria, barulheira. Mas tudo com charme e coerência.

5 – Guns N’ Roses – “Absurd”
Olha o Axl raivoso aí, meu povo. Não é apenas a “música nova do Guns”, daquelas que saem no automático para manter a roda ($$$$) girando. Tem energia aí. Tem uma graça de letra invertida no nome. Tem um arranjo diferente do que costumava ser conhecida dos frequentadores do show da banda. Tem papo reto na letra. “Absurd” é quase do tamanho do Guns.

6 – Billie Eilish – “I Didn’t Change My Number”
Em uma pegada meio Portishead acelerada, mais _vá lá_ jovem, Billie dá um papo no ex mala. A letra tira uma onda e tanto. “Meu número não mudou, não, querido. Só não te atendo mais.” Nessa que é uma das muitas canções para seu ex, provavelmente baseada na realidade, Billie não faz um tipo de coração partido – tem um lance de superação, o tal “mais feliz do que nunca”, que não vem sem dor, lógico, mas saca que tomou a decisão certa – uma perspectiva que não aparece todo dia na música pop.

7 – Black Midi – “Cruising”
Lançada só na versão japonesa de “Cavalcade”, como manda a lei do bom lado B, esse som mais calminho dos loucos londrinos do Black Midi destoa mesmo das coisas que a banda faz em geral, especialmente neste disco. Destoa, mas não é ruim, hein. Longe disso.

8 – Big Red Machine – “Mimi”
Potente a reunião de Aaron Dessner (um dos fundadores do National) e Justin Vernon (o homem do Bon Iver ou homem-Bon Iver) em um folk moderninho e gostoso de escutar. No disco, que vem por aí, vários nomes de peso: Anaïs Mitchell, Taylor Swift, Fleet Foxes, Naeem, Sharon Van Etten, Lisa Hannigan, Shara Nova, La Force, Ben Howard e This Is the Kit. “Mimi” é uma singela música com Ilsey, compositora que já trabalhou com Major Lazer, Mark Ronson e Lykke Li. A costura aqui é linda, não?

9 – Weezer – “Enter Sandman”
A capacidade de o Weezer replicar qualquer banda em seus covers é de um talento e tanto. Repare: suas versões reproduzem com exatidão timbres – deve ser uma trabalheira. Ainda que o vocal do Rivers Cuomo encara a conversão para uma pegada mais James Hetfield, só no refrão que ele dá um enganada e não aguenta o tranco. E aí fica Weezer, divertida. Repare na gracinha que eles fazem no solo.

10 – Silk Sonic – “Skate”
A junção de Bruno Mars & Anderson .Paak também ganhou sua segunda semana de destaque. Esse som de orgulhar Quincy Jones – nas guitarras, no vocal, no jeito que as cordas se apresentam na música – talvez não seja tão certeiro quanto o primeiro single, mas em um dia de sol é hit certo. Fora que é divertida, no mínimo. Dessas que fazem você querer ser amiga ou amigo dos caras. Parece música de filme do Tarantino.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora Billie Eilish.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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The Weeknd anuncia seu novo single “olímpico” e mistura tudo com a equipe de atletismo dos EUA

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* A gente não é muito aqui de dar “anúncio de música”, porque vira um anúncio do anúncio de música, mas talvez este mereça. O estelar The Weeknd surfa na onda das Olimpíadas de Tóquio e vai lançar sexta que vem seu novo single, “Take My Breath”.

Ontem ele tinha botado um trecho da música nas redes sociais, sem dizer nada, e hoje falou que aquela é sua nova música. Espera-se que o músico canadense lance seu novo álbum, o sucessor do polêmico e ótimo “After Ours”, saia ainda neste ano. Em uma entrevista para a revista “GQ” americana, em sua última edição, Weeknd ainda soltou que quer trabalhar com a cantora e produtora venezuelana Arca e com Kanye West, na produção.

O vídeoclipe clipe mesmo, que ele compartilhou de “Take My Breath”, para linkar com o envolvimento olímpico do moço, traz o trecho da música embalando imagens do time de atletismo dos EUA em Tóquio.

Assim, ó:

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As apresentações legais do Brit Awards, ontem. Tirando a do Coldplay, que já mostramos

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* Ontem na Inglaterra foi transmitido pela internet o Brit Awards 2021, um dos principais prêmios de música do planeta. O Brit Awards na real foi transmitido para o mundo, porque para 4 mil ingleses foi ao vivo mesmo, do jeito antigo, galera vendo o evento no mesmo lugar, aquela loucura que o covid quer há mais de ano que a gente esqueça como é.

A premiação geral em si, que rolou na majestosa O2 Arena, num dos cantos sul de Londres, foi assim assim. O ator e comediante inglês Jack Whitehall conduziu a noite.

As garotas superpoderosas Dua Lipa, Billie Eilish e Taylor Swift ganharam os delas. Weeknd e Little Mix blablablá. Os discursos foram aquela emoção: “Queria agradecer a minha equipe, aos fãs, à gravadora…”.

Um geralzão de três minutos da noite de ontem está bem resumida neste vídeo legal aqui:

Na parte que nos toca, a novinha Arlo Parks ganhou o prêmio da revelação britânica do ano. Single do ano foi “Watermelon Sugar”, do Harry Styles. “Future Nostalgia”, da Dua Lipa (foto na home), foi o disco de 2020. As irmãs californianas Haim bateram BTS e Foo Fighters no “grupo internacional do ano”.

Mas vamos às apresentações da noite, as que achamos mais bacanas. Umas ao vivo, lá no local, outras gravadas e enviadas de longe:

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Top 10 Gringo – Little Simz cresceu e quis o topo. Sports Team está de volta e exigiu o pódio. E a Pom Pom Squad não cabe em menos que no terceiro lugar

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* Semana de belos lançamentos na gringa. Dá até vontade de pegar este Top 10 e fechar um Popload Festival só com essa turma. Pensa: The Weeknd encerrando a noite que começou com um show fofo do Kero Kero Bonito, logo após um nostálgico Weezer, que pegou o fôlego de duas apresentações incríveis do Sports Yeam e do Pom Pom Squad – ou você abrindo mão de tudo isso para pilhar em um Chemical Brothers fritando por horas em um palco eletrônico alternativo. Já que sonhar é de graça, né?

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1 – Little Simz – “Introvert”
Little Simz está de volta e não de qualquer jeito. Esta faixa talvez seja um de seus sons mais ambiciosos na carreira. São seis minutos com toques orquestrais e letra quilométrica em um tratado sobre conflitos internos em tempos sombrios. Pesadíssimo. Este single estará em “Sometimes I Might Be Introvert”, seu novo disco, que saí lá por setembro. A pequena Little Simz cresceu.

2 – Sports Team – “Happy (God’s Own Country)”
Pensa nisso, a banda inglesa Sports Team não só produz um pós-punk inglês amalucado para quem é britânico e um tanto quanto distante do que outras bandas da mesma onda da ilha produzem como também são uma banda de rock com popularidade acima da média nos dias atuais. Tudo bem que por hora isso é um fenômeno inglês, mas vamos importar essa onda? A gente topa ajudar.

3 – Pom Pom Squad – “Head Cheerleader”
Não se engane por um certo ar de diva pop que a vocalista Mia Berrin carrega no vídeo de “Head Cheerleader”. A banda nova-iorquina é a clássica soma de rock indie cru de guitarras estouradas e vocal feminino legal. E vale acrescentar que a letra deste som tem elementos que se encaixam na categoria indie mental health. Ou seja, material suficiente para cravar que vai ser um sucesso o disco de estreia deles.

4 – The Weeknd e Ariana Grande – “Save Your Tears”
Um dos chicletes mais irresistíveis (e populares) de “After Yours”, a ultranostálgica “Save Your Tears” ganhou um remix que não altera lá muito o seu clima, mas traz a presença de ninguém mais ninguém menos que Ariana Grande. Agora temos um hit duplicado.

5 – Dinosaur Jr. – “Take It Back”
J. Mascis é um senhor guitarrista. E esbanja seu talento por aqui. Repare em quantas guitarras diferentes ele consegue criar dentro da mesma música – especialmente a absurda segunda parte, quando com a guitarra solo ele cria uma segunda melodia que destoa da melodia vocal. Trabalhinho engenhoso. Desde o comecinho dos anos 90, diga-se. Então surpresa zero. Só admiração.

6 – Chemical Brothers – “The Darkness that You Fear”
Tem um toque noventista tão leve neste novo single do duo britânico Chemical Brothers que é até difícil de colocar em palavras. O vídeo do som conseguiu traduzir talvez melhor a sensação de estar de novo em alguma reedição de um verão do amor.

7 – Wolf Alice – “Smile”
Após uma balada bonitaça, Wolf Alice senta a mão no peso em mais um single de seu novo disco, “Blue Weekend” que só chega em junho. Não recomendamos que você assista ao vídeo, gravado em pub lotadaço. É um gatilho e tanto neste tempos pandêmicos.

8 – Weezer – “I Need Some of That”
Saí o Weezer orquestra, entra o Weezer farofeiro. “I Need Some of That” é parte do álbum onde a banda homenageia a sonoridade do rock/metal dos anos 80. Louco só pensar que a versão original desta música está em um álbum em japonês que o vocalista Rivers Cuomo produziu ao lado do músico Scott Murphy – com timbres e uma letra completamente diferente. Weezer é bem doido.

9 – Kero Kero Bonito – “21/04/20”
Doidinha e deliciosa a brisa dessa banda inglesa que parece ter sido criada para trilhar algum jogo obscuro da Nintendo que só teve 150 cópias lançadas no Japão.

10 – Alanis Morissette – “I Miss the Band”
Alanis está com saudade da banda. Efeitos da quarentena traduzidos em uma emocionante música com objetivo de arrecadar fundos para as pessoas que trabalham nos bastidores da música. Nos versos, uma série de saudade – piadas internas, as viagens, as risadas. Até quem nunca fez uma turnê fica com os olhos marejados. Fora que é a Alanis, no fim das costas.

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* A imagem que ilustra este post é da rapper inglesa Little Simz.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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