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Agora a p**** ficou séria: Underworld libera duas novas músicas e anuncia disco para outubro

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Um dos grupos mais incríveis do pop, o Underworld soltou nesta sexta-feira duas novas músicas que estarão em um novo disco, que já tem data de lançamento anunciada: 25 de outubro.

O álbum se chamará “Drift Songs” e fechará um ciclo de 52 semanas em que a dupla Karl Hyde e Rick Smith trabalham no projeto “Drift Series”, desde novembro do ano passado, que consiste no lançamento, às quintas-feiras, de conteúdos multimídia que vão desde trechos em vídeo a textos.

As duas novas músicas se chamam “Listen To Their No” e “Soniamode (Aditya Game Version). Em 25 de outubro, quando o disco sair, será lançado um box compilando todo o material da “Drift Series”.

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Underpop Iggyworld: vem aí um dos melhores lançamentos do ano. Ou o melhor, talvez. Com Underwold, Iggy Pop, e o espírito de Trainspotting

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Boooooooooooom. Parceria que estremeceu o indie e o pop no fim do mês passado, os deliciosos Underworld e o Deus Iggy Pop anunciaram para 27 de julho um EP em conjunto. A dobradinha não parou em “Bells & Circles”, som divulgado em maio passado, potencial melhor música de 2018.

O Underworld, você sabe, é uma armada eletroindie que assolou a música eletrônica alternativa europeia nos anos 90, embalados especialmente pela edição 1 do icônico “Trainspotting”, que teve também Iggy Pop como uma de suas vozes. Não o bastante, e coincidentemente, duas décadas depois a dupla formada por Karl Hyde e Rick Smith reencontra o roqueiro. Que mundo maravilhoso.

O EP se chama “Teatime Dub Encounters” e terá quatro canções no total, incluindo a já conhecida “Bells & Circles”, e agora a também divulgada “I’ll See Big”, na qual Iggy reflete sobre a dificuldade de se manter as amizades hoje em dia. Diz o Underworld que a inspiração da letra surgiu de um papo entre o Iggy e o Danny Boyle, falando do termo “amizade” na sequência “T2: Trainsportting”. Viu só como tudo está ligado?

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London calling: E o fascinante Underworld virou de novo a “banda do momento”

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* Popload em Londres.

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* Uma das bandas mais cool do Universo desde aquele filme daquela fase dos anos 90 que envolvia aquelas músicas, aquelas “chemicals” e aquele mantra “choose life, choose a job, choose a career”, a veterana armada indie-eletrônica Underworld mais uma vez virou “nome quente” da cena inglesa agora, mexendo com velhos fãs e ídolos e atingindo até milênios numa tacada só. Explico.

Música nova e música velha trouxeram o maravilhoso Underworld ao assunto, causando EUFORIA. Vi essa palavra sendo usada em três resenhas e não tem nada melhor para descrever.

Primeiro que o Underworld lançou uma de suas novas músicas eletroinidies estupendas, sonzeira retromoderna absurda com sua marca e ninguém menos que mister Iggy Pop cantando a melhor letra dos últimos anos, lembrando as dores e as delícias de se fumar em avião antigamente. Essa parceria Iggy+Underworld se chama “Bells & Circles” e é uma delícia por onde quer que se olhe e escute: vídeo, som, letra, performance.

Iggy Pop e Underworld foram as duas grandes estrelas nos meados dos anos 90 da famoooooooooooosa trilha sonora do famooooooooso filme escocês “Trainspotting”, à época uma obra importantíssima para o cinema, as relações sociais de galera, a moda e, claro, a grande explosão da música eletrônica de pista e rádio e shows.

Engraçado estarem de certa forma juntos hoje em dia, neste momento.

Mas eis que, daquela era, falamos de 1995/1996, o grande hit de pistas, da Radio One, de “Trainspotting” e da vida da moçada indie-eletrônica “eufórica” da época como um todo era “Born Slippy”. Bom…

Neste final de semana o conglomerado de mídia BBC, que tem duas das mais legais rádios “jovens” do planeta, promoveu um de seus famosos festivais, o “The Biggest Weekend”, quando eles reúnem um monte de bandas velhas e novas maravilhosas numa cidade do Reino Unido para um graaaaaaande final de semana. No caso deste Biggest Weekend especial 2018, foram em quatro cidades britânicas: Belfast (Irlanda do Norte), Perth (Escócia), Coventry (Inglaterra) e Swansea (País de Gales).

Já falamos desse evento ontem aqui na Popload, mas guardei o Underworld para um post isolado e especial, este aqui.

Pois uma das mais badaladas apresentações de toooooodo o BBC Biggest Weekend foi exatamente do Underworld, em Belfast, por causa da comoção que foi a performance deles exatamente para a novíssima “Bells & Circles” e para a antigaça “Born Slippy”.

Olha que emoção. Olha o Karl Hyde, 61 anos, dançando. Olha o povo com as mãos para cima. Sério.

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Sequência do importantíssimo “Trainspotting” estreia hoje nos cinemas. Vá ver e principalmente ouvir o filme

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* O texto abaixo saiu publicado na edição desta quinta-feira do caderno Ilustrada, da “Folha de S.Paulo”. A página toda merece destaque, com a crítica do filme e a análise da “era perdida” que o filme brilhantemente abordou sobre aquela galera britânica de meados dos anos 90. Mas reproduzo abaixo apenas minha colaboração com o jornal, sobre a trilha sonora tanto do filme de 1996 quanto deste “T2 Trainspotting”, a continuação 20 anos depois. A música abordada nas duas produções é um assunto muito sério. Porque, em ambas, a música é como um dos personagens principais da trama.

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Na última cena, quando “T2 Trainspottting” parece ter sua trama resolvida (à medida que um filme desses com uma história dessas pode estar “resolvido”), a agulha da vitrola cai num vinil, para o ato final. Num volume bem alto, começa a ser tocada “Lust for Life”, hino punk de Iggy Pop feito em parceria com David Bowie, quando os dois viviam a vida louca em Berlim nos anos 70.
A música, um dos clássicos do rock, é a mesma que está na inesquecível abertura do “Trainspotting” de 1996, quando dois dos atores principais do filme saem em desabalada carreira pelas ruas de Edimburgo, com um deles proclamando o famoso texto “Choose life, choose a job, choose a career, choose a family…”, espécie de mantra da vida louca da juventude britânica dos anos 90.
Mas em T2 “Lust for Life” vem diferente, mexida, em remix do grupo Prodigy. Assim como a explosiva “Born Slippy. NUXX”, da icônica banda eletrônica Underworld, outro hino do primeiro filme que aparece na trilha desta sequência que estreia agora como “Slow Slippy”. A música do Underworld, 20 anos depois, foi desconstruída e reconstruída em ritmo lento, devagar, como que refletindo o envelhecimento do filme.
“T2” modifica, portanto, dois clássicos da obra de 1996 que não deveriam nunca serem modificados, porque, enfim, clássicos. Mas ficou tudo muito bom.
A trilha sonora de “Trainspotting” de 1996 é tão importante quanto o filme em si e o livro que o gerou. A música fez parte da trama quase como um personagem. Não é um mero enfeite musical. Misturou figurões como Iggy Pop, Blondie, New Order, Lou Reed com novidades fundamentais de seu tempo.
Refletiu o espírito da época da “cool Britannia” dos meados dos 90 e botou Pulp e Blur representando o fenômeno britpop e lançou a citada música do citado Underworld, o que ajudou a fazer a música eletrônica sair dos clubinhos e chegar ao mainstream.
Talvez com menos impacto, mas tão boa quanto, a trilha de “T2” vai pela mesma… trilha do original. Refez Iggy Pop e o hoje clássico Underworld, convocou The Clash, Queen, Run DMC e jogou luz em excelentes nomes novos como Young Fathers, Wolf Alice e Fat White Family.
Este último, maravilhoso grupo de Londres de um certo pós-punk indie de sonoridade quase própria, apenas dois álbuns e muito barulho no underground britânico, prolífico em seus shows doidos e experimentais tanto quanto nos eventos que promove em torno da banda, já entrou em um hiato para “acalmar” um pouco, alegando que a vida louca anos 2010 que estavam levando poderia matar algum deles.
Enfim, uma banda totalmente “Trainspotting”.

Trainspotting 2 mexe em hinos que não podia mexer. E ficou bem bom

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* Estreou na Inglaterra no último final de semana “T2: Trainspotting”, a sequência do filme que virou os anos 90 de ponta-cabeça com sexo, drogas, ritmos alucinantes gerais, personagens bizarros, frases inesquecíveis e a melhor trilha sonora de cinema de todos os tempos. A música do “Trainspotting” de 1996 construiu hinos, resgatou velhos ídolos, mostrou música nova que interessava e chacoalhou ao mesmo tempo a música independente e a eletrônica.

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O novo “T2: Trainspotting”, ainda baseado em história criada pelo escritor Irvine Welsh e dirigido por Dany Boyle, estreia no Brasil no dia 16 de fevereiro, é o que parece.

A trilha deste novo pode não causar o mesmo impacto que a de seu antecessor, mas é de uma responsa linda. Tem o maravilhoso Fat White Family e “Radio Ga Ga”, do Queen. Tem Wolf Alice e “Relax”, do Frankie Goes to Hollywood. Tem Young Fathers e Clash!!!!! Tem mais coisas incríveis. E tem, óbvio, os obrigatórios Iggy Pop e Underworld, com músicas do primeiro filme, mas aqui mexidas. É “Lust for Life” em remix do Prodigy e o hino master “Born Slippy”, num ritmo lento, aqui chamada “Slow Slippy”, desconfigurada mas ainda boa.

Esse “T2: Trainspotting Motion Picture Original Soundtrack” já está por aí, à venda ou não. Aqui, fazemos uma elegia das novas versões para os hits máximos de mister Iggy Pop e o absurdo Underworld. Just because.

Iggy Pop – Lust for Life (The Prodigy Remix)

Underworld – Slow Slippy

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