Em two door cinema club:

Mais Lollapalooza: alguns shows completos, tipo Queens of the Stone Age, The Hives e Black Keys

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Já estão dando sopa por aí algumas gravações de shows completos do Lollapalooza. O festival, que foi transmitido via web e TV pelas mãos do canal Multishow, teve aquele momento de tensão aos 45 do segundo tempo com a proibição por parte do Pearl Jam, que não deixou seu show cheio de hits ser mostrado. Conseguiram fazer um acordo depois da polêmica toda e o Multishow vai exibir o show na íntegra, no próximo sábado (6 de abril), às 21h30. Única faixa horária, sem reprises.

Os outros shows lindos rolaram beleza. Quem foi pode acompanhar melhor agora, no conforto do computador. Alguns com som melhor do que foi experimentado lá ao vivo, principalmente o Black Keys.

Enfim, tudo aqui. Queens of the Stone Age, Two Door Cinema Club, Hives, Killers, Planet Hemp, até o Deadmau5 entre outros… Tem para todo mundo.

* QOTSA

* THE HIVES

* THE KILLERS

* OF MONSTERS AND MEN

* TWO DOOR CINEMA CLUB

* PLANET HEMP

* DEADMAU5

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* BLACK KEYS

* Foto: Fabrício Vianna

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Lollapalooza Brasil, sábado – O dia em que Josh Homme e Mike Patton estiveram diante de nós, amém! E aumenta a p***a do som, Black Keys!

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* Lollapalooza Dia 2. Uma das primeiras coisas que as pessoas precisam entender em um festival (e na vida em geral, né?) é que é impossível agradar a todo mundo. Não entendo a indignação de alguns quando você fala que gostou do show x e não gostou do show y sendo que a experiência é pessoal e intransferível. E que o fato de uma pessoa não ter gostado do show da “sua banda” (porque tem pessoas que têm banda, tem pessoas que são “donos” de banda…) não significa que tal show tenha sido ruim. Talvez seja só uma questão de: lugar, de distância, de disposição, de companhia até ou simplesmente… de gosto.

Digo isso depois de ler no Twitter as mensagens ~revoltz~ de gente que amou o show do Black Keys, de gente que odiou o Black Keys, de gente que não “entende” como alguém tenha gostado/odiado do show do Black Keys (e isso vale para o show do Flaming Lips do primeiro dia de festival). CALMA CARA. É só um show. É só uma opinião diferente da sua. E claro que o fato de todo mundo ter visto o mesmo show (ali na vibe do festival ou do conforto anódino do seu sofá), não faz com que todo mundo tenha a mesma opinião. Ainda bem.

Isto dito, acho bom deixar claro que: as opiniões emitidas neste blog não correspondem, necessariamente thankgodzz, ao ponto de vista geral da nação. Ou ao seu, né. E isso não quer dizer quzzzzzzzzzzzz…

Abaixo, considerações sobre o incrível segundo dia do Lolla Brasilzão 2013, segundo a nossa pessoa enquanto blog, particularmente falando.
E não gostou pega nóiz ;o)


* ROLOU

– A areia fofa cobrindo a lama do dia anterior. O dia lindo ajudou, claro.

– Como vem acontecendo já há algum tempo mas a gente gosta de repetir, o público de festivais no Brasil está cada vez mais novo/jovem. A faixa etária ontem, assim como no primeiro dia, era de 18 anos no máximo. Se você entende que já não é necessariamente mais o público alvo desse ou daquele festival, fica mais fácil entender por que o show do Killers era o mais “aguardado” na sexta-feira, ou por que a tenda de DJs fica sempre lotada, ou até mesmo por que tem gente brincando na roda gigante e tirando foto de um óculos promocional gigante (!) enquanto o Queens of the Stone Age faz o melhor show do festival, mesmo não sendo o melhor show do Queens of The Stone Age. Simples assim.

– Two Door Cinema Club: partindo do princípio acima, a banda mostrou a que veio e para quem veio. Os adolescentes que chegaram cedo, energia e pique ainda no talo e um setlist coerente para aquele público naquele horário. A banda não é consenso dentro da Popload, mas… que show lindo.

– Alabama Shakes e Tomahawk, nova e velha geração brilhando no segundo dia do Lolla, foi outro exemplo forte de amo/odeio/sou. O primeiro, de indie-soul maneiro, fez um show “lindo, mas não para festival” para alguns, “um show mais ou menos, perfeito para festival”. Uma apresentação “pau mole”, ouvimos falar de detratores. Ficou no “average”. Mike Patton e seu “projeto solo número 9” fez o show “cabeçudo” que os “cabeçudos” adoram. Então tudo certo. Ou tudo errado. E segue a vida.

– A Perfect Circle, tocando pela primeira vez no Brasil, estava numa posição esquisita no lineup. Enquanto o vocalista Maynard James Keenan nunca trouxe sua banda “principal”, o Tool, para o país, fãs aguardavam que ele viesse de qualquer forma, mesmo que com o APC, frequentemente chamado de side-project. Tendo a quase impossível missão de tocar após o QOTSA (e com um show mais comprido), foram recepcionados por fãs que esperaram “a vida toda” para ver o APC, guardando lugar na grade por boa parte do dia, e pelos fãs casuais que conseguiram um lugar perto do palco com facilidade. O show começou lento, e ficou lento – tocar uma cover de “Imagine”, do John Lennon, logo na segunda música de um set de festival não é idéia muito boa. Mesmo que quase todas as faixas tocadas ao vivo sejam reverenciadas por quem segue a banda, muitas eram lentas demais para fazer o show decolar mesmo aos olhos de fãs ardorosos. Felizmente, numa última esticada de quatro faixas que foi desde “Rose” até “The Outsider”, conseguiram terminar o show com alguma presença. Parece que o Maynard faz de propósito e deve estar rindo por dentro.

– Franz Ferdinand: Franz está para o indie brasileiro assim como o Iron Maiden está para o metaleiro local. Pode vir quantas vezes quiser e vai lotar, vai dar certo, vai animar, todo mundo vai gostar, pularão quando tocar “Take Me Out”. É sempre diversão garantida, e isso conta pontos sim a festivais como esse. Tocando ao mesmo tempo que o Alabama Shakes, os escoceses dominaram a plateia do começo ao fim. Até mesmo durante as músicas novas, que a maior parte dos fãs já sabiam até cantar.

– E daí chegou o Josh Homme já com uma sequência matadora. Alguém disse no twitter que a banda é um caso raro de “Os meninos gostam e as mina pira” ( https://twitter.com/flaviadurante/status/318123598730629121 ). Foi bem o que eu vi de onde estava: de um lado, uma roda de pogo (semi-organizada, com líder e tudo) nervosa. Do outro, patricinhas e universitários unidos cantando (e filmando e se auto-fotografando) todas as músicas. A expectativa para o show do QOTSA estava altíssima, e maior ainda para quem já tinha visto em 2010, e esperava um show diferente, menos “greatest hits”. Daquela vez, no SWU, tocaram o básico, sem arriscar. Agora, 3 anos depois, com baterista novo, disco novo pronto, era de se esperar um show bem diferente. Porém, foi bem parecido, até demais em alguns pontos. “Surpreenderam” com a nova “My God Is the Sun”, a única que decidiram relevar do novo disco, “Like Clockwork”, muito bem recebida. A rara (e épica/progressiva) “Better Living through Chemistry” veio para acalmar os fãs que viram a banda em 2010 e esperavam algo mais incomum. Deu certo também. O baterista John Theodore, ex-The Mars Volta, tocando com o QOTSA pela primeira vez ao vivo, segurou uma onda não tão fácil. Não deixando nada a desejar em relação aos seus antecessores, ainda superou-os com alguns “fills” de bateria em Monsters In The Parasol e Little Sister, surpreendendo aparentemente até o Josh Homme. Resumindo: um show excelente. Resumindo o resumo: Josh Homme é Deus.

– Um dos shows mais aguardados do Lolla, o Black Keys sofreu com o som baixo, pelo menos do lado direito do palco, onde eu estava. Dava para ouvir claramente o que todo mundo falava ao meu lado: de análises profundas e comparações entre Patrick Carney e Meg White (como existe ~sommelier~ de bateria neste mundo, não?) a gente achando o Dan Auerbach a cara do Tim Roth depois de uma briga (essa eu gostei). Mas ouvir a guitarra mesmo… só com muito esforço. O problema na caixa desse lado do palco ficava claro quando a guitarra aparecia e sumia na mesma música! Conseguiram empolgar em diversos momentos, mas havia uma distância besta entre a banda e o público. A galera do sofá deve ter se divertido mais nessa.

* NÃO ROLOU

– O minichurros que a gente tanto falou na sexta e que resolveu experimentar no sábado custava… 8 reais? Seriously?

– E por que as tais “pillas” não podem ser usadas durante os três dias de festival, evitando filas?

– Alguém ainda precisa inventar uma pista inteira só de banheiros químicos femininos. A mulherada passa um show inteiro na fila. A tarefa também não é fácil para a ala masculina.

– Foi um dia sem pontos-baixos, um belo dia de festival. Teve para todo mundo: o hip-hop do NAS estava lotado, Criolo, bem no intervalo entre QOSA e Black Keys lotado e ecoando pelo Jockey todo, tenda do Alabama Shakes entupida de gente… Gostei de ver.


************* FOTOS


************* VÍDEOS


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* Cobertura Popload: Alisson Guimarães (base), Ana Carolina Monteiro, Fabríco Vianna (fotos), Fernando Scoczynski Filho, Lúcio Ribeiro

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Popload entrevista: Alex Trimble, do Two Door Cinema Club

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* Nome interessante do interessante line up do Lollapalooza, o mega festival que vai tomar de assalto o Jockey Club de São Paulo neste final de semana, o grupo irlandês Two Door Cinema Club promete um show cheio de energia no próximo sábado, 30. Bombando a turnê de divulgação de seu segundo álbum lançado ano passado, “Beacon”, o TDCC faz sua segunda visita ao país. A Popload entrevistou Alex Trimble, guitarrista e vocalista da banda britânica, que direto da Suíça falou um pouco sobre a primeira visita do grupo ao Brasil dois anos atrás e a vontade de ser o David Bowie no próximo disco. A matéria com o Trimble saiu editada hoje na Ilustrada, da “Folha de S. Paulo”, e é reproduzida abaixo na íntegra.

Para quem até uns quatro anos atrás nunca tinha saído do condado de Down, na Irlanda do Norte, a banda indie rock britânica Two Door Cinema Club já rodou bastante o mundo com sua música, desde que um EP, em 2009, causou uma certa comoção na internet e preparou a cena para o primeiro álbum, o festejado “Tourist History”, virar um dos discos mais comentados de 2010 .

Rodaram tanto o planeta lotando shows na Inglaterra, França, Japão, Austrália e EUA que agora nesta semana caem aqui no país, em São Paulo, para um show no Lollapalooza. E, veja, esta será a segunda visita já que o TDCC fará ao Brasil.
“Fizemos um show totalmente louco no Rio de Janeiro, com uma energia absurda, em 2011. E tocamos pertinho de São Paulo num festival que eu não lembro o nome”, diz Alex Trimble, guitarrista e vocalista da banda britânica, em entrevista à Popload de Zurique, na Suíça, no final de fevereiro, quando o grupo reiniciou uma nova etapa de turnê em 2013, ano no qual já percorreram Austrália, Singapura, Reino Unido e vários países da Europa.

“Desde que lançamos o primeiro disco nós tocamos em todos os lugares, mas na verdade não vimos quase nada deles por causa da correria de shows e viagens no dia seguinte”, conta Trimble.
A correria é tão grande que o “pertinho de São Paulo” a que Trimble se referiu é a praia de Atlântida, cidade litorânea a pouco mais de uma hora distante de Porto Alegre, no Sul. O Two Door Cinema Club veio ao país para tocar no Meca Festival 2011.

“Vimos pouco do Brasil da primeira vez, como sempre. Nosso percurso normal consiste no caminho aeroporto-hotel-show-hotel-aeroporto. Espero que desta vez pelo menos dê para sair na rua para uma caminhada, uma vez que não somos mais iniciantes assustados com tudo e temos agora um controle maior da nossa música e do nosso show.”

O Two Door Cinema Club vem ao Brasil com a turnê de seu segundo álbum, “Beacon”, lançado em agosto do ano passado, um mês antes de a banda ter sido escolhida para tocar nas cerimônias de abertura da Olimpíada de Londres. O segundo disco colheu muitas críticas favoráveis na linha “a banda amadureceu bem”, embora não tenha vindo carregado de hits instantâneos como o primeiro.
“Nosso segundo álbum não é tão ‘rápido’ nas músicas quanto o da nossa estreia. Ele é mais trabalhado, tem emoções nas letras e no som. O primeiro disco eu escrevi as músicas ainda adolescente. Conseguimos mudar nosso ritmo, domesticar um pouco nossa ansiedade e a pressa de dizer e mostrar coisas com um disco mais coeso e calmo, sem mudar nossa característica. Essas coisas que a gente viu ao redor do mundo, as pessoas que conhecemos, ajudaram a de fazer de ‘Beacon’ um disco bonito”, revela o líder da banda norte-irlandesa, que tem 23 anos hoje.

“Nosso terceiro álbum vai estar ainda melhor. Vou tentar ser o David Bowie”, brinca Trimble, o irlandês que está na Suíça falando com brasileiro e tem o mundo para percorrer novamente neste ano ainda, como a banda Forrest Gump da música independente, antes de o terceiro disco sair.

O Two Door Cinema Club toca no Jockey Club de São Paulo no sábado, dia 30, o segundo dia da programação do Lollapalooza Brasil. Na noite anterior a banda repete no Rio de Janeiro o show que fez no Circo Voador, dois anos atrás.

Two Door Cinema Club não pode falar

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* De novo comparecendo à Popload em pouco tempo, a banda irlandesa Two Door Cinema Club tocou neste final de semana em Londres, no incrível Brixton Academy, lugar histórico da música britânica que quase fechou certa vez para dar lugar a uma igreja da Universal brasileira. Enfim.

Aliás, a banda do ruivinho Alex Trimble (também guitarrista, à esq. na foto), uma das melhores coleções de hits e de performances dos últimos anos no Reino Unido, foi o assunto no final de semana. O grupo ia se apresentar ao vivo numa igreja de 200 anos na Irlanda, em transmissão ao vivo na internet, dentro do famoso programa de TV “irish” chamado “Other Voices”, mas teve que cancelar por causa da faringite sofrida pelo vocalista Trimble. Esse show era bastante esperado, ainda que virtualmente.

Este final de semana marcou o final da turnê inglesa Two Door Cinema Club, que bombou de público e crítica por lá e serviu para mostrar ao vivo as músicas do segundo álbum, “Beacon”, lançado em setembro. Bombou tanto que já marcaram mais datas para abril, além de aparições nos grandes festivais do verão, no meio do ano.

O 2DCC, outro modo de grafar o nome deles, é atração obrigatória no Lollapalooza Brasil, em no final de março em São Paulo. A banda toca no lindo segundo dia do festival do Jockey, que vai na programação ter ainda Queens of the Stone Age, Black Keys, Franz Ferdinand e Tomahawk, no sábado 30/3.

Enquanto a voz durou, Trimble comandou assim o Two Door Cinema Club no Brixton Academy, no final de semana em Londres.

* Adoro vídeos de galera, em shows, feitos na muvuca. Este aqui é luminar para ver o que acontece quando você está num lugar como Londres, com uma banda hot “local”, num templo indie como o Brixton Academy, e se atreve a levantar o braço no tumulto para tentar filmar algo de pertinho do palco. O som, pelo menos, está cristalino, haha. Inclusive o “fiapo de voz” de Trimble, com problemas de faringite. A música se chamar “I Can Talk” só deixa a coisa mais divertida.

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Two Door Cinema Club na caça ao pop perfeito

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Uma das mais adoradas bandas britânicas dos últimos anos, a irlandesa Two Door Cinema Club lançou em setembro do ano passado seu segundo album. “Beacon”, com a cena cheia de dedos. É normal, porque o primeiro disco deles, “Tourist History”, é bom de uma tal forma, de pegada tão contundente e cheio de hits, que qualquer coisa que o grupo lançasse depois, à sombra da estreia, ia ser de difícil assimilação imediata.

Pois assim foi. “Beacon” teve um impacto bem menor que “Tourist”, mas aos poucos foi se revelando um album de uma delicia suprema, rico em detalhes, tirando sempre o que o pop britânico tem de melhor: a voz única, a melodia gostosa, a guitarra sempre esperta e na hora certa, a bateria cadenciada jogando sempre a favor do “indie para tocar nas radios”, a letra simples e “cute” repetindo as palavras ideais para serem repetidas no refrão.

São os britânicos sempre atrás do pop perfeito, no caso muito bem representados pelo Two Door Cinema Club.

É o que dá para perceber, por exemplo, no terceiro single de “Beacon” que o TDCC acaba de lançar na Inglaterra e região. “Next Year”, ainda mais enfeitada por um video para cima e cheio de galera e balões, é tudo isso que eu descrevi acima. “Next Year” é assim: