Em Thurston Moore:

Thurston Moore encarna alma inglesa e faz cover linda de “Leave Me Alone”, do New Order

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Enquanto sua ex-parceira de banda e de vida Kim Gordon prepara o lançamento de seu novo disco solo, Thurston Moore arranjou um tempinho para fazer uma cover linda de “Leave Me Alone”, do New Order.

Moore gravou a faixa com músicos de Manchester na região de Salford, Inglaterra. A faixa servirá como lado-b em três singles de 7″ que serão lançados dia 8 de outubro, que registram momentos de shows ao vivo do Thurston Moore Group ao longo de 2019.

“Leave Me Alone” foi lançada no disco Power, Corruption & Lies, em 1983.

“Salford é o único lugar em que eu ousaria tocar uma música do New Order, com músicos locais e cervejas locais. Foi apenas uma daquelas raras ocasiões em que algo que eu normalmente não faria era feito apenas por diversão e em homenagem e respeito ao local”, disse em comunicado.

O resultado, bem legal, pode ser conferido abaixo.

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As guitarras comandam. Confira um show completo e recente de Thurston Moore e sua banda, em Chicago

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Um dos sujeitos mais importantes do rock alternativo americano do fim do século passado, Thurston Moore, fundador do eterno Sonic Youth, segue firme e forte com sua carreira solo.

Mês passado, ele se apresentou no Pitchfork Festival, em Chicago, e o show agora está disponível na íntegra. A apresentação faz parte da turnê de “Rock n Roll Conscoiusness”, seu primeiro álbum solo em três anos, sucessor de “The Best Day”, lançado em maio deste ano.

Moore tem recebido o apoio de seus parceiros Steve Shelley (ex-Sonic Youth, também) e Debbie Googe (My Bloody Valentine) tanto nas gravações quanto nos shows ao vivo. Este último disco de Thurston possui 5 faixas, mas com duração total de quase 45 minutos.

O show em Chicago durou pouco mais que isso e pode ser conferido na íntegra, abaixo.

SETLIST
0:36 – Cease Fire
7:34 – Turn On
18:34 – Speak to the Wild
27:33 – Cusp
35:11- Smoke of Dreams
42:15 – Aphrodite

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Thurston Moore mostra que existe vida após o Sonic Youth e lança mais um disco solo

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Fundador do Sonic Youth, uma das maiores bandas que a Terra já viu, o cantor e músico Thurston Moore continua mostrando que há vida além de seu antigo grupo e está com novo disco solo na praça.

Neste final de semana, Moore lançou “Rock n Roll Conscoiusness”, seu primeiro álbum solo em três anos, sucessor de “The Best Day”.

Acompanhado pelos seus parceiros Steve Shelley (ex-Sonic Youth, também) e Debbie Googe (My Bloody Valentine), Thurston dividiu o álbum em apenas 5 faixas, mas com duração total de quase 45 minutos.

O trio recentemente serviu como parte da banda de apoio de Malcolm Mooney, que está na estrada com o projeto The Can Project, que comemora os 50 anos do grupo de krautrock alemão CAN.

“Rock n Roll Consciousness” foi lançado pelo selo Caroline International e pode ser ouvido abaixo.

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Can comemora 50 anos de carreira com turnê especial e show com Thurston Moore, do Sonic Youth

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Uma das entidades sonoras mais influentes das (muitas) últimas décadas na música alternativa, o Can, um dos principais expoentes do krautrock alemão e idolatrado pelo Thom Yorke, está celebrando seus 50 anos de carreira com uma turnê especial.

O rolê tem a curadoria de Malcolm Mooney, vocalista original da banda, que botou para funcionar o The Can Project, show que conta com músicos convidados e que reedita ao vivo canções que marcaram a carreira do seminal grupo.

No último final de semana, Malcolm recebeu a ajuda de nomes como Thurston Moore e Steve Shelley (Sonic Youth), e Deb Googe (My Bloody Valentine), em apresentação no pomposo Barbican, em Londres. Membro da banda, o tecladista Irmin Schmidt conduziu a London Symphony Orchestra em parte da apresentação.

O Can Project fará uma série de shows especiais neste ano, incluindo uma apresentação no megafestival Glastonbury.

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O livro de Kim Gordon. E o último show da história do Sonic Youth. Em São Paulo

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* Uma das mulheres mais fascinantes da história da música independente, a senhora Kim Gordon, lendária baixista do seminal grupo nova-iorquino Sonic Youth, lança na próxima terça-feira será lançado nos Estados Unidos, suas memórias em forma de livro.

“Girl in a Band”, editado pela HarperCollins, chega às lojas para botar pingos nos “is” sobre o fim polêmico de seu casamento com o genial guitarrista Thurston Moore, o que determinou o fim também de um dos mais importantes grupos indies que conhecessemos, que desde os anos 80 transformou o barulho em arte.

Em 2011, Moore arrumou uma namorada inglesa e foi viver dividindo apartamento em Londres. Hoje está com uma nova e superbanda, que inclusive foi a última e fantástica atração do Popload Gig em 2014, no Cine Joia.

Kim Gordon fala também, em sua biografia, de sua infância turbulenta com o irmão esquizofrênico. E relata como foi atravessar o prolífico rock alternativo dos anos 80, ajudar na explosão do grunge lá de Seattle nos 90, apadrinhando o Nirvana, e se manter íntegra nos anos 2000 e além. Gordon tirou o nome de suas memórias da música “Sacred Trickster”, do último disco do SY, “The Eternal”, de 2009. “”What’s it like to be a girl in a band?/ I don’t quite understand”.

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O último show do Sonic Youth, que segundo a “Time Out” de Nova York representou os dois finais mais contundentes da vida de Kim Gordon (o da vida na banda e o do longo casamento), é muito próximo a nós. E aparece retratado logo nas páginas iniciais de “Girl in a Band”.

Quis o destino que a banda terminasse seus longos serviços prestados à música independente no interior de São Paulo, em Paulínia, debaixo de chuva, como atração do finado festival SWU. Era 15 de novembro de 2011.

A cena final de Kim com o marido e com a banda é inesquecível. O show acabou com a maravilhosa “Teen Age Riot”, uma das canções mais lindas de todos os tempos, com a velha banda destruindo tudo em microfonia em um verdadeiro “teen spirit”, distorção que devia ser exposta em museu. Assim que a música, em uma versão de mais de 10 minutos, teve seu último barulho emitido, Kim Gordon, à época com 57 anos, abandona o palco imediatamente, enquanto Moore senta no palco para observar o público extasiado. O último público da história do Sonic Youth.

Este momento aqui embaixo, agora transformado em literatura.

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