Em vows:

Kimbra "sacode" os EUA e já tem convite para cantar no Brasil

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* No último South by Southwest, em março, no Texas, eu estava pronto para ir embora do La Zona Rosa em disparada para ver outra das 400 opções de shows no mesmo horário quando a cantora Kimbra ia começar sua apresentação. Resolvi ficar um pouquinho para ver o começo e acabei ficando até o final. E até aplaudi. E fiquei pensando que o legal é ela, não o Gotye.

Bastante conhecida da galera indie na Oceania, a neozelandesa, 21 anos, virou “internacional” depois de ser coadjuvante do vídeo do Gotye, a praga “Somebody That I Use to Know”, que tem hoje, perto de um ano de seu lançamento, algo em torno de “apenas” 233 MILHÕES de views, provavelmente o vídeo de música nova mais acessado dos últimos tempos. Kimbra é a “parte feminina” da bacana canção indie-brega.

Depois de alguns showzinhos com o Gotye (e esse sozinha no Sxsw) pela América, eis que Kimbra lança seu CD de estreia, “Vows”, nos EUA e na Inglaterra. O álbum já tinha saído na Austrália e na Nova Zelândia, com algum barulho, no ano passado. Mas agora é “para valer”. Até porque ela começou nesta semana uma vasta turnê americana abrindo para o Foster the People.

“Vows”, em uma semana, vendeu cerca de 22 mil discos, número bom considerado que é de uma artista pequena. Tanto que isso representa o 14º lugar entre os mais vendidos na parada da “Billboard”.

“Vows” é bem bom. Kimbra tem uma voz boa, pop, algo que paira de modo interessante sob uma mistura esquisita de Florence (sem o surto louco dos refrões), Bjork e jazz. Mas ela tem uma fofurice interpretativa (quase teatral) que encanta. Isso, ela interpreta as músicas dela. A postura é cênica e a voz funciona como um instrumento de sua banda, não uma alegoria. Aliás, a banda dela, uma molecada ali da Austrália/Nova Zelândia, é bem boa.

Semana passada Kimbra cantou ao vivo para o programa do entrevistador Jimmy Kimmel e fez um show no Hollywood Forever Cemetery, em Los Angeles. Ontem, já com o Foster the People, se apresentou no Central Park, em Nova York.

Se liga em alguns momento da Kimbra:

1. cantando no Jimmy Kimmel seu “velho” hit, “Settle Down”.

2. cantando/tocando sozinha a mesma música, com loops e samplers de sua voz, num showcase do Sxsw, em março.

3. E ela anteontem no Central Park, dando uma colaborada no show do Foster the People, cantando “Warrior” para eles.

* Sim, você leu lá em cima. Kimbra tem convite para tocar neste ano no Brasil. Ainda não disse nem que sim, nem que não.

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Segura a Kimbra agora

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* Kimbra é neozelandesa, tem 21 anos e está talhada a virar a presença feminina mais forte na música pop nos próximos dois meses, pode esperar. Aliás, se uma garota que está de carona em um vídeo com mais de 100 milhões de views no Youtube já não ter uma presença forte…

Kimbra (o nome dela é mesmo Kimbra) é a convidada pelo fenômeno belga-australiano Gotye no vídeo “Somebody That I Used to Know”. Faz a parte feminina da DR indie que os dois têm na música mais tocada hoje nos EUA e Inglaterra.

Agora Kimbra segue forte sua vida própria, sempre em números grandes. Já recebi 200 emails avisando dos shows que ela vai fazer no festival South by Southwest, do Texas, na semana que vem. Seu disco de estréia, “Vows”, que saiu em agosto do ano passado na Nova Zelândia/Austrália, tem data de chegada ao mercado americano no dia 22 de maio. Nos EUA, o álbum chega turbinado com canções novas.
Kimbra vai integrar a grande turnê americana que o Gotye vai fazer a partir do fim do mês. Depois, no final de maio, emenda uma tour sozinha, como atração de abertura do bombado grupo indie Foster the People.
Ainda agora em março e no meio de abril, vai se aventurar solo em Nova York, com dois shows, um no Mercury Lounge, outro no Troubadour. As duas datas estão esgotadas, já.

Nasce uma estrela.

* Abaixo, o vídeo de “Settle Down”, velho single (2010) que ainda está com um desempenho bem fraco no Youtube. Só 7,5 milhões de views.

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