Em the weeknd:

Top 10 Gringo – Little Simz cresceu e quis o topo. Sports Team está de volta e exigiu o pódio. E a Pom Pom Squad não cabe em menos que no terceiro lugar

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* Semana de belos lançamentos na gringa. Dá até vontade de pegar este Top 10 e fechar um Popload Festival só com essa turma. Pensa: The Weeknd encerrando a noite que começou com um show fofo do Kero Kero Bonito, logo após um nostálgico Weezer, que pegou o fôlego de duas apresentações incríveis do Sports Yeam e do Pom Pom Squad – ou você abrindo mão de tudo isso para pilhar em um Chemical Brothers fritando por horas em um palco eletrônico alternativo. Já que sonhar é de graça, né?

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1 – Little Simz – “Introvert”
Little Simz está de volta e não de qualquer jeito. Esta faixa talvez seja um de seus sons mais ambiciosos na carreira. São seis minutos com toques orquestrais e letra quilométrica em um tratado sobre conflitos internos em tempos sombrios. Pesadíssimo. Este single estará em “Sometimes I Might Be Introvert”, seu novo disco, que saí lá por setembro. A pequena Little Simz cresceu.

2 – Sports Team – “Happy (God’s Own Country)”
Pensa nisso, a banda inglesa Sports Team não só produz um pós-punk inglês amalucado para quem é britânico e um tanto quanto distante do que outras bandas da mesma onda da ilha produzem como também são uma banda de rock com popularidade acima da média nos dias atuais. Tudo bem que por hora isso é um fenômeno inglês, mas vamos importar essa onda? A gente topa ajudar.

3 – Pom Pom Squad – “Head Cheerleader”
Não se engane por um certo ar de diva pop que a vocalista Mia Berrin carrega no vídeo de “Head Cheerleader”. A banda nova-iorquina é a clássica soma de rock indie cru de guitarras estouradas e vocal feminino legal. E vale acrescentar que a letra deste som tem elementos que se encaixam na categoria indie mental health. Ou seja, material suficiente para cravar que vai ser um sucesso o disco de estreia deles.

4 – The Weeknd e Ariana Grande – “Save Your Tears”
Um dos chicletes mais irresistíveis (e populares) de “After Yours”, a ultranostálgica “Save Your Tears” ganhou um remix que não altera lá muito o seu clima, mas traz a presença de ninguém mais ninguém menos que Ariana Grande. Agora temos um hit duplicado.

5 – Dinosaur Jr. – “Take It Back”
J. Mascis é um senhor guitarrista. E esbanja seu talento por aqui. Repare em quantas guitarras diferentes ele consegue criar dentro da mesma música – especialmente a absurda segunda parte, quando com a guitarra solo ele cria uma segunda melodia que destoa da melodia vocal. Trabalhinho engenhoso. Desde o comecinho dos anos 90, diga-se. Então surpresa zero. Só admiração.

6 – Chemical Brothers – “The Darkness that You Fear”
Tem um toque noventista tão leve neste novo single do duo britânico Chemical Brothers que é até difícil de colocar em palavras. O vídeo do som conseguiu traduzir talvez melhor a sensação de estar de novo em alguma reedição de um verão do amor.

7 – Wolf Alice – “Smile”
Após uma balada bonitaça, Wolf Alice senta a mão no peso em mais um single de seu novo disco, “Blue Weekend” que só chega em junho. Não recomendamos que você assista ao vídeo, gravado em pub lotadaço. É um gatilho e tanto neste tempos pandêmicos.

8 – Weezer – “I Need Some of That”
Saí o Weezer orquestra, entra o Weezer farofeiro. “I Need Some of That” é parte do álbum onde a banda homenageia a sonoridade do rock/metal dos anos 80. Louco só pensar que a versão original desta música está em um álbum em japonês que o vocalista Rivers Cuomo produziu ao lado do músico Scott Murphy – com timbres e uma letra completamente diferente. Weezer é bem doido.

9 – Kero Kero Bonito – “21/04/20”
Doidinha e deliciosa a brisa dessa banda inglesa que parece ter sido criada para trilhar algum jogo obscuro da Nintendo que só teve 150 cópias lançadas no Japão.

10 – Alanis Morissette – “I Miss the Band”
Alanis está com saudade da banda. Efeitos da quarentena traduzidos em uma emocionante música com objetivo de arrecadar fundos para as pessoas que trabalham nos bastidores da música. Nos versos, uma série de saudade – piadas internas, as viagens, as risadas. Até quem nunca fez uma turnê fica com os olhos marejados. Fora que é a Alanis, no fim das costas.

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* A imagem que ilustra este post é da rapper inglesa Little Simz.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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The Weeknd chama a Ariana Grande para fazer o hit do verão. Que todo mundo já conhecia

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* O artista canadense conhecido como The Weeknd, aquele desprezado pelo Grammy, convocou a musa pop Ariana Grande para um remix da melhor faixa de seu último álbum de estúdio, o grande “After Hours”, o disco gigantesco que o prêmio fingiu não ter saído em 2020.

A musica “Save Your Tears”, que ganhou uma cadência ariana do meio para a frente, o que nos fez lembrar por aqui aquele hit estratosférico “Somebody That I Used to Know”, do Gotye e da Kimbra, de dez anos atrás. Sem tanto drama sem tanto drama mas também à custa de lágrimas.

A melodia de “Save Your Tears” nem mudou tanto no remix. Uma limpadinha, um balanço ajustado e pronto: temos o hit do verão deles lá para cima.

Essa parceria na pinta de Weeknd e Ariana, que já aconteceu outras vezes, ganhou até um vídeo fofureza em animação. Jogo ganho.

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SEMILOAD – Hook, drop, toquinho. Como a música vem se reinventando na Era TikTok

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* Nosso “The Long Read” de hoje, articulado por nossa parceira Dora Guerra, autora da newsletter mais necessária da música nova que eu conheço, a Semibreve, vai falar exatamente dessas transformações que essa música nova tem passado para se adaptar aos tempos atuais. Você sabe do que estamos falando: stream, Tik Tok, consumo digital desenfreado. Está preparado para o fim do refrão? Você curte os “hooks” das canções do Weeknd?
Não? Então a SEMILOAD vai te preparar.

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Música é como qualquer outra arte em tempos digitais. Não só não tem fórmula perfeita, como muda o tempo todo – principalmente quando precisa se vender. De uns tempos pra cá, a mudança vem sendo notável.

Eu mesma comentei ano passado sobre dois pontos já muito claros na música atual: o primeiro é a diminuição do tempo das canções (pop, especialmente). A partir do momento em que os artistas ganham por número de streams – ou seja, quantas vezes a música foi ouvida –, torna-se necessário encontrar formas de fazer você ouvir novamente. Se a música é longa, você não vai ficar ouvindo em loop; é matemática simples. O resultado é aquelas faixas minúsculas, com 2 minutos ou menos, que frequentemente acabam antes que você consiga digeri-las.

O outro ponto, que eu trouxe com músicas como “Blinding Lights”, do Weeknd (foto acima), é a inserção de um refrão (ou algo que lembra o refrão) logo no início da faixa – pensando que um stream, para o Spotify, conta só se você ouviu pelo menos 30 segundos da música. Isso fica claro em váaaarias músicas, a exemplo da viral “Girl like Me”, da Shakira/Black Eyed Peas. Logo a gente, com atenção tão difusa, precisa ser convencida a ouvir algo interessante antes de decidir tacar um “skip”. Melhor já entregar o ouro, certo?

(E bote ouro nisso).

Pois é. Eis que surgiu um ótimo artigo (como sempre, porque esses caras são incríveis) do Nate Sloan e Charlie Harding – a dupla Switched On Pop – para o “New York Times”. Nele, os músicos-musicólogos analisam as novas tendências com um olhar ainda mais atualizado. Otimistas, celebram o fim de uma certa estrutura tradicional, de verso-pré refrão-refrão.

Nisso, os autores já me desbancam (ou sustentaram meu ponto?) afirmando que o refrão, hoje, nem sempre precisa existir. O argumento deles é o seguinte: o que existe agora – e é um termo inclusive utilizado por compositores – é o “hook” no lugar do “chorus”; em bom português, tem que existir um gancho, que não necessariamente é um refrão de alguns versos cantado várias vezes ao longo da música.

Esse gancho pode ser, inclusive, o famoso “drop” – aqui eles listam “We Found Love” como um exemplo de hit da última década, já pautado em uma nova lógica. E, de fato, o ponto alto da faixa não é o momento em que Rihanna (foto na home) canta o verso que dá nome à música, mas quando a canção cai no clímax eletrônico. Sabe do que eu tô falando?

Pois eu cubro a aposta de Nate & Charlie e ainda acrescento: essa espécie de drop pode ser simplesmente uma viradinha, que é suficiente para tiktokers e afins. O drop é muito comum em músicas derivadas do EDM (e foi extremamente comum nos anos 2010) e ainda reaparece em canções populares, feito nas músicas do Major Lazer.

Mas às vezes não precisa ser tudo isso. O que a música precisa ter é um ponto em que ela se transforma – ou até pausa: só o “Stop, wait a minute”, de Uptown Funk, já é hit no TikTok. É nesse momento que os virais são criados: você dá tudo que as pessoas querem, fornecendo um clímax rápido para uma transição audiovisual. E, mesmo que você não esteja preocupado em viralizar, é um aspecto interessantíssimo de qualquer forma: nada te destaca melhor de uma multidão de músicas previsíveis que uma surpresa bem construída.

Mas outro gancho fortíssimo – e que a galera sacou aqui no Brasil talvez com muito mais antecedência e sucesso que os americanos – é aquela melodia pegajosa. Não necessariamente a do refrão: uma mais marcante, um gancho real, como no que muita gente por aí chama sabiamente de “toquinho” (lê-se tóquinho; não confundir com o artista Toquinho).

Nada supera a força de uma melodia infalível, que conversa com os vocais, mas não é a mesma que a deles. Esse é um elemento que o funk e o piseiro já incorporaram há muito tempo, recuperando a “flauta envolvente que mexe com a mente” de Bach para tornar uma música inesquecível. Um salve pro Mc Fióti.

Aliás, não estamos inventando a roda aqui – esse é um recurso clássico. Mas ele vem aparecendo com frequência, especialmente no início da faixa. Voltando ao exemplo de “Blinding Lights”: o que te conquista é aquela melodia com tratamento anos 80, muito antes de ouvir o Weeknd cantar.

E, se você analisar bem a história do “toquinho” e do drop, vai encontrar um personagem essencial para a nova música: o produtor. Não é à toa que DJs e produtores passaram a se tornar estrelas também – quando as canções eram naquele formatinho clássico de banda, era difícil precisar a contribuição do produtor; você valorizava mais os compositores, que muitas vezes eram (ou fingiam ser) a própria banda. Hoje, Calvin Harris e Rihanna dividem créditos porque sabemos que não foi ela quem deu o toque principal da música. E, de repente, nomes feito Mark Ronson, Diplo, Timbaland, Pharrell não importam só para quem tá dentro da indústria: são beeem conhecidos pela gente, também.

Nada disso é de agora. O produtores não ficaram importantes: sempre foram; esses elementos todos sempre existiram também em alguma medida. Mas a combinação desses fatores – tamanho da música, estrutura mais solta, melodia marcante logo no início – é um combo extremamente atual. ou ainda: “Light My Fire”, dos Doors, seria uma música a cara dos anos 2020 se, para início de conversa, tivesse um terço da duração (e um clipe nonsense com feat. da Doja Cat).

Afinal, vale fazer tudo isso e seguir fórmula para ganhar dinheiro? Para os românticos, respeitar fórmulas pode soar como um enterro da criatividade; o que é verdade, em partes. Mas, para mim, o curioso é que não se trata somente de uma estratégia de mercado: são truques psicológicos, que buscam entender não só como driblar o algoritmo, mas como fazer algo que soe atraente para o público de agora (e isso já é beeeem diferente do que soava atraente há uma década).

É, afinal, dar aos fãs o que eles querem ouvir de novo, de novo e de novo.

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SEMILOAD – Oba, domingo tem Grammy!!!!! Mas, antes, uma espinafradinha básica nesse prêmio zoado

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* Sempre odiei os xexelentos e arranjados prêmios Grammy, mas nunca quis gongar (muito) por aqui, para não me chamarem de mal-humorado e tals. Indie velha-guarda que não compreende o tamanho do pop dessa “distinta premiação” da indústria bajulando a própria indústria, atrasado e segregador e tudo mais. Mas aí a Dorinha Guerra, 22, achou de dar uma gongadinha rápida no evento que acontece domingo, em sua excelente newsletter semanal Semibreve, que eu corri para chamá-la no Whatsapp para desenvolver mais o tema: “Traz essa VERDADE para a Popload”. E aqui estamos.

Não sou que estou falando, ok? É a Dora!

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Como em todos os anos desde a primeira edição – mais de 60 anos atrás –, lá vem um domingo de Grammy. E, em como todos os últimos anos desde que descobrimos que a Academia adora ser machista e racista, você pode estar se perguntando: em 2021, vale a pena ver ou se importar com os Grammys?

Muita gente já decidiu que não. O Kendrick Lamar é uma dessas pessoas; Fiona Apple não quer ver os Grammys nem re-pintados de ouro (mesmo indicada!); o novo queridinho do clube anti-Grammy – e injustiçado do ano –, The Weeknd, concorda.

E esse foi realmente o vacilo da vez: quando “After Hours” – um dos melhores e mais relevantes álbuns do último ano – não ganha nem uma menção, algo de muito errado aconteceu. E olha que a Recording Academy tem categorias reservadas para os artistas negros, já que não gosta de conceder a eles, parece, as categorias principais; eles geralmente dão prêmios de Rap, Urban ou R&B para os negros e deixam por isso mesmo. Neste ano, não – até onde o Grammy sabe, The Weeknd simplesmente não existe. E até onde o The Weeknd sabe, o Grammy também faleceu.

Mas não é só Abel que anda falando mal por aí. Li que Zayn Malik sugeriu que “há corrupção nos bastidores da Academia”. Agradeço a sugestão, mas acho que é quase da mesma linha que sugerir que há algo de errado na mansão de 6 milhões do Flávio Bolsonaro: é óbvio. E eu vou além e ressalto que, assim como Flávio, a Academia sobra em babaquice – vide 2018, quando Neil Portnow (então presidente da Recording Academy) afirmou que a falta de mulheres no prêmio era porque “elas tinham que melhorar”. Essa aí é um clássico.

Captura de Tela 2021-03-12 às 11.27.03 AM

Mas, se existe algum motivo para ainda prestar atenção nos Grammys, talvez seja exatamente este: concorde você ou não com a definição de rock do prêmio, fato é que desta vez a categoria incluiu só mulheres – e os homens têm que melhorar. Por Phoebe Bridgers, Fiona, HAIM, Brittany Howard e Big Thief, o Grammy conseguiu alguma parcela mínima de acerto. E mais: conseguiu que um gênero estagnado como o rock parecesse interessante e “fresh” novamente. Um beijo para as responsáveis.

Outro motivo é o de sempre, mas que infelizmente ainda não vacilou: apesar de o prêmio geralmente ser longo e um pouco maçante, as performances sempre rendem alguma coisa. Foi o Grammy que combinou St. Vincent e Dua Lipa, Daft Punk e Stevie Wonder. Neste ano – em que essas apresentações ainda são o mais próximo que temos de um show –, tem BTS ocupando um espaço gigantesco na indústria americana; tem .Paak e Mars, tem Cardi e Megan. Ainda tem artista que joga o jogo, gente importante e talentosa, que acaba nos atraindo para o lado de lá da força. E, enquanto eles não boicotam a premiação, fica difícil para nós, reles mortais.

Então, se você quer ver tudo isso, vai lá assistir – com a mão na consciência. É aquele dilema de separar arte do artista, aplicado a um evento e uma premiação inteira; quando você detesta parte da instituição, mas valoriza alguma outra fração, fica ainda mais difícil. E a Recording Academy sabe disso.

E, para quem vai para a festinha na casa do The Weeknd para não ter que assistir, não se preocupe: os Grammys estão, sim, caminhando para a insignificância. Há muito tempo, eles já não são determinantes do que realmente foi bom – quando você compara as listas de “melhores da última década” com quem realmente venceu Grammys, vai ver que a conta não fecha (nem chega perto). Ironicamente, a própria Recording Academy se esforça para contribuir para o próprio fim. A galera deve estar tão intrincada na corrupção que não consegue se atualizar de verdade, homenagear quem merece.

O engraçado é que, depois de escândalos como o de Portnow, a Academia está há anos mudando categorias, trocando cargos sêniores, dizendo que se empenha. Todo ano, eles prometem que “agora vai”. Bom… não foi não. E convenhamos? Não vai mais.

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POPLOAD NOW – Três momentos musicais do Super Bowl, estrelando The Weeknd, Miley Cyrus e Bruce Springsteen

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Captura de Tela 2021-02-08 às 7.55.10 AM

* Aparentemente curado da mágoa de não ter sido indicado ao Grammy, o músico canadense The Weeknd fez o graaaaaande show do Super Bowl 55, realizado ontem no intervalo do jogo Raymond James Stadium, na Florida. Por 15 minutos, Weeknd espremeu sete músicas em sua apresentação, de seu primeiro disco “House of Balloons” (2011, na real sua primeira mixtape) até o “desprezado” “After Hours”, do ano passado. Isso em meio a um incrível cenário urbano de luzes e milhões (o exagero dá conta) de dançarinos em casacos vermelhos. De seus primórdios, Weeknd tocou rapidinho “House of Balloons/Glass Table Girls”, mas na famosa parte que usava sample de “Happy House”, hit do grupo inglês pós-punk Siouxsie and the Banshees. Showzão.

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* Uma mistura de comercial de carro com uma mensagem política ao povo dos EUA marcou o primeiro (e pomposo) comercial da vida do lendário cantor Bruce Springsteen, exibido ontem no milionário intervalo do Super Bowl, a grande final do futebol americano. A única propaganda em mais de 50 anos de carreira do “Boss” foi mais assunto até que as belas imagens do Jeep que dirigiu, falando coisas como “We just have to remember the very soil we stand on is common ground”, para uma nação tão polarizada como a americana pós-Trump.

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* Nossa roqueira Miley Cyrus fez um movimentadíssimo show com plateia ontem para o Super Bow. Não ali entre os segundos mais caros da TV mundial, no intervalo do jogo. Foi antes, no “pre-game”, em palco montado no estacionamento do estádio para ir recebendo o público que chegava, no evento chamado Taligate. E teve de tudo na quase hora e meia de apresentação de Cyrus, coisa de 20 músicas. Presenças especiais de Billy Idol e Joan Jett, várias canções de seu mais recente disco, “Plastic Hearts”, do ano passado, e muitas covers, entre elas de Bikini Kill, Dolly Parton, Blondie e Nine Inch Nails. O público presente, cerca de 7 mil pessoas lindamente aglomeradas à frente de Cyrus, foi formado por vacinados profissionais da área de saúde que trabalham na linha de frente contra a covid-19, os grandes homenageados pelo Super Bowl. “Nós apreciamos tanto vocês e toda a sua entrega por nós. E por isso a gente vai fazer bastante barulho daqui”, anunciou Cyrus no começo de seu show.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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