Em u2:

Popnotas – Adisson Rae, das dancinhas do TikTok à TV. “Tina” drama x “Tina” triunfal. E as pedras vermelhas do U2

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– A gente vem atentando a isso bastante aqui na Popload, a SEMILOAD tem também tratado munitodo assunto, sobre os rumos consumistas da música hoje em dia, com todos os fenômenos de rede social, streams etc. E um exemplo vivo de mais um capítulo dessa transformação se deu na sexta-feira, no programa do Jimmy Fallon. A menina Addison Rae, famosa nível 80 milhões de seguidores no TikTok foi a um dos programas de TV mais assistidos da noite americana, mostrar seu primeiro single, “Obsessed”. Sim, a menina que há pouco mais de um ano passou a postar dancinhas nas redes, dos sucessos pop atual, resolveu ela mesma ser uma estrela pop e abraçou a carreira de cantora. Agora, pensa: tudo que ela divulga da música dela já comunica para quase 80 milhões de pessoas. E a audiência de um programa forte como o Jimmy Fallon alcança umas 2,5 milhões de pessoas. Claro que tem mais coisas envolvidas do que a frieza dos números. Ah, e o Fallon fez a Rae ensinar dancinhas famosas do TikTok, também…

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– Estreou neste final de semana nos EUA e na Europa o ruidoso documentário “Tina”, sobre uma das mais explosivas artistas da história, Tina Turner. Parece que vai estrear no Brasil em algum momento, mas nada ainda. Só vi que o documentário da garota que saiu da roça do Tennessee para virar lenda da música já está “por aí”. Nos dois lados da moeda, no sucesso incrível e no drama familiar pesadíssimo, “Tina” traz opiniões controversas de quem já escreveu sobre. Aparentemente, os americanos gostaram mais que os ingleses. Mas nenhuma das partes ficou totalmente satisfeita. O consenso é de que o filme, que foca mais nos traumas de Tina do que em sua volta por cima triunfal na vida, não traduz o quão vibrante foi sua trajetória musical. Isso foi o que pegou. Mas isso foi avisado: pelo filme e pela própria Tina, logo no começo. Para ficar na abertura, com ela cantando “Ask Me How I Feel” no maior gás, arena bombando, então o som vai ficando baixo até desaparecer. E entramos numa entrevista sobre um possível filme sobre sua vida, Tina foi ao mesmo tempo sorridente e melancólica, dizendo que não queria um filme assim, não queria viver novamente o que ela viveu e que as partes boas não superam as partes ruins. Pesado. Bem, esperando a HBO Brasil ou não, vamos voltar ao assunto “Tina”, provavelmente.

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– Na última quinta, como prometido, o grupo irlandês U2 transmitiu em seu canal de Youtube o segundo show da série “U2: The Virtual Road”, quatro apresentações históricas da banda de Bono nunca foram mostrados antes, remasterizados. O concerto da vez foi do Red Rocks, em Denver, no Colorado, em 1983, famosaço. Esse show rendeu o gigantesco álbum ao vivo “Under a Blood Red Sky”, de DVD também marcante (lançado primeiro em VHS. Eu tenho aqui). Teve até “abertura” do Fontaines DC, mas nada do que a gente já não tinha visto antes. Os shows do U2 ficam 48 horas no ar, depois são retirados. Próxima transmissão de um U2 lendário vai ser dia 1º de abril, quinta agora, com o show da Popmart Tour no México, de 1997. O bom que, mesmo quando os shows saem do canal, tem sempre alguém da galera que grava uma coisa ou outra e posta para a gente. Ou o próprio U2, como fez com a maravilhosa “40”.

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U2 transmite no Youtube série de “shows lendários”. Com atrações de abertura novas, tipo Fontaines DC

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* A banda irlandesa U2 começa amanhã uma série esperta em seu Youtube chamada “U2: The Virtual Road”, quatro shows marcantes de sua trajetória que nunca foram mostrados antes , com imagens tratadas, áudios remasterizados e uma inusitada atração de abertura nova para cada streaming, o que vai incluir até nossos favoritos, o grupo punk fashion Fontaines DC.

Os shows ficarão 48 horas no Youtube do U2, depois serão retirados.

Começa amanhã, dia 17, o famoso dia de St Patrick, com “U2 Go Home: Live from Slane Castle”, concerto na Irlanda deles, em 2001 (foto abaixo). A apresentação, realizada no lendário local às margens do Rio Boyne, completa 20 anos este ano. E esse streaming terá como show de abertura uma performance solo do também irlandês Dermot Kennedy, gravada semana passada em Los Angeles.

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Os outros shows da série rolê virtual do U2 são:

– 25 de março
“U2: Live at Red Rocks”, Denver, Colorado – EUA, 1983
abertura: Fontaines DC, com show gravado em 2020

– 1º de abril
“Popmart: Live From Mexico City” – MÉXICO, 1997
abertura: da cantora mexicana Carla Morrison

– 10 de abril
“iNNOCENCE + eXPERIENCE: Live in Paris” – FRANÇA 2015
abertura: da banda francesa Feu! Chatterton

Os três primeiros shows, Slane Castle, Red Rocks e México, nunca foram disponibilizados digitalmente de modo oficial. O último da lista, o de Paris, aconteceu menos de um mês depois dos ataques terroristas na capital francesa em 13 de novembro. Foi um que teve uma memorável participação especial de Patti Smith, cantando “People Have the Power”.

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Faltava uma música de Natal com o Bono? Não falta mais. Ele e The Edge mandando a clássica “Baby Please Come Home”, mais “Walk On”, na TV irlandesa

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* Você não achou que ia passar este Natal sem a mensagem do Bono, né?

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Uma vez trancados em casa sem poder excursionar com o U2, Bono e o fiel parceiro The Edge foram à TV RTÉ One, a BBC da Irlanda, para dois números de fim-de-ano, na última sexta-feira à noite, num dos programas de entrevistas dele, que tem atrações musicais.

Uma do U2, um pouco equivocada, versão “diferente” para “Walk On”, grandiosa canção do décimo disco do extratosférico grupo, “All That You Can’t Leave Behind”, que faz 20 anos neste ano. mas você pode julgar por si.

A outra sim, natalinaça, “Baby Please Come Home”, música dos anos 60 creditada ao Phil Spector e considerada uma vez pela “Roling Stone” como a principal canção natalina de rock de todos os tempos. Mariah Carrey, Foo Fighters, Bon Jovi, Cher, Offspring, Raveonettes e até o nosso Death Cab for Cutie já fizeram versão de “Baby Please Come Home”.

Aqui, numa decente cover de Bono & The Edge (com uma galera no apoio). De bônus, vai a “Walk On” junto.

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Inhaler, banda irlandesa liderada pelo filho do Bono, acerta em novo vídeo

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* A gente é chegada por aqui numa banda irlandesa, nunca disfarçamos. Então chegou a hora de falarmos da Inhaler, que tem no vocal e na guitarra o filho do dono do U2. Pelo menos ficar de olho nela. Ainda sem álbum previsto e com apenas uns singles lançados desde 2017o, o Inhaler, de Elijah Hewson, pegou uma dessas músicas para lançar agora como vídeo oficial e fazer circular seu nome.

“It Won’t Always Be Like This” é single do ano passado, ganhando nova atenção porque vem acompanhada de um decente vídeo oficial, nada demais, mas perfeito para bandas indies pequenas, dando a cara a tapa e em ação. E a música é boa, também. Dos quatro, cinco singles lançados pelo Inhaler, achamos aqui que é o melhor.

O bacana, por ser vídeo em que aparece a banda tocando, é inevitalvelmente procurar por traços do Bono em Elijah. Porque se olhar bem sua aparência e reparar em algumas entonações vocais, tá tudo ali.

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De David Bowie a Billie Eilish: Bono completa 60 anos de idade e faz playlist das 60 músicas que mudaram sua vida

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Ame ou odeie, Bono Vox continua sendo uma das figuras mais influentes do mundo. Mesmo que o seu U2 não seja o mesmo lá dos anos 80, o grupo continua lotando qualquer estádio do planeta, o que significa que o vocalista continua no jogo.

Bono completou neste final de semana 60 anos de idade e resolveu fazer uma carta aberta aos fãs, divulgando também uma playlist de 60 músicas que mudaram a sua vida.

Como era de se esperar, as escolhas do rockstar irlandês foi bastante eclética e passeou pelo rock antigo de Beatles, Stones, Elton John e David Bowie, pelo punk de Ramones e Clash, pela eletrônica de Kraftwerk, Depeche Mode, New Order e Daft Punk, pelo hip hop de Public Enemy, Jay-Z e Kanye West, pelo pop de Madonna e Lady Gaga, e pelo rock da “nossa” época, representado por nomes como Nirvana, Oasis, Pearl Jam e Radiohead. No meio disso tudo, figuras mais recentes como Beyoncé, Kendrick Lamar e… Billi Eilish.

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“Estas são algumas canções que salvaram minha vida, aquelas as quais que eu não poderia ter vivido sem. Aquelas que me levaram daqui até aqui, de zero a 60. Estou escrevendo uma carta de fã para acompanhar cada música e tentar explicar meu fascínio”, disse Bono, que publicará suas reflexões sobre as faixas no Instagram e no site oficial U2.com.

Abaixo a playlist com todas as 60 canções e algumas das anotações do líder do U2. Parabéns, Bono!

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