Em vinyl:

Novo pacote da trilha de “Vinyl” inclui Julian Casablancas, Costello, Charli XCX e Chris Cornell

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Foi enfim finalizada hoje a divulgação de todas as 17 faixas que formam a parte 1 da trilha sonora da bombada série “Vinyl”, no ar pela HBO.

A última leva de canções traz Julian Casablancas evocando Velvet Underground mais uma vez, agora na faixa “Venus in Furs”. Ele também posta sua marcante voz em outros dois clássicos do grupo, “White Light / White Heat” e “Run Run Run”, tocadas durante episódios na TV.

Quem também apareceu na derradeira lista é a cantora Charli XCX. Ela fez uma reedição para “No Fun”, dos Stooges. Os veteranos Chris Cornell e Elvis Costello completam o time com versões para “Stay With Me Baby” (Terry Reid) e “Back Stabbers” (O’Jays), respectivamente.

A trilha sonora completa, que inclui ainda nomes como Iggy Pop, The Arcs e Royal Blood, pode ser ouvida abaixo.

* A lista de músicas que entram no disco ficou assim:
Vinyl: The Essentials: Best of Season 1

01. Jess Glynne, Alex Newell, DJ Cassidy with Nile Rodgers – “Kill The Lights”
02. Charlie Wilson – “Alright Lady (Let’s Make A Baby)”
03. Elvis Costello – “Back Stabbers”
04. Trey Songz – “Life On Mars?”
05. Iggy Pop – “I Dig Your Mind”
06. Charli XCX – “No Fun”
07. John Doe – “Strychnine”
08. Royal Blood – “Where Are You Now”
09. The Arcs – “Watch Your Step”
10. Chris Cornell – “Stay With Me Baby”
11. Ty Taylor – “I’ve Been Wrong So Long”
12. Nasty Bits – “Woman Like You (A E I Want You)”
13. Sturgill Simpson – “Sugar Daddy (Theme from Vinyl)”
14. Julian Casablancas – “Venus in Furs”
15. Charlie Wilson – “Love, I Want You Back”
16. Humble Pie – “Black Coffee”
17. Nate Ruess – “I Wanna Be With You”

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Pancada: Royal Blood lança canção inédita especialmente para o seriado Vinyl

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Opa, opa. Olha só a explosiva dupla Royal Blood com novidades. O incrível duo indie-garagem de Brighton, Inglaterra, algo sumido depois do turbilhão que causaram com seu disco de estreia e turnê que varreu o mundo, reapareceu para botar seu nome no seriado Vinyl.

“Where Are You Now?” é a “música da semana” que entra na trilha da série, até então uma faixa inédita dos ingleses. Mike Kerr, o vocalista/baixista, disse que a inspiração veio de uma declaração de Richie Finestra (personagem central da produção), que falava sobre a primeira vez que uma determinada música provoca sensações do tipo “arrepiar a nuca, fazer dançar ou querer surrar alguém”. “Queria fazer uma música que provocasse esse tipo de sensação”, resumiu Kerr.

O Royal Blood não deu indícios se já prepara um disco novo. Por agora, ficamos “apenas” com “Where Are You Now”.

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Descobrimos mais um detalhe sobre o espetacular vídeo do Edward Sharpe: ele foi dirigido por Olivia Wilde, de Vinyl. Ela sem maquiagem

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Falamos ontem da nova música e do novo vídeo da nossa banda indie-hippie-folk preferida Edward Sharpe and the Magnetic Zeros. O clipe para “No Love Like Yours”, maravilhoso do começo ao fim, foi dirigido por Olivia Wilde e filmado todo com iPhone.

Olivia Wilde, você deve saber, é estrela do seriado da HBO “Vinyl”, de autoria de Martin Scorsese e Mick Jagger e que sempre ganha um “recap musical” na Popload.

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Enfim: música linda, vídeo idem, muito bem dirigido e tal. Dando uma passada pelas “redes”, achamos várias chamadas do tipo “Olivia Wilde esbanja beleza no set de filmagem”, “Olivia Wilde dirige vídeo SEM MAQUIAGEM”, “Mãe de um filho, Olivia Wilde postou a foto da filmagem em seu Instagram”. Ãh? Pensa como seria estranho (e irrelevante) uns títulos como “Mick Jagger dá entrevista sem make” “Pai de muitos filhos, Mick Jagger produziu a série…”.

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Na matéria do Daily Mail, inclusive, até as olheiras da diretora são citadas. E que ela tem um filho. Daí, o que ela está vestindo, detalhadamente. E então, uma linha sobre este seu “major project” como diretora. Achamos que seria uma ótima oportunidade para sair “em defesa” da talentosa (e sim, linda) Olivia e também para postar este vídeo novamente. Eles merecem. :-)

*Todas as imagens deste post são do Instagram da Olivia Wilde.

“Vinyl” desencana da Popload no episódio 3, inventa o hip hop, demite o Status Quo e destaca Alice Cooper

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* Já está “em cartaz”, desde domingo à noite no meio do Oscar, o terceiro episódio de “Vinyl”, a ótima série de TV de autoria de Martin Scorsese e Mick Jagger bancada pela HBO e que mistura drama de seriado à história do rock (do punk, do hip hop e da disco). Nova York, 1973, é o tempo e espaço. E o legal é usar a nova música para falar da velha música, quando a velha música era nova e tudo mais.

Numa semana atrapalhada para nós, e às vésperas do quarto episódio, a gente ainda quer pontuar algumas coisas do terceiro, para ficar “em dia” com a música de “Vinyl”.

Depois de terem “pegado emprestado” a Natalie Prass e o James Jagger dos shows da Popload, a série esquece a gente um pouco (tirando o recorrente Jagger Jr., claro) e mexe com outras coisas.

A vinheta inicial é linda, com uma agulha navegando um disco de vinyl com uma beleza microscópica de pegada Super-8 que é um negócio. A música de abertura é “Sugar Daddy”, da trilha sonora original mas em versão lo-fi, que é de autoria de Sturgill Simpson, artista da nova onda da country music americana.

Na mistura de música e drama e assassinatos e traições, o último “Vinyl” mostra o capo da gravadora American Century Records, “nosso herói” Richie Finestra (Bobby Cannavale), dando uma enxugada no cast da empresa, mandando embora as bandas que não vendem e nem importam mais para aqueles tempos. A banda inglesa de hard rock psicodélico Status Quo é uma das descartadas. Alguém na mesa até tentou defender o grupo, que “teve um hit em 1968”, mas ali, às vésperas do punk, o argumento não colou.

O veterano roqueiro glam Alice Cooper meio que domina o seriado neste episódio. Na época da trama e depois de passar como apenas um cara freak com um ou outro single bom, o cara está bombando comercialmente com seu rock teatral. Seu álbum “Billion Dollar Babies”, de 1973, está em primeiro lugar nas paradas. E chegou a hora de ele dar uma zoada na indústria. E em “Vinyl” s01e03 a gente vê isso bastante. O empresário de Alice Cooper, na série interpretado pelo ator Dustin Ingram (ninguém da música aqui, portanto), elogiou toda a passagem de seu pupilo pelo episódio. Disse que “até a parte do golfe” está boa.

Toda a performance de “Alice Cooper” no episódio de “Vinyl” está aqui, incluindo a hora em que ele canta “I Love The Dead”. “Ele”, no caso de “Vinyl”, é o maluco cantor performático californiano Andrew WK, a voz da boca de Dustin Ingram.

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Mas a melhor parte, achei, foi quando o episódio se vira para um DJ que estava fazendo scratches e mixando umas músicas soul e funk e irritando velhinhos tradicionais num galpão de alguma quebrada do Bronx. O cara estava nas picapes picotando as músicas famosas, tipo “Get Up I Feel Like Being a Sex Machine”, do James Brown, e “Jungle Boogie”, do Kool and the Gang, tirando as melhores partes, os “breaks”, e misturando tudo na mixagem. E os velhinhos reclamando, porque queriam ouvir a música inteira. O DJ era, apenas, Kool Herc, o precursor do hip hop, no episódio 3 de Vinyl interpretado por Dominique Johnson.

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Manifesto Stones: o que podemos aprender com “Vinyl” (ou, melhor, com a história do rock)

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* Acho que é o tipo de texto que não cabe taaaaanto aqui, porque o assunto é tratado aqui bastante. E o tipo de leitor que frequenta este espaço deve concordar com tudo. Originalmente, a crítica do primeiro show da banda Rolling Stones em São Paulo foi feito a pedido da Folha de S.Paulo, para ser publicado na internet, para seu público “amplo”. E para esse público amplo foi escrito. É um pensamento-manifesto que alimenta a existência de sites como este. Então, mesmo com cara de deja vù, vale o repeteco aqui, agora. Pelo menos o texto tem uma armadilhazinha. Então, saiba como foi o evento Rolling Stones em SP, na humilde visão deste que vos escreve.

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O conceito “Panela velha é que faz comida boa” precisa ser revisto urgentemente no Brasil, com o perdão da referência “batida”. Porque o que se viu quarta-feira à noite no Morumbi, em São Paulo, foi um show com o jeitão de “viagem no tempo”, animado até, mas que de forma gritante carecia de uma energia que naturalmente se perdeu em sua essência, em sua alma: o tal do “teen spirit”.

Se a questão principal hoje na música é mesmo sentir se o rock está morto ou não, ou o “quão morto” está, assunto recorrente em shows assim inclusive aqui na Ilustrada, então não havia melhor hora e lugar para se pensar nisso do que anteontem no “velho” estádio gigantesco da cidade (e não nas suas novas e modernas arenas), cenário acidental ideal para a ocasião, e no qual chuvas fracas e fortes lavavam corações e mentes daquele mundo de gente reunida, capaz de cantar praticamente todas as músicas sem precisar buscar as letras no Google, via celular.

E, então, eis que a banda, nossa velha conhecida, subiu ao palco no horário marcado, britanicamente. Já com a intenção de conquistar de vez o público logo no começo, disparou o primeiro hit clássico dos muitos que viriam a seguir. Muitas memórias.

No hoje bastante discutido “Vinyl”, seriado de TV idealizado, curado e produzido pelo personagem principal da vida real desta noite, o velho Mick Jagger, o personagem principal da série (mais ou menos) ficcional, um executivo chapadão da indústria musical, tem uma visão, uma epifania ao ver uma banda nova. E reclama aos seus sócios donos de gravadora que um novo rumo deveria ser tomado, lááá em 1973 . Mais ou menos assim: “Rock’n’roll é uma baita energia. Rock’n’roll, quando você ouve algo novo, é rápido, sujo, como se você tivesse levando uma porrada na cabeça”.

Daí que, corta para fevereiro de 2016, lá estava a veterana banda correndo a beça no palco, parecendo se divertir e divertir na mesma proporção, procurando mostrar um gás que a idade visivelmente limita, mas que de alguma forma está ali, já que o rock, afinal, vive, sim. É até bonito de ver, porque clássicos são clássicos e vice-versa, é referente de várias coisas, várias vidas. Mas cadê a porrada na cabeça?
E então os Titãs (sim, este texto se refere até aqui, o tempo todo, aos Titãs) terminam seu show protocolar, saem de cena, mais chuva vem e a dispersão pré-atração principal faz o grupo paulistano ser praticamente esquecido depois de seu último riff, da última palma.

Nada contra Titãs e bandas nacionais que têm lá seus clássicos, sua história, mas devia ser criado aqui no Brasil uma Las Vegas particular, sei lá, um circuito mais bem definido qualquer para grupos desse perfil (e idade), porque o rock não está morto, ok, mas precisa estar renovado e em constante mutação, porque senão morre e leva junto tudo o que a ele está ligado: rádios, imprensa, casa de shows cheias, público.
A produção dos Rolling Stones no Brasil, com o jogo ganho porque Stones é Stones, perdeu a boa oportunidade de botar uma ou duas bandas novas como atração de abertura, para contribuir na busca da tal “energia” citada acima, saída da boca do protagonista de “Vinyl”.

Ah, e sobre o show dos Rolling Stones em si, esse foi espetacular, lato sensu, como esperado, como sempre repetido em resenhas desde, sei lá, Altamont 1969. Nenhuma novidade aqui. Setentões superconectados entre si e com sua música que não perderam o “teen spirit” e ainda movem o caminhão de hits inesquecíveis que fizeram e que, alguns deles, ainda hoje, vêm como uma porrada na cabeça. A “Las Vegas” de artistas como os Stones é bem mais ampla.

* Foto da chamada: Manuela Scarpa

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