Em waxahatchee:

Vídeos ao vivo das bandas novas? Pois não! Fontaines DC, Black Midi, Wet Leg, Black Country New Road, Angèle e Waxahatchee em atuações recentes

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* Novas ou “novas”, depende. Mas demos uma vasculhada em atuações recentes de nomes que a gente gosta em festivais por aí. Seja no último Pitchfork Festival de Chicago ou no inglês End of the Road 2021. Os vídeos, as bandas e seus lugares falam por si. Apenas citando que a pequena diva belga Angèle, amiguinha da Dua Lipa e bombadíssima na França, na verdade se apresentou como convidada no show da também amiga e também bombada Pomme. Na imagem da home da Popload, a banda inglesa Wet Leg.

Era isso.

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Popnotas 2 – As novidades do Nick Cave. O mistério do My Bloody Valentine. Waxahatchee fazendo Bruce Springsteen. E um Fontaines DC à francesa

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Nick Cave e sua mania de deixar boas notícias quase que secretas em suas respostas aos fãs no Red Hand Files. Desta vez, em uma resposta sobre planos quanto ao novo disco, “Carnage”, Nick aproveitou para explicar que a união dele e Warren Elis foi quase que um reencontro só por curtição. Por acaso, nasceu um disco. E ali, como quem não quer nada, contou que o diretor Andrew Dominik, o mesmo de “One More Time with Feeling”, foi até Londres para registrar Nick e Warren tocando tanto “Carnage” quanto “Ghosteen” ao vivo. E só. Nem mais uma dica do que virá.

– Por falar em falta de informação, não temos ideia ainda do que significa o mistério que o My Blood Valentine está fazendo em suas redes sociais. Eles estão prometendo algo para o dia 31 de março, ou seja, quarta-feira. A possibilidade mais quente levantada no Reddit é que role um lançamento mundial do catálogo da banda em serviços de streaming. Mas vai saber.

– Katie Crutchfield com seu Waxahatchee acaba de relançar “Saint Cloud”, álbum que acabou de completar um ano, com três covers que dialogam bem com o disco: “Fruits of My Labor”, da Lucinda Williams, “Light of a Clear Blue Morning”, da Dolly Parton, e “Streets of Philadelphia”, do Bruce Springsteen, que você pode ouvir, abaixo. Um presente fino, vai. Pensa se todo álbum bom celebrasse aniversário desse jeito.

– Epa, esta é para ficarmos ligadíssimos. Daqui dois dias entra no ar o novo programa musical com bate-papo da cantora inglesa Jehnny Beth, o “Echoes”. Na verdade quem é inglesa é a banda dela, a incrível Savages, porque Beth é tão francesa quanto seu programa, que passa no canal parisiense ARTE, onde a cantora é também apresentadora. E, neste novo episódio do “Echoes”, a convidada vai ser a banda irlandesa Fontaines DC (foto na home), para não só mas também falar de seu último disco, o inesgotável “A Hero’s Death”. O vídeo vai ser colocado aqui embaixo, para ficarmos acompanhando a contagem regressiva. Você me lembra, eu lembro você

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Top 10 Gringo: Claud chega suprema. Slowthai entra rasgando. Dua Lipa vem tropical

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* Semana com dois discos do porte dos de Claud e slowthai facilitaram os trabalhos. É primeiro e segundo lugares, sem dúvida. A gente quase nem teve tempo de escutar outras coisas com a mesma atenção, mas a semana, em especial essa última sexta-feira de lançamentos, até que esteve movimentada no geral. Teve até um single inédito da Dua Lipa, pensa. E o disco de um inglês que é quase brasileiro, pensa 2. E outras paradas mais para a nossa parada. Chega ali na nossa playlist para ver o que foi capturado pela nossa anteninha.

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1 – Claud – “Cuff Your Jeans”
Um dos discos indies mais aguardados do circuito independente americano, “Super Monster”, da cantora não-binária Claud, 21 anos, não decepcionou. A gente sempre acreditou nos singles. E o álbum é lindo, bem construído, cheio de belas melodias e letras tão simples quanto criativas em abordagens sobre se apaixonar (“Overnight”), não entender se a pessoa está a fim de você (“In or In-Between”) ou aquela distância quase inexplicável que surge entre bons amigos (“Cuff Your Jeans”). Escolhemos esta última, música perfeitinha.

2 – slowthai – “MAZZA” (feat. A$AP Rocky)
“TYRON”, o novo álbum marrento do rapper britânico slowthai, tem duas vibes escancaradas. Um lado A em maiúsculas e um lado B construído por minúsculas. Um lado que extravasa e um lado mais introspectivo. Uma face mais pessoal (o título “Tyron” é seu nome real), outra mais personagem, talvez? Ainda que o lado mais agitado do disco não toque necessariamente em assuntos leves. “MAZZA”, por exemplo, versa sobre drogas e questões de saúde mental. E tem o A$AP Rocky. Vamos com ela.

3 – Dua Lipa – “We’re Good”
A capacidade da inglesa para produzir hits é alguma coisa que está fora da curva. Do excelente “Future Nostalgia” já são cinco singles – um pique que só os grandes nomes têm. E, em vez de explorar ainda mais seu álbum, ela resolveu lançar uma versão ampliada dele com algumas novidades e parcerias reaproveitadas, como seu dueto com a Miley Cyrus. “We’re Good” conta com um som que não dialoga tanto com a vibração disco do álbum, soando mais contemporâneo – ou como escreveu alguém no site de letras Genius, “tropical”. Será uma nova direção?

4 – Jevon – “Girl from Bahia (feat. Tássia Reis)”
Esta quase que vai para a CENA, mas o Jevon é inglês, apesar das raízes brasileiras na família – seu avô, por exemplo, que deixou alguns discos brasileiros para ele. E é essa inspiração brasileira que guia “Fell in Love in Brasil”, álbum com participações de Marcos Valle, Rincon Sapiência, Tássia Reis e Jé Santiago. Coube aqui, caberia lá.

5 – Sharon van Etten – “On Your Way Now”
Sharon gravou em som para o documentário “Made in Boise”, um filme sobre a complexa experiência de quatro mulheres que são barrigas-de-aluguel. Nunca lançada oficialmente, agora temos mais que a música do filme na trilha. Sharon retocou a versão para dar um cara definitiva.

6 – Black Country, New Road – “Sunglasses”
Você, como nós, anda morando (ainda) no disco de estreia dos ingleses do Black Country, New Road? Pensa em um grupo que tem como grande hit até o momento um som de dez minutos. É o caso dessa banda de Londres de um som tão estranho quanto envolvente. O tal primeiro álbum, “For the First Time”, é daqueles que tiram o rock da zona de conforto e já divide opiniões pelo mundo com comentários que vão de “melhor do ano” a “a coisa mais tediosa que escutei em 2021”. Tire as próprias conclusões. A gente amou. E procure por eles ao vivo no YouTube. Sérião.

7 – Buzzy Lee – “Strange Town”
Buzzy Lee é a persona artística de Sasha Spielberg – sim, filha do Steven. A bela “Strange Town”, música que vai de um clima melancólico até momentos divertidos – reforçada por um vídeo maravilhoso que deixa tudo mais leve -, é das melhores faixas de “Spoiled Love”, seu álbum de estreia após dois EPs. São nove faixas trabalhadas por Sasha em conjunto com um amiguinho dela de faculdade, que por acaaaaaso vem a ser o excelente produtor eletrônico chileno Nicolas Jarr. 34 minutos de um passeio musical pelos destroços de um relacionamento. Encara?

8 – Hayley Williams – “First Thing to Go”
Em seu segundo disco solo, que chegou de surpresa, a vocalista do Paramore faz provavelmente seu trabalho mais pessoal – do processo de gravação caseiro, com ela tocando tudo, até as letras. Dores do amor, de perdas e o duro encontro consigo mesma. Discão de emo-cionar.

9 – Waxahatchee – “Fire”
10 – Kevin Morby – “Valley”
A gente assistiu em um programa da CBS americana uma parceria ao vivo entre Katie Crutchfield, a Waxahatchee, e Kevin Morby e lembramos que ambos lançaram belos álbuns no ano passado. Como ano passado ainda não existia o nosso Top 10, que tal dar a chance de eles aparecerem por aqui com duas belas músicas? E juntinhos no nosso pódio.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora americana Claud.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Waxahatchee estreia na TV americana com uma performance “caseira” para “Lilacs”

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* A Waxahatchee, a banda da Katie, estreou linda ontem nesses programas noturnos da TV americana, “a MTV dos dias de hoje” como a gente costuma (mal)dizer por aqui. No caso dela, foi no Jimmy Kimmel Live!

Katie Crutchfield, sob o carimbo de seu belo projeto, fez performance para “Lilacs”, música de seu hoje famoso álbum “Saint Cloud”, presente em várias boas listas de melhores álbuns do ano passado.

Para enviar ao Kimmel, ela gravou “lilacs” numa brejeira locação em Kansas City, onde mora.

Waxahatchee partiu para uma série de apresentações gravadas para distribuir por aí, pegando gosto pela TV. A próxima vai ser mostrada neste sábado, no popularíssimo programa CBS This Morning, desta vez matinal. Talvez combine mais com a música de Katie.

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Melhores do ano: Stereogum esnoba Dua Lipa, Fontaines DC e até Phoebe Bridgers. E bota a Fiona Apple em primeiro

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* Enquanto fazemos mistério, e não publicamos a nossa própria lista, seguimos destacando os melhores do ano, visto pelas publicações mais relevantes mundão afora.

Na blogosfera indie, o americano Stereogum elegeu seus 50 favoritos. Por lá, alguns queridinhos caíram bastante de posição: Dua Lipa ficou na berlinda (50º lugar), assim como o Fontaines DC (44º). Até a Phoebe Bridgers que tem figurado no top 10 geral e tem sido bem acolhida pelos “experts americanos” pegou uma modesta 28º posição.

Por outro lado o pequeno britânico Sorry ranqueou bem, ficando em 20º lugar.

Quem ganhou? Fiona Apple, claro. Liderando uma trinca bem presente nos nomes e nas posições em muitas das listas.

E, sim, morda-se quem não aguenta essa, mas a Taylor Swift está lá, lindona, na quinta posição.

O top 10 do Stereogum ficou assim:

1. Fiona Apple – “Fetch The Bolt Cutters”
2. Waxahatchee – “Saint Cloud”
3. Run the Jewels – “RTJ4”
4. Haim – “Women in Music Pt. III”
5. Taylor Swift – “Folklore”
6. Boldy James & Sterling Toles – “Manger on McNichols”
7. Oneohtrix Point Never – “Magic Oneohtrix Point Never”
8. Touché Amoré – “Lament”
9. SAULT – “Untitled (Rise)”
10. Soccer Mommy – “Color Theory”

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