Em top 10 gringo:

Top 10 Gringo – O novato Geese chega ao topo. Adele encosta com baladaça. Outra nova, Just Mustard, completa a trinca

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* Muita banda nova, muito artista das antigas e até alguns “inativos” chegam no nosso top 10 dessa semana. Um bom resumo do que foi esse ano confuso até dizer chegar, com lançamento demais em todas as medidas – muitas estreias, muitos retornos e relançamentos suficientes para não dar tempo de escutar as novidades. É muita coisa toda sexta, mas a gente ainda tenta dar conta de dizer o que é que presta nesse caos. Vem dando certo, vai.

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1 – Geese – “Opportunity Is Knocking”
A gente já contou a história do Geese, mas vamos repetir resumidamente, vai: quinteto do Brooklyn de adolescentes amigos que tocavam no high school. Com data para encerrar as atividades escolares, é descoberta por um olheiro musical e são convencidos a seguir juntos, porque cada um iria para uma universidade diferente. Leia-se: a banda não só não acaba como ganha a chance de gravar um disco. “Pior”: eles dão supercerto! A chamada apelativa é para avisar que o primeiro disco deles, “Projector”, é fácil um dos cinco discos mais interessantes da gringa neste ano. No mínimo uma das melhores estreias, vai. Não é a primeira vez que a gente destaca eles por aqui. Que Strokes dos bons tempos é esta música.

2 – Adele – “Oh My God”
Segundo single de “30”, o taaaal novo álbum da Adele, a faixa se destaca por ser o momento dançante do disco e também pela letra em que a cantora se permite se jogar um pouco em novas aventuras após um tempo de recolhimento. É quase a “Voltei pra Mim”, da Adele, para usarmos como referência o hit da Marina Sena. Mas sem insinuação de plágio desta vez. Disco “grande” da Adele. Música idem.

3 – Just Mustard – “I Am You”
Tem um tempinho que estamos de olho nesta banda irlandesa que promete ser a próxima sensação do país de bastantes “sensações” recentemente. O primeiro disco dela, “Wednesday”, já apontava isso lá em 2018. Agora, o novo single, confirma que talvez esteja chegando a hora para valer. Lógico que é sensação em termos bem fechados, digamos, afinal estamos falando de um grupo que segue a tradição do barulho-arte, que não é lá das mais populares, mas amamos mesmo assim. Ah, eles abrem uma turnê do Fontaines DC do ano que vem e parece que um tal de Robert Smith declarou que curte eles.

4 – Robert Plant e Alison Krauss – “Going Where the Lonely Go”
A parceria entre Robert Plant, veteraníssimo vocalista do Led Zeppelin, e a cantora country Alison Krauss rendeu em 2007 o belo “Raising Sand”, com regravações de folks e countrys antigos. O sucesso da empreitada deixou a promessa de uma sequência em suspense por anos, até que finalmente saiu “Raise the Roof”, que segue a proposta do primeiro encontro da dupla. E funciona que é uma beleza mais uma vez. Tente não se emocionar com essa triste composição dos anos 80 de Merle Haggard.

5 – Elbow – “The Seldom Seen Kid”
Os ingleses do Elbow, além de lançarem um bom novo álbum, “Flying Dream 1”, 20 anos depois da estreia com “Asleep in the Back”, causaram uma confusão na cabeça dos fãs. A delicada “The Seldom Seen Kid” leva o mesmo nome do disco que a banda lançou em 2008 e que não tem nenhuma faixa com esse nome. Fica a curiosidade.

6 – Bloc Party – “Traps”
Peso e energia marcam o retorno do Bloc Party. Kele Okereke e sua turma não lançavam nada havia cinco anos. E mostram nesta volta a garra de quem quer mostrar para muita bandinha nova que já tinha uma turma lá atrás fazendo um pós-punk vigoroso. Mas sem pressa: o disco completo só vem ano que vem.

7 – Yard Act – “Payday”
Por falar em disco que só chega ano que vem, tem a aguardada estreia da Yard Act, banda de Leeds que lembra coisas como Fall e Modern Lovers, pensa na responsa. Provável primeiro melhor disco do ano que vem, já que o lançamento tá logo aí, em janeiro. Esse novo single da banda só aumenta a expectativa. Certeiro.

8 – David Bowie – “Can’t Help Thinking about Me”
Primeiro single que Bowie lançou com o nome de David Bowie e não mais como David Jones, a faixa de 1966 é parte do repertório de regravações que o astro cool planejou fazer em 2000/2001. “Toy”, nome deste álbum, foi gravado mas nunca lançado, por questões da gravadora na época. Agora com a caixa “Brilliant Adventures”, que reúne praticamente tudo que David Bowie fez entre 1992 e 2001, finalmente vamos ter acesso ao álbum perdido.

9 – Oasis – “My Big Mouth – Live at Knebworth”
Coisas da vida. “My Big Mouth” era uma música fresquinha do Oasis quando a banda arriscou tocá-la para as milhares de pessoas presentes em Knebworth. Ela já rolava ao vivo tinha alguns shows, mas era um teste de fogo – uma inédita num listão de hits. Com um mar de guitarras que a versão ao vivo não dava conta de ter, ela foi parar no álbum seguinte da banda, o polêmico “Be Here Now”. Porém, ainda que apareça no disco, a canção praticamente sumiu dos setlists da banda dali em diante.

10 – The Beatles – “Get Back” – Rooftop Performance
E segue grande a ansiedade pelo documentário do Peter Jackson a partir do material das sessões de “Let It Be” dos Beatles, que começa a aparecer oficialmente nesta quinta. Serão seis horas em contato com muita coisa inédita. “Get Back”, que sai na Disney Plus, trará pela primeira vez o último show dos Beatles no telhado da Apple Corps em versão completa.

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* A imagem que ilustra este post é de Cameron Winter, vocalista da banda Geese.
** Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 Gringo – Guitarra de Jack White vai direta ao topo. Self Esteem volta ao destaque. The Horrors apavora o pódio

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* Uma turma que estava com saudade de músicas novas resolveu aparecer esta semana. Jack White voltou. Adele voltou. Band of Horses também. Até os Beatles andavam lançando mais músicas que esses caras. E, sim, tem Beatles no ranking porque a reedição de “Let It Be” é uma novidade, como não?

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1 – Jack White – “Taking Me Back”
Saudade do Jack White? Tinha um tempo em que ele não lançava nada, mas “Taking Me Back” é um senhor retorno com altas e deliciosas guitarras (muitas guitarras, aliás) recortadas e ultradistorcidas – ele chega até ter um momento quase Van Halen no solo. A faixa é trilha de uma game e vê-la em um trailer entre tiros e explosões pode cortar toda a vibe. Escuta ela sozinha que rende mais. E ainda tem uma versão suave dela no “lado B” – e não é só uma versão violão e voz, não. Se liga.

2 – Self Esteem – “Moody”
A gente já contou por aqui que “Self Esteem”, a persona solo de Rebecca Lucy Taylor, tem na afiada letra ácida de “Moody” versos como: “Mandar nudes para você no meio de uns papos de saúde mental parece contraproducente/ Beber uma garrafa toda em vez de uma taça é um clássico meu”. Esse texto sem medo ganha novo sentido agora no vídeo da música que nos lembrou “Cenas de um Casamento”, a versão da HBO Max para a série clássica do Bergman, ainda que a própria Rebecca alegue que sua referência é “We Found Love”, da Rihanna. Tudo certo nas refs. E tudo certo botar essa música num lugar mais alto agora do nosso Top top.

3 – The Horrors – “Against The Blade”
Outro dos sumidos que voltaram. Mais no começo do ano, a banda inglesa soltou um EP de três músicas e agora vem com mais um EP nos mesmos moldes. A onda é aquela de uma psicodelia para lá de bizarra e pesadona. No Twitter, a banda pediu que os fãs dissequem, devore e destrua o novo single. Combinado.

4 – Remi Wolf – “Street You Live on”
Saiu o tão esperado “Juno”, da super Remi Wolf. A gente fala, na verdade, nossa amiga Dora Guerra fala, desde março que a Remi ia bombar com seu caos colorido e na contramão do pop melancólico que domina as paradas. Até aqui a missão segue firme. Agora é esperar os hits serem reconhecidos pela multidão. Questão de tempo.

5 – Adele – “Easy on Me”
Adele é Adele. Quando faz aquilo que a gente já conhece dela é nota dez. E esse é o caso de “Easy on Me”, que não apresenta grandes inovações enquanto som, mas é uma baita letra de uma Adele mais madura, lidando com sofrimentos do passado e do presente, mas numa boa, pegando leve consigo e sabendo seu lugar. Especialmente no pedido dela de que as pessoas ao seu redor entendam isso.

6 – Band of Horses – “Crutch”
E, na turma do retorno, mais de cinco anos sem nada do Band of Horses foram recompensados com uma belíssima novidade. Tem algo do Shins nessa canção que é difícil explicar – ou mesmo uma vibe do indie do começo da década passada. Podemos estar viajando nessa sensação, mas é isso. Será que teremos um novo álbum do Band of Horses mergulhado em nostalgia? “Things Are Great”, nome do disco, indica algo alegre. Não?

7 – Jeff Tweedy – “C’mon America”
A coleção Sub Pop Singles Club, clube de assinatura da gravadora, é um marco histórico. É nela que temos o primeiro single do Nirvana pela gravadora, um pouco antes da estreia em álbum – atualmente raríssimo já que só mil cópias foram prensadas. Entre idas e vindas, o clube voltou para uma sexta etapa de lançamentos e nada mais nada menos que Jeff Tweedy, líder do Wilco, resolveu contribuir com duas musiquinhas. Seria digno de nota até se elas fossem ruins, mas não é o caso.

8 – Hinds – “De la Monarquía a la Criptocracia”
“De la Monarquía a la Criptocracia” é um som da banda galega Triángulo de Amor Bizarro – reconhece de onde eles pegaram o nome? As meninas do Hinds releram a música de maneira brilhante para uma coletânea que celebra os 20 anos da gravadora espanholha Mushroom Pillow.

9 – Snail Mail – “Ben Franklin”
Seguem interessantes as amostras que Lindsey Jordan, a Snail Mail, dá de seu próximo álbum. Em “Ben Franklin” ela demonstra que o novo disco, seu segundo, terá muito mais que as guitarras do primeiro. Será um trabalho encarando o desafio de não se repetir e de mostrar quem ela é. As letras seguem sinceras, o papo de rehab é real. Ela encarou essa no ano passado.

10 – The Beatles – “Gimme Some Truth”/”All Things Must Pass”
“Gimme Some Truth”, um petardado lançado em “Imagine”, poderia ter sido do Beatles. Ela foi testada nas sessões de “Let It Be”. “All Things Must Pass”, de George Harrison, também foi encarada nessas sessões. Pensa. Se a banda não acaba, o próximo álbum seria uma mistura provavelmente acertada dos melhores pedaços de “Imagine”/”All Thing Must Pass”/”McCartney I”. Na real, eles poderiam abandonar tudo que funciona meio torto em “Let It Be” e ter feito esse disco superespecial ali. Não rolou. Mas beleza, também.

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* A imagem que ilustra este post é do superinquieto Jack White.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 Gringo – Parquet Courts vai ao topão. Lil Nas X ama demais estar no pódio. Indigo de Souza chega junto

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* Um top 10 com um punhado de artistas favoritos da casa. Como dever ser um bom top 10, não? Entre nossos favoritos, novidades como Lil Nas X e Indigo de Souza e umas coisas mais antigas, ou “antigas”, como Parquet Courts, que carrega a promessa de um superdisco novo, e Oasis, sim, este sim antigo, por conta de um filmaço. E tem dois prêmios para nossa série predileta “Ted Lasso”, que faz um excelente serviço musical, além da trama toda ela bacana. Ok, nada de spoiler que tem gente com episódio atrasado…

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1 – Parquet Courts – “Black Widow Spider”
Das nossas bandas do coração na ativa neste mundo, o Parquet Courts segue sem errar. Mas talvez a gente seja fã demais para julgar com alguma isenção. Fato é que o quarteto nova-iorquino segue afiado no pós-punk americano, dono das melhores guitarras praticadas em duo do mundo hoje. Corre atrás, Arctic Monkeys!! “Black Widow Spider” parece art-rock dos anos 60/70. Veloz, protopunk e tão boa quando o single anterior, a dançante “Walking at a Downtown Pace”. Vem (um dos) disco(s) do ano por aí.

2 – Lil Nas X – “Thats What I Want”
Lil Nas X tem um problema: AMAR DEMAIS. Sim, esse é meio que o tema desta canção, onde ele só quer um boy para chamar de seu. Mas são tempos difíceis, somadas as dificuldades de encarar um duplo preconceito da sociedade por ser gay e negro. Nos relacionamentos, Nas é meio impulsivo, já chega chegando, se apaixona fácil e isso complica as coisas. Mas ele segue na busca pelo que quer. E essa tem uma pegada pop que deve ter deixado o Justin Bieber numa inveja lascada.

3 – Indigo de Souza – “Pretty Pictures”
A gente já indicou o som da Indigo por aqui, mas ela reapareceu na timeline e veio a sacada: que tal recomendar de novo? O som meio barulhento, meio suave, meio rock, meio eletrônico, meio caseiro, meio pop do álbum “Any Shape You Take” segue colecionando elogios por aí. É um baita disco que impressiona pela habilidade de Indigo de transitar por gêneros, estilos e sonoridades entre cada faixa, às vezes na mesma faixa.

4 – Tems – “Found” (feat. Brent Faiyaz)
É de uma voz belíssima a Tems, nome artístico da nigeriana Temilade Openiyi. Se você nunca escutou, talvez seja bom encostar no EP que ela acabou de lançar. “If Orange Was a Place” tem cara que vai estourar. Neste ano ela já apareceu no disco mais recente do Drake. Então é questão de tempo.

5 – Alt-J – “U&ME”
A nova dos ingleses do Alt-J é uma ode a simplesmente curtir um festival com os amigos. O barato da música é que ela vai ficando mais doidinha ao longo da “balada” que rola na letra, com o narrador cada vez mais desnorteado à medida que a noite se alonga. Alerta de gatilho: dá saudades de colar em festival.

6 – Noah Yorke – ““Trying Too Hard (Lullaby)”
Se não fosse um Yorke, talvez a gente nem ligasse para esta música. Ela é muito algo que um fã de Radiohead tentaria fazer. Mas vale destacar a movimentação do filho de Thom no campo da música. Até pelo elogio rasgado e orgulhoso que ele ganhou do “tio” Johnny Greenwood, que ajudou na divulgação da música com um tweet. Supercríticos e cabeçudos, eles também sabem ser carinhosos com suas crias.

7 – King Princess – “There She Goes Again”
Mais uma da série de covers do clássico álbum de estreia do Velvet Underground com a Nico que acaba de ser lançado. E as coisas seguem muito bem com a versão de King Princess. Respeitosa, ela muda pouco da música, dando mais aquele tapa sonoro de qualidade e modernidade que o lo-fi do Velvet nunca permitiu nas gravações originais – ainda que fosse boa parte do charme da banda, né? Por que será que nesses covers ninguém tentou reproduzir aquela vibe? Talvez porque não precise…

8 – Oasis – “Champagne Supernova”
Relançada por conta do documentário e filmaço “Oasis Knebworth 1996”, este clássico do “(What’s the Story) Morning Glory?” fica mais bela ao vivo com seus sete e tantos minutos. Como bem definiu Noel uma vez, meio que nem ele sabe que porra essa música quer dizer, mas se temos alguns milhares de pessoas que gostam de cantar é porque cada uma dá o sentido que quer e está tudo certo. E este é um dos registros que provam que ela funciona para as multidões.

9 – Marcus Mumford e Tom Howe – “Ted Lasso Theme”
10 – Rick Astley – “Never Gonna Give Up”

Duas menções honrosas para a série do momento. Um nono lugar para a tocante abertura da “Ted Lasso”, uma obra de Marcus Mumford (do Mumford & Sons) e Tom Howe. Vai dizer que não dá vontade de ouvir no repeat aquele lamento que rola enquanto um Ted senta na arquibancada vazia? E também vamos prestigiar a música de Rick Astley que apareceu em um episódio recente da segunda temporada de um modo bizarro, digamos, e sacramentou a volta do hype em torno do conhecido cantor pop britânico dos anos 80.

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* A imagem que ilustra este post é da banda americana Parquet Courts.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 Gringo – Em semana com novas e “novas” de Radiohead, Drake, Lady Gaga e Abba, a Little Simz brilha em primeiro

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* Nesta semana podemos falar (repetir!!!) que o Top 10 Gringo traz um forte competidor para melhor álbum do ano. Estamos falando da rapper inglesa Little Simz. Ela não faz o mesmo barulho de um Drake ou Kanye West, mas, senhoras e senhores, ela dá uma aula aqui. E poderia ter fácil levado nas dez colocações, porque seu álbum, “Sometimes I Might Be Introvert”, lançado sexta passada, tem música para tanto – você notou que ao longo do ano a gente foi premiando single a single dela? Seria justo. Mas a semana teve peso pesados na área de lançamento, como os colossais Drake, Radiohead e Abba. Então a gente quis dar chance para eles também, vai. Para dar mais colorido à playlist caprichada que você já conhece, a que acompanha semanalmente este ranking não menos caprichado.

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1 – Little Simz – “Point and Kill (feat. Obongjayar)”
Disco de rap que tem mais de uma hora e só dá ideia certa em 2021? Não é aquele que você está pensando, provavelmente. Nem esse outro aí. O mérito é de Little Simz. Que álbum, gente. Tudo funciona aqui em “Sometimes I Might Be Introvert”, das letras da “pequena” Simz, que citam até uma passagem gastronômica em São Paulo, um oferecimento (cóf.) da Popload que trouxe ela para a cidade, até as produções inventivas sonoramente – com cordas bonitas, batidas de classe e maravilhosos backing vocals. Um disco que merece repetidas audições dada o número de camadas e faixas, são 19. Já viu o vídeo desta “Point and Kill”, novíssimo?

2 – Radiohead – “If You Say the Word”
Vem aí a reedição dos clássicos “Kid A” e “Amnesiac”, irmãos-gêmeos que vão ser relançados juntos com um disco de material inédito. É Radiohead, né? A gente não sabe dizer como eles não tiveram coragem de lançar uma música tão boa por tanto tempo, como esta que a gente destaca aqui. Esses não sofrem com ansiedade mesmo.

3 – Drake – “Way 2 Sexy (feat. Future and Young Thug)”
Esperta a sacada do canadense Drake de reaproveitar o velho hit “I’m Too Sexy”, do Right Said Fred, nessa parceria com Future & Young Thug. Ficou com a melodia e atualizou a letra de um jeito esperto. A música é o hit de cara do polêmico “Certified Lover Boy”.

4 – Amyl and The Sniffers – “Hertz”
É sempre impressionante a energia que esses australianos puxados pela espoleta Amy Taylor conseguem colocar em cada som. “Hertz” é uma música para sair pulando sem nem entender muito bem o que está rolando. Tanto que essa é basicamente a energia de parte do vídeo que ilustra a canção. E, note, a música tem ainda um solo de guitarra que presta em 2021. Não é pouca coisa.

5 – Lady Gaga – “Fun Tonight (Pabllo Vittar Remix)
A gente avisou que a Pabllo ia levar o Brasil para o mundo ao inventar algo nosso dentro do hyperpop. Não deu outra: a diva Lady Gaga quis um pouco de forró no seu álbum de remixes. Arrebentaram, todos os envolvidos.

6 – ABBA – “I Still Have Faith in You”
Muito louca a ideia de que o ABBA vai voltar a fazer shows com avatares. Parece obra de ficção científica, mas é isso. Enxergando a nova ordem mundial para uma banda deste naipe. O quarteto vai voltar, membros originais, shows presenciais, mas eles mesmo vão colar só virtualmente. Bom é que lançaram duas músicas inéditas que provam que eles ainda estão de fato na pista. Dois musicões que animaram até o mestre John Carpenter.

7 – Baby Queen – “Raw Thoughts”
Baby Queen é o nome artístico de Arabella Latham, uma menina da África do Sul que tentou a sorte com música na Inglaterra por anos e ficou a ver navios. Desempregada na pandemia, ela que trabalhava na Rough Trade começou a soltar seu novo material na boa e desta vez parece que está rolando. Single a single ela foi bombando mais e mais. Falam que agora até a Courtney Love é amiga dela. É um pop indie de qualidade que funciona bem. Ainda não sabemos como “Raw Thoughts” não estourou para valer. Mas não vai ser surpresa se ela subir de liga.

8 – Priya Ragu -“Good Love 2.0”
E da Suíça vem Priya Ragu. Filha de pais de um casal do Siri Lanka, a menina também arrepia em um pop extremamente bom. É dos melhores R&B do ano. Justin Timberlake pagaria muitos dólares para este som ser dele. E, tipo, mais uma artista recém-desempregada, já que tem poucos meses que ela largou o trabalho “normal” para se dedicar à música. E, detalhe, ela começa sua carreira já aos 30 e poucos anos. Para perseguir seu sonho. Admiramos.

9 – Johnny Marr – “Spirit Power and Soul”
Aqui o guitarrista lenda-viva do Smiths entra numa onda de fazer um electrosoul. E esta onda é muito boa, como geralmente é onde ele encosta a mão. Fãs do seu lado mais roqueiro não precisam nem ensaiar uma cara feia nesta pegada levemente mais eletrônica do homem. A guitarrinha marcante dele está ali.

10 – Suuns – “Clarity”
Mais um representante do Canadá. No caso, uma banda de art-punk, cabeçuda e que está por aí há um década fazendo seu barulhinho. É bem interessante o trampo novo do trio. Experimentação gostosinha de escutar. É estranho e superpop ao mesmo tempo, pelo menos na nossa cabeça.

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* A imagem que ilustra este post é da rapper inglesa Little Simz.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 Gringo – Jungle emplaca o topo e não é difícil entender por quê. Killers novo cola na segundona. A “nova” Courtney Barnett completa o pódio, para o nosso gosto…

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* Mais uma semana de grandes lançamentos lá fora. E desta vez diversos climas comtemplados. Tem a alegria do Jungle, o épico do Killers e o minimalismo de Courtney Barnett. Mas também tem climas parecidos, no caso do shade da Lizzo, shade da Billie. Ou nas loucuras sonoras de Indigo De Souza, Magdalena Bay e Monaleo. Nessa diversidade a gente segue com a melhor playlist de novidades gringas que se tem notícia. Pelo menos nesta semana :)

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1 – Jungle – “Romeo (feat. Bas)”
“Este é um álbum sobre liberdade”, declarou Josh Lloyd-Watson, metade do Jungle ao lado de Tom McFarland. E essa alegria e ar de recuperação está por toda “Romeo”, um dos melhores sons de “Loving in Stereo”, novo álbum da dupla inglesa, lançado na sexta passada. Daquelas músicas que se a letra não estiver falando sobre algo positivo, a gente finge que é, já que ela chama nosso corpo para dançar livremente.

2 – The Killers – “West Hills”
A missão do Killers de se tornar uma megabanda pique U2 teve seus bons e maus momentos. Este novo álbum, “Pressure Machine”, provavelmente entrará para o hall dos acertos. Um disco sobre o interior doz Estados Unidos, afetuoso com o local, mas sem abdicar de uma mínima exposição crítica. Musicalmente tem toque de R.E.M., Bruce Springsteen, U2 na fase apaixonados pela América do Norte. “West Hills” é um caprichado roteiro de filme de alguém que se dá mal e vai preso por porte de muitas drogas. Seu refrão é épico e grandioso. Os mesmos versos são cantados de maneiras diferentes de acordo com o clima da história. Coisa caprichada. Dá para arriscar o grandioso sem ser pretensioso e chato.

3 – Courtney Barnett – “Before You Gotta Go”
Que prazer é escutar a Courtney Barnett explorando outras pegadas para sua música. Menos Kurt Cobain, mais Velvet Underground – um toque que ela já experimentou na bela “Depreston”, mas sofistica aqui em uma engenhosa guitarra que parece simples e repetitiva, mas é tudo o que a canção pede.

4 – Lizzo – “Rumors” (feat. Cardi B)
É um estouro o novo single da Lizzo em parceria com a Cardi B. Não dava para esperar menos, na real. A letra é uma daquelas clássicas respostas aos haters que rolam após um estreia bem-sucedida, sabe? Kurt Cobain, para citar ele de novo, abre “In Utero” com uma dessas. E a música tem uma bateria roqueira escondida que lembra “Smells Like Teen Spirit”, repara.

5 – Billie Eilish – “Oxytocin”
A gente segue elogiando semanalmente o “Happier than Ever” da Billie por aqui. Se o disco fala um tanto sobre a separação dela do ex abusivo, “Oxytocin” faz mais sentido como a música onde a cantora conta a história a partir do ponto de vista dele – daí as menções a sexo serem tão agressivas. É uma interpretação apenas e a letra pode ser lida de outras formas. Em fóruns há longos debates sobre isso. O que você acha?

6 – Magdalena Bay – “Secrets (Your Fire)”
Potente este duo norte-americano formado por Mica Tenenbaum e Matthew Lewin. A dupla faz um pop torto na linha da Charlie XCX, mas não tão exagerado – esse tal hyperpop que força nas texturas e nas referências a si mesmo. Tente escutar este som sem ficar pensando que já escutou antes algo dali.

7 – Monaleo – “Suck It Up”
Rapper texana da melhor qualidade, Monaleo tem um flow original e que sabe passear de maneira amalucada por uma batida completamente alucinada que vai se alterando sem medo por toda a música. É daqueles sons que a gente não sabe onde vai dar. Mas quer ir junto.

8 – Indigo De Souza – “Real Pain”
E, por falar em música piradinha, esta é um outro exemplo. A faixa escolhida dessa bela banda da Carolina do Norte vai se desintegrando lentamente a partir da metade em ruídos e gritos. E volta a ser uma canção convencional após alguns minutos. É uma maluquice deliciosa. Experimente.

9 – Helado Negro – “Gemini and Leo”
Parece que a música do americano-equatoriano Helado Negro é feita para ser acompanhada por drink de verão na mão, num horário cedo de festival, tipo no final de tarde. Pegada latina, funkeada, guitarrinhas espertas. Why not?

10 – Gorillaz – “De Ja Vu”
Essa é só uma das três músicas inéditas que o Gorillaz mostrou recentemente em shows pela Inglaterra. Pequenas amostras de um álbum que Damon Albarn prometeu para logo mais. Sendo que logo mais ele também solta o solo dele, vai entender. Gente produtiva é assim. Não está oficial nos streamings ainda. Tem que ir no Youtube.

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* A imagem que ilustra este post é da dupla inglesa Jungle.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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