Em the wombats:

Top 10 Gringo – Black Midi no topo com “baladinha”. As Bachelor na segundona. Girl in Red cata o terceiro posto. Tem para todo mundo

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* Semana com músicas para todos os gostos aqui no nosso Top 10. Tem aquele indie rock que é a preferência da casa, mas também trazemos lances experimentais, rap, R&B introspectivo… Até uma faixa de spoken word a gente incluiu, galera. E tem provocação para os Gallaghers, uma prática que a gente mantém sempre que temos a chance. Mas é amor. Ah, e como tudo fica lindo na nossa playlist. Leia a ouvindo. Ou ouça nos lendo. Você manda.

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1 – Black Midi – “Marlene Dietrich”
De tantas músicas intensas do novo álbum do Black Midi, vamos com a que começa com um violãozinho inesperado, ainda mais após a barulheira da faixa de abertura. Quem leu a nossa entrevista com Geordie Greep, o vocalista banda, aqui na Popload, descobriu que eles manjam de Egberto Gismonti e João Bosco. Repertório, gente.

2 – Bachelor – “Stay in the Car”
Ellen Kempner (Palehound) e Melina Mae Duterte (Jay Som) são duas garotas com uma boa estrada no mundo indie, com suas respectivas bandas. No Bachelor a dupla se reúne para um poderoso mix. É até complicado categorizar o som da dupla: tem guitarra, tem momentos mais climáticos, quase lo-fi, mas nem tanto assim. Sem dúvida uns dos discos mais interessantes da semana.

3 – Girl in Red – “Midnight Love”
Voltamos a este bom momento do álbum de estreia da norueguesa Girl In Red por conta de uma session dela na emissora americana Sirius XM, ao piano, que dá uma outra cara a essa música. Já era uma balada (ainda que com um certo groove) na versão do disco, mas que ainda mais em uma versão seca, só piano e voz.

4 – Sleater-Kinney – “High in the Grass”
Uma música que, se entendemos bem, é uma grande ode à curtição, aproveitar os momentos mesmo. E mais uma prova de que esse disco da dupla americana Sleater-Kinney que vem por aí, “Path of Wellness”, já é um sério concorrente na sua lista de favoritos do ano.

5 – Cola Boyy – “Don’t Forget Your Neighborhood”
A gente costuma olhar meio feio para o algoritmo do Spotify, mas temos que confessar que eles nos deram um presente nesst semana. Por seguirmos os australianos do Avalanches, a plataforma recomendou a participação deles neste som deste jovem multiinstrumentista californiano. E que vibe esse Cola Boyy é capaz de criar. Atenção nele. Já colamos no Cola.

6 – Nayana Iz – “Breaking Point”
Ouvidos no som dessa indiana que cresceu em Londres. Presença constante em lista de nomes que prometem, ela lançou ano passado um bom EP e chega a 2021 com um single bem interessante alternando seu talento para rimar em um flow irresistível e conduzir um refrão com sua voz doce. Do clubinho lindo da Little Simz e da Arlo Parks.

7 – Smino – “Rice & Gravy”
A gente deixou passar este bom single do rapper americano Smino, mas a bela session dele no COLOURS fez a gente se tocar que estava perdendo um musicão. Talvez seja um primeiro sinal do seu terceiro álbum, que ia rolar em 2020, mas ficou no ar para este ano.

8 – The Wombats – “Method to the Madness”
Queridinho grupo indie da década passada e relativamente sumidos mesmo quando andaram lançando disco (você nos entende…), o trio de Liberpool retomou bem os trabalhos com uma bela balada que anuncia a chegada de seu quinto álbum, o primeiro em três anos, ainda sem mais detalhes.

9 – Nick Cave – “Letter to Cynthia”
Spoken word pode? Do Nick Cave pode. De um carta que ele escreveu para um fã, a faixa traz uma ambiência musical para um texto poderoso do músico sobre conversarmos com as pessoas que perdemos. No pensamento de Cave, que admite conversar com seu filho, ele ressalta que ainda que seu filho não esteja lá, a ideia de sua presença é uma força humana que todos têm de cuidar. Ele aconselha: “Crie seus espíritos. Ligue para eles. Eles estarão vivos. Fale com eles”. Por enquanto só no Youtube. Mas está lá, profunda.

10 – Blur – “Out oF Time”
Na disputa futeboleira entre Chelsea e City, que remete ao duelo clássico do britpop Blur x Oasis, deu Chelsea. E por isso homenageamos aqui o ilustre torcedor da equipe de Londres com uma música do Blur que Damon Albarn resgatou em sua apresentação no Glastonbury virtual de uns dias atrás. Uma belezinha do álbum “Think Tank”, lá de 2003, que envelheceu magistralmente.

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* A imagem que ilustra este post é do agora trio inglês Black Midi.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas – St. Vincent levando os anos 70 ao Fallon. A grande volta do Wombats. O Wry eletrônico. As cabeçadas das Sleater-Kinney

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* No rolê de mostrar músicas de seu novo disco, o já famoso “Daddy’s Home”, a poderosa St Vincent, agora na versão loira anos 70, foi ontem ao programa do Jimmy Fallon para uma performance ao vivo de “Down”, faixa do álbum. Ela foi armada de umas backing vocals classudas e tudo. Toma aí essa belezura toda.

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* Teve uma vez, num desses South by Southwest da vida, tipo 2007/2008, o grupo inglês The Wombats, que na época experimentava dias melhores na cena britânica, anunciou de surpresa que ia fazer uns três shows rápidos seguidos em bares da famosa rua 6, em Austin, a principal rua do Sxsw, que tem mais bares e clubinhos e restaurantes com palcos do que São Paulo inteira. Era tocar, pegar as coisas e ir para o outro bar. Repeat. Eu fui nessas atrás deles e vi os três shows do grupo de Liverpool. Dito tudo isso, sem que nada tenha a ver com nada, o Wombats, que até tem uns discos perdidos nos anos 2010, está armando uma grande volta, com disco novo, turnê grande etc. Esse retorno começou hoje, com o lançamento deste single “Method to the Madness”, que marca a primeira música inédita da banda desde o disco “Beautiful People Will Ruin Your Life”, de 2018. E vem com um vídeo climão, meio nonsense, mas até achei que acabou bem, dadas as circunstâncias. Detalhe para uma das frases que marcam os momentos forte da música, em que o vocalista Matthew Murph grita “Fuck my sadness”. Estaríamos diante de mais uma desses contra-ataques novos ao indie-mental health que se apoderou do som jovem dos últimos anos? Mais outro detalhe. A lindeza que vaga pelo vídeo de “Method to the Madness” é a influencer e cantora mexicana Reno Rojas.

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* CENA – Uma das bandas mais “guítar” e longevas da cena indie brasileira, os sorocabanos do Wry estão buscando espichar sua música para tudo quanto é lado, num interessante caminho de experimentações. Primeiro, recentemente, passaram a fazer canções cantadas também em português. Outra que acabaram de lançar um EP de cinco faixas mexendo com músicas suas nova e mais antigas num caminho mais eletrônico. O capo da banda, Mario Bros, explica melhor: “Em síntese essas cinco faixas expandem o som a um horizonte elétrico, com linhas de baixo marcantes do deep house brasileiro, sintetizadores sequenciados de estética synth-pop moderna (e que também remetem aos anos 80) e influências de Björk dos anos 90 e drum’n’bass clássico. OK? Amanhã tem um vídeo de uma delas, que a gente cola aqui. Fica o convite a voltar a esta nota. Confira o naipe do EP:

01 Weapon in My Hand
02 Weapon in My Hand (Geztalt Remix)
03 Weapon in My Hand (Yuro Remix)
04 Don’t You Ever Call on My Name Again (Langley Remix)
05 Cancer (Ecstasy Remix)

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* Estamos grudados nas andanças novas do ótimo duo americano Sleater-Kinney, duo formado por Corin Tucker e a grande Carrie Brownstein (foto na home) e que surgiu lá nos anos 90 nas brumas e pelos lados do grunge da região ponta-esquerda norte dos EUA. Dia 11 de junho elas lançam seu décimo disco de estúdio, chamado “Path of Wellness”, que já teve o belo single “Worry with You” e hoje revela mais um novo single. “High in the Grass”, a música, boa também, tem um vídeo bizarrinho, de dança das cabeças. Quando há cabeças. As Sleater-Kinney partem em agosto para uma turnê do disco novo acompanhando o Wilco. Pensa.

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Lembra deles? The Wombats volta com single novo e álbum de inéditas

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Banda que um dia já foi hit de pista de festa indie no Brasil, a inglesa Wombats marcou data para lançar seu novo álbum. “Glitterbug” é a nova aposta da turma de Liverpool e será comercializado a partir do dia 6 de abril, na mesma semana em que eles começam uma turnê pelo Reino Unido.

O trio é responsável por hits tipo “Moving to New York”, “Kill the Director” e “Let’s Dance to Joy Division”. Deste novo álbum, gravado em Londres e “inspirado” em Los Angeles, os ingleses soltaram o primeiro single, “Greek Tragedy”, que já tem até vídeo oficial.

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Wombats ao vivo na Marquês de São Vicente

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* Banda que um dia já foi hit de pista de festa indie no Brasil, a inglesa Wombats toca em São Paulo e Rio agora em setembro. O show em São Paulo acontece dia 27 na avenida Marquês de São Vicente, número 1589. O do Rio, dois dias depois, 29, será no Studio RJ.

O trio Wombats, de Liverpool, dono dos hits “Moving to New York”, Kill the Director” e “Let’s Dance to Joy Division”, do disco “A Guide to Love, Loss & Desperation”, vem ao Brasil numa das festas realizadas pela marca de uísque Jack Daniel’s, com crowdfunding armado pela Playbook. A bebida comprou metade das cotas no Rio e em São Paulo. A arrecadação fecha segunda que vem, parece. Se fechar a vaquinha indie em ambas as cidades, cerca de 500 ingressos vão a venda, a R$ 120 cada. Se o crowdfunding não funcionar, a banda não vem.

Mas vem, né?

Balada indie desse tipo, regada a uísque, já possibilitou festas com Cribs, Ladyhawke, I’m from Barcelona e Drowners.

Um vídeo do Wombats tocando “Kill the Director”, dois meses e pouco atrás, em show bombadinho na Austrália, segue abaixo.

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