Em ultra mono:

Idles segue tumultuando os clubes americanos. Veja o show da Filadélfia todinho

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* A banda inglesa pós-punk Idles segue em turnê americana, mostrando a turnê do álbum “Ultra Mono”, seu terceiro, lançado no ano passado no meio do lockdown e agora libertado para ser mostrado ao vivo para a galera.

Inclusive temos uma camiseta prometida desse giro pelos EUA, aguardando ansiosamente por aqui. E temos também um show especial no Brasil abortado, o que também estamos aguardando por aqui.

Nos últimos dias, a engajada banda britânica fez dois shows absolutamente lotados no Terminal 5, em Nova York, e outros dois no 9:30 Club, em DC, capital americana. Hoje à noite, o grupo do gritador rouco Joe Talbot toca na Carolina do Norte.

Um pouco antes de tudo isso, na semana passada, a banda se apresentou no Fillmore, na Filadélfia, clubão onde a Popload já viu show da… Camila Cabello. Outra história.

De todo modo, adivinha o quê? Esse show do Idles na Filadélfia, avassalador, temos todinho em vídeo, aqui embaixo. Gravado de galera, mas numa posição e com um som bem massas.

De nada!

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Idles faz vídeo em cinco clubes diferentes para chamar a atenção para a importância das casas de shows

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* Falar da classe trabalhadora, defender os direitos básicos, criticar a desigualdade social. Não é mais uma militância qualquer, é uma letra de post-punk, é o incrível Idles falando bonito em “Carcinogenic”.

2020 não foi um ano fácil para ninguém, especialmente para o setor do entretenimento, que se viu limitadíssimo na hora de tentar se readequar à nova realidade, e muito pior ainda em países que enfrentaram (alguns ainda enfrentam) o temido lockdown. E para ajudar a enfrentar a crise, várias bandas tem chamado a atenção para esta questão, eis o caso do Idles.

No vídeo-manifesto da ótima música de seu mais recente álbum, “Ultra Mono”, lançado em setembro, a banda toca em cinco clubes diferentes de Bristol, cidade natal dos caras. No caso cada um em um clube (afinal, distanciamento social, né?) que foi importante para eles.

E sobre isso, a respeito da situação dos clubes independentes, eles também querem falar em uma live do Instagram deles que acontece amanhã, sábado, às 16h de Brasília, 7pm na Inglaterra. Vai rolar um AMA (“Me pergunte o que quiser”, de “ask me anything”), para contar a importância desses clubes independentes e como eles foram cruciais para que a banda chegasse onde está.

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Idles do dia. Agora tocando novas em session para a emissora 6Music, rádio da BBC

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* Ainda no bafo forte do álbum “Ultra Mono”, terceiro da banda post-punk inglesa Idles, número 1 em vendas no Reino Unido, a gente revisita mais uma vez essas performances recentes que eles têm criado e distribuído para rádios e TVS nos EUA ou em UK, para manter as músicas novas circulando ao vivo.

Chegamos à ida deles ao Radio Theatre, palco-estúdio da BBC no centro de Londres, onde o grupo de Bristol gravou uma apresentação ao vivo de duas novas desse disco que é um dos mais importantes produtos fonográficos deste ano complicadinho. Foi a pedido da 6Music, a rádio só online do gigante grupo de comunicação e uma das emissoras mais bacanas do planeta.

Então temos o Idles em performance de “War”e “Grounds”, duas belezuras raivosas.

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Aceite o agora. Saiu o disco novo do Idles. E você com isso tudo?

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* Bom, f*deu! Saiu o novo disco do Idles. Mas e você com isso?

“Ultra Mono”, o terceiro disco do grupo que lidera o importante movimento pós-punk britânico (inclua aqui os irlandeses, por favor) que, ao lado do hip hop britânico, o grime e suas variantes, há alguns anos vem pontuando música vigorosa, postura política, consciência social e os melhores shows ao vivo do planeta.

“Ultra Mono” é a aceitação do agora, diz o vocalista Joe Talbot. Porque não tem mais como sermos os mesmos. Os mesmos do primeiro ou do segundo álbum do Idles, por exemplo. Não dá para concordar mais.

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É preciso escolher suas guerras de 2020 em diante. Pegar o bonde da história. E não à toa a primeira música de “Ultra Mono” se chama “War”.

O Idles sempre foi uma banda de guerreiros. O show da banda no Glastonbury de 2019 mostrou isso. A música pró-imigrantes e anti-Brexit “Danny Nedelko” mostrou isso. A contundente “Mother”, sobre mãe, mulher, abusos, violências de masculinidade tóxica, mostrou isso.

Qual é a guerra do Idles desta vez, com o disco novo?

“O álbum é uma engrenagem de tudo o que não podemos controlar: nossa raça, nossa idade, nossa classe social e nosso passado. Tudo isso na forma do que podemos controlar absolutamente: nossa música, nosso agora”, é o comunicado oficial, um “recadinho pra galera” direto e reto que Talbot postou na home do site oficial do Idles.

Idles, não tem jeito, é uma banda catártica. E eles precisam serem catárticos para comportar as músicas urgentes e honestas que fazem.

É punk, é pós-punk. Cheira a novo mas carrega todo o DNA do melhor do gênero britânico desde 1976.

O Idles é de Bristol, Joe Talbot é rouco, ninguém da banda toca parado, nenhuma guitarra é econômica, a bateria não alivia. É porradaria o tempo todo. Não espere músicas “trabalhadas” e calmas e de poesia como as do excelente Fontaines DC. É outro rolê.

Sim, tem “A Hymn”. Mas não dá para chamar isso de “respiro” do barulho, de “a música lenta do disco”, porque ela desperta algum desespero nosso que faz as músicas do Joy Division parecerem canções de amor. Essa é para ouvir vestindo um casaco preto longo de inverno e se imaginar num show do Cure nos 80. Em um encontro de fãs do Sisters of Mercy.

Pensa na última revolução musical que a gente teve, de algum porte. Strokes e White Stripes 2001. Pensa naquele mundo. Pensa no mundo de hoje. Pensa nos Strokes hoje. Lembra semanas atrás quando o Idles pegou o hino “Reptilia” dos Strokes e destruíram, desmontaram toda ao transformar em algo para hoje? E teve galera na internet que não aceitou. Então, é a coisa de aceitar o agora.

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Você já conhecia vários singles deste disco novo do Idles, você viu pelo menos no Youtube algumas novas nos shows do Abbey Road. “Ultra Mono” é brutal talvez mais que “Brutalism” o primeiro disco dele. Mas dentro desta brutalidade está o melhor dos discos do Idles até agora, o mais bem costurado, mais apontando caminhos, o mais universal.

Com “Ultra Mono”, o Idles não vai salvar a humanidade, mas vai derramar através de seu som algum sangue jovem bom nas batalhas que precisam ser travadas. As do agora, as minhas, as suas, as deles. E, se a humanidade quisesse ser salva, “Ultra Mono” seria um caminho.

Você já sentiu. Na capa de “Ultra Mono”, a bola é o mundo hoje. O cara da cara esborrachada é a gente.

Ouve lá “Reigns” e “Carcinogenic”, por exemplo, fora dos “hits” do disco novo. E você vai entender. Ouve “Ultra Mono” todo, sem tirar. Ouça Idles.

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Mais Idles: Banda toca seis novas na casa dos Beatles. Veja todas (com um bônus)

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Captura de Tela 2020-08-31 às 9.43.35 AM

* Uma das melhores bandas ao vivo do mundo, hoje, sendo que o mundo hoje anda muito gozado para bandas ao vivo, o Idles também experimentou tocar nos estúdios Abbey Road em caráter de performance ainda que para um público imaginário, neste final de semana, algumas músicas de seu próximo álbum, “Ultra Mono”, que sai no fim de setembro.

Pelas minhas contas foram seis das 12 do disco. Todas muito boas ao vivo, deu para ver. Pensa quando o Idles, que já tem uma dezena de datas esgotadas para “shows reais” no meio do ano que vem, encarar um público pela frente.

Confira, abaixo, tudo misturado das três apresentações de streaming que fizeram em Londres no sábado e no domingo, além das covers polêmicas, as faixas “War”, “Grounds”, “Mr. Motivator”, “Kill Them with Kindness”, “Model Village” e “A Hymn”, todas de “Ultra Mono”.

Ah, deixo também um vídeo bônus de um clássico, só porque você merece.

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