Em Violent Femmes:

Um festival para indie raiz não botar defeito. Vem aí o Cruel World, com Morrissey, Blondie, Bauhaus e grande elenco. Só que na Califórnia…

>>

Morrissey Performs at The Anthem in Washington, D.C.

A “velharada indie”, com todo o devido respeito, está em festa. É que a gigante Goldenvoice, produtora responsável por eventos como o Coachella, resolver fazer um festival voltado para a galera que já era indie lá nos anos 80.

Dia 2 de maio, a cidade de Carson, na Califórnia, vai receber o Cruel World, festival que reunirá grandes ícones da new wave, do pós-punk, do gótico e tudo mais.

Entre as atrações estão Morrissey, o Bauhaus com formação original, o Blondie, o Devo e o Echo and the Bunnymen. Tem ainda Gary Numan, Marc Almond, KVB, Violent Femmes, The Psychedelic Furs, Public Image LTD. e até o She Wants Revenge. Pensa…

Os ingressos serão colocados à venda nesta sexta-feira, 14 de fevereiro. Animou?

110220_cruel

>>

Niiice. O incrível Violent Femmes na TV, mostrando o novo single, após quase duas décadas

>>

240216_vfemmes_slider

Uma das bandas mais peculiares do indie em todos os tempos, de Milwaukee, Wisconsin (sabe o que é ser uma banda indie do Wisconsin?), o Violent Femmes é dos anos 80, mas se encaixou tão perfeitamente na revolução indie americana do comecinho dos 90, a partir do grunge, que seu primeiro disco, de 1983, virou hit anos depois e a banda se tornou lá atrás um, sei lá, Arcade Fire em termos de culto. Da bateria à guitarra e principalmente o vocal, nada era “normal” no Violent Femmes.

Daí que 16 anos depois, a banda norte-americana vai lançar seu primeiro álbum. “We Can Do Anything” será lançado dia 4 de março e terá 10 faixas. E, 16 anos depois, o disco fez o grupo aparecer em um talk show na TV (do grande Stephen Colbert) para mostrar seu novo single, “Memory”. De quebra, tocaram a classuda “Blister in the Sun” para o site do programa, com participação do apresentador.

“We Can Do Anything”, o disco, foi gravado em diversas cidades, incluindo praças como Nashville, Los Angeles e Denver.

>>

Love love love – Uma session com o incrível Violent Femmes

>>

Screen Shot 2015-07-22 at 8.24.06

* Tenho uma passagem muito triste com o Violent Femmes, haha. Uma das bandas mais peculiares do indie em todos os tempos, de Milwaukee, Wisconsin (sabe o que é ser uma banda indie do Wisconsin?), o Violent Femmes é dos anos 80, mas se encaixou tão perfeitamente na revolução indie americana do comecinho dos 90, a partir do grunge, que seu primeiro disco, de 1983, virou hit anos depois e a banda se tornou lá atrás um, sei lá, Arcade Fire em termos de culto. Da bateria à guitarra e principalmente o vocal, nada era “normal” no Violent Femmes.

Daí que eu morava em Londres, em 1991, no meio daquela atmosfera de revolução, quando uma tour dos Femmes chegou à cidade com o show de lançamento do ótimo disco deles, “Why Do Birds Sing”, o quinto da banda. Iria ser um concerto de dois discos, na verdade. O do novo e o do cheio de hits, o álbum de estreia, que anos depois estava vendendo como água e participava lindamente do zeitgeist da época.

Obviamente os ingressos esgotaram em segundos e eu não consegui comprar. Fui à porta comprar de cambista e os preços dos poucos que restaram na mão da cambada equivaliam a, vamos dizer, umas dez vezes o valor real, de tanta procura. Esperei o show começar, para ver se algum cambista via minha cara de tadinho e aliviava no valor e fazia por “apenas” umas quatro vezes o preço facial. Afinal, com os caras já no palco era a última chance de os caras não morrerem com o ticket na mão. Mas quá!

A “nova ordem” era para cobrar ainda mais caro do caro que já estava. E eu vi um cambista mandando um “Então tá”, para mim, e indo embora com dois ingressos na mão, sem vendê-los. E eu fiquei do lado de fora do clube (nem lembro mais onde era), ouvindo um fiapo de som que vinha de dentro da casa.

Se eu não me engano, o Fabio Massari me contou que estava nesse show. E eu nunca mais consegui não lembrar do fato toda vez que o nome Violent Femmes aparece na minha frente. Tipo agora. E olha que depois dessa data fatídica eu consegui ver a banda ao vivo pelo menos umas duas vezes. Mas, naquela “tal”, não. Acho que enquanto eu for vivo vou sempre lembrar disso.

Enfim, daí que o Violent Femmes não só voltou a fazer shows ainda hoje como continua dentro de sua peculiaridade de banda esquisita do Wisconsin conforme a conhecemos. O grupo ensaia uma volta desde 2013, mas a partir de um convite para uma série de shows no Revéillon da Austrália tudo ficou mais, hum, “sério”.

Eis que recentemente o Violent Femmes passou pelos estúdios da rádio KXT, 91.7 FM, do Texas, para mandar uma nova e duas “das antigas”. Mesmo. O tiozão Gordon Gano, uma das mais reconhecíveis vozes da música alternativa desde o começo dos anos 80, continua gênio.

>>

>>

Love, love, love, love, love… A volta do Violent Femmes

>>

050315_violentfemmes

Por essa a gente não esperava. A veterana banda de rock alternativo Violent Femmes, surgida lá na década de 80 quando o pós-punk era tendência, mostrou sua primeira música inédita em 15 anos. “Love Love Love Love Love” é uma ode ao típico romance antigo, “a bit of Southwestern bossa nova flair”, informa o grupo.

O Violent Femmes, depois de um longo hiato, voltou para se reunir no Coachella de 2013. Desde então, arrumaram um novo baterista – Brian Vigilone (Dresden Dolls) – fizeram shows esporádicos e terminaram o ano passado com tour na Oceania, onde gravaram esta e outras faixas em um estúdio na Tasmania.

As gravações vão resultar em um EP de quatro faixas, com o sugestivo título “Happey New Year”, já que todas foram gravadas na passagem de ano. O registro será lançado dia 18 de abril, dentro do Record Store Day.

Gordon Gano, guitarrista e um dos fundadores do grupo, disse estar muito feliz em oferecer novas canções ao público que ama sua música e honrado em poder alcançar pessoas que vão ouvi-los pela primeira vez.

>>