Em the weeknd:

Todas as 90 transmissões ao vivo do Coachella Festival. Veja os horários e assista por aqui

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* Com big atrações do quilate de Billi Eilish, Harry Styles, The Weeknd, Anitta e Pabllo e sem o Kanye, acontece hoje o primeiro dos dois finais de semana do megafestival Coachella, na Califórnia, retornando depois dos dois adiamentos pandêmicos.

O lindo festival de música e artes do deserto californiano, que vai até domingo e repete atrações no final de semana seguinte, é o primeiro evento de vulto no mundo a ocorrer com capacidade máxima e sem nenhuma restrição quanto à covid-19, seja ela exigindo teste negativo, comprovante de vacina, máscara.

O Coachella Festival 2022 será em grande parte transmitido ao vivo no Youtube. Serão 90 atrações desfilando ao vivo (ou quase) na plataforma, em três canais, começando hoje, amanhã e domingo às 20h e varando a madrugada, no horário brasileiro (veja todo o schedule de transmissões abaixo).

Hoje as atrações de (nosso) destaque incluem a Princess Nokia abrindo os trabalhos às 20h15, o show da Anitta às 23h35, a apresentação surpresa (!) do Arcade Fire à 0h30, tudo no canal 1, os concertos de Idles e a furona Phoebe Bridgers no canal 2 e ainda slowthai, Black Coffee e BADBADNOTGOOD no 3.

Confira abaixo toda a programação ao vivo do Coachella, via Youtube, com os horários brasileiros da transmissão.

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* Hoje, sexta
20h – Boas-vindas
20h15 – Princess Nokia
20h55 – Bishop Briggs
21h50 – Ari Lennox
22h40 – Carly Rae Jepsen
23h35 – Anitta
0h30 – Arcade Fire
1h40 – Lil Baby
2h35 – Daniel Caesar
3h35 – Harry Styles

* Amanhã, sábado
20h – Boas-vindas
20h15 – Koffee
20h35 – Masego
21h05 – Wallows
22h – Cuco
22h50 – 88rising
0h10 – Disclosure
1h30 – Flume
2h40 – Megan Thee Stallion
3h30 – Billie Eilish

* Domingo
20h – Boas-vindas
20h15 – Surf Curse
21h – Alec Benjamin
21h35 – Vince Staples
22h35 – Run the Jewels
23h35 – Finneas
0h30 – Maggie Rogers
1h15 – Karol G
2h05 – Doja Cat
3h05 – Swedish House Mafia/the Weeknd

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* Hoje, sexta
20h – Boas-vindas
20h15 PM – The HU
21h – Raveena
21h25 – MIKA
21h50 – Still Woozy
22h30 – Omar Apollo
23h15 – NIKI
0h05 – Madeon
1h05 – IDLES
2h – Phoebe Bridgers
3h – Louis the Child
4h05 – Big Sean

* Amanhã, sábado
20h – Boas-vindas
20h15 – Beach Bunny
21h – J.I.D
21h45 – Giveon
22h40 – 100 gecs
23h30 – Caroline Polachek
0h25 – BROCKHAMPTON
1h15 – Danny Elfman
2h20 – Rich Brian
3h05 – Stromae
4h05 – 21 Savage

* Domingo
20h – Boas-vindas
20h15 – Yola
21h05 – Banda MS
21h40 – Beabadoobie
22h20 – Orville Peck
23h05 – Chicano Batman
23h55 – Dave
0h40 – Joji
02h15 – Jamie xx

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* Hoje, sexta
20h – Boas-vindas
20h15 – The Regrettes
21h – John Summit
21h30 – Role Model
22h15 – Dom Dolla
23h – The Marias
23h45 – slowthai
0h30 – Cordae
1h – Black Coffee
1h35 – Baby Keem
3h – Epik High
3h55 – Slander
4h30 – BADBADNOTGOOD

* Amanhã, sábado
20h – Boas-vindas
20h15 – Chelsea Cutler
20h55 – Current Joys
21h20 – EMO Nite
2h40 – Japanese Breakfast
22h25 – girl in red
23h15 – Rina Sawayama
0h15 – Steve Lacy
0h50 – Pabllo Vittar
1h40 – King Gizzard & Lizard Wizard
3h – Freddie Gibbs / Madlib
3h30 – Hot Chip
4h05 – Kyary Pamyu Pamyu

* Domingo
20h – Boas-vindas
20h15 – Emotional Oranges
21h – Channel Tres
21h45 – Kim Petras
0h15 – Duck Sauce
1h55 – Duke Dumont
2h50 – Denzel Curry
3h35 – Belly

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Top 10 Gringo – Wet Leg lidera o ranking com a música que não é. Nilüfer Yanya traz seu sol da meia-noite em segundo. E The Weeknd não larga o osso

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* E a cena internacional, obviamente, ferve bonita já neste desenfreado 2022 (pelo menos no quesito “lançamentos”, porque em outro…). Mas a gente precisa dar o primeiro lugar do pódio a um lance que só a gente escutou (ou quase…). Vem no papo que vocês vão entender.

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1 – Wet Leg – “Supermarket”
“Supermarket” é a perfeita canção indie-pop. Breeders/anos 90/guitarras/“Ai ai ai”/“High hign high”. A espetacular vocalista e guitarrista Rhian Teasdale colocou todas as tags que a gente gosta em uma canção poderosa no poderoso álbum de estreia da banda – que a gente escutou e tal e pode afirmar que é “coisa séria”. Ainda que o disco não chegue, pintou uma versão ao vivo absurda desta “Supermarket” e a gente postou aqui na Popload. Ainda que não caiba ainda em playlist, a gente içou a música aqui para o Top 10. E não deve outro jeito que não colocá-la logo no topo.

2 – Nilüfer Yanya – “midnight sun”
Pensando aqui no que a Nilüfer quer que a gente observe em sua nova canção. “Ver a beleza do confronto e a necessidade da rebelião.” Difícil não pensar em ideias mais necessárias do que essas nos tempos atuais, onde qualquer insurgência contra absurdos já costuma ser censurada. Não se espante quando “Painless”, terceiro álbum dessa britânica com raízes na Irlanda e Bermudas, estourar fácil entre os melhores do ano.

3 – The Weeknd – “Sacrifice”
É uma ideia celebrar todo o “Dawn Fm”, não? Discão que é discão merece essa atenção. Então, a da vez é “Sacrifice”, que já se destaca como hit do álbum. As razões são óbvias: a música tem gancho para tocar em qualquer rádio por uns 50 anos, fácil.

4 – Lana Del Rey – “Watercolor Eyes”
Não é como se estivéssemos numa seca de sons novos da Lana Del Rey, mas sempre é bom um presentinho dela. E Lana caprichou nesse single que faz parte da super “Euphoria”, série bombada da HBO, que vem sendo premiada intensamente com joias exclusivas na sua trilha – lembra da super “Lo Vas Olvidar” da Billie Eilish com a Rosalia? Também é parte da série.

5 – Franz Ferdinand – “Curious”
Música do Franz Ferdinand é quase sempre um hit no mundo indie. Principalmente quando ela vai sair dentro de um disco todo de hits. Então lá vem Alex Kapranos com essa “Curious”, animar nosso Top, nossa playlist, nossas vidas. A música contém vídeo com dancinhas.

6 – Kaina – “Apple”
Kaina é de Chicago, mas tem herança familiar da América do Sul. E é um pouco dessa mistura entre crescer nos Estados Unidos e ser informada por toda uma outra cultura latina que dá ao som dela uma aspecto muito original. “Apple” é um som grudento. Fique esperto com o novo álbum dela, “It Was a Home”, que sai ainda neste ano.

6 – Denzel Curry – “Walkin”
A música toda é muito foda, mas já é muito bonito quando o jovem Denzel Curry, que com apenas 27 anos já vem para seu quinto álbum, une em um verso Tupac Shakur e De La Soul: “Me against the world, it’s me, myself and I, like De La Got in touch with my soul”. Um disco do Tupac (“Me against the World”), um som clássico do De La Soul (“Me, Myself and I”.

7 – Caroline – “Good Morning (Red)”
Banda inglesa com oito instrumentistas, incluindo aí violino, trompete, clarinete. Eles são meio misteriosos no comportamento online, mas acertam na sua bio quando descrevem nas influências emo, música clássica e variadas formas de dance music. São coisas que a gente pega escutando esse single da banda que ainda não tem álbum, mas já está sendo observada pela imprensa musical do mundo. Vamos ver se justificam o hype.

9 – Daniel Rossen – “Shadow in the Frame”
Atenção, fã do Grizzly Bear. Daniel Rossen, vocalista e guitarrista da banda, vem para seu primeiro álbum solo. Em “You Belong There”, que deve chegar em abril, ele promete explorar os territórios desconhecidos da idade adulta. Neste primeiro single, já temos noção do folk de primeira que este homem é capaz de produzir. Belíssima música.

10 – Black Country, New Road – “Snow Globes”
Quem tem o moral de, em 2022, fazer uma música com uma abertura de 3 minutos e tanto? Ok, se pesquisar direitinho tem muita gente, mas acho que poucos fazem do jeitinho esperto dos ingleses “fora-da-curva” do Black Country, New Road.

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* A imagem que ilustra este post é da banda inglesa Wet Leg. A foto que ilustra a chamada da home para este Top 10 é de @alicebackham e foi tirada do Instagram da banda. A desta página é de divulgação, de autoria de Hollie Fernando.
** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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SEMILOAD – Rádio do Weeknd causa interferências no pop. Você está em sintonia com isso?

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* Aí vai o megastar pop The Weeknd e inventa um disco inserido dentro de uma emissora de rádio, o badalado e recém-lançado “Dawn FM”. Tudo bem com isso e simplesmente vamos às músicas, que são bem boas? Afinal de contas, é The Weeknd, né?

A coisa não funciona tão simples assim para nossa pensadora musical destes tempos, a mineira Dora Guerra, que volta à parceria Popload/Semibreve (sua newsletter incrível), entrando agora em 2022.

Por que, nesta altura do campeonato pop, um cara como The Weeknd lança um álbum-rádio que vem a ser uma obra-prima?

Explica para a gente, Dora!

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Sempre tem um artista pop que, em suas pequenas e macro decisões, apresentam uma construção de marca impecável. E olha que artista com equipe multimilionária e mentes-avançadas-do-marketing tem demais; mas daí a ter um projeto conciso, que condiz com as tendências sem ser óbvio quanto a elas (e ainda assim parece fazer sentido em sua própria trajetória), bom, não é qualquer um.

Hoje, tô falando do The Weeknd – um dos maiores nomes masculinos do pop mundial. Um cara que não dá ponto sem nó. A quem o rótulo “filhote de Michael Jackson” serve, mas o reduz a imitador quando ele tem seu próprio jogo de cintura.

“Dawn FM”, seu novo álbum, é uma obra-prima do pop como só um artista consolidado e decidido como The Weeknd poderia criar. Mas, em vez de ficar aqui mergulhando em cada música ou nas ótimas aparições ao longo do disco, queria comentar sobre uma decisão específica: a de associar seu álbum a uma estação de rádio.

Não é novo, não é único, não é uma ideia exclusiva dele – o próprio Tyler fez algo parecido em “CMIYGL”, seu disco do ano passado. A ideia de rádio tem muito a ver com a de mixtape e vice-versa: é meio a mixtape versão platinum. Mas, considerando que Abel (Weeknd) não faz as coisas por fazer, o conceito de rádio fica ainda mais interessante nesse contexto.

Quando você transforma seu disco em uma estação de rádio, você traz uma nova camada conceitual simples, mas eficaz. Esse conceito explica várias pequenas interferências ao longo do álbum, tornando-as parte do jogo. Faz parte ter interlúdios, como a rádio tem intervalos. Faz parte ter outros personagens com outras vozes, como a rádio tem locutores – e, no caso, tem um elemento lúdico delicioso: Jim Carrey conversando com você, falando da música que você acaba de ouvir.

A rádio-enquanto-conceito também consegue justificar duas necessidades do artista pop na era do streaming. Primeiro, as músicas curtas (feitas para que você dê mais streams); afinal, ao contrário de um álbum que pretende contar uma história, a rádio só te oferece uma seleção de canções para ouvir com alguma relação sonora – é menos sobre cada uma, mais sobre a seleção em si. Segundo, a rádio justifica a grande quantidade de músicas no disco (comuns hoje para que você, tecnicamente, tenha ouvido mais músicas do mesmo artista em um período curto de tempo). Assim, funciona como um conceito comercial também.

Tem outra questão, menos mercadológica e mais só… tendência: com o conceito álbum-rádio, você pode transitar entre estilos musicais diferentes sem muito apego. Claro, a coesão é importante, mas ela pode vir de outras formas – se não pelo som, pela semântica das músicas. Isso já vem rolando em muitos discos, mas, quando você veste tudo de programa de rádio, a coisa fica com cara de proposital.

E se as suas músicas forem meio nostálgicas, meio suspensas no tempo ou trilha-sonora-de-filme demais? A rádio cobre isso também, de forma menos preguiçosa que quando os artistas assumem uma década inteira como estética. Vale lembrar que, nessa era do streaming, você pode pegar qualquer ouvinte despreparado que veio de uma simples pesquisa – ele pode não te conhecer, não está com seu álbum em mãos, vendo contracapa e encarte, preparado antes de mergulhar na sua obra. Por isso, você tem que adiantar o máximo possível para que ele não te ache muito desconexo da realidade. Como explicar algumas escolhas de um artista pop, ainda que continuem pop, mas que são um tiquinho mais conceituais? Não é o The Weeknd, é a estação 103.5: Dawn FM.

Viu? É um esquema que funciona para explicar quase qualquer coisa que fuja a sua expectativa tradicional; além de ser divertido, especialmente quando você acrescenta a camada “rádio que você ouve preso no trânsito no purgatório” – um mimo que o Weeknd nos dá. Afinal, por mais lúdica que a música já seja naturalmente, quanto mais esse lúdico, melhor. A gente gosta da fantasia, do embrulho, da brincadeira. A gente é bobo assim mesmo.

Um conceito bem montadinho, redondinho, te acrescenta entretenimento na mesma medida em que te faz “perdoar” melhor até as músicas que você não gostaria originalmente: tudo parece ter algum motivo para estar lá. E, no caso de um álbum excelente como esse, não te sobra tempo para duvidar de nada, já que a rádio tem curadores e apresentadores de primeira. Por que não sintonizar?

Afinal, vira e mexe a gente fica na dúvida de que rádio ouvir. Nesse caso, não hesite: 103.5, Dawn FM.

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* Sintonize nas ondas do Twitter da Dora Guerra, no @goraduerra.

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Top 10 Gringo – 2022 já está bonito. Weeknd pega o topo, Fontaines D.C. vem pop e FKA Twigs completa a mixtop (hummm)

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* O ano começa com tudo na gringa. Ou, vá lá, quem começa com tudo é o nosso Top 10 de sons novos internacionais. A gente deixou passar duas semanas e pronto, já falta espaço na hora de listar as dez melhores músicas das primeiras semanas do ano. Mas foi fácil escolher o primeiro lugar: The Weekend vem para cima com um disco daqueles, que ganham múltiplos Grammys, premiação famosa por esnobar o trabalho de Abel Tesfaye, o nome real do homem. Quem vai esnobar quem agora? E aos poucos a gente vai organizando tudo. Vamos.

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1 – The Weekend – “Is There Someone Else?”
No poderoso novo álbum do The Weekend é difícil escolher uma só. O que falar de “Out of Time”? Ou de “Here We Go Again”, com Tyler, The Creator? Por agora a gente fica com a viciante “Is There Someone Else?”, um conto de cíúme sob com uma produção viciante. A vontade é morar naquela abertura.

2 – Fontaines D.C. – “Jackie Down the Line”
E a nossa banda predileta prepara o lançamento do seu terceiro álbum, “Skinty Fia”. E pelo primeiro single será que vamos ter os irlandeses flertando mais com o pop pela primeira vez? Após o sombrio “A Hero’s Death”, temos “dododos” e “lalalas” e até um violãozinho que chega a segurar a música praticamente sozinho em um momento. Que coisa linda.

3 – FKA Twigs – “Oh My Love”
São muitas as boas faixas que a FKA Twigs soltou na sua mixtape para não pirar, “Caprisongs”. Difícil escolher uma, mas que tal essa onde ela sofre por amor por conta de algum mala sem alça e toma uma orelhada muito afetuosa de uma amiga para se dar o devido respeito? Além do bom papo da música, tem um refrão gostoso de ouvir.

4 – Kae Tempest – “More Pressure”
Kae Tempest, que alterna seu trabalho entre a música e a literatura, vai lançar seu novo álbum em breve. “The Line Is a Curve” sai em abril. Até lá dá para curtir seu feat. com Kevin Abstract, um dos fundadores do Brockhampton.

5 – Yard Act – “Rich”
Em mais um ano em que o pós-punk inglês promete ficar firme por conta de bandas como o Yard Act, a grupo de Leeds adiou o lançamento do seu esperado debut. Mas em compensação chegou com um single que conta muito sobre a banda e seu indie falado em cima de som minimalista. A música “Rich” é um poço de ironia. Já nos primeiros versos você percebe: “Quase por acaso, me tornei rico/ Através da recompensa contínua por mão de obra qualificada no setor privado/ E uma genuína falta de interesse em coisas caras”. E: se resta dúvidas, eles deixaram mais explicadinho no Instagram da banda: “É basicamente dizer, vamos ter alguma simpatia por todos os milionários por aí, porque é difícil para eles também. Obviamente, não é sobre isso (…) Além disso, devo deixar bem claro aqui que não estou defendendo de forma alguma os ricos. Eles merecem todo o pau que recebem, ricos bastardos”.

6 – Swamp Dogg – “Soul to Blessed Soul”
Swamp Dogg é um veterano da soul music. Na ativa desde os anos 70, há alguns anos ele se aventura na exploração do auto-tune em alguns dos seus discos. Tanto que seu próximo trabalho vai se chamar “I Need a Job… So I Can Buy More Auto-Tune”. Em tradução literal, “Eu preciso de um trabalho. Para poder comprar mais auto-tune”. E o cara usa o recurso de um jeito muito inteligente: “Soul to Blessed Soul” é uma regravação do seu próprio material aditivado do recurso eletrônico. Hit.

7 – Metronomy – “Things Will Be Fine”
Tem horas em que um Metronomy alegrinho é tudo que a gente precisa. E esse é o caso aqui. É uma música impressionante e de outro mundo? Não é. Mas é Metronomy, o que carrega uma vantagem para nós de modo intrínseco. E é bom uma banda que a gente curte mantendo o otimismo. E o som bom.

8 – White Lies – “Am I Really Going to Die”
Já viu aquele meme onde uma casa alegre representa a música e uma casa sombria representa a letra? Funcionaria muito bem aqui com os ingleses do White Lies. “Am I Really Going to Die”, segundo a banda, tem inspirações musicais na era “Station to Station”, a fase punk (no sentido de vida) do gênio David Bowie (cocaína, ocultismo, paranóia) e é “uma narrativa de alguém super-seguro de si que recebe um diagnóstico terminal”, nas palavras de Charles Cave, baixista da banda.

9 – Leikeli47 – “Chitty Bang”
Ainda no hip hop, só que agora nos EUA, a rapper Leikeli47, que costuma sempre aparecer com sua balaclava (“representa liberdade”). É seu primeiro som após um ano de silêncio. Álbum, mixtape? Nada ainda. Misterioso igual ao próprio rapper este lançamento aqui. Claro, bom ficar de olho.

10 – Lucius – “Next to Normal”
Sabe aquele sincericida? Aquele que solta umas bobagens e acaba perdendo amigos? Essa música da banda Lucius, mais conhecida pela dupla de vocalistas Jess Wolfe e Holly Laessig, lança uma ideia sobre esse tipo de pessoa e sobre ela se sentir mais confortável (quase normal) ao lado de alguém especial. Tudo em um clima quase disco e com harmonias vocais de chapar a cabeça de tão viciantes.

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* A imagem que ilustra este post é do músico canadense The Weeknd.
** Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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The Weeknd não para. Músico acaba de lançar o novo disco de novo, mas numa versão de mundo paralelo

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* E neste mundo alternativo de “Dawn FM”, lançado na semana passada com 16 faixas, vêm acopladas três músicas, duas em remixes. São elas “Take My Breath” (remix feat. Agents of Time) e
“Sacrifice” (remix feat. Swedish House Mafia). E ainda a faixa “Moth to a Flame”, outra da parceria do Weeknd com a turma eletrônica sueca mafiosa.

O “Dawn FM (Alternate World)”, tipo o que antigamente resultaria num bom álbum só lançado no mercado japonês, por exemplo (o disco ainda não saiu em vinil, CD ou k7), gerou também vídeos alternativos, desses remixes acima.

No mundo “normal”, The Weeknd soltou ontem o vídeo oficial para a ótima “Gasoline”, com o Weeknd velho aparecendo de novo e ainda fazendo referências à rádio que é o tema deste novo álbum. Tem cena de balada, aglomeração sem máscara, justo hoje com anúncios de retrocessos nesse tema. Mas enfim…

Tudo o que você precisa saber e ver e ouvir do mundo paralelo de “Dawn FM” e esse belo vídeo de “Gasoline”, você encontra aqui embaixo:

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