Em war on drugs:

The War on Drugs prepara a chegada do novo álbum com single homônimo. Ouça e veja “I Don’t Live Here Aymore”

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* O maravilhoso indie brejeiro da bandaça War on Drugs está de volta com a faixa-título de seu novo disco, “I Don’t Live Here Aymore”, o quinto dela, que será lançado no mês que vem, dia 29 de outubro. Que tem uma capa lindona, esta abaixo:

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É o segundo single do novo álbum. O primeiro foi para a música “Living Proof”, que quebrou um hiato de mais de quatro anos da banda sem inéditas, desde que lançaram o grande “A Deeper Understanding”, em 2017

Junto de “I Don’t Live Here Aymore”, a música, que tem “backing-vocals convidados”, da banda Lucius, vem o vídeo, filmado em Los Angeles, que faz referência a vídeos clássicos de rock’n’roll do passado. Reconhece alguns?

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Top 10 Gringo – War on Drugs volta nas cabeças, óbvio. O experimental Yves Tumor experimenta nosso pódio. E forçamos o Fontaines DC em terceiro, porque merecem

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* Na semana em que nossa banda favorita resolver reaparecer ficou complicado para qualquer outro artista ganhar algum destaque. Mas a gente lutou para achar outros merecedores de destaque – é que até que foi uma semaninha bem devagar, com vários discos recebendo resenhas mornas e algumas bizarrices como o Foo Fighters relendo Bee Gees e o Radiohead inventando uma “Creep” loucona de nove minutos.

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1 – War on Drugs – “Living Proof”
Uau. Uma das prediletas da casa quebrou o silêncio de quase quatros anos e reapareceu anunciando disco novo. Adam Granduciel e sua turma chegam em outubro com seu quinto disco, “I Don’t Live Here Anymore”. Já no primeiro single um petardo em forma de balada lenta que vai crescendo aos poucos, como é característico da banda. E a gente começa a rascunhar um disco no topo dos álbuns do ano com um trabalho que nem escutamos ainda…

2 – Yves Tumor – “Jackie”
Afeito a toques mais experimentais e eletrônicos, é um barato ver Sean Bowie, real nome do músico e produtor americano Yves Tumor, em algo tão direito e quase roqueiro – com uma letra rasgada de sofrimento por uma pessoa, será? Essa mudança de clima repentino em um EP surpresa nos faz lembrar de um outro Bowie, que gostava de mudar os rumos assim do nada. Exagero?

3 – Fontaines D.C- “I Was Not Born”
Qualquer desculpa é uma desculpa para colocar os nossos queridos irlandeses do Fontaines D.C em algum lugar do nosso top 50. Um supervídeo para o maravilhoso programa online francês “La Blogothèque” é mais do que uma boa razão. Sem falar na maravilha que é esta música, do disco do ano passado deles, o “A Hero’s Death”.

4 – Willow – “t r a n s p a r e n t s o u l”
Filha do hip hop com a heavy metal, 20 anos de idade lançando seu quarto álbum da carreira, lá vem a Willow atirando para tudo quanto é lado. E acertando em vários lugares. A pretensão deste conhecido single resgatado aqui, parceria dela com o baterista estrela Travis Baker, do Blink 182, é “ressuscitar o rock” na terra do hip hop e trap. A intenção dela (e da Olivia Rodrigo) é boa, gente. Deixa a menina.

5 – Wavves – “Hideaway”
A gente classificou aqui uma vez o som do Wavves como indie-spank-surf-pop-punk. E essa é a melhor definição para “Hideaway”, um dos excelentes sons que estão no novo álbum dos californianos, que leva justamente o nome da faixa. Vale a atenção de fãs do TV on the Radio: David Sitek está na produção por aqui e dá para notar sua mão em sons como “Caviar”, onde o Wavves abre um pouco mão do seu som mais rotineiro.

6 – Clairo – “Blouse”
A gente já tinha ficado de cara quando a jovem cantora indie-folk americana Clairo apareceu no Tonight Show com esta ultra delicada “Blouse”, agora ela é das mais fortes de seu novo álbum, “Sling”, um álbum nem tão forte assim. Culpa do produtor coxa Jack Antonoff e sua mania de desacelerar meninas? De todo modo, nesta “Blouse”, impressiona a o quão pouco a Clairo precisa para criar uma cena completa sobre um cara que só olha para o seu corpo sem escutar nada do que ela fala. Clairo, ainda que novinha para encarar fardos tão pesados como abusos do tipo, consegue botar sua música a serviço de lutas que não são só dela.

7 – Haim – “Cherry Flavored Stomach Ache”
Tem Haim em um novo filme da Netflix, “A Ultima Carta de Amor”. Não vimos o filme para emitir uma opinião, estreia nesta semana, mas ainda que bem diferente na instrumentação a música original das irmãs é bem boa. Tem um toquezinho de country ali e tudo funciona ainda que de uma maneira pop, do jeitão delas.

8 – The Cribs – “Finger-Nailed for You”
A gente às vezes deixa de lado bandas bem queridinhas de outras épocas, que seguem a vida ainda que de um jeito anacrônico, fechadas em seus mundos. No caso dos Cribs, eles lançaram um disco ano passado que precisamos dar uma nova atenção, confessamos. Mas enquanto isso ficamos com esse cover que eles soltaram da banda inglesa Comet Gain, em celebração ao selo norte-americano Kill Rock Stars. Algumas voltas sem chegar a nenhum lugar. Mas, ainda assim, é um Cribs, né?

9 – Dee Gees – “Night Fever”
Amiga e amigo, “Night Fever” é uma música tão fora de série e emblemática que é difícil fazer bobagem com ela. A versão do Foo Fighters é até que honesta, vai.

10 – Radiohead – “Creep (Very 2021 Remix)”
Quando a gente pediu novidades do Radiohead não era bem isso que estava nos planos, mas enfim são novidades do Radiohead. E, mesmo que isso seja um remix bizarro da faixa mais pop (há controvérsias) da banda, já é algo.

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* A imagem que ilustra este post é do vocalista e guitarrista Adam Granduciel, do War on Drugs.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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The War on Drugs manda uma prova de vida linda. E anuncia novo álbum para outubro

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* Até que enfim temos novas, e boas novas, da ótima banda americana The War on Drugs, da Filadélfia. Talvez não seja mais da Filadélfia, a esta altura, porque eles apareceram agora para anunciar o novo disco, “I Don’t Live Here Anymore”, o quinto deles, marcado para sair no dia 29 de outubro. Vamos acompanhar.

A capa, veja, é bem boa. Talvez a melhor de 2021 ou é precipitado dizer?

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Junto com o anúncio do álbum novo, o primeiro em mais de quatro anos, desde o lindo “A Deeper Understanding”, de 2017, eles soltaram um novo single também, com vídeo. A música, beeeeeeeeem calminha no estilo americana da banda americana (hummmm…), se chama “Living Proof”, talvez outro título simbólico para o momento War on Drugs. Countryzinho sussa sobre dores e isolamentos e fingimentos na canção e muito no vídeo, um passeio do vocalista e guitarrista Adam Granduciel de carro pelo campo, pelo rio, no cemitério. Ele diz algo como estar em Chicago, mas que vai voltar.

Bem-vindo de volta, WoD.

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War on Drugs toca a primeira das músicas na TV, com cinco guitarras (e um bandolim)

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* Em épocas de não-shows (e lá se vai um ano inteiro) o que tem nos salvado, principalmente na volta à vida em uma segunda-feira, são os rescaldos de “shows” ou apresentações simples nos programas de TV noturnos americanos, de sexta e sábado.

Por exemplo, essa de sexta à noite que passou no “Late Show” do Stephen Colbert, cuja atração musical foi a maravilhosa banda War on Drugs, da Philadelphia.

A banda de Adam Granduciel, TODOS TOCANDO GUITARRA, enviou uma participação de tela dividida para a performance de tocante “Arms Like Boulders”, música de 2008 que abriu o disco de estreia do grupo, “Wagonwheel Blues”. Foram cinco guitarras e um bandolim tocados.

O War on Drugs lançou um disco ao vivo em novembro passado, chamado “Live Drugs”. A música “Arms Like Boulders”, tocada no fim de semana no Colbert, com a banda em configuração exótica, não está no álbum live.

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War on Drugs vai lançar um álbum com o que sabe de melhor: fazer shows

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* Extintas ou não, as bandas do coração tiraram o dia para anúncios legais. Primeiro foi o White Stripes, no post anterior. Agora soubemos que o grande War on Drugs, da Filadélfia, a banda que mais faz viajar no indie dos últimos tempos sem apelar à nova psicodelia, anunciou hoje que vai lançar um álbum ao vivo em novembro.

“Live Drugs”, nome esperto, sai no dia 20/11 por selo próprio, de propriedade do seu vocalista/guitarrista Adam Granduciel, chamado apropriadamente de Super High Quality Records.

O disco ao vivo não representa um só concerto. É uma seleção de 70 minutos tirados de 40 arquivos de shows que Granduciel carrega em seu computador, de apresentação da banda pelo mundo todo, principalmente na turnê do último álbum do grupo, “A Deeper Understanding”, que inclusive ganhou Grammy.

Para enfeitar este anúncio do show ao vivo, soltaram a versão da hipnótica “Pain (Live)”, digamos o primeiro single deste disco ao vivo. Abaixo do vídeo da música, o tracklist do disco, sem mencionar de qual apresentações as músicas pertencem.

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* Live Drugs
01 An Ocean Between the Waves (Live)
02 Pain (Live)
03 Strangest Thing (Live)
04 Red Eyes (Live)
05 Thinking of a Place (Live)
06 Buenos Aires Beach (Live)
07 Accidentally Like a Martyr (Live)
08 Eyes to the Wind (Live)
09 Under the Pressure (Live)
10 In Reverse (Live)

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