Em travis scott:

Tame Impala toca Travis Scott e o disco novo na retomada de shows nos EUA

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* Uma das atrações enormes do cancelado (por tempestade) festival Bonnaroo, no último dia 2, o grupo australiano Tame Impala emendou uma turnê americana antes cancelada (pela covid), que começou semana passada no United Center, em Chicago, e teve continuidade neste final de semana no lado Oeste dos EUA, lá para cima, em Portland e em Gorge, na maravilhosa “arena natural” Gorge Amphitheatre, onde funcionava o incrível e hoje extinto Sasquatch Festival.

A tour que foi retomada era a do disco “The Slow Rush”, do ano passado. No concerto de Chicago eles tocaram pela primeira vez “Skeletons”, música do terceiro disco do poderoso rapper Travis Scott com produção assinada pelo Tame Impala. A faixa ao vivo foi repetida nos shows posteriores.

Também em Chicago, a banda de Kevin Parker cravou como música de encerramento desta etapa da turnê a grande música “One More Hour”, do disco novo, tocada live pela primeira vez no United Center.

Tanto essas “Skeletons” e “One More Hour” quanto outros momentos da apresentação de Chicago e de Gorge estão aqui embaixo, em vídeos.

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Um “sunday service” absurdo. Saiu oficialmente, enfiiiiim, “Donda”, o poderoso novo disco do Kanye West, de capa preta

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* Um dos artistas mais geniosos e geniais desta era, o rapper polêmico Kanye West, em processo legal para mudar seu nome para Ye, lançou neste domingo de manhã, finalmente, o encantado álbum “Donda”. O disco era para ter saído em julho do ano passado e veio sendo postergado, postergado, postergado, ganhou audições de estádio, elevou o sarrafo de lançamentos da história pop, tem uma coleção de participantes notáveis, traz signifcados enormes e, ufa, saiu de surpresa-nada-surpreendente hoje. Um verdadeiro “sunday service”.

“Donda”, que bota no título da mãe de Kanye e tem na faixa de abertura mais ou menos homônima (“Donda Chant”) a simulação da “criança Kanye” repetindo sem parar o nome da progenitora já morta, como um chamamento, é o décimo disco do rapper.

Jay-Z, The Weeknd, Travis Scott, Ariana Grande, Young Thug, Marilyn Manson, Lil Baby, Ty Dolla Sign, DaBaby, Playboi Carti, Kid Cudi, Chris Brown são alguns dos nomes elencados nas colaborações do disco, mas NÃO SAÍRAM CREDITADOS nas plataformas.

“Donda” saiu na totalidade de todas as músicas especuladas em torno dele: 27 faixas. Quer dizer, 26, porque uma está “apagada” no tracklist (tem ela no Youtube). Não dá para tocá-la nos streamings de áudio. É a parte 2 de “Jail”, que tem o cancelado rapper DaBaby na participação. DaBaby, que recentemente fez pronunciamentos homofóbicos numa apresentação em festival de Miami e por causa disso acabou cortado da escalação do Lollapalooza de Chicago no comecinho do mês, não teve sua collab liberada pelo empresário dele ainda, que nem responde as mensagens ou a ligação do time de Kanye West. Então rolou uma conversa entre Kanye e seu manager sobre isso.

O empresário de Kanye West teria cogitado para ele arrancar fora a collab do DaBaby de “Jail pt. 2” do disco, senão a faixa não poderia estar no upload de “Donda”. O rapper rechaçou a ideia: “Não vou tirar meu brother do disco. Ele foi a única pessoa que disse publicamente que iria votar em mim em público [para a presidência dos EUA, nas eleições do ano passado que tirou o Trump e botou o Biden na Casa Branca].

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A parte 1 de “Jail”, a primeira faixa real do disco, logo na sequência da vinheta do canto para a Donda, já começa explosiva, com uma linha de baixo estourada marcando toda a música (junto com uma guitarra chorosa e-bow) e as participações do tutor e “frenemy” (friend + enemy) Jay-Z e de outro polêmico entre os polêmicos: o roqueiro Marilyn Manson, também canceladaço.

Há um trecho nessa “Jail” em que Jay-Z diz, na letra, “This might be the return of the Throne”, se referindo ao famoso disco colaborativo “Watch the Throne”, de Jay-Z e Kanye West, lançado em agosto de 2011, há exatos dez anos.

Kanye West escreveu nova página na música pop no geral ao fazer três “listening parties” em estádio, reunindo a galera para ouvir seu disco pagando ingresso, chamando os participantes para, enfim, participar do show (show?), transmitindo tudo ao vivo na Apple Music e vendendo merchandising a rodo. Foram três dessas audições-show, duas no gigantesco Mercedes-Benz Stadium, Atlanta, e a última nesta semana, em Chicago, onde perto de 40 mil pessoas compareceram para ouvir “Donda”, ver Kanye de máscara preta o tempo todo na cara, numa listening party que não só não exigiu vacina ou teste negativado para a covid-19 como teve ainda, como convidados, os réus dos tribunais de cancelamento das redes sociais Marilyn Manson e DaBaby. No estádio de Atlanta, Kanye chegou a MORAR um tempo num dos camarins e transformar outras salas em área de produção, para dar os toques finais de “Donda”, depois de recolher impressões do disco nas primeiras audições. Tudo isso, claro, transmitido na Apple Music.

“Donda” é sobre a cor preta, que vai da pele de Kanye e da mãe, a causa anti-racista (tem um merchan supervendido já, nas audições de estádio”, que é um colete a prova de balas preto, com “Donda” escrito na frente e atrás, ainda com uma sigla MBF “My Body Different”; custava 20 dólares), a capa inteira preta sem nada escrito, a máscara enorme que não tirou um segundo em seus “shows” de agora.

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Donda West, a mãe de Kanye homenageada no título do disco novo, sucessor de “Jesus Is King”, de 2019, morreu aos 58 anos, em 2007, de problemas no coração, alegadamente ocorridos por causa de uma lipoaspiração e cirurgia plástica nos seios, para diminuí-los, que ela fez anos antes, em 2001. Na época, o cirurgião responsável foi processado pela família de Kanye. Então o governador da Califórnia, ninguém menos que Arnold Schwarzenegger, lançou a “Lei Donda West”, em vigor até hoje, que obriga todo paciente a ter uma autorização assinada baseada em exames médicos antes de fazer uma cirurgia plástica estética.

** KANYE E O BRASIL – O rapper é considerado o responsável por falir um dos maiores festivais que o país já teve. Grande e caríssima atração da edição derradeira do Tim Festival 2008, que antes era o Free Jazz Festival mas teve que tirar o cigarro de seu nome, Kanye West não traduziu sua fama já estratosférica em venda de ingressos naquela vez. Para o show de SP, na etapa paulistana do Tim, cerca de 300 pessoas foram vê-lo sair de dentro de sua nave espacial para sua maravilhosa porém perdulária ópera-hip hop espacial, que ainda tinha uma orquestra trazida por ele, tocando nos bastidores. Não houve mais Tim Festival depois de Kanye.

Muitos anos depois, e na real nunca saberemos se ia mesmo acontecer, mas no final de 2019 um colossal concerto de Kanye West foi negociado entre empresários gringos, a prefeitura de SP e a… Popload, para acontecer na Avenida Paulista. Kanye iria trazer seu coro religioso Sunday Service para tocar no aniversário de São Paulo, 25 de janeiro de 2020. Com um Sunday Service especial extra num domingo de manhã no Unimed Hall. Por questões logísticas para um show desse vulto (as conversas começaram pouco antes do Natal), a apresentação do Kanye West foi postergada para abril, no feriado de Páscoa. Mas aí a covid…

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Willow vai pesado ao rock pesado em “lately i feel EVERYTHING”, álbum novo lançado hoje

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* Ela começou aos 9 anos, batendo cabelo para a frente e para trás num vídeo que hoje tem mais de 5 milhões de visualização no Youtube. E hoje, a filha do atorzaço e músico hip pop Will Smith com a atriz, apresentadora e ex-vocalista de banda de heavy metal Jade Pinkett Smith, chega aos 20 anos a seu quarto disco, atirando em várias tendências, uma construção de seu tempo e de suas influências.

Willow lança nesta sexta-feira o disco “Lately I Feel Everything”, ou como ela quer nas maiúsculas e minúsculas, “lately i feel EVERYTHING”, um disco que a bota definitivamente no caminho do punk pop tão caro às meninas de hoje, algo até indie rock mesmo e em alguns momentos dentro do revival emo, inclusive.

A gente explica. O álbum traz participações de Avril Lavigne e do baterista do Blink-182, o Travis Barker, e até a banda grunge-de-hoje californiana Cherry Glazerr e a roqueirinha de Youtube Ayla Tesler-Mabe, guitarrista, para “dialogar” com seu, digamos, “novo estilo”. A ótima rapper e cantora Tierra Whack também está no disco, sem contudo parecer deslocada.

Os singles “Transparent Soul” e “Lipstick” davam a pista dos caminhos punk-pop de Willow. Mas quem ouvir o disco todo vai ficar meio passado onde ela foi botar sua voz. E como foi botar. A menina tem presença.

O disco novo está aqui. Escolha onde ouvir. Abaixo, tem um filme de mais de 40 minutos com ela conversando e tocando as músicas do álbum para uma exibição no Facebook Watch, que rolou hoje de manhã nos EUA.

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Rosalia bota o Travis Scott para rimar em espanhol e a criançada para dançar em seu terceiro single, “TKN”

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* A caminho de seu terceiro álbum, o furacão catalão Rosalía soltou seu terceiro single no ano, “TKN”, em música e vídeo.

A canção, que vem fazer companhia para “Dolerme” e “Juro Que” nos singles do próximo disco, traz de volta uma parceria que começou no ano passado, quando ela participou de um remix dele.

O vídeo incrível, desnecessário descrevê-lo aqui pois está aí embaixo, com dois takes percebe-se ter sido feito pela produtora anglo-espanhola CANADA. Tipo assim:

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Coronavírus move o Lollapalooza Brasil para 4, 5 e 6 de dezembro. Guns, Strokes e Travis Scott confirmados

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Foto: Fabricio Vianna / Popload

Foto: Fabricio Vianna / Popload

Depois de afetar a programação de praticamente todos os eventos com grandes aglomerações públicas no exterior, o coronavírus “derrubou” hoje, de modo oficial agora, o nosso Lollapalooza (o argentino e o chileno já tinham se manifestado).

Foi anunciado que o festival, antes previsto para acontecer no primeiro final de semana de abril no Autódromo de Interlagos, foi adiado para os dias 4, 5 e 6 de dezembro, devido ao surto que está se alastrando cada vez mais mundo afora.

Os headliners Guns N’ Roses, The Strokes e Travis Scott estão confirmados. Agora, a organização do festival trabalha para a atualização total do line-up.

Os ingressos já adquiridos valerão para as novas datas.

Na gringa, nos últimos dias, o South by Southwest foi cancelado, o Coachella foi jogado para outubro, o Ultra Music Festival de Miami só vai rolar em 2021, e diversos artistas e bandas incluindo Pearl Jam, Madonna, Green Day, KISS, Tame Impala e Liam Gallagher tiveram shows adiados/cancelados nas próximas semanas em diferentes partes do mundo. A cidade de Nova York proibiu os shows para platéia acima de 500 pessoas, para dar uma ideia.

Na contramão de tudo, o gigantesco e tradicionalíssimo Glastonbury, que acontece em junho, não só diz manter sua realização (por enquanto) como anunciou um monte de bandas de seu line-up ontem, numa primeira lista. Outras virão até maio, segundo Emily Eavis, organizadora e a “filha do dono”.

Voltando ao Lollapalooza Brasil, as edições chilena e argentina também foram remanejadas para o segundo semestre. A organização do festival brasileiro dará mais detalhes a respeito deste novo rearranjo do evento nos próximos dias.

** Ainda sob o efeito do adiamento do Lolla BR, o show promo do Idles, que aconteceria dia 2 de abril, não mais será realizado na data, uma vez que a banda não vem mais ao Brasil por ora. A ideia será retomada perto das novas datas do Lolla.

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