Em underworld:

WTF Popload – Banda inglesa Talk Show bota groove na porradaria pós-punk. Ouça a feroz “Underworld”

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* Nossa seção que fuça bandas muito novas traz agora o novo lançamento da banda inglesa Talk Show, quarteto de Londres que nesta semana causou certo agito no Reino Unido ao lançar um novo single chamado “Underworld”. E esse nome não é à toa.

O Talk Show ameaçou um bom começo na cena inglesa um tempinho antes da pandemia, com um som pós-punk mais levado ao soturno, ao gótico. Aí tiveram alguns planos abortados quando a covid-19 chegou. Aquietaram.

Saíram da toca agora, mas em grande estilo. Anunciaram uma agitada turnê britânica, que começa sábado agora em Leicester, no meio do caminho envolve umas aberturas de shows para o Sports Team e tem ainda umas datas na Europa (um selo da Pitchfork de novas bandas já escalou o Talk Show para uma apresentação em Paris em novembro).

Daí que, ontem, antecedendo todo esse auê, revelaram essa inquieta, para falar o mínimo, “Underworld”.

“Underworld” vai puxar o EP que a banda vai lançar no começo de 2022, “Touch the Ground”. E antecipa uma jornada nova para o som do Talk Show que foi o “talk” desse lançamento.

Quem produziu o single e o EP todo foram apenas o grande Joe Goddard e seu parceiro de Hot Chip, o também talentoso produtor Al Doyle, inclusive um ótimo DJ. O que de cara entrega que o som do Talk Show ganhou umas camadas eletrônicas importantes. Esse banho electro com a tendência punk natural da banda a deixou próxima da sonoridade do Prodigy, por exemplo.

Dá para sentir isso bem claramente em “Underworld”, que, sim, tem seu nome inspirado na fenomenal dupla eletrônica que lotava arena nos anos 90/2000 e fez o clássico “Born Slippy”, um dos hinos da era das raves, do ecstasy e que correu o mundo na trilha sonora do filmão “Trainspotting”.

“É a nossa própria ‘Born Slippy’. Encontramos um novo jeito de fazer música, que consiste primeiro em achar um groove. O ritmo é primeiro. Os vocais e guitarras vêm depois. Essa música é a introdução da alta carga de energia para este novo EP, nossa carta de intenções. Mas não nos entenda errado. Isso continua soando como Talk Show e não é que eliminamos as guitarras do som da banda. É apenas uma versão melhor da gente”, declarou o cantor e guitarrista Harrison Swann.

Toma aí o novo Talk Show. Ou o Talk Show em nova fase.

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Agora a p**** ficou séria: Underworld libera duas novas músicas e anuncia disco para outubro

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Um dos grupos mais incríveis do pop, o Underworld soltou nesta sexta-feira duas novas músicas que estarão em um novo disco, que já tem data de lançamento anunciada: 25 de outubro.

O álbum se chamará “Drift Songs” e fechará um ciclo de 52 semanas em que a dupla Karl Hyde e Rick Smith trabalham no projeto “Drift Series”, desde novembro do ano passado, que consiste no lançamento, às quintas-feiras, de conteúdos multimídia que vão desde trechos em vídeo a textos.

As duas novas músicas se chamam “Listen To Their No” e “Soniamode (Aditya Game Version). Em 25 de outubro, quando o disco sair, será lançado um box compilando todo o material da “Drift Series”.

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Underpop Iggyworld: vem aí um dos melhores lançamentos do ano. Ou o melhor, talvez. Com Underwold, Iggy Pop, e o espírito de Trainspotting

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Boooooooooooom. Parceria que estremeceu o indie e o pop no fim do mês passado, os deliciosos Underworld e o Deus Iggy Pop anunciaram para 27 de julho um EP em conjunto. A dobradinha não parou em “Bells & Circles”, som divulgado em maio passado, potencial melhor música de 2018.

O Underworld, você sabe, é uma armada eletroindie que assolou a música eletrônica alternativa europeia nos anos 90, embalados especialmente pela edição 1 do icônico “Trainspotting”, que teve também Iggy Pop como uma de suas vozes. Não o bastante, e coincidentemente, duas décadas depois a dupla formada por Karl Hyde e Rick Smith reencontra o roqueiro. Que mundo maravilhoso.

O EP se chama “Teatime Dub Encounters” e terá quatro canções no total, incluindo a já conhecida “Bells & Circles”, e agora a também divulgada “I’ll See Big”, na qual Iggy reflete sobre a dificuldade de se manter as amizades hoje em dia. Diz o Underworld que a inspiração da letra surgiu de um papo entre o Iggy e o Danny Boyle, falando do termo “amizade” na sequência “T2: Trainsportting”. Viu só como tudo está ligado?

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London calling: E o fascinante Underworld virou de novo a “banda do momento”

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* Popload em Londres.

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* Uma das bandas mais cool do Universo desde aquele filme daquela fase dos anos 90 que envolvia aquelas músicas, aquelas “chemicals” e aquele mantra “choose life, choose a job, choose a career”, a veterana armada indie-eletrônica Underworld mais uma vez virou “nome quente” da cena inglesa agora, mexendo com velhos fãs e ídolos e atingindo até milênios numa tacada só. Explico.

Música nova e música velha trouxeram o maravilhoso Underworld ao assunto, causando EUFORIA. Vi essa palavra sendo usada em três resenhas e não tem nada melhor para descrever.

Primeiro que o Underworld lançou uma de suas novas músicas eletroinidies estupendas, sonzeira retromoderna absurda com sua marca e ninguém menos que mister Iggy Pop cantando a melhor letra dos últimos anos, lembrando as dores e as delícias de se fumar em avião antigamente. Essa parceria Iggy+Underworld se chama “Bells & Circles” e é uma delícia por onde quer que se olhe e escute: vídeo, som, letra, performance.

Iggy Pop e Underworld foram as duas grandes estrelas nos meados dos anos 90 da famoooooooooooosa trilha sonora do famooooooooso filme escocês “Trainspotting”, à época uma obra importantíssima para o cinema, as relações sociais de galera, a moda e, claro, a grande explosão da música eletrônica de pista e rádio e shows.

Engraçado estarem de certa forma juntos hoje em dia, neste momento.

Mas eis que, daquela era, falamos de 1995/1996, o grande hit de pistas, da Radio One, de “Trainspotting” e da vida da moçada indie-eletrônica “eufórica” da época como um todo era “Born Slippy”. Bom…

Neste final de semana o conglomerado de mídia BBC, que tem duas das mais legais rádios “jovens” do planeta, promoveu um de seus famosos festivais, o “The Biggest Weekend”, quando eles reúnem um monte de bandas velhas e novas maravilhosas numa cidade do Reino Unido para um graaaaaaande final de semana. No caso deste Biggest Weekend especial 2018, foram em quatro cidades britânicas: Belfast (Irlanda do Norte), Perth (Escócia), Coventry (Inglaterra) e Swansea (País de Gales).

Já falamos desse evento ontem aqui na Popload, mas guardei o Underworld para um post isolado e especial, este aqui.

Pois uma das mais badaladas apresentações de toooooodo o BBC Biggest Weekend foi exatamente do Underworld, em Belfast, por causa da comoção que foi a performance deles exatamente para a novíssima “Bells & Circles” e para a antigaça “Born Slippy”.

Olha que emoção. Olha o Karl Hyde, 61 anos, dançando. Olha o povo com as mãos para cima. Sério.

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Sequência do importantíssimo “Trainspotting” estreia hoje nos cinemas. Vá ver e principalmente ouvir o filme

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* O texto abaixo saiu publicado na edição desta quinta-feira do caderno Ilustrada, da “Folha de S.Paulo”. A página toda merece destaque, com a crítica do filme e a análise da “era perdida” que o filme brilhantemente abordou sobre aquela galera britânica de meados dos anos 90. Mas reproduzo abaixo apenas minha colaboração com o jornal, sobre a trilha sonora tanto do filme de 1996 quanto deste “T2 Trainspotting”, a continuação 20 anos depois. A música abordada nas duas produções é um assunto muito sério. Porque, em ambas, a música é como um dos personagens principais da trama.

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Na última cena, quando “T2 Trainspottting” parece ter sua trama resolvida (à medida que um filme desses com uma história dessas pode estar “resolvido”), a agulha da vitrola cai num vinil, para o ato final. Num volume bem alto, começa a ser tocada “Lust for Life”, hino punk de Iggy Pop feito em parceria com David Bowie, quando os dois viviam a vida louca em Berlim nos anos 70.
A música, um dos clássicos do rock, é a mesma que está na inesquecível abertura do “Trainspotting” de 1996, quando dois dos atores principais do filme saem em desabalada carreira pelas ruas de Edimburgo, com um deles proclamando o famoso texto “Choose life, choose a job, choose a career, choose a family…”, espécie de mantra da vida louca da juventude britânica dos anos 90.
Mas em T2 “Lust for Life” vem diferente, mexida, em remix do grupo Prodigy. Assim como a explosiva “Born Slippy. NUXX”, da icônica banda eletrônica Underworld, outro hino do primeiro filme que aparece na trilha desta sequência que estreia agora como “Slow Slippy”. A música do Underworld, 20 anos depois, foi desconstruída e reconstruída em ritmo lento, devagar, como que refletindo o envelhecimento do filme.
“T2” modifica, portanto, dois clássicos da obra de 1996 que não deveriam nunca serem modificados, porque, enfim, clássicos. Mas ficou tudo muito bom.
A trilha sonora de “Trainspotting” de 1996 é tão importante quanto o filme em si e o livro que o gerou. A música fez parte da trama quase como um personagem. Não é um mero enfeite musical. Misturou figurões como Iggy Pop, Blondie, New Order, Lou Reed com novidades fundamentais de seu tempo.
Refletiu o espírito da época da “cool Britannia” dos meados dos 90 e botou Pulp e Blur representando o fenômeno britpop e lançou a citada música do citado Underworld, o que ajudou a fazer a música eletrônica sair dos clubinhos e chegar ao mainstream.
Talvez com menos impacto, mas tão boa quanto, a trilha de “T2” vai pela mesma… trilha do original. Refez Iggy Pop e o hoje clássico Underworld, convocou The Clash, Queen, Run DMC e jogou luz em excelentes nomes novos como Young Fathers, Wolf Alice e Fat White Family.
Este último, maravilhoso grupo de Londres de um certo pós-punk indie de sonoridade quase própria, apenas dois álbuns e muito barulho no underground britânico, prolífico em seus shows doidos e experimentais tanto quanto nos eventos que promove em torno da banda, já entrou em um hiato para “acalmar” um pouco, alegando que a vida louca anos 2010 que estavam levando poderia matar algum deles.
Enfim, uma banda totalmente “Trainspotting”.