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Rádio australiana prepara disco com Tame Impala cantando Kylie Minogue, Chvrches fazendo Arctic Monkeys, e mais…

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A incrível rádio australiana Triple J, uma das mais legais do mundo, tem semanalmente o programa “Like a Version”, no qual bandas e artistas convidados para uma session obrigatoriamente tocam uma cover, muitas vezes incomum. Tipo Popload Session, tal.

A série de versões boas virou uma compilação e será lançada em disco, mais uma vez, em projeto que acontece desde 2005. Só que, agora, ganhará seu primeiro lançamento no mercado americano, dia 22 de setembro.

Entre as versões estão “Confide in Me”, da Kylie Minogue, cantada pelo Tame Impala; “Do I Wanna Know”, do Arctic Monkeys, interpretada pelo Chvrches; e, ainda, o Mumford & Sons fazendo “Unfinished Business”, do White Lies”.

Confira abaixo a tracklist completa.

01 Tame Impala: “Confide in Me” – Kylie Minogue
02 Flume: “My Boo” – Ghost Town DJs
03 Mark Ronson: “I Sat By the Ocean” – Queens of the Stone Age
04 Chvrches: “Do I Wanna Know” – Arctic Monkeys
05 Chet Faker: “(Lover) You Don’t Treat Me No Good” – Sonia Dada
06 Ben Folds: “Such Great Heights” – The Postal Service
07 John Butler Trio: “Happy” – Pharrell Williams
08 Meg Mac: “Bridges” – Broods
09 Bon Iver: “Coming Down” – Anaiis Mitchell
10 Mumford & Sons: “Unfinished Business” – White Lies
11 Boy & Bear: “Back to Black” – Amy Winehouse
12 Cub Sport: “Ultralight Beam” – Kanye West
13 Broods: “One Dance” – Drake
14 Robert DeLong: “The Mother We Share” – Chvrches
15 James Vincent McMorrow: “West Coast” – Lana Del Rey
16 San Cisco: “Get Lucky” – Daft Punk
17 DMA’s: “Believe” – Cher
18 City & Color: “Settle Down” – Kimbra
19 The Jezabels: “Don’t Stop Believing” – Journey
20 Ásgeir: “Stolen Dance” – Milky Chance
21 Catfish & The Bottlemen: “Read My Mind” – The Killers

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#SIMSP dia 2 – Os caras do Sxsw, as rádios e o Bike

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* A São Paulo indie segue chacoalhada com a programação oficial diurna e noturna da Semana Internacional da Música, que tem coração no Centro Cultural SP, mas se espalha por toda a cidade em shows e puxa ainda uma programação não-oficial de apresentações.

Ontem, na parte de palestras, demos uma olhada na que trouxe a galera do megauberhiperfestival indie South by Southwest, do Texas, a mais importante vitrine de música nova do planeta. O nome da mesa era “O SXSW e a porta de entrada para o mercado americano””. Teve Tracy Mann e Stacey Wilhelm, que trabalham para o SXSW, assim como Mark Gartenberg, que além de seu papel no festival de Austin é co-fundador da MG Limited, que trabalha com consultoria musical, e presidente da Adesso, uma boutique administrativa e editora/gravadora. O cara.

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O painel gastou seus primeiros 20 minutos basicamente apresentar o SXSW para quem ainda não conhecia, explicar o formato do festival que é mais uma feira que conecta gente do mundo inteiro, que está buscando, mais do que qualquer outra coisa, novidades de várias esferas, em modelos de negócios, mercado de filmes, atuações publicitárias modernas e diferenciadas e, claro, música.

Wilhelm (foto acima), que cuida basicamente da programação do festival, afirmou que chegam até ela e o pequeno grupo de oito pessoas que montam as edições do Sxsw cerca de 10.000 artistas interessados, e que no fim só 2.000 desses são selecionados. Falaram sobre a dificuldade de deslocamento e gastos que um artista novo selecionado precisa encarar para se deslocar até Austin e passar a semana por lá para se apresentar no festival.

Foi falado na conversa que o Brasil é o quinto país dentro do South by Southwest em representatividade, ficando atrás só de países tipo Alemanha, Inglaterra e Canadá, além dos próprios EUA. Muitos perguntaram “Mas, e aí, como faz para tocar no SXSW?” A resposta dos palestrantes foi que não existe uma fórmula, e que eles estão sempre atrás de coisas novas que supõem sejam interessantes ao público que lota Austin todo ano. E que, para o festival, não importa números de streaming, curtidas em Facebook ou número de followers no insta para um artista ou banda integrar uma edição do Sxsw. Todo mundo tem chance e começa no mesmo patamar.

** “Espaço na Rádio. Qual teu dial ou link?” trouxe à tona, na sequência, uma conversa sobre rádios, com a participação de Meggie Collins (Triple J Austrália), Patricia Palumbo (Rádio Vozes), Roberta Martinelli (Som a Pino, Rádio Eldorado), Patrickor4 (Frei Caneca FM), Paulo Proença (Rádio Inconfidência), Veronica Pessoa (Faro MPB, MPB FM), Julianna Sá (Programa Radar, Roquette-Pinto) e Alberto Benitez (Radio Ibero 90,9, México).

Foi o painel mais “fervido” que vimos, com a sala lotada. Talvez por serem radialistas e adorarem falar, ainda mais sobre música, a discussão com a plateia foi das mais saudáveis e divertidas. Todos os palestrantes falaram um pouco sobre a carreira e sobre os projetos que estão trabalhando, e o fator comum foi levar música de artistas pequenos, independentes, ou da MPB, até o ouvido dos ouvintes mais diversos. E instigar ao máximo que essa música seja dissipada dentro de um país continental que não conhece a música do estado vizinho, mas sabe o que toca fora do país.

A grande e articuladíssima Triple J australiana deixa claro que o que falta no Brasil é investimento do governo em rádios que tenham um pouco mais de, digamos, curadoria, e que permita que novos sons, novas bandas e artistas sejam descobertos. A BBC britânica e a Triple J tem algo em comum: são totalmente financiadas pelo governo, o que possibilita, no feliz caso delas, a liberdade cultural florescer. Não por acaso a Triple J vem crescendo bastante no “gosto comum” na Australia e toca um tipo de música tida como “alternativa”.

A noite ferveu novamente nos shows pela cidade. Conseguimos chegar à Casa do Mancha novamente para ver o paulistano Bike tingir a casinha com cores psicodélicas, na dobradinha com a doçura do Carne Doce goiano em versão acústico-amorosa, dentro do showcase do Festival Bananada. No Z Carniceria, em noite gaúcha lotada, o Wannabe Jalva, o Catavento e o Cartola fizeram o povo cantar letras de forma impressionante.

Abaixo, temos vídeo da música que encerrou o show do Bike no Mancha.

* Na foto da hom, as cores do Wannabe Jalva em show no Z Carniceria ontem, dentro da programação da SIM.

** A cobertura POPLOAD do SIM – SEMANA INTERNACIONAL DA MÚSICA é de Lúcio Ribeiro e Isadora Almeida.

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O melhor vídeo do ano é o da Triple J anunciando a campanha dos melhores do ano. Hein?

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Enquanto muitas listas de “melhores do ano” já foram publicadas, a incrível rádio australiana Triple J arma algo pouco convencional para anunciar seus Top 100 de discos e músicas do ano de 2015.

Dia 26 de janeiro, a emissora promoverá uma pomposa festa para fazer tal anúncio. Mas o bacana mesmo é o vídeo de apresentação da campanha, convocando os ouvintes da rádio para votarem em seus artistas e sons prediletos.

Em um trailer com duração de quase 5 minutos, a Triple J escalou diversas estrelas do indie internacional em um roteiro de filme de ação. Para se ter ideia, a produção começa com o Kevin “Tame Impala” Parker sendo raptado. Além dele, nomes como Courtney Barnnett, Diplo, Royal Blood, Vance Joy, Mark Ronson, Best Coast e TV on the Radio aparecem no vídeo.

Não bastassem as aparições dos artistas, o trailer tem ainda muitos efeitos especiais, acidente de avião, lutas e afins. Vídeo do ano? Haha. A votação dos melhores da Triple J acontece neste link.

* Quem aparece no vídeo, pela ordem:
Tame Impala
Vance Joy
The Hives
Porter Robinson
Briggs
Jarryd James
Sarah Blasko
Alison Wonderland
Mark Ronson
Courtney Barnett
Diplo
Mumford and Sons
The Preatures
The Wombats
Northlane
Raury
Airling
TV On The Radio
Flight Facilities
Ice Cube
Daniel Johns
Birds Of Tokyo
Best Coast
Elliphant
The Rubens
Royal Blood

Remi
Everything Everything
The Jungle Giants
Of Monsters and Men
Flume
The Smith Street Band
Miike Snow
Hilltop Hoods
Tuka
Thelma Plum
Tkay Maidza
Joey Bada$$
Ratatat
Meg Mac
Foals
Montaigne
Sticky Fingers
Peking Duk
The Meeting Tree
Art Vs Science
Matt Corby
One Day
Wolf Alice
MS MR
Ngaiire
Parkway Drive
RÜFÜS
Boy and Bear
Hermitude
Saskwatch
Duke Dumont

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Uma session cool do Tame Impala. Incluindo cover drama da Kylie Minogue

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* Oi, Kevin.

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Nossa banda predileta, a australiana psicodélica Tame Impala, aproveitou o tempinho em casa para dar uma chegada à rádio Triple J, em Sydney, para uma session da série “Like a Version”, a Popload Session deles haha.

Ao programa, Kevin Parker e turma fizeram performance da linda “The Less I Know the Better”, do último álbum deles, “Currents”, lançado em julho. Desnecessário dizer, um dos discos do ano.

Na parte da cover, o Tame Impala fez uma “séria” cover de “Confide in Me”, hit dos anos 90 de Kylie Minogue, uma certa heroína da música pop australiana, embora muito associada à cena dance pop inglesa. Kevin, pela performance, “sentiu” a música.

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Pintou bromance: Kevin Parker e Mark Ronson de rolezinho pela Austrália

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Em rolê tourístico pela Austrália, o produtor bamba inglês Mark Ronson está com uma banda “mais ou menos”. Kevin Parker, do Tame Impala, numa guitarra, o também australiano e absurdo Kirin J Callinan em outra e nos vocais o cantor do grupo sueco Miike Snow, o Andrew Wyatt.

Claro, banda boa ou artista bom, quando caem na Austrália, vão direto fazer session para a rádio Triple J, de Sydney, uma das emissoras indies mais legais do planeta.

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Nesta session, Mark Ronson levou seus meninos para uma performance da fofa “Daffodils”, faixa de seu mais recente álbum, “Uptown Special”, música em que Kevin Parker colabora com sua garganta psicodélica.

Como na Triple J toda banda tem que deixar uma session boa, como na Popload Session e na Radio One, a turma do Ronson mandou ver uma versão de “Sat by the Ocean”, tipo baladaça malemolente de Josh Homme e seu Queens of the Stone Age. Quem canta essa é o Andrew Wyatt. Que saudade, Andrew. Lembra do seu show do Estúdio Emme?

* Kevin Parker também fez uma participação super especial no show de Mark no festival local Splendor in the Grass, quando tocou nas canções “Summer Breaking” e “Daffodils”. Bela blusa, não?

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