Em tom meighan:

“É o fim do Kasabian?”, parte 2 – No tribunal, Tom Meighan confessa ter agredido a ex-noiva, mas escapa da prisão

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Fotos: PA

Fotos: PA

Notícia que ganhou o mundo indie ontem, a saída de Tom Meighan do Kasabian já teve seus desdobramentos.

Depois da banda deixar no ar brecha para diversas especulações, colocando que Tom precisa focar em resolver seus problemas pessoais, tornou-se público um problema envolvendo o cantor e sua ex-noiva, Vikki Ager.

Tom foi acusado de agredir sua ex-companheira em 9 de abril. Presente em um tribunal hoje, ele se declarou culpado.

O jornal britânico The Guardian trouxe em reportagem que a denúncia partiu de uma criança, que viu a cena e acionou as autoridades, em pânico. No momento da ligação, era possível ouvir a vítima ao fundo tentando se defender.

De acordo com informações no tribunal, Meighan não estaria sóbrio naquele momento, estava agressivo, e não cooperou com as autoridades.

Já o Daily Mirror detalha que câmeras de segurança da residência de Tom comprovam que, além de agredir a ex-noiva, Tom a arrastou pelos pés até o jardim da casa.

Apesar da confissão de Tom e da comprovação em vídeos, ele se livrou da prisão e foi condenado a prestar 200 horas de trabalhos comunitários…

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É o fim do Kasabian? Por problemas pessoais, vocalista Tom Meighan deixa a banda

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Uma das bandas inglesas de maior sucesso neste século, o Kasabian sofreu uma baixa importante. O vocalista Tom Meighan, um dos fundadores do grupo, se afastou por problemas pessoais, em consenso com os demais integrantes.

Em um breve comunicado, a banda de Leicester informou que Tom precisa concentrar todas as suas energias para colocar sua vida de volta aos trilhos, e que esses problemas pessoais estão afetando seu comportamento há algum tempo.

Não ficou claro se o Kasabian seguirá a vida sem Tom. O grupo se reservou a não publicar mais comentários no momento.

O Kasabian estourou no cenário mundial no início dos anos 2000 e chegou a ser chamado de sucessor do Oasis. Com ligação afetiva ao futebol, a banda se tornou um dos grandes nomes do rock inglês nos últimos tempos, apesar de vir demonstrando certa perda de potência nos álbuns mais recentes.

O último disco lançado pelo grupo até o momento é For Crying Out Loud, em 2017.

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Kasabian toca domingo em SP. Show deve ser bem bom, porque as entrevistas continuam grossas haha

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* Uma das melhores bandas inglesas dos últimos anos, uma espécie de continuação do Oasis no que concerne canções boas aliadas a um mau comportamento no trato com o próprio sucesso que fazem, a banda Kasabian se apresenta domingo em São Paulo, no Credicard Hall. É um show único no Brasil, a terceira vez que vem ao país e a primeira que a banda de Leicester se apresenta solo no Brasil. Em duas visitas prévias a palcos brasileiros, eles tocaram em festival: 2007 no Planeta Terra, 2015 no Lollapalooza.

A banda, que traz a turnê do disco “For Crying Out Loud”, do ano passado, concedeu, desde a Argentina, uma entrevista à Popload. Quem falou com a gente foi o emburradaço vocalista Tom Meighan.

Se depender da tradicional vontade de Tom em falar com jornalistas, o show do Kasabian vai ser espetacular. Porque, é famoso na banda, uma coisa está muito ligada à outra.

Confira abaixo a entrevista (?) de Tom Meighan à Popload, dada a Fernando Scoczynsky Filho.

Na foto, ele é o terceiro da esq. para a dir.

Kasabian

** Antes, um contexto do Fernando.

“A minutos da entrevista, o produtor brasileiro que fez a conexão com Tom Meighan na Argentina solicitou que não fosse feita nenhuma pergunta sobre “outras bandas”. O áudio da ligação estava realmente ruim. Ouvindo a gravação da entrevista em fone de ouvido, consegui captar algumas coisas a mais faladas, mas na hora era difícil. Ele também não ouvia direito o que eu dizia. Teve vezes que ele perguntou “What’s the question?”, e eu não sabia se era porque ele não ouviu direito ou se só era uma atitude kasabiana mesmo. O tamanho das respostas, e a quantidade de perguntas que eu consegui inserir em 10 minutos, mostram como foi o tom da conversa.

“O tom dele estava até amigável, falando de artistas que ele gosta, apesar das respostas sucintas. Mas nas duas vezes que mencionei que o Serge (Pizzorno, guitarrista e também vocalista) oompõe as músicas do Kasabian, ele virou o bicho. Enfim.”

Popload – Você está na Argentina agora, né? Como foi o show no Chile?
Tom Meighan –
Bom. Normal.

Popload – Normal?
Meighan –
Normal, é só um show.

Popload – Quando você toca na América do Sul, no que é diferente de tocar em outros lugares?
Meighan –
Nada. Nada mesmo. Mesma plateia, mesma vibe, mesma coisa. É só um show. Não tem diferença.

Popload – Da última vez que vocês tocaram aqui, foi no Lollapalooza. Vocês têm preferência por tocar shows próprios ou festivais?
Meighan –
São todos a mesma coisa pra mim. Não importa. Eu só vou para o show.

Popload – Posso fazer uma pergunta sobre o Brexit? Queria saber se…
Meighan –
Não estou interessado nisso. Não, não, não falo de política. Próxima pergunta.

Popload – Quando você está em turnê, de que maneira você escuta…
Meighan –
Qual a pergunta?

Popload – Você usa o Spotify, ou outra coisa?
Meighan –
Eu não dou a mínima pro Spotify. As pessoas fazem música para sobreviver, e o Spotify tira muito dinheiro disso. Eu compro discos.

Popload – Você tem uma coleção grande de discos?
Meighan –
Sim, eu tenho toda a discografia dos Beatles, do Elvis Presley, Michael Jackson, Roy Orbison.

Popload – Quando uma banda relança um disco antigo, como uma edição remasterizada, você compra o mesmo disco pela segunda vez?
Meighan –
Eu comprei os relançamentos dos Beatles, claro. Eu amo os Beatles.

Popload – Você acha que o mesmo vai acontecer com os discos do Kasabian, relançados daqui a 20 ou 30 anos com faixas extras?
Meighan –
Qual é a pergunta?

Popload – Você acha que em 30 anos…
Meighan –
Em 30 anos eu vou ter 67 anos, porra. [risos] Se relançarem os discos, vai ser porque querem fazer isso. [inaudível]

Popload – Tem algum single do Kasabian que você achava que seria maior, mas acabou não sendo?
Meighan –
Não. É como escolher o filho favorito.

Popload – Alguma música do último disco que você acha que poderia ser um single?
Meighan –
Não vamos ter mais nenhum single, porque já terminamos com o disco.

Popload – Você se imagina fazendo um disco a cada três anos, como tem feito?
Meighan – Espero que sim, se eu ainda estiver vivo. [risos] Acho que vamos fazer um disco em uns dois anos. Obrigado por perguntar, gostei disso.

Popload – Então o plano é fazer música até morrer?
Meighan –
Sim, até meu coração parar.

Popload – E se um dos outros caras do Kasabian morrer antes?
Meighan –
Não. Eu vou morrer antes. [risos]

Popload – Bem, com o Serge escrevendo a maioria das músicas…
Meighan –
Não, peraí… Ok, termine a pergunta.

Popload – Digo, se o Serge morrer…
Meighan –
Não, não, não. Eu estou compondo um disco solo.

Popload – Ah é?
Meighan –
Sim. Quando a turnê terminar, vou compor um disco solo.

Popload – Que tipo de estilo podemos esperar desse disco solo?
Meighan –
Você só vai descobrir quando ouvir. Vai quebrar teu coração. Minha música é melódica, cheia de alma, e de partir o coração. Mas você vai ter que esperar para ouvir.

Popload – Bem, se partir meu coração vou escrever sobre isso.
Meighan –
Escute, vai ser a melhor coisa do mundo.

Popload – Que música parte o teu coração?
Meighan –
Nossa, essa é pesada. Possivelmente “Strawberry Fields Forever”, “In My Life”.

Popload – Que tal “Ben” do Michael Jackson.
Meighan –
Escuta aqui, porra. Eu vi Michael Jackson quando tinha 3 anos de idade. Então Michael Jackson é meu herói. Mas John Lennon é ainda mais meu herói. É isso.

Popload – Nos shows do Kasabian, vocês tocam músicas que o Serge compõe…
Meighan –
Você fica dizendo que são músicas do Serge, mas somos uma banda, somos como uma família. O que ele sente, eu transporto para o vocal.

Popload – Mas eu queria perguntar, quando você lançar seu disco solo, pretende fazer shows para ele também?
Meighan –
Sim.

[interrupção inaudível do cara do produtor]

Popload – E o seu projeto Mic Rockers [com o rapper Wottee Watnot]?
Meighan –
É só um projeto que fazemos umas músicas, sabe? É divertido fazer músicas.

[produtor entra dizendo que a entrevista acabou]

Meighan – Puta merda, graças a deus.

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Kasabian em São Paulo
domingo, Credicard Hall
horário: 21h30
ingressos: de R$ 100 a R$ 280

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