Em tyler the creator:

VAI TER SHOW. Primavera Sound fecha seu pôster, confirma Arthur Verocai, divide as atrações por dia e começa a vender “day ticket” na quinta

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* Tudo bem que é só em 2021, e até lá tudo pode acontecer, mas já estávamos pensando que nunca mais íamos ter show ao vivo, daqueles com pessoas assistindo na frente do palco, com uma cerveja na mão, querendo que a banda que está tocando veja que a gente está usando a camiseta dela. Essas coisas.

Um dos festivais mais importantes para a música independente e certamente para o “novo normal”(ai…), o gigantesco evento espanhol Primavera Sound finalizou (finalizou mesmo?) sua enorme escalação para sua próxima edição. Dividiu os artistas por dia. E começa a vender esses ingressos/dia nesta quinta-feira agora.

Em 2021, o festival de Barcelona vai acontecer dos dias 2 a 6 de junho e veio confirmando em três etapas sua comemorada lista de atrações, nas últimas semanas. Está no pôster os seguintes nomes, para citar alguns: Pavement, Iggy Pop, Gorillaz, Tame Impala, Strokes, Massive Attack, Fontaines DC, Idles, Bauhaus, Dinosaur Jr., Tyler the Creator, Charlie XCX, Black Midi, Disclosure, Jamie XX, The National, Jesus & Mary Chain, King Krule, Metronomy.

No pôster, aparentemente definitivo, já está a divisão das atrações por dia. O festival abre pequeno numa quarta-feira, com Jesus & Mary Chain e Metronomy fazendo as honras. Depois, nos dias seguintes, vem o vendaval de bandas até o domingo acabar o PS 2021 num brunch na praia com Disclosure e Nina Kraviz fazendo DJ set.

O festival de Barcelona, uma tradição incidental na parte que nos toca, é largamente frequentado por brasileiros. A pergunta, que já foi feita aqui na Popload, volta ainda mais forte: por conta da péssima conduta oficial no trato sério da pandemia, brasileiro vai poder frequentar festivais na gringa ou, numa maior amplitude, ser ao menos permitido entrar em outros países? A ver.

Pelo menos temos certeza que dois vão, com suas equipes: a musa drag pop Pabllo Vittar e o veterano maestro jazzy Arthur Verocai. Dos dois brazucas, Verocai foi o último a entrar na leva de confirmações, divulgada hoje. Tanto Vittar quanto o maestro cool de jazz samba estavam escalados para o Primavera Sound 2020, que teria acontecido neste final de semana que passou se não fosse o coronavírus.

Confira o line-up do Primavera Sound abaixo. No site do festival tem mais informações e detalhes sobre os ingressos, que seguem sendo vendidos, mas a partir desta quinta contando também com as entradas por dia. O “full ticket” já está sendo vendido desde a semana passada. por 165 euros, quase R$ 1.000. Na quinta, sobe para 195 euros.

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Tyler, the Creator retribui gentileza e arma remix cool para “Automatic Driver”, da La Roux

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No início deste ano, a adorada Elly Jackson, que conhecemos melhor como La Roux, lançou seu primeiro disco em cinco anos. Meses depois, “Supervision” segue rendendo bons frutos.

Desta vez, ela convocou o encasquetado Tyler, the Creator para capitanear uma versão remix para o single “Automatic Driver”, em uma espécie de troca de favores, já que Elly cantou na faixa “GONE, GONE / THANK YOU”, do álbum IGOR, de Tyler.

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“Nós perguntamos ao Tyler se ele poderia refazer ou remixar algo e ele concordou. Mas até pouco tempo atrás não tínhamos a certeza se ele estava realmente trabalhando em algo ou não. Foi então que chegou a faixa e eu adorei imediatamente. Parecia que ele havia atingido meu cérebro e reorganizado tudo. Isso é muito raro”, contou a cantora.

A nova pegada da faixa tem um ar mais retrô, com bases de funk antigo e pode ser conferida no final do post.

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Pau nos políticos nefastos, futebol, luto, choro, metrô e bebida. Brit Awards faz o Grammy parecer prêmio Nickelodeon

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* OK, o título acima talvez tenha ido longe demais. E nada contra os Prêmios Nick, fofos. Mas é o que é. Ontem à noite rolou na Inglaterra o Brit Awards, badalada festa da indústria musical muito mais interessante que o Grammy, embora menos significativa que o também britânico Mercury Prize, para o que a gente entende como importante para a música, para o lado mais revelador e nada bajulatório.

O que a gente aprendeu com a cerimônia de ontem do Brit, entre outras coisas, foi o seguinte:

– A Billie Eilish, tadinha, que levou o prêmio de Melhor Artista Feminina Internacional (!), e no último mês ganhou 5 Grammys, fez a música oficial do novo James Bond e tem apenas 18 anos e um disco de estreia milionário, se sente o-di-a-da. Chorou e tudo, depois que recebeu o troféu da Sporty Spice. Foi fofa na abertura de seu discurso, ao dizer que suas concorrentes no Brit (Lizzo, Lana, Camila) são as razões de ela existir naquele palco, naquele momento.
Billie Eilish fez a primeira performance ao vivo de “No Time to Die”, a trilha do novo 007. Acompanhada do irmão Finneas, uma orquestra regida pelo compositor alemão Hans Zimmer e na guitarra o Johnny Marr, ex-Smiths. Vídeo está lá embaixo.

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– O rapper americano fodão Tyler the Creator levou o equivalente masculino do prêmio. Em sua fala, mandou um recado para a ex-primeira ministra britânica Thereza May, que teve que renunciar ao mais alto cargo no UK (depois do da rainha) no ano passado. Tyler disse que ela devia naquela hora estar puta da vida, assistindo a premiação na casa dela. May, quando era Ministra do Interior em 2015, negou a entrada na Inglaterra do rapper americano, que tinha uma turnê pelo Reino Unido marcada, incluindo apresentação nos festivais de Reading e Leeds. Ela justificou a barrada no Tyler por causa de suposta letras homofóbicas que ele tinha escrito OITO anos antes da proibição. E sendo que ele tinha excursionado para shows na Inglaterra várias vezes depois disso. Enfim.

– O rapper bamba Dave, inglês, em três minutos de discurso, fez o seguinte: chamou o primeiro-ministro brexitiano Boris Johson de racista para milhões de espectadores verem e ouvirem; que a princesa Kate Middleton é muito mais bem tratada pela realeza que a princesa Meghan Markle (sabem da treta, né?); falou que o governo britânico é uma vergonha por tratar mal os 500 mil imigrantes que vieram do Caribe especialmente para ajudar o Reino Unido em sua reconstrução após a Segunda Guerra Mundial com a promessa de receberem a cidadania britânica e indenizações (nem médico querem dar para essas pessoas); quer que o governo indenize os negros pelos tempos de escravidão; disse que o governo tem que acomodar os desabrigados do prêdio Grenfell, de Londres, que incendiou em 2017 matando mais de 70 pessoas. E hoje estão largados.

Dave ganhou o Brit Awards pelo Álbum do Ano, que foi seu ótimo Psychodrama. Recebeu o prêmio das mãos de Billie Eilish. Um dos mais ascendentes artistas da música britânica, o rapper fez um barulhentíssimo show no Glastonbury no ano passado. MAS O MAIS LEGAL DE TUDO FOI QUE, antes de ir para a cerimônia receber sua láurea, fez uma despedida do Twitter dizendo que só volta a tuitar quando o Manchester United, seu time, mandar embora o técnico. Pensa: ele ganhou o álbum do ano no maior prêmio inglês e não tuitou por raiva do treinador do time dele.

– o popesco Lewis Capaldi, da Escócia e brother dos brothers Gallagher, faturou os prêmios de Artista Revelação e Música do Ano (“Someone You Loved”) e foi pegar suas estatuetas carregando ao palco uma garrafa de Buckfast. Conhecida como Bucky, a birita de “vinho turbinado” é conhecida como “a bebida que tem deixado os escoceses muito loucos”.

– O cantor Harry Styles fez performance de sua “Falling” mesmo perdendo o prêmio de Melhor Artista Masculino para o Stormzy. Harry tocou com uma fita preta em seu casaco, por luto pela morte de sua ex-namorada, a conhecida apresentadora de TV Caroline Flack, que tirou a própria vida aos 40 anos no sábado e chocou a Inglaterra, o que criou uma nova polêmica em torno de como os tablóides ingleses tratam as celebridades por lá.

– Num momento “classic” do Brit Awards, o rolling-stone Ron Wood pegou um metrô da linha Jubilee com sua guitarrinha, desceu na estação do Brit Awards e foi tocar duas musiquinhas com o Rod Stewart e o Kenney Jones, baterista do Small Faces e The Who. O Twitter tem vídeo dele sentadinho no metrô, haha.

– Outros prêmios do Brit:
Artista Feminina: Mabel, que recebeu o prêmio da mãe, Neneh Cherry, cantora famosa 30 anos atrás por ganhar o mesmo prêmio;
Artista Masculino: Stormzy, o rapper “mais importante de sua geração”, fez uma apresentação em superprodução de um medley de 5 músicas em 7 minutos, entre elas “Rainfall”, hit de seu bombado segundo disco, lançado em dezembro. Stormzy fez até chover no Brit, literalmente.
Melhor Banda: Foals, nossa representação indie aqui;
Revelação Britânica: Celeste, “rising star” britânica que nasceu na Califórnia. Nossa nova fissura nessa linha pop-R&B-jazzy.

* Os principais vídeos do Brit Awards estão abaixo:

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Fontaines DC vs. Pabllo Vittar. Tem até um Pavement ali. Vazou o estupendo line-up do Primavera Sound, de Barcelona

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* Horas antes de ser divulgado oficialmente, por motivos de “descuido” do Pavement, saiu a escalação aguardadíssima do segundo principal festival indie do mundo, o enorme Primavera Sound, em Barcelona.

O “versus” do título, sobre o grupo punk irlandês Fontaines DC e a musa pop brasileira Pabllo Vittar, é só um sugestionado efeito absurdo, uma vez que os dois têm posições bem próximas nas linhas de escalação e podem estar no mesmo horário, na sexta dia 5 de junho. O Primavera Sound vai acontecer na Espanha entre os dias 3 e 7 de junho.

A grande volta do grupo americano herói do indie Pavement, só para o Primavera espanhol e português, é um dos grandes atrativos do festival, dos muitos. A banda de Stephen Malkmus divide o holofote principal com especialíssimo Massive Attack no dia de abertura “para valer” do Primavera Sound 2020, a quinta dia 4.

Nos outros dias temos no topo: Strokes e Lana Del Rey na sexta 5; Tyler the Creator, Bad Bunny, Disclosure, Bauhaus e Iggy Pop no sábado 6.

Vai ter a algazarra dance punk do Teto Preto e o veterano maestro cool de jazz samba Arthur Verocai no line-up, também representando o Brasil. E uma espécie de melhores momentos de atração do nosso Lolla BR está embutida na programação do Primavera Sound.

Metronomy tocando fora da programação oficial pela cidade. Jesus & Mary Chain tocando o álum “Darklands”. Mavis Staples e Black Midi. King Krule tocando o álbum novo. Floating Points, Fatima Yamaha e Honey Dijon representando a eletrônica massa.

É tanto nome para dissecar que ainda vai levar um tempo nosso debruçado nesse line-up. Vamos voltar a ele certeza. Mas pode você ir fazendo esse serviço aí que beleza, também.

Confira o pôster “grosso” e o diário do Primavera Sound 2020. Vamos, será?

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Feliz Natal! Tyler the Creator oferece duas músicas inéditas e um vídeo “rústico”

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Quase no apagar das luzes de 2019, o talentoso Tyler the Creator acabou por soltar duas músicas inéditas, oriundas das sessios de seu belo disco, IGOR.

As canções em questão são “Best Interest” e “Group B”. Sobre a primeira, inclusive, ele disse que ela nunca foi tecnicamente finalizada.

“Best Interest” também ganhou um vídeo dirigindo por Wyatt Navarro e que mostra Tyler navegando em uma lagoa em um barquinho de pescador. Estilo total.

As duas faixas podem ser conferidas abaixo.

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