Em tiê:

CENA – Lolla BR vai confirmar O Terno, Ventre, Liniker, Mano Brown…

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* Daqui a pouco o festival Lollapalooza Brasil, que acontece em março de 2018 em São Paulo, revelará sua aguardada escalação, para ratificar que provavelmente vai ser sua melhor edição, do nosso humilde ponto de vista.

Aguardada porém bastante conhecida. Pelo que demos aqui nas últimas semanas, mesmo meses, vai estar tudo lá. Killers, LCD Soundsystem, Chili Peppers, Pearl Jam, Liam Gallagher, Metronomy, The National, Mac DeMarco, Lana del Rey, Chance the Rapper, Anderson .Paack, Wiz Khalifa, entre outros.

Acho que erramos o Years & Years, que estava numa lista inicial mas caiu fora. Mas, né?

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Sobre o #CENA no #LOLLABR, a esquadra brasileira que vai tocar com a gringaiada no festival de Interlagos, podemos confirmar alguns nomes bons:

O Terno (foto acima), Liniker e os Caramelows (foto na home da Popload), Mano Brown, o Ventre, Mallu Magalhães, Ego Kill Talent e Tiê são alguns dos brazucas no Lolla-BR.

A escalação sai ja já. Voltamos em instantes.

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CENA – FingerFingerrr extravaganza: o primeiro disco, a banda ao vivo em SP e o vídeo “americano” inédito

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* Olha o que eu falo sobre CENA. Sexta passada, dentro da festa XXXbórnia, capitaneada pela galera da banda Mel Azul, que também está ligada em selo, estúdio e outras bandas, num dos improváveis palco do clube Trackers, um prédio ocupado no centro de São Paulo, tocou o duo garagem FingerFingerrr, bateria-guitarra e às vezes bateria-guitarra-que-vira-baixo.

O FingerFingerrr, Flavio Juliano (o vocal, guitarrista, baixista, direita da foto abaixo) e Ricardo Cifas (baterista, também vocal e que ainda encontra tempo para um teclado), estava fazendo o show de lançamento de seu disco “MAR”, lançado em vias virtuais não tem duas semanas, pelo selo Rosa Flamingo, da cantora algo consagrada na cena indie-MPB Tiê.

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“MAR”, um álbum de uma variação absurda entre punk, punk pop, eletrônico e um fundo bem fundo de hip hop (uma das músicas do disco se chama “Kanye”), é um feliz encontro de garagem roqueira com experimentalismo de diversas cores e cheiros. Tudo a quatro mãos, que trabalham bastante em uma música como se fossem uma banda de quatro ou cinco sujeitos. Ao vivo isso é mais nítido. Um dos bons discos de estreia do ano no Brasil.

O que o gosto no FingerFingerrr é o agito que eles fazem, na unha. Com um EP, já tinham “empresária” nos EUA, gente que já tinha trabalhado com Chromeo e Future Islands. Ainda sem disco cheio, ainda na unha, fizeram QUATRO viagens aos EUA para shows, incluindo as famosas “turnês de van”. Para “MAR”, o disco, eles conseguiram, tambééém com a unha e umas boas economias, botar suas músicas aos cuidados de Mario Caldato Jr., produtor brasileiro que fez história na cena americana dos anos 90 entre outras coisas por cuidar de um tal Beastie Boys.

Aqui, abaixo, o primeiro álbum do FingerFingerrr, “MAR”, para audição. Depois, o duo ao vivo no “palco principal” da Trackers, no centrão de SP, dentro da festa XXXbórnia, em performance da música “Eu Só Ganho”, faixa que abre o disco tem um mantra hardcore “Eu só ganho, eu não tenho”, que no fundo, de um lado geral, lida com dramas capitalistas tipo o que vivemos hoje. Para mim, numa leitura pessoal, a forte canção lida com essa cultura tão atual em moda, na gastronomia ou em rede social que é a do jabá, hahaha.

via GIPHY

Mas a gente começa mesmo com a exibição exclusiva do vídeo de “Eu Só Ganho”. Como tudo para o FingerFingerrr é improvável, no “clipe” os caras estão correndo com uma amiga alien americana, PELADOS, pela principal avenida do hypado Williamsburg, região do Brooklyn, em Nova York, a Bedford Avenue. O vídeo, para complicar a nossa compreensão, é dirigido pelo undergroundmente conhecido John Threat, que já apareceu na capa da conceituada revista tecno “Wired”, em seus tempos de hacker e inimigo federal dos EUA, o que o levou a ficar preso um ano pela “função”.

O vídeo tem uma historinha, que me contaram assim: Flavio, Ricardo e a amiga são três aliens soltos na Terra de sua nave mãe para desestabelecer a ordem capitalista predatória atual, representada pelo prédio “pichado” pelo duo. Trata da gente ter consciência de que vivemos numa sociedade de informação, onde sabemos muito bem o que está errado, por que está errado e quem está deixando tudo errado e… no final das contas… aprender que não precisamos de nada dela, apenas os nossos amigos e união. Não precisa nem das roupas (por isso a nudez). Os objetos lançados são símbolos dessa sociedade, e representam tudo que desejamos que destrói a gente e nos distrai do que realmente é importante. Tem o que foi envenenado, do que foi perdido, como alimentos geneticamente modificados, ouro, dinheiro, petróleo, armas, bombas. O fato de a banda ser aliens representa a necessidade dos habitantes da Terra ter um lembrete externo do que é importante, da mesma forma como um post-it lembra de uma tarefa a ser concluída.

Entende?

Então, agora, o vídeo de “Eu Só Ganho”, o FingerFingerrr desempenhando a música em versão mais punk ao vivo em São Paulo e todo o disco de estreia da dupla, “MAR”.

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A foto do duo deste post é de João Sal, do grupo Rolê SP, feita numa invasão no antigo e abandonado colégio Equipe em São Paulo. A foto da home da Popload é de Daniela Ometto.

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E a Nana Rizinni dançou…

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A ensolarada “nova new wave” brasileira de Nana Rizinni, cantora, compositora, multiinstrumentista e (pelo que dá para ver) superdançarina aparece em vídeo, que acaba de ser lançado. Nana estreia as imagens para a espertíssima “Me Deixa Dançar”, disponível desde hoje no canal da Vevo.

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“Me Deixa Dançar” é música do álbum “La Na Nana”, que La Rizinni lançou neste ano, depois de gravá-lo, apenas, no estúdio do famoso produtor Steve Albini, em Chicago.

O vídeo, feito na “estética” VHS, foi dirigido por Leandro HBL (“Favela on Blast”) e tem participações da Banda Uó toda no papel de jurados, além do dançarino Adriano Cintra (Madrid). A cantora Tiê é assistente de direção.

Veja o vídeo da Nana, como se hoje fosse 1984.

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Deixa a Nana Rizinni dançar. Com o Steve Albini

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* O time impressiona. A cantora, compositora e multiinstrumentista paulistana Nana Rizinni juntou no final do ano em Chicago, nos EUA, uma galera-miscelânea da música independente brasileira para gravar seu segundo disco. Foram com ela o músico Adriano Cintra (Madrid, ex-CSS, com disco solo no forno), que é co-produtor do álbum, mais a cantora Tiê, o multibandas Dudu Tsuda (Jumbo Elektro, Cérebro Eletrônico e várias outras), o baterista Pedro Rangel e o guitarrista André Whoong, ambos rodados na cena underground de SP.

Como se não bastasse, Nana (acima, em foto de Debby Gram) levou a trupe para o Electrical Audio, do produtor americano Steve Albini, um complexo de salas de gravação de sua propriedade, em Chicago. Albini é famoso entre outras coisas por ter botado suas valiosas mãos de engenheiro musical em álbuns de Nirvana, Pixies, Mogwai, PJ Harvey, entre dezenas de outros bons nomes.

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Steve Albini orientando Nana Rizinni e banda sobre o processo de gravação, em seu estúdio, em Chicago

De lá, depois de um mês internada no Electrical Audio, Nana saiu com o disco “La Na Nana”, que tem previsão de lançamento ainda neste mês. Dois shows de lançamento do álbum estão marcados para os dias 2 e 3 de abril, no incrível Sesc Pinheiros.

Do “La Na Nana”, a gente consegue ouvir a faixa “Me Deixa Dançar”, com exclusividade. É a segunda do álbum. Soa como som Paulista dos anos 80, tipo Metrô.

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A treta mais fofa da cidade: os indies contra a nova-MPB em francês (!!)

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Eu estou ficando mole ou este vídeo “Ma Cherie”, da banda Hidrocor, é fofo demais?

Logo no começo da música, o vocalista Marcelo Perdido questiona a AmeliePoulainização (hehe) da Nova MPB (ou, do “indie-sambinha”, como queiram) que a-do-ra uma chanson. Oui, oui.
Aqui, “Ma Cherie” e seu casalzinho de bonecos apaixonados pelas ruas de Paris:

Seria o vídeo da banda paulistana Hidrocor uma “resposta” a esses momentos do nosso indie-sambinha/nova-MPB em francês:

Quem vence a treta fofa da semana?
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