Em tim bernardes:

CENA – Chico Bernardes arma conexões musicais com um grizzly bear

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* A familia musical dos Bernardes tem lá suas conexões. No ano passado, o terno Tim participou do belo disco “Shore”, da banda americana Fleet Foxes. E cantando em português.

Desta vez, o Chico, irmão mais novo do Tim, trocou mensagens no Instagram com Chris Bear, do épico grupo indie Grizzly Bear, que também rendeu colaborações musicais além de likes mútuos. Acabaram nascendo duas músicas de uma parceria entre Chico Bernardes com o Fools, projeto de Bear, que vão virar um compacto de 7 polegadas a sair pelo selo espanhol Mapache Records.

As músicas são “Quero Saber” e “Pra Próxima Vez”, que nos streamings tem a estampa do selo paulistano Risco.

“I was a fan of Chico’s music the moment I heard “Um Astronauta” a couple years back and immediately fell in love with his voice and production aesthetic. Somehow the isolation of early pandemic led us into a transcontinental penpal exchange and before too long Chico sent over a couple demos that didn’t quite fit in with the rest of the songs he was working on for his new record. From there we passed these two tracks back and forth for a couple months and shaped them into something new, drawing inspiration from each other and our own journeys. It was such a natural collaboration and I’m excited to share the fruits! Hopefully more in the future!”, disse Chris Bear, em inglês tranquilo para não ser traduzido.

“Conheci o trabalho do Chris quando meu irmão me apresentou Grizzly Bear, em 2013. Sempre me emocionei com a magnitude e dinâmica presente nos arranjos da banda, que me inspirou muito a buscar meus próprios, quando comecei a tocar violão, em 2015. Sempre achei impressionante o talento do Chris em criar levadas criativas e sofisticadas, com diversas aberturas à polirritmia. Quando começamos a nos falar pelo Instagram, mal acreditei quando ele me chamou para gravarmos algo juntos. Quando começamos a trocar gravações em cima desse par de canções que eu tinha na gaveta, o arranjo fluiu com muita organicidade e encaixe, como se embora em idiomas diferentes estivéssemos falando a mesma língua”, falou o nosso Chico.

Abaixo, as bonitonas “Quero Saber” e “Pra Próxima Vez”:

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Popnotas CENA – O bilhete de convocação dO Terno. A nova do BaianaSystem. Os fragmentos do Thiago Ramil. E a Bárbara Eugênia possuída

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– Hoje o último disco lançado pela popularíssima banda paulistana O Terno, o ““, completa dois anos. E, para comemorar, duas coisas. Uma que o Tim Bernardes, o cabeça do trio, gravou uma session acústica no campo para “O Bilhete”, faixa do álbum, que fala em “feliz aniversário para nós dois”, aqui no caso a banda e o disco. O vídeo ele postou no IGTV do @o_terno, como você vê e ouve aí embaixo. Ainda hoje, 21h, no canal da banda no Youtube, vai ter audição de “” inteiro, discutindo as letras e com a banda conversando com galera no chat. É interessante uma audição de um disco bom anos depois, com todo o conhecimento que se tem dele, para falar sobre os efeitos que o tempo trouxe para fãs e para a banda.

– “Brasiliana”, nova canção do BaianaSystem com participação de Chico César e Mintcho Garrammone, é a faixa que completa a experiência do novo álbum da banda, “OXEAXEEXU”. Lançado inicialmente em três atos, “Navio Pirata”, “Recital Instrumental” e “América do Sol”, agora o álbum está disponível em sua totalidade, com a faixa nova inclusa e todo uma nova configuração na ordem dos sons. Ou seja, uma outra viagem, outra experiência. Tanto que os caras nem soltaram “Brasiliana” à parte do disco. Você chega a ela pelo álbum.

– Por falar em obras partilhadas em diferentes atos, Thiago Ramil, parte de uma das famílias mais ricas em artistas do Sul do Brasil, soltou “Todo Dia”, quarto EP do seu novo álbum visual que saí completo agora no dia 29 de abril. Durante todo o mês ele revelou as quatro partes do álbum em diferentes etapas, que contam com produtores musicais e videomakers diferentes, cada um dedicado a uma estação do ano – “O Sol Marca” (verão), “O Andar do Tempo” (outono), “E a Imensidão do Universo” (inverno) e “Todo Dia” (primavera). Se você reparar, a soma de cada título dá uma frase completa com sentido. É a frase que dá nome ao disco.

– A conhecida cantora Bárbara Eugênia foi possuída e está lançando uma série de singles pela sua outra identidade, a Djane Fonda, sua versão DJ, que muda uma chave dentro da mente criativa dela e a bota em caminhos mais eletrônicos. Hoje sai “Hold Me Now”, de Bárbara Eugênia/Djane Fonda, uma faixa de sua autoria (autoria de quem, na verdade?). Pelos beats indie-pop e a delicadeza da voz, parece música da trilha de Twin Peaks, para ficarmos no tema possessão. No mês que vem, a entidade Djane se mete com Tina Turner. Bárbara Eugênia, o corpo principal, lançou seu último trabalho, o sexto, “Tuda”, em 2019. “Hold Me Now”, esta da Djane Fonda, tem a colaboração de caras bons como Arthur Kunz, Zé Pi e Jojô Lonestar.

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CENA – Tim Bernardes conta como foi parar no disco novo do Fleet Foxes

1 - cenatopo19

* Um dos discos indies mais bonitos do ano é “Shore”, da banda americana Fleet Foxes, hoje mais um projeto pessoal do figurinha Robin Pecknold, o guitarrista e vocalista indie-tenor do grupo de Seattle.

“Shore”, um álbum indie-geografia lançado nesta semana, está cheio de convidados bacanas: o Hamilton Leithauser, ex-vocalista dos Walkmen, o bombado Kevin Morby e Daniel Rossen, do incrível Grizzly Bear. E o brasileiro Tim Bernardes, de O Terno, cantando um trecho em português!!! Tim empresta sua voz na bela “Going-to-the-Sun Road”.

Chamamos o Tim Bernardes para explicar para nós como ele foi parar neste quarto álbum do Fleet Foxes. Ainda por cima cantando em português. Ele contou para a gente. Fala, Tim!

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“Seguinte: sempre fui fanzaço do Fleet Foxes. Muito mesmo. Gostava muito dos dois primeiros discos. Daí eles ficaram um tempão parados [de 2011 a 2017]. Quando eles voltaram no terceiro álbum, com o Çrack-Up’, foi um motivo de comemoração lá nO Terno. Os meninos também gostam muito da banda.
Mais recentemente, no ano passado, seguindo o Robin Pecknold no Instagram, a gente começou a trocar mensagens, um responder ao outro. Fui descobrir que ele gostava do ‘Recomeçar’, meu solo, e do ‘atrás/além’, dO Terno. A gente trocou umas ideias, no ano passado, porque ele tava numas de música brasileira. Trocamos umas playlists.
Aí neste ano, já no meio da pandemia, eu sabendo que ele estava trabalhando neste novo disco já tinha uns dois anos, ele me perguntou se eu queria participar, cantar em alguma música, em português mesmo.
Aí ele mandou uma música que ele imaginava eu participando e me mandou uma versão crua do disco. Ele me disse para eu olhar o disco todo também, para ver qual canção eu acharia que caberia para mim. Acabou que ‘Going-to-the-Sun Road’ nem era a música que ele tinha sugerido para mim, de início. Mas que, quando eu ouvi, depois até de trabalhar na outra música, mexeu muito comigo e tinha esse final, com sopros, que eu sentia que encaixava no que eu estava imaginando.
Na hora, então, eu criei essa letra, a parte em português, de um modo bem fluido. Mais fácil que na outra musica sugerida, que eu gastei um tempo pensando como eu encaixaria a letra. Foi na hora. Veio muito fácil com ‘Going-to-the-Sun Road’.
Depois, conversando com ele sobre a participação, o resultado e tal, ele me disse que tinha as músicas mas não tinha muitas letras do disco, até que uma hora começou a vir tudo. Achei bastante coincidência.
Aí quando eu criei a letra em português a gente foi se falando por mensagem, no Instagram. Gravei e mandei pra ele, que estava no estúdio com o engenheiro de som finalizando o álbum. Isso faz uns dois meses. Ele finalizou muito rápido. E então esse meu trecho pro final de ‘Going-to-the-Sun Road’ acabou entrando mesmo e eu fiquei muito feliz. Eu acho ele um dos melhores músicos, cantores, compositores dessa geração, até transcendendo a cena indie atual. As músicas do Fleet Foxes ainda vão ser bonitas daqui uns 20, 30 anos.
Eu fiquei muito animado ainda porque é uma turma muito massa que participa do ‘Shore’. Os caras do Grizzly Bear, o Kevin Moby…
Basicamente foi isso.”

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Live da hora. O Terno comemora à distância, no Instagram, o aniversário de seu último disco, “Atrás/Além”, o tocando na íntegra e na ordem

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* Bom. Sem shows, sem festivais, nos restam as lives. É o que temos e, parece, é o que vamos ter ainda por algum tempinho. Então, claro, sempre tendo em mente as devidas observações à cerca das limitações e aperfeiçoamentos dessa “nova ferramenta” de show ao vivo à distância, a gente vai estar sempre destacando uma delas por aqui, já que elas estão construindo um capítulo singular e importante da nossa história musical.

Para isso, vamos ter nossa correspondente especial às lives, a poploader Carolina Andreosi, contando para gente por aqui qual foi o show virtual à distância que ela visitou e o que aprendemos com ele.

Hoje, Carolina fala sobre a live da querida banda O Terno na sexta-feira passada, no Instagram deles, tocando na íntegra o último álbum do grupo, o “Atrás/Além”, da primeira à última faixa. Ahaza, Lina!

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Normalmente quando eu escrevo por aqui é para falar de uma das incríveis apresentações de alguém da CENA brasileira em uma das dezenas de casas de shows de São Paulo. Mas a realidade é que não teremos música ao vivo como conhecemos tão cedo. E, da mesma forma que bandas e artistas têm se reinventado da maneira que podem, viemos nos reinventar para fazer uma crítica de showna versão 2.0 (20.20?) da música ao vivo.

A maior dificuldade deste momento é o fato de que a grande maioria das bandas está separada, com cada integrante em sua casa, o que limita as possibilidades. Isso resulta em lives que em sua grande maioria são compostas pelo vocalista dos grupos e um violão acústico, as vezes um piano também. Como foi o caso de Tim Bernardes na última sexta-feira.

Após 10 anos de banda, o trio paulista O Terno está passando um tempo separado fisicamente, mas isso não quer dizer que a música deva parar. Na sexta, Tim Bernardes abriu sua casa para os fãs da banda – em seu pico a live teve 5 mil espectadores – e performou o mais recente álbum da banda, Atrás/Além, na íntegra e em ordem.

O mais interessante dessa data em particular é que este foi o final de semana em que, um ano atrás, a banda fez o lançamento do álbum em três shows sequenciais e esgotados no Auditório do Ibirapuera.

Como o setlist já estava definido, as surpresas não vieram nas músicas, mas nas aparições dos demais membros da banda. O baixista Guilherme d’Almeida e o baterista Biel Basile se juntaram ao Tim na live, cada um em seu momento ao longo da performance, para compartilhar alguns sentimentos sobre esse período surreal que estamos todos vivendo. Para quem já assistiu à banda ao vivo, a cumplicidade entre os três ternos é clara e durante a live as conversas foram de amigos de uma vida toda, separados pela distância física, mas sintonizados nas ideias.

Alguns highlights foram Tim e Guilherme conversando sobre o início da banda, ainda como moleques na escola, para onde o baixista levou seu novo instrumento para mostrar ao amigo. E quando a banda, bem no início, fez uma pequena abertura numa finada casa de shows em SP e a atração principal tinha Biel Basile como integrante – praticamente algo do destino. Falando no baterista, Biel e Tim chegaram até a brincar sobre a possibilidade de uma versão do BBB com O Terno uma vez que o distanciamento social possibilite (!).

Em uma hora e meia de live, Tim tocou as músicas do Atrás/Além como ele as concebeu e mostrou para seus bandmates bem no início da produção do álbum. Em suas versões “stripped down”, só na voz e violão – duas com Bernardes ao piano -, a força original do álbum ficou nítida, um conjunto de músicas construídas sobre um arco narrativo claramente existencialista e que mostra o desenvolvimento do músico em sua década de trabalhos.

Para finalizar, da mesma forma como encerram os shows deste álbum ao vivo, Tim tocou o cover de “Sonhador”, da dupla Leandro e Leonardo. E nos deixou sonhando com tempos melhores.

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* O Terno fez sua live no Instagram, deixou depois o show por 24horas no IGTV e o apagou. A banda comunicou isso durante a apresentação. O grupo tentou retransmitir a apresentação no Youtube, mas a mecânina não funcionou, na hora.

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Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, papo e música com Tim Bernardes

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* Um dos maiores talentos da música brasileira recente, seja por sua ótima banda O Terno, por seu trabalho solo ou por suas colaborações, Tim Bernardes é o convidado de hoje da Popload Live, 17h. O de sempre: conversa boa e música idem na conta de Stories do @poploadmusic.

É tanto assunto para falar com Tim Bernardes que eu nem sei por onde começar. Sua família musical, a meteórica trajetória d’O Terno, seu ótimo trabalho solo, seu espírito indie e suas ligações mainstream e a sentido de beatlemania que provoca em festivais pelo Brasil.

E ainda vai ter o Tim tocando e cantando duas músicas. Tudo às 17h, daqui a pouco. Só vem.

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome e o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara e a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge e o brit-paulistano Charly Coombes. Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve até DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, e Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 5 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e som com o talendosíssimo Tim Bernardes.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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