Em tim bernardes:

Live da hora. O Terno comemora à distância, no Instagram, o aniversário de seu último disco, “Atrás/Além”, o tocando na íntegra e na ordem

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* Bom. Sem shows, sem festivais, nos restam as lives. É o que temos e, parece, é o que vamos ter ainda por algum tempinho. Então, claro, sempre tendo em mente as devidas observações à cerca das limitações e aperfeiçoamentos dessa “nova ferramenta” de show ao vivo à distância, a gente vai estar sempre destacando uma delas por aqui, já que elas estão construindo um capítulo singular e importante da nossa história musical.

Para isso, vamos ter nossa correspondente especial às lives, a poploader Carolina Andreosi, contando para gente por aqui qual foi o show virtual à distância que ela visitou e o que aprendemos com ele.

Hoje, Carolina fala sobre a live da querida banda O Terno na sexta-feira passada, no Instagram deles, tocando na íntegra o último álbum do grupo, o “Atrás/Além”, da primeira à última faixa. Ahaza, Lina!

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Normalmente quando eu escrevo por aqui é para falar de uma das incríveis apresentações de alguém da CENA brasileira em uma das dezenas de casas de shows de São Paulo. Mas a realidade é que não teremos música ao vivo como conhecemos tão cedo. E, da mesma forma que bandas e artistas têm se reinventado da maneira que podem, viemos nos reinventar para fazer uma crítica de showna versão 2.0 (20.20?) da música ao vivo.

A maior dificuldade deste momento é o fato de que a grande maioria das bandas está separada, com cada integrante em sua casa, o que limita as possibilidades. Isso resulta em lives que em sua grande maioria são compostas pelo vocalista dos grupos e um violão acústico, as vezes um piano também. Como foi o caso de Tim Bernardes na última sexta-feira.

Após 10 anos de banda, o trio paulista O Terno está passando um tempo separado fisicamente, mas isso não quer dizer que a música deva parar. Na sexta, Tim Bernardes abriu sua casa para os fãs da banda – em seu pico a live teve 5 mil espectadores – e performou o mais recente álbum da banda, Atrás/Além, na íntegra e em ordem.

O mais interessante dessa data em particular é que este foi o final de semana em que, um ano atrás, a banda fez o lançamento do álbum em três shows sequenciais e esgotados no Auditório do Ibirapuera.

Como o setlist já estava definido, as surpresas não vieram nas músicas, mas nas aparições dos demais membros da banda. O baixista Guilherme d’Almeida e o baterista Biel Basile se juntaram ao Tim na live, cada um em seu momento ao longo da performance, para compartilhar alguns sentimentos sobre esse período surreal que estamos todos vivendo. Para quem já assistiu à banda ao vivo, a cumplicidade entre os três ternos é clara e durante a live as conversas foram de amigos de uma vida toda, separados pela distância física, mas sintonizados nas ideias.

Alguns highlights foram Tim e Guilherme conversando sobre o início da banda, ainda como moleques na escola, para onde o baixista levou seu novo instrumento para mostrar ao amigo. E quando a banda, bem no início, fez uma pequena abertura numa finada casa de shows em SP e a atração principal tinha Biel Basile como integrante – praticamente algo do destino. Falando no baterista, Biel e Tim chegaram até a brincar sobre a possibilidade de uma versão do BBB com O Terno uma vez que o distanciamento social possibilite (!).

Em uma hora e meia de live, Tim tocou as músicas do Atrás/Além como ele as concebeu e mostrou para seus bandmates bem no início da produção do álbum. Em suas versões “stripped down”, só na voz e violão – duas com Bernardes ao piano -, a força original do álbum ficou nítida, um conjunto de músicas construídas sobre um arco narrativo claramente existencialista e que mostra o desenvolvimento do músico em sua década de trabalhos.

Para finalizar, da mesma forma como encerram os shows deste álbum ao vivo, Tim tocou o cover de “Sonhador”, da dupla Leandro e Leonardo. E nos deixou sonhando com tempos melhores.

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* O Terno fez sua live no Instagram, deixou depois o show por 24horas no IGTV e o apagou. A banda comunicou isso durante a apresentação. O grupo tentou retransmitir a apresentação no Youtube, mas a mecânina não funcionou, na hora.

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Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, papo e música com Tim Bernardes

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* Um dos maiores talentos da música brasileira recente, seja por sua ótima banda O Terno, por seu trabalho solo ou por suas colaborações, Tim Bernardes é o convidado de hoje da Popload Live, 17h. O de sempre: conversa boa e música idem na conta de Stories do @poploadmusic.

É tanto assunto para falar com Tim Bernardes que eu nem sei por onde começar. Sua família musical, a meteórica trajetória d’O Terno, seu ótimo trabalho solo, seu espírito indie e suas ligações mainstream e a sentido de beatlemania que provoca em festivais pelo Brasil.

E ainda vai ter o Tim tocando e cantando duas músicas. Tudo às 17h, daqui a pouco. Só vem.

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome e o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara e a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge e o brit-paulistano Charly Coombes. Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.

Já teve até DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, e Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 17h. A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 5 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e som com o talendosíssimo Tim Bernardes.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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Músico puto, banda que quase não veio, cantor carregado no colo, Debbie histórica, Lorde absurda, brazucas emocionantes, público lindo. Popload Festival 2018 viveu sua melhor e mais emocionante edição

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FAB_4433** Fotos de Fabrício Vianna

* É claro que o Popload Festival, como parte dos empreendimentos Popload, Popload Inc. e tal, é filho nosso. E estamos aqui para proteger a nossa cria. Então, não leve a mal que a gente considera este Popload Festival 2018, que aconteceu ontem em São Paulo para cerca de 14 mil pessoas, o melhor de todos.

Que acontecimento, que público lindo e absurdo, que shows, que água gostosa para se beber, que confusão nos bastidores com riscos graves pra escalação rolando enquanto a galera tomava sua cerveja e seu drink geladinhos, que chuva uma hora, que sol forte em outras, que frescura (no sentido de clima) à noitinha.

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* Que mulher essa Letrux, abrindo o festival deusa, de vermelho, dominando o já grande público para um primeiro show, esvoaçante e toda de vermelho, palco lindo, banda foda.

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* Que gostosura o Tim e a Mallu, novinhos e tão talentosos, segurando uma onda em um show diferente pra eles, fora da curva, delicado e intenso, recebendo um chuvaréu que lavou o Memorial e, se amenizou o calorzão de antes, ferrou uns looks caprichados e tudo mais.

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* Daí entra o primeiro gringo, a banda texana At the Drive In, histórica para os indies-indies, furacão sonoro para tirar o Popload Festival de sua zona de conforto. Banda putaça com alguém da plateia que eu não entendi, xingando muito, temperatura altíssima em todos os níveis, show rápido e veloz (conceitos diferentes). Resumindo: histórico, ainda que para uma boa parte do público era só “uns caras barulhentos”.

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* Depois teve a fofura master do Death Cab for Cutie em show guerreiro, porque quase não aconteceu. Seu líder, o vocalista e guitarrista Ben Gibbard, precisou ser levado ao palco no colo, por conta de um problema de saúde que o pegou horas antes de ir ao Memorial para a apresentação. Santa médica, santa medicação. Que comunicado importante e quase aterrorizante ontem que a Bel Lenza, da equipe da Popload, foi obrigada a pronunciar antes de a banda entrar em ação. Agregou público e banda. No fim, foi lindo. Espero que tenha sido lindo também para o Gibbard. Principalmente depois que os efeitos dos remédios que salvaram o show passaram.

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* Outro show que foi uma emoção no bastidor foi o do duo-banda americano MGMT. Você não tem ideia. Nem vai ter hahaha. Mas rolou lindo, com climão delícia de fim de tarde pós-chuva pré shows principais. Você também teve vontade de chorar em “Electric Feel” ou fui só eu?

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* Eu espalhei uns termos “históricos” acima, mas nada foi tão lendário quanto o Brasil finalmente ver o Blondie, a Debbie Harry e o baixista que já tocou com Elvis Presley em ação, aqui na nossa casa, ali na nossa cara. Tantos hits inesquecíveis, eternos. Não sei nem direito o que dizer.

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* Para acabar, entrou a menina Lorde, a atração principal. A responsável para o estouro da manada de fãs quando as portas se abriram, a da articulação na internet prévia, a garota neozelandesa com uma carreira de veterana mas que tem ainda 22 anos. Em sua segunda vez no Brasil, nem parece o bebê de um disco só que veio tocar no Lollapalooza de anos atrás, em um show entre o tímido e o confuso. Agora dona total de um palco, comandante de dançarinos, também de vermelho, ousadinha só de sutiã, distribuindo palavras de sabedoria com tão pouca mas intensa vivência. Que show. Que final consagrador com o megahit “Green Light” em clima carnavalesco, chuva de papel, galera pulando tipo o que acontecia em concerto do Nirvana.

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Bom, o Popload Festival 2018 está morto. Viva o Popload Festival 2019! Você vai amar saber qual banda a gente já fechou.

** VÍDEOS

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COPA POPLOAD 2018

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AGORA VAI! Somos todos Canarinho Pistola!

Hoje é dia de abertura da Copa e a nossa seleção também está pronta! Qual desses craques você vai ver em campo a partir de Agosto? Vem comigo:

CAPA

QUARTAS DE FINAL – AGOSTO

Começando pelas quartas de final, temos: Animal Collective, Rubel, Father John Misty e Cut Copy!

AVEY

PANDA BEAR

RUBEL

CUT01

CUT02

FATHER

SEMI-FINAL – OUTUBRO

Na semi-final da #CopaPopload, dois clássicos: direto da Austrália, Nick Cave & The Bad Seeds saem de um jejum de 30 anos e voltam a São Paulo para jogar em sua melhor forma. Celebrating David Bowie apresenta um show-tributo emocionante a um dos maiores craques do rock:

NICK

ANDRIAN

ANGELO

FINAL – NOVEMBRO!

A grande final é no dia 15 de novembro e este promete ser um jogo histórico! A capitã Lorde lidera o time formado por outras estrelas como Blondie, MGMT e Death Cab For Cutie. Veja quem estará em campo e nos vemos na torcida!

LORDE

BLONDIE

BEN

CEDRIC

OMAR

MGMT01

MGMT02

MALLU

TIM

LETRUX

INGRESSOS PARA TODAS AS PARTIDAS: AQUI!

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Tim Bernardes e Mallu Magalhães fazem show como dupla no Popload Festival

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* Olha a CENA aí!

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Em uma parceria inédita, MALLU MAGALHÃES & TIM BERNARDES, dois grandes nomes da nova MPB, unem forças e talentos para um show exclusivo no festival. A apresentação com repertório surpresa foi especialmente concebida para o evento.

Em 2008, Mallu despontou no cenário nacional com apenas 15 anos ao sair de um hit de MySpace para um disco com produção de Mário Caldato Jr., em um espaço de meses. Dez anos depois, a cantora e compositora já lançou quatro discos. O mais recente, “Vem” (2017), marca a sua volta depois de seis anos em hiato da carreira solo e foi eleito um dos melhores discos nacionais do ano pela revista “Rolling Stone Brasil”. Ao lado de Marcelo Camelo e Fred Ferreira, Mallu também mantém a Banda do Mar, grupo luso-brasileiro com um disco lançado.

Líder de uma das bandas mais adoradas da “cena”, O Terno, TIM BERNARDES fez sua estreia solo no ano passado. Talentoso compositor, multiinstrumentista e cantor, Tim levou o termo “solo” ao pé da letra: ele produziu, arranjou e mixou o disco integralmente sozinho, além de tocar as bases da maior parte dos instrumentos. O excelente “Recomeçar” foi a grande surpresa de 2017, sendo unanimidade nas listas de discos do ano.

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