Em Tool:

Depois de 13 anos, nasce “Fear Inoculum”, o novo filho do complexo Tool

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Quando uma banda passa 13 anos sem lançar material inédito, é natural que haja alguma expectativa em torno de um disco novo. Agora, quando se trata do Tool, a palavra “expectativa” parece pequena e inadequada ao expressar o sentimento dos fãs. Para quem acompanha o grupo há tempo suficiente, ver um disco novo dele finalmente se concretizar é uma mistura de ansiedade e desconfiança com toques de sadomasoquismo. Tudo isso porque, durante a última década, rumores de que o grupo lançaria material novo surgiram por diversas vezes, mas nunca foram muito adiante. Adicione a isso o fato de que a banda tinha, até agora, apenas 4 LPs de estúdio, em quase 30 anos de carreira. Pois “Fear Inoculum”, o aguardadíssimo quinto LP do Tool, está entre nós, e temos nossas impressões – na medida do possível para um disco de 80 minutos que foi recém-lançado.

Como a faixa-título indicou (e já destacamos aqui), o som do álbum todo é decididamente bem “Tool”, sem muitas surpresas. Isso é bom porque nenhuma outra banda no mundo soa exatamente como o Tool. Só eles conseguem fazer essa mistura sui generes de metal alternativo e rock progressivo, de maneira relativamente acessível, e é bem isso que os ouvintes terão em “Fear Inoculum”, por mais de uma hora – são 10 faixas, sendo 7 principais, e 3 de interlúdio.

Como sempre, o guitarrista Adam Jones orquestra riffs e solos fenomenais que seguem por minutos sem parecerem cansativos, e o baixista Justin Chancellor faz bases que conseguem mais do que meramente acompanhar o som. A polirritmia do baterista Danny Carey (sem dúvida um dos melhores do mundo) continua maravilhosamente complexa, e as letras do Maynard James Keenan continuam interessantes e abertas a interpretação. Qualquer uma das 7 músicas principais aqui preenchem os pré-requisitos mínimos para entrarem (e permanecerem) satisfatoriamente no catálogo do Tool, de maneira que é até difícil destacar uma – mas, por enquanto, gostamos mais de “Descending”.

O que muda? Dentre as tais 7 faixas, 6 passam de 10 minutos de duração, e com isso vem toda a complexidade que você pode imaginar. Por um lado, é mais difícil de digerir; por outro, é muito mais satisfatório quando você chega lá. É um dos raros casos em que a palavra “épico” realmente parece apropriada para descrever um som como um elogio.

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Nos trabalhos anteriores, músicas tão longas eram a exceção, não a regra, e sempre haviam singles como “Sober”, “Aenema”, “Schism” ou “Vicarious”, que ajudavam a atrair o ouvinte para uma segunda audição. Aqui, não há nada disso. Quer ouvir algo de “Fear Inoculum”? Separa tempo. E a faixa com menos de 10 minutos, “Chocolate Chip Trip”, não ajuda muito – é uma instrumental com solo de bateria.

Não estamos dizendo que é necessário um single com menos de 10 minutos para o disco dar certo, mas seria interessante ter algo mais imediato e visceral. Na ausência disso, o Tool merece crédito por passar o tempo que julgou necessário para compor “Fear Inoculum”, e por expandir cada música até soar praticamente irretocável. Aliás, merece ainda mais crédito por fazer isso em 2019, era dos serviços de streaming, em que consumir um álbum desse tamanho e complexidade exige um certo esforço do ouvinte – perante tantas outras escolhas mais fáceis que tem à sua disposição.

Em suma, “Fear Inoculum” é mais um disco incrível do Tool, mais do que o suficiente para agradar aos fãs, e quem sabe, com tanto hype, convencer uns céticos a experimentar algo diferente. No mínimo, com sua quantidade infindável de detalhes sonoros, o disco fará valer cada centavo daquele seu fone de ouvido / alto-falante caro. Não vai revolucionar o rock, mas tendo em vista o cenário atual do gênero, é um lançamento ímpar e merecedor de toda a atenção que vem recebendo, capaz de validar a espera imensa de mais de uma década.

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O single novo do Tool, 13 anos depois. E a “pesquisa de satisfação” que o acompanha

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* A difícil banda americana Tool está passando pelo que é indiscutivelmente seu maior momento nesta década. Depois de muito tempo de especulação, finalmente o figura Maynard James Keenan anunciou o quinto LP de estúdio do grupo, “Fear Inoculum”, a ser lançado em 30 de agosto – seu primeiro trabalho de estúdio desde 2006.

A espera foi especialmente angustiante pela quantidade de boatos que surgiram nesses 13 anos, sempre indicando que poderia haver um disco novo “em breve”, e pelo fato de a banda não ter ficado inativa nesse tempo todo. Ela apenas não gravou. “Fear Inoculum” é quase um “Chinese Democracy” (Guns N’Roses) em termos de expectativa de seus ardorosos fãs.

Agora, finalmente, temos o primeiro single oficial do álbum, a faixa-título “Fear Inoculum” lançada sexta-feira. Com sua duração de 10 minutos, ainda não conseguimos saber se gostamos, a princípio, mas parece preencher todos os pré-requisitos para ser uma música de 10 minutos do Tool.

É claro que a internet correu rápido com a oportunidade de julgar (e reclamar) do single, de uma maneira tão cômica que até virou um minimeme numa comunidade online do Tool, vide “formulário de reclamações” criado por um fã, abaixo. Entre os itens a serem marcados, há “não parece o som do Tool” e “é igual a qualquer outro som do Tool”.

“Fear Inoculum”, o disco, sai dia 30 de agosto. Até lá, dá para aproveitar que o catálogo inteiro do Tool ficou disponível em serviços de streaming pela primeira vez, e descobrir por que tanta gente gosta da banda. E outra tanta não.

Ouça a cançãozinha (!) nova do Tool, um evento na música neste mês de agosto. E veja (e preencha) o meme que a acompanha.

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Eu quero acreditar: TOOL anuncia data de novo disco (13 anos depois)

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* Existem bandas que se separam, passam uma década sem tocar juntos, daí se reúnem e lançam um disco de… reunião. Isso é até comum no rock. Bem menos comum é o caso do Tool, que nunca parou de fazer shows, mas teve seu último material inédito lançado no álbum “10,000 Days”, lá em 2006, num mundo pré-iPhone.

Como a banda nunca se separou, sempre ficou a expectativa de que viesse material novo, em algum momento. Nesses 13 anos que se passaram, o vocalista do Tool, o difíííícil Maynard James Keenan, lançou três discos com seu projeto Puscifer e um com a banda A Perfect Circle – fora discos ao vivo.

Sempre rolaram boatos de que estariam gravando: uma pesquisa no Google por “new Tool album” dá resultados muito variados de integrantes da banda comentando no “progresso” do disco com o passar do tempo, mas nunca nada de concreto. Memes e memes há tempos circulam nas redes sociais sobre o tal novo disco.

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POIS AGORA…

Finalmente é verdade: o Tool realmente entrou no estúdio em 2018 para gravar um álbum, e Maynard prometeu oficialmente o mesmo para este 2019.

Além de diversas fotos, vídeos e relatos que vêm surgindo nos últimos meses, agora os fãs finalmente podem ouvir duas músicas novas. Em seu primeiro show de 2019 (ironicamente, apenas alguns dias após o aniversário de 13 anos de “10,000 Days”), Tool tocou no festival Welcome to Rockville, na Florida.

Lá, mandaram duas inéditas: “Invincible” e “Descending” – esta última já havia aparecido em versão instrumental reduzida em alguns shows, mas agora veio com vocais.

Espera-se que o disco chegue em 30 de agosto. Também espera-se que, depois de tanto tempo, seja bom.

Ouça (e veja) as duas músicas inéditas do Tool.

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* Aqui, uma versão melhorzinha de “Invincible”

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* E, last but not least, A DATA, clicada pela galera do show da Florida e postada a toda velocidade no Instagram:

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St. Vincent pode tudo. Até tocar metal e errar o nome da música

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Diva indie que a gente não para de amar, Annie Clark tomou conta do Instagram da BBC 6 Music na sexta passada e respondeu, com seu violão (às vezes), aos questionamentos e observações dos fãs.

Em um dado momento, perguntaram para St. Vincent quais eram seus riffs de guitarras favoritos, que ela gostaria de ter criado. Ela não titubeou e logo emendou “Cowboys From Hell”, do Pantera.

Não o bastante, Annie ainda tocou e cantou “Forty Six & 2”, do Tool, que ela de forma bastante fofa errou o nome, chamando de “My Shadow”. Mas ela pode, claro.

O vídeo flagrando os dois momentos pode ser conferido abaixo.

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Record Store Day: novo disco do U2 era, na verdade, um disco velho do TOOL. Hein?

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* UTool.

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Definitivamente, o mais recente disco do U2 nasceu para ser polêmico. Não bastasse todo o bafafá que envolveu seu lançamento repentino via iTunes no mundo todo, quando até quem não queria recebeu o disco em seus aparelhos, a banda irlandesa passou por mais um perrengue no último fim de semana com o Record Store Day.

“Songs Of Innocence” teve uma versão especial lançada em vinil. Só que muitos fãs, ao abrir o produto, se depararam com cópias de “Opiate”, disco da banda americana de metal experimental TOOL lançado em 1992 e que nem fazia parte dos lançamentos do RSD deste ano.

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Ainda não houve um comunicado oficial por parte das gravadoras informando quantos discos foram afetados e qual a razão desse deslize. Ou seria uma estratégia meio maluca?

A verdade é que diversos fãs premiados postaram fotos em redes sociais relatando o fato.

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