Em time lapses:

CENA – Exclusivo. Um dos álbuns do ano da música do Brasil. Ouça agora o novo do Glue Trip

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* Sai nesta sexta-feira o aguardado (pelo menos por nós, muito) “Sea at Night”, o segundo álbum da banda paraibana Glue Trip, psicodelia praiera direto de João Pessoa, uma coqueteleira de influências que vai do Tame Impala ao Daft Punk, do indie nacional ao indie inglês, da eletrônica dance do Disclosure à electromaneirice do Unknown Mortal Orchestra, sem perder as conexões nordestinas do Sol e calor com um dance urbano típico de São Paulo. Uma levadinha reggae aqui e ali, só alegria. Acolá, Um synth caminhando dark para colocar as coisas no chão. Que disco é este?

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“Sea at Night” são vários discos num disco só, várias psicodelias diferentes dentro da pluralidade psicodélica atual brasileira. Se o show da banda com o disco anterior, homônimo, de três anos atrás, já era uma delícia, não dá para esperar este novo álbum ser levado ao palco.

O segundo trabalho dos pessoenses tem nove músicas, todas em inglês, algo quase transgressor para o momento indie-MPB atual que vivemos, ou para uma formação da Paraíba, ou para alguém como o compositor, vocalista e guitarrista Lucas Moura, que diz ter ouvido muito Gilberto Gil entre o primeiro disco e este.

A gente já conhecia as bem boas “Time Lapses” e “Honey”, os primeiros singles deste “Sea at Night”, mas pérolas como “WAVES”, “Between Jupiter and Mars” e “The Future of Our Lives”, cada uma na sua pegada, completam a viagem que nos fazem colar na banda. A tal glue trip.

O Glue Trip é Lucas Moura (guitarra e voz), Felipe Lins (guitarra), Gabriel Araújo (baixo e voz), CH Malves (bateria e pad) e Rodolfo Salgueiro (teclado, sample e voz).

A banda já tem uma pequena turnê marcada para outubro, para lançar este “Sea at Night”. Começa 12/10 na Autêntica, em BH, passa pelo Rio com dois shows no Aparelho, dias 13 e 14, e cai em São Paulo, no dia 18, no CCSP, para dar uma desintoxicada catártica para quem viu o Nick Cave e os Bad Seeds quatro dias antes.

Confira então, aqui embaixo, o segundo disco do Glue Trip, lançado hoje de forma independente.

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* As fotos do Glue Trip que ilustram este post e a chamada da home da Popload são de Dani L.

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CENA – Em primeiro single do novo álbum, Glue Trip divaga sobre o tempo e a vida e pergunta: “Sabe o que é foda?”

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* Dona de um dos shows mais gostosos do indie brasileiro, na real acepção da palavra “gostoso”, a distinta banda paraibana de psicodelia-reggae ou reggae-psicodélico Glue Trip lança hoje em vídeo, via Popload, seu primeiro single do novo álbum. Muitas notícias boas numa só.

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A bacanaça “Time Lapses”, a primeira música inédita do Glue Trip em três anos, vai liderar o segundo disco do grupo de João Pessoa, chamado “Sea at Night”, que sai agora em 2018 mas ainda não tem data divulgada.

Num país de muitas psicodelias diferentes como o Brasil, que vêm respingando forte no indie nacional cada qual em sua região e característica, esta “Time Lapses” bota a tropicalidade nordestina dentro de uma vibe Tame Impala que é de matar de boa, com seu clima de viagem misturada a uma quase-preguiça deliciosa de estar estatelado na areia de uma praia, sob um Sol de fim de tarde, com o fone de ouvido bombando Glue Trip e seus vocais em inglês, vozes em delay.

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Outra palavra para definir a nova música da banda paraibana e para definir o som do Glue Trip como um todo é exatamente esta: “solar”.

“Time Lapses”, o vídeo, intercala espertamente imagens embasbacantes e um diálogo sobre a velhice e sobre sentido da vida, ou seja, sobre o tempo que passa. Foi gravado no ano passado em viagem de férias do quarteto para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, no Centro Oeste, aproveitando um pós-show do grupo no festival Picnik, em Brasília. O vídeo tem direção de Cicero Fraga e fotografia de Alan Schvarsberg.

E é bonito assim:

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