Em velvet underground:

Sem cansar de ser cool, Father John Misty grava uma cover de Velvet Underground

>>

fjmmain

Atração de luxo do Coachella 2017, o muso Father John Misty aproveitou este intervalo entre os dois finais de semana em que o festival da Califórnia é realizado para mostrar que está envolvido em outras frentes.

Ele, que lançou recentemente seu novo álbum, “Pure Comedy”, reeditou a clássica “Who Loves The Sun”, do Velvet Underground, para a trilha sonora do filme “Shangri-La”, lançado ano passado.

O som foi revelado pelos Mondo Boys, responsáveis pela curadoria da trilha, em uma mixtape. Além do FJM, Jonathan Rado, do Foxygen, também está na relação musical do projeto.

“Who Loves The Sun”, na voz de J. Tillman, pode ser ouvida no minuto 2:58 do player abaixo.

>>

Peter Doherty faz karaokê coletivo em show e canta Oasis, Velvet Underground e Leonard Cohen

>>

Fotos: The Upcoming

Fotos: The Upcoming

O complicado e complexo Peter Doherty lançou semana passada o bem aceito disco solo “Hamburg Demonstrations”. Na estrada para divulgar a obra com sua banda The Puta Madres, o cantor e guitarrista do Libertines fez um show intenso em Kentish Town nesta semana, de acordo com relatos da imprensa inglesa.

Além das novas músicas e de sons do próprio Libertines e do Babyshambles, sua ex-banda, Doherty entoou canções clássicas de outras bandas e artistas em sua apresentação.

Ele misturou, por exemplo, “Ride Int The Sun”, da Velvet Underground, com “Don’t Look Back in Anger”, do Oasis, em um mashup honestíssimo. Sobrou tempo ainda para uma versão de “Hallelujah”, do grande Leonard Cohen, esta com seu parceiro Carl Barat na bateria.

Aliás, seu mais que amigo Carl também tocou em canções do Libertines como “You’re My Waterloo” e “Up in the Bracket”. Tudo, claro, foi devidamente registrado e pode ser curtido abaixo.

>>

John Cale celebra o Velvet Underground com alguns amigos, tipo o Doherty e o Carl

>>

040416_johncale2

O grande John Cale fez um show especialíssimo na noite de ontem, na Philharmonie de Paris, celebrando o clássico álbum de estreia do seu Velvet Underground, “The Velvet Underground & Nico”.

Cale apresentou todas as músicas (fora da ordem original) e ainda encorpou o set com canções do segundo álbum de sua banda com Lou Reed, “White Light/White Heat”.

Não bastasse a ótima notícia do show em si, a noite ainda contou com um time respeitável de convidados cantando com Cale, entre eles a dupla Pete Doherty e Carl Barât (Libertines), Mark Lanegan, Animal Collective, Étienne Daho, Lou Doillon.

Abaixo alguns registros que aos poucos estão aparecendo.

>>

Vinyl “rouba” outro artista da Popload, destrói o rock progressivo e mostra show lindo do “Velvet Underground”

>>

* Entrou domingo à noite no looping de exibições o segundo episódio da ótima série Vinyl, dramatização dirigida por Martin Scorsese e idealizada por Mick Fucking Jagger sobre uma das combinações espaço/tempo mais eletrizantes da história do rock: a Nova York de 1973. Está ali, em ebulição, o resquício das revoluções dos anos 60, a chegada do hard rock britânico nos EUA, a encheção e esgotamento inevitável do rock progressivo, o nascimento do punk, da disco, do hip hop, tudo sob o olhar de um dono de gravadora chapadão, com questões familiares e filosóficas a resolver entre uma carreira e outra de cocaína, um filme e outro do Bruce Lee, uma zoada em alemães de ricos conglomerados que querem comprar seu negócio. Esse é o resumo “rápido” do espírito de “Vinyl”.

No segundo programa da série, a bonequinha Natalie Prass, destaque da nova música do Popload Festival de 2015, encarnou a frágil Karen Carpenter, vocal e bateria do extrafamoso Carpenters, duo que fazia com o irmão Richard, lançou uns 350 singles de sucesso e naquele “fatídico” ano de 1973 estourou mundialmente também com a conhecidérima “Yesterday Once More”, uma das músicas mais tocadas em rádios FM como Alfa e Antena 1 na história. Em “Vinyl”, Natalie apenas dá a cara a Karen (veja foto abaixo). A voz, interpretando a música, é da distinta cantora folk pop Aimee Mann.

Screen Shot 2016-02-22 at 19.13.25

As incríveis citações musicais e as reinterpretações de nomes históricos com artistas de hoje são a marca do seriado. Logo no começo deste segundo episódio, o Velvet Underground “aparece” tocando, com a musa Nico e tudo. Nos é contado que o casal principal do seriado, o chefão Richie Finestra (Bobby Cannavale) e a lindona Devon (Olivia Wilde) se conheceram anos antes, mais precisamente em 1967, em um show do grupo de Lou Reed, produzido pelo artista Andy Warhol. A passagem é incrível e temos em vídeo, abaixo. Quem faz o papel de Lou Reed no Velvet Underground recriado é o ex-baterista do indie The Drums, o rapaz Connor Hanwick. Mas a voz que canta a climática “Venus in Furs” e a sensacional “Run Run Run”, ambas do histórico disco “The Velvet Underground & Nico”, o mitológico disco da banana cuja capa é um desenho de Andy Warhol, é do nosso amigo Julian Casablancas, dos Strokes. Julian Strokes e Connor Drums são de Nova York.

Neste episódio 2 de “Vinyl” surge forte o esgotamento da cena progressiva viagenzística colossal e rebuscada, que iria verter anos depois, na Inglaterra e nos EUA, na levada simples, cru e energética do punk. Isso é transpirado por “Vinyl”. Em uma sequência uma atrás da outra, Richie se vê tendo uma epifania, prefere usar uma camiseta do Black Sabbath a uma do Pink Floyd, diz que o rock precisa de energia e manda esquecer Yes e a porra do Emerson, Lake and Palmer, quebra um disco do Jethro Tull, demite um funcionário e manda o cara não se esquecer de levar o pôster do Jefferson Airplane com ele. Um massacre.

“Rock’n’roll é rápido, sujo e ‘smash into your head'”, clama Richie. “Tem que ser a canção que te faz cantarolar, te faz lembrar dela na manhã seguinte. Faz ligar para a rádio que tocou para perguntar que música era aquela. Faz arrepiar os pelos do corpo. Faz dançar, foder ou dar uma bica na bunda de alguém”.

No capítulo de ontem, reaparece em cena a banda punk do filho do Mick Jagger, James, outro que já apareceu por aqui para tocar em Popload Gig (o do James Murphy). Jagger Jr. é o vocalista da Nasty Bits (foto abaixo), banda desbocada em teste para ver se é contratada pela gravadora de Richie. O Nasty Bits, na real, usa músicas feitas por Lee Ranaldo, ex-guitarrista do Sonic Youth. Em “Vinyl”, a banda por trás de James Jagger é formada pelos caras da indie Beach Fossils, do Brooklyn.

Screen Shot 2016-02-22 at 19.16.24

Tem muito mais referências em “Vinyl” que um simples post pode comportar. Quem é o menino que faz o Jerry Lee Lewis naquele inserto de “Breathless”?

Ah, quer ouvir como ficou os Carpenters em “Vinyl”, com a Aimee Mann?

>>

Alerta para corações partidos: Courtney Barnett faz cover matadora de John Cale

>>

15abr_courtneybarnett

Nome mais emergente do novo-novo-indie, a incrível Courtney Barnett não para de ver seu nome envolvido em notícias deliciosas.

A cantora australiana, com disco de estreia bombado em todos os cantos, lançou no último fim de semana um single especial para o Record Store Day, com a faixa “Kim’s Caravan”, um dos pontos altos de seu disco novo.

Como b-side, Courtney reeditou a clássica “Close Watch”, de John Cale, ex-Velvet Underground, lançada originalmente na década de 70. Com sua voz doce e traços de melancolia, a versão ficou de partir o coração.

Atualmente, Barnett excursiona pela sua terra natal e inicia turnê na América do Norte no mês que vem.

>>