Em todd terje:

Popload na França. Pitchfork Festival Paris, dia 2

>>

POPLOADEMPARIS1

IMG_3535

* Um encantamento recíproco marcou o início do segundo dia do Pitchfork Festival Paris, sexta, no Grande Halle de la Villette. Aaron Maine, figuraça alta (e loira, o da direita na foto acima) que lidera a delicada banda-projeto indie eletrônica Porches, de Nova York. O Porches, você que frequenta aqui sabe, é uma das nossas bandas novas prediletas.

“É minha segunda vez em Paris. Como tudo aqui é lindo. Como esse festival é lindo. Como vocês são lindos”, disse Maine no primeiro break de sua apresentação no evento francês, depois da terceira música da noite, de seu segundo álbum “Pool”, lançado neste ano, disco que se o indie americano considera como primeiro, o da “revelação” de uma das mais bonitas vozes atuais da música jovem, quem somos nós para discordar.

O público, em número muito bom dado o início da jornada de shows que iria acabar só sete horas depois, retribuia tal contentamento com aplausos efusivos e “uhus”. O porte e uma certa lembrança física de um Morrissey jovem e vozeirão de um Antony Hegarty (hoje Anohni, ex-Antony & The Johnsons e Hercules and Love Affair), Aaron Maine é uma dessas escolhas novas e bem curadas que definem o Pitchfork Festival Paris. Se nada interromper a trajetória do Porches, a partir de agora vamos vê-lo tocar em todos os outros festivais maiores.

explosions

A delicadeza do Porches, deixada no Grande Halle, sobreviveu até ser completamente devastada pela maçaroca sonora experimental do grupo Explosions in the Sky (acima), veterano grupo de post-rock de Austin, Texas. Do alto de seus sete álbuns lançados, o Explosions in the Sky é cada vez melhor em construir suas narrativas sem vocais, baseadas em barulhos intensos, barulhos contidos, algum barulho e calmaria. A história quem vê o show cria a sua. Hipnótico.

batforlashes

Conhecida do público indie, Natasha Khan, a moça (acima) que é dona da banda Bat for Lashes, entrou no palco de noiva. Noiva de vermelho. A fase em que ela se encontra é a do recém-lançado (julho) quarto álbum, “The Bride”, disco com história que liga suas canções em torno de amor e melancolia, solidão e tristeza, com o casamento (trágico) como pano de fundo. Já foi bem destacada aqui na Popload.

O som é indie pop mas a história das letras é punk. Vai do sonho do casamento com o amor ideal, o “Eu aceito” da igreja, a morte do noivo a caminho da cerimônia e a fuga da noiva para longe de seu lugar, para se resolver com a perda. Tudo embalado por boas canções pop. O show do P4k Paris não foi só isso, mas foi principalmente isso. E foi bom de ver.

Todd Terje And The Olsens au Pitchfork Festival, la Villette, Paris, le 28 octobre 2016

Todd Terje And The Olsens au Pitchfork Festival, la Villette, Paris, le 28 octobre 2016

Um dos nomes mais cultuados da música eletrônica hoje, o norueguês Todd Terje é outro que montou banda para dar uma certa vida a suas músicas, para além de um set de DJ. O som tropical de suas picapes pede um baterista e um percussionista ao vivo, para batucar em cima de sua eletrônica fina, de alta cultura. E a simbiose com o público que quer dançar ao mesmo tempo que vê uma apresentação de banda é perfeita. Pelo menos sexta-feira, no Pitchfork Festival, foi.

E eu paguei uma dívida pessoal com ele. No ano passado, Todd Terje se apresentou no Popload Festival. Escalação supercomemorada por mim. Mas aconteceu que o Iggy Pop não me deixou ver mais que 15 minutos de sua apresentação. Quites, Terje?

** A foto de Natasha Khan (Bat for Lashes) deste post é de Kimberley Ross. A do Todd Terje, de Lisa Olsen, tirada do Soundofbrit.fr

**** A Popload viaja pela Europa à convite da Air France.

>>

Popload no Pitchfork Festival Paris. Harmonizando shows com vinho branco e ostras

>>

* Popload em Paris, como diria a vinheta abaixo.

POPLOADEMPARIS1

* Já dei este título há uns anos, vou logo avisando. E pelo mesmo motivo: o Pitchfork Festival Paris, um dos dois festivais indies mais cool do planeta. A minha modéstia impede de eu falar qual é o outro.

Indie-indie, indie-eletrônico, eletrônico-hip hop. O Pitchfork Festival francês, que começa hoje pequeno e em clubes para bombar a partir de quinta-feira, é o lado mais vanguarda (e dance) do seu original, o americano, de Chicago. Este aqui é realizado no Grande Halle de la Villette, um centro cultural gigantesco ao norte da cidade, no bairro 19, tipo um armazenzão que já foi um matadouro. Hoje recebe, o Pitchfork Festival sabor França em dois palcos, alguns shows especiais durante o ano, feiras de arte e cinema open-air.

Pitchfork-Paris-Venue-Grande-Halle-de-la-Villette-The-Owl-Mag

O festival deste ano vai apresentar, entre outras coisas, o novo show da guerrilheira MIA, tem o esperado concerto novo do Nick Murphy (que até pouco tempo era conhecido como o cultuado Chet Faker), o novo-morrissey Porches (foto abaixo), o maravilhoso e punk Parquet Courts, os finos Moderat, Todd Terje, Mount Kimbie e Explosions in the Sky, Warpaint, DJ Shadow, Bat for Lashes, Floating Points, Sunns, Whitney e outra galera.

Como é minha primeira vez “in loco” no festival, vou conferir se vendem mesmo, na área de alimentação, de quiche lorraine a ostras frescas. Sobre ter bares vendendo exclusivamente vinhos, vermelho, branco ou rosé, isso é tradicional em qualquer festival francês decente.

Dada a característica do festival, a cidade que o abriga, o histórico do Pitchfork americano importado e o clima desta época do ano (outono, entre 10 e 12 graus no fim de tarde/noite), espera-se uma quantidade grande de hipsters de chapéu e roupas de brechó. Nada de indie de bermuda e camiseta de banda, parece. A ver.

Porches- Hour - Photo Credit Jessica Lehrman- 72dpi 2

** A novidade é que, além da cobertura Popload do Pitchfork Festival Paris, vamos transmitir aqui no site uns shows AO VIVO. Lide com isso.

*** Os planos amanhã, quarta, é dar um pulo em Strasbourg, na Ausácia, para ver o show do Parquet Courts, no La Laiterie. Falaremos sobre, depois.

**** A Popload viaja a Europa a convite da companhia aérea Air France.

>>

#SpoilerAlert! Saiba mais sobre o “clubinho” do Popload Festival

>>

Se o palco principal já será para “poucos” (Iggy Pop tocando para três mil pessoas? Sim, nós temos), você imagina a “pistinha”? Nós carinhosamente chamamos o segundo palco do festival, o Club Stage, de “Clubinho”, que será a área dedicada à música eletrônica e DJ sets. Lá, você vai poder dançar com — e bem ao lado de — Todd Terje, Holy Ghost!, Eric Duncan e The Twelves, além de levar de brinde o DJ set do Chris + Rich (Belle & Sebastian) e do Britt “Spoon” Daniel + Lovefoxxx.

Como você já deve saber, nós da Popload somos péssimos em fazer surpresas, então demos aquela fuçada básica para separar alguns spoilers para vocês!

INSTAGRAM

Os meninos do Holy Ghost! mostraram que fazem parte da seleta lista de artistas que conseguem atrair publico e mandar bem quando tocam como DJs…

…e quando tocam com banda:

O norueguês Todd Terje tem muita classe e conseguiu colocar todo mundo para dançar na Catedral de Manchester!

A corner of #Manchester #cathedral during the #toddterje gig #MCRUK

Uma foto publicada por Freya (@freyaerica) em

Apesar do nome grande, ele é uma pessoa bem pequena:

O doidão do Eric Duncan comprovou que ser DJ é uma das profissões mais legais do mundo:

Uma foto publicada por watarude (@watarude) em

Uma foto publicada por @tou_sykt_gh em

O The Twelves abusa das projeções…

…e representa a música eletrônica brasileira no mundo e no Popload Festival.

DJ SETS

Para ir treinando a coreografia em casa…

* Holy Ghost! Boiler Room NYC DJ Set *

* Todd Terje – Live 2014 Oya Festival *

* Eric Duncan B2B Justin Vandervolgen Boiler Room NYC x Beats In Space 15th Anniversary DJ Set *

* The Twelves – The Twelfth Hour *

>> Além disso, o clubinho tem a honra de receber convidados especiais para animarem a pista enquanto… não tocam no Palco Principal, simples assim. É desse tipo de set que acabam saindo as festas mais divertidas, vai por mim.

brittdanielandlovefoxxx

O DJ Set de Britt Daniel & Lovefoxxx é aquele com o melhor da música-para-dançar, seja ela electro-indie ou funk carioca. O líder da banda Spoon e a ex-vocalista da banda brasileira Cansei de Ser Sexy (e agora artista plástica em tempo integral) são amigos de longa data e a discotecagem promete refletir isso: um set divertido e descontraído, com clima de festa em casa.

chrisandrich-480x300

Já os integrantes do Belle & Sebastian escolheram Richard Colburn & Chris Geddes para representa-los no Club. Membros do grupo escocês desde a sua formação, há quase vinte anos, o baterista e tecladista do B&S formam uma dupla inspirada nas picapes: levam para as turnês um arsenal de discos que vão do reggae ao pós-punk, do indie à disco. A dupla discoteca desde o final dos anos 90 e as festas pós-shows da banda são sempre aguardadas, por onde quer que passem.

LINEUP CLUBINHO

Todd Terje, Britt Daniel & Lovefoxxx e The Twelves tocam no Popload Festival no dia 16 de outubro. Já o Holy Ghost!, Chris & Rich (Belle & Sebastian) e Eric Duncan no dia 17.


Garanta já seu ingresso para o Popload Festival aqui

Popload Festival anuncia SPOON e SONDRE LERCHE

>>

popfest2

* Está ficando boniiiiiiiiiito. O Popload Festival anuncia mais duas atrações de sua terceira edição, que acontece em São Paulo, no Audio Club, nos dias 16 e 17 de outubro. Juntam-se a Belle & Sebastian e Todd Terje a incrível banda texana SPOON, patrimônio do indie americano desde os anos 90, e o cantor norueguês um pouco brasileiro e muito do Brooklyn nova-iorquino SONDRE LERCHE.

Mais atrações serão reveladas nas próximas semanas. O lineup completo, que deve reunir entre 10 e 15 artistas nacionais e internacionais. Os ingressos para esta edição 2015 já estão à venda. O Popload Festival é apresentado por Heineken.

Screen Shot 2015-07-28 at 9.50.45

O Spoon (acima), liderada pelo talentosíssimo Britt Daniel, tem sido presença forte nos festivais gringos dos últimos dois anos, graças ao grande álbum “They Want My Soul”, lançado em agosto de 2014 e com um caminhão de hits para mostrar. Para trás, a história da banda de Austin é intensa. Com um total de oito álbuns, o Spoon foi considerado pelo Metacritic, site americano que agrupa críticas de diversas mídias, a “melhor banda da década 2000-2010”, acima de Radiohead e White Stripe. No Popload Festival, o Spoon toca no dia 17 de outubro, sábado, no mesmo dia de Belle & Sebastian.

Screen Shot 2015-07-28 at 9.51.28

Já o multiinstrumentista Sondre Lerche (acima), que começou a chamar a atenção na Escandinávia ainda adolescente e foi nome forte da cena indie quando os Strokes oxigenaram o novo rock, no começo dos 2000, traz a São Paulo a tour de seu mais recente disco, “Please”, do ano passado. Lerche, que passeia por vários gêneros, do pop ao folk-psicodélico, se apresenta no dia 16 de outubro, sexta-feira.

* O POPLOAD FESTIVAL é apresentado pela HEINEKEN, cerveja Premium líder no mundo, e acontece nos dias 16 e 17 de outubro, no Audio Club, que fica localizado na Avenida Francisco Matarazzo, 694 – São Paulo. Sondre Lerche e Todd Terje se apresentam no dia 16 de outubro, sexta-feira, e Belle & Sebastian e Spoon no sábado, dia 17.

* Ingressos disponíveis aqui.

>>

Glastonbury sábado parte 2. O roqueiro Kanye West e o gênio Todd Terje

>>

Screen Shot 2015-06-28 at 15.43.50

* Parte 2 do Glastonbury de sábado, o dia em que Yeezus voltou a Terra.

4 - years & years

Um tempo depois da apresentação do Slaves no John Peel Stage, o Years & Years fez uma das apresentações mais disputadas da tenda, que ficou incrivelmente lotada. Eles, que são uma das bandas mais comentadas do ano, lançam o primeiro álbum agora em julho. O vocalista da banda, Olly Alexander, no meio do show mostrou apoio à parada gay, que aconteceu ontem em Londres. “Shine” é o novo single.


****

3 - todd terje_guardian

Uma das atrações mais esperadas para quem curte música eletrônica, com certeza, era o bombado show do norueguês Todd Terje, que é atração de um certo festival que rola aqui no Brasil logo mais (cóf cóf). Acompanhado da banda The Olsens, Terje fez uma performance delícia no meio da tarde. Se liga no que rolou no meio da incrível “Inspector Norse”. Vem, Todd.


****

5 - death from above

Aí, direto e reto, teve também a dupla canadense pedrada Death From Above 1979, abalando o Glasto. Veja um exemplo:

***

E, claro, no sábado do Glastonbury 2015 teve “milhões” de outras coisas. Mas acho que chegou a hora. Precisamos falar sobre Mr. West.

Was8941001

Foram duas horas de apresentação de Ye, a atração mais polêmica do festival neste ano. E o que era dúvida deixou de ser quando ele subiu ao palco com “Stronger”, entende? As mais de 133 mil assinaturas pedindo para que Kanye fosse substituído como headliner não foram capaz de matá-lo. Só o fizeram mais forte!

Foi um show cheio de hits, lindo de ouvir. Teve participação do Justin Vernon, do Bon Iver, a quem Kanye atribuiu o título de “One of the baddest white boys on the planet”. Rolou invasão no palco, o comediante Lee Nelson da BBC subiu para uma “intervenção” um tanto quando boba. Ye simplesmente ignorou e o segurança (mais lento da história) retirou o comediante do palco.

“Bohemian Rhapsody” foi um dos covers que Ye escolheu para a noite histórica na fazenda, bonito de ver o público cantando junto.

Depois de TRINTA músicas ele pediu um momento para falar algumas palavras e finalizar dizendo o que naquele momento fazia total sentido:
“YOU ARE WATCHING THE GREATEST LIVING ROCKSTAR ON THE PLANET!”

Ousa dizer que Yeezus está proferindo alguma falácia?

>>