Em weezer:

Popnotas – O disco do Drake sai sexta, Kanye, e com uma capa estranha. O trailer oficial do doc do Velvet Underground. E o single ao vivo do Weezer

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– Acho que agora vai. Menos de uma semana depois de o Kanye West (ou a gravadora dele) escorregar o álbum novo dele para as plataformas de streaming, outro super-rapper norte-americano, no caso o canadense Drake, vai vir finalmeeeeeeeeeeeeeente com o disco novo. “Certified Lover Boy”, sexto disco de estúdio de Drake, há um ano sendo especulado num sai-não-sai danado, chega para nós na sexta-feira agora, dia 3. A data primeiro foi anunciada por ele num programa esportivo no final da semana passada. Hoje pela manhã, Drake postou no Instagram a confirmação de 3 de setembro e uma foto com 12 mulheres grávidas em forma de emoji. Hummmmm. Do disco, conhecemos o single “Laugh Now Cry Later”, lançado em agosto, também com vídeo. Agosto do ano passado, diga-se. Sobre o nome do disco, associado a sua capa…

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– Saiu nesta segunda o trailer oficial de “The Velvet Underground: A Documentary Film By Todd Haynes”, documentário sobre a lendária banda de vanguarda nova-iorquina dos anos 60, considerada uma das precursoras do punk americano junto com os Modern Lovers, da vizinha Boston. É o primeiro doc a sair das mãos do cultuado diretor indie Todd Raynes e tem estreia dupla marcada para 15 de outubro nos EUA, nos cinemas de arte e na plataforma Apple TV+. O filme sobre a banda de Lou Reed e John Cale, que chegou a ter como empresário o gênio da pop art Andy Warhol, foi mostrado em primeira mão em maio no festival de cinema de Cannes, na França. O documentário vai chegar às salas e plataforma da Apple ao mesmo tempo que uma trilha sonora oficial aos streamings, contendo um “best of” do Velvet Underground e uns materias inéditos, como demos, inéditas e ao vivo.

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– A banda Weezer lançou sexta-feira, como single, uma versão ao vivo para “All My Favorite Songs (Live from Hella Mega)”, faixa que abre o disco “OK Human” do começo deste ano, mas numa gravação tirada da turnê que a grupo californiano tem feito em tríade, com Green Day e Fall Out Boy. O vídeo, que saiu junto, tem uma colagem de momentos do Weezer nessa tour Hella Mega. Aqui:

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Top 10 Gringo – Quem ousa tirar a Billie Eilish do topo? Nas? Lauren Hill? The Weeknd? Axl?

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* A gente não teve a co-ra-gem de tirar a Billie Eilish do topo e resolveu dar mais uma semana para ela lá em cima. Sim, esse é o tamanho do impacto que o segundo álbum dela causou por aqui. Seguimos fãs da faixa-título, a poderosa “Happier than Ever”, e destacamos mais uma que chamou nossa atenção, dentro das muitas que chamam nossa atenção. Mas não é que não tenhamos outras boas novidades na semana. A deusa Lauryn Hill com o rapper fodão Nas, por exemplo. Nas & Lauryn Hill é coisa finíssima. E dá para dizer que o The Weeknd vem para tentar de vez pegar a coroa de rei do pop. Altos agitos.

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1 – Billie Eilish – “Happier than Ever”
Que letra. Que vocal. E que estrutura. A música começa com um singelo par de ukulele e voz… E parece que não vai sair dali, até que resolve cair em uma guitarra abafada que vai em verdadeiro hino de rock para estádios – até aquelas viradas manjadas de bateria estão lá, paradinhas e tudo mais. A letra é um petardo sobre um relacionamento que sugou a alma de Billie, de uma maneira que ela nem sabe explicar direito por que se sente melhor longe dele. Até onde se sabe, baseada em fatos reais que inclusive são mencionados na letra. Porque Billie Eilish tem uma boa mania de não cantar sobre um personagem inventado. Ela bota a história dela mesma nas letras. Que refrão tem essa música!

2 – Nas – “Nobody (feat. Ms. Lauryn Hill)”
Ms. Lauryn Hill não sai de casa para qualquer coisa. E não é qualquer coisa sua luxuosa participação no novo e excelente álbum do rapper nova-iorquino Nas. Ela versa em “Nodoby” muito sobre sua posição de ter aquietado sua carreira e da liberdade conquistada em não se forçar, se tornar uma paródia de si mesma. E ela vem no pique de quem sabe tudo. Como Nas versa ao final: “Não vamos a lugar algum, eles que aguentem”, em tradução pouco literal nossa.

3 – The Weeknd – “Take My Breath”
Será que vem aí o grande hit da carreira do The Weeknd? Com o marketing envolvido e a qualidade deste som aqui, é possível que role. Ainda que não seja uma continuação exata do experimentado em “After Hours”, mais dance, mais pop, levemente soturno e sempre fazendo a gente lembrar do Michael. Essa vai ter um bilhão de streams. E leva um Grammy (humpf!).

4 – Torres – “Thirstier”
Mackenzie Ruth Scott, que leva o codinome Torres, chegou bonito em seu novo álbum, “Thirstier”. E a gente destaca justamente a faixa-título por aqui pela beleza em seu todo. A música tem uma letra sobre um amor daquele que não cessa. Musicalmente, brilha indo para todas as direções possíveis – calmaria, barulheira. Mas tudo com charme e coerência.

5 – Guns N’ Roses – “Absurd”
Olha o Axl raivoso aí, meu povo. Não é apenas a “música nova do Guns”, daquelas que saem no automático para manter a roda ($$$$) girando. Tem energia aí. Tem uma graça de letra invertida no nome. Tem um arranjo diferente do que costumava ser conhecida dos frequentadores do show da banda. Tem papo reto na letra. “Absurd” é quase do tamanho do Guns.

6 – Billie Eilish – “I Didn’t Change My Number”
Em uma pegada meio Portishead acelerada, mais _vá lá_ jovem, Billie dá um papo no ex mala. A letra tira uma onda e tanto. “Meu número não mudou, não, querido. Só não te atendo mais.” Nessa que é uma das muitas canções para seu ex, provavelmente baseada na realidade, Billie não faz um tipo de coração partido – tem um lance de superação, o tal “mais feliz do que nunca”, que não vem sem dor, lógico, mas saca que tomou a decisão certa – uma perspectiva que não aparece todo dia na música pop.

7 – Black Midi – “Cruising”
Lançada só na versão japonesa de “Cavalcade”, como manda a lei do bom lado B, esse som mais calminho dos loucos londrinos do Black Midi destoa mesmo das coisas que a banda faz em geral, especialmente neste disco. Destoa, mas não é ruim, hein. Longe disso.

8 – Big Red Machine – “Mimi”
Potente a reunião de Aaron Dessner (um dos fundadores do National) e Justin Vernon (o homem do Bon Iver ou homem-Bon Iver) em um folk moderninho e gostoso de escutar. No disco, que vem por aí, vários nomes de peso: Anaïs Mitchell, Taylor Swift, Fleet Foxes, Naeem, Sharon Van Etten, Lisa Hannigan, Shara Nova, La Force, Ben Howard e This Is the Kit. “Mimi” é uma singela música com Ilsey, compositora que já trabalhou com Major Lazer, Mark Ronson e Lykke Li. A costura aqui é linda, não?

9 – Weezer – “Enter Sandman”
A capacidade de o Weezer replicar qualquer banda em seus covers é de um talento e tanto. Repare: suas versões reproduzem com exatidão timbres – deve ser uma trabalheira. Ainda que o vocal do Rivers Cuomo encara a conversão para uma pegada mais James Hetfield, só no refrão que ele dá um enganada e não aguenta o tranco. E aí fica Weezer, divertida. Repare na gracinha que eles fazem no solo.

10 – Silk Sonic – “Skate”
A junção de Bruno Mars & Anderson .Paak também ganhou sua segunda semana de destaque. Esse som de orgulhar Quincy Jones – nas guitarras, no vocal, no jeito que as cordas se apresentam na música – talvez não seja tão certeiro quanto o primeiro single, mas em um dia de sol é hit certo. Fora que é divertida, no mínimo. Dessas que fazem você querer ser amiga ou amigo dos caras. Parece música de filme do Tarantino.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora Billie Eilish.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Weezer retoma tour tripla e ainda abala a galera com músicas de 1994. O velho normal?

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* Nesta semana a banda indie-zoeira Weezer, de passado espetacular, que às vezes é banda cover e outras banda de metal, retomou a vida ao vivo para valer. Não sozinha, veja bem. O que começou no Texas no sábado passado foi a Hella Mega Tour, a famosa turnê tríplice que envove o grupo de Rivers Cuomo, mais Green Day e o Fall Out Boy e era para ter rolado antes, no ano passado.

Temos imagens do show do Weezer de terça em Atlanta, Georgia, realizado no Truist Park. Pegamos a de um trecho duplo que tem “Undone – The Sweater Song” e “My Name Is Jonas”. Somos destes.

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* Hoje à noite o trio se apresenta em Houston, Texas. Então amanhã traremos mais vídeos, agora deste. Vamos tentar incluir Green Day e Fall Out Boy, para ninguém reclamar de segregação. Não somos destes.

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O Weezer do metal ataca novamente (na TV). Em julho começa a turnê com Green Day e Fall Out Boy

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* A inquieta e inventiva banda Weezer, veterana do indie da Califórnia em fase heavy metal mais-ou-menos, com o Rivers Cuomo cabeludo e tudo, foi ou “foi” ontem ao programa do Seth Meyers na TV americana mostrar ao vivo uma das faixas de seu último disco, “Van Weezer”, um dos dois álbuns lançados pelo grupo neste ano.

“Van Weezer”, que homenageia as influências metaleiras de seus integrantes nos tempos de adolescentes, saiu no comecinho de maio. E eles têm se empolgado na divulgação deste, com infinitas sessions de rádio e outros programas de TV, fora apresentações ao vivo. Praticamente um Foo Fighters, haha.

A faixa mostrada ontem no Meyers foi “I Need Some of That”, que você pode ver abaixo. É metal, mas é Weezer também.

Em julho vamos ter bastante notícias da banda, quando no final do mês o Weezer inicia em Dallas, Texas, a turnê americana conjunta “Hella Mega Tour”, ao lado das enormes Green Day e Fall Out Boy. Vão fazer mais de 20 apresentações pelos EUA, com datas já garantidas na Europa em 2022.

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Mais Metallica. A lista de quem toca o que das bandas indies (ou nem tanto) que vão recriar o “Black Album”

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* Ainda sobre o barulhento anúncio do Metallica de hoje, em torno da movimentação de aniversário do marcante “Black Album”, de 1991, que vai render o projeto de recriação dele por 53 artistas em disco especial chamado “The Blacklist Album”.

Só para lembrar, tanto esse “The Blacklist Album” quanto o original “Metallica” remasterizado vão ser vendidos separados e ainda numa luxuosa caixa com os dois em vinil, um picture disc, três vinis ao vivo, 14 CDs, seis DVDs e um livro. Tudo saindo no dia 10 de setembro.

Vamos esmiuçar mais, aqui, quais as bandas “da nossa turma” vão estar no projeto e tocando e cantando qual dos hinos do Metallica:

– Phoebe Bridgers fazendo “Nothing Else Matters”
– Idles, “The God That Failed”
– St. Vincent, “Sad But True”.
– Weezer, “Enter Sandman”
– Mac DeMarco, “Enter Sandman”
– Royal Blood, “Sad But True”
– Moses Sumney, “The Unforgiven”.
– Kamasi Washington, “My Friend of Misery”
– Rina Sawayama, “Enter Sandman”
– Pup, “Holier Than Thou”
– J Balvin, “Wherever I May Roam”
– My Morning Jacket, “Nothing Else Matters”
– Miley Cyrus, “Nothing Else Matters”
– Sam Fender, “Sad But True” (ao vivo)
– Biffy Clyro, “Holier than Thou”
– Cage the Elephant, “The Unforgiven”
– Dave Gahan, “Nothing Else Matters”
– Imelda May, “The God That Failed”
– Rodrigo Y Gabriela, “The Struggle Within”

Achamos que é isso. Abaixo, ouça a roqueira pop Miley Cyrus fazendo “Nothing Else Matters”, com participações de Elton John no piano, o baixista Robert Trujillo, do Metallica, Chad Smith dos Chili Peppers na bateria, Watt e Yo-Yo Ma. Com um vídeo paisagístico aleatório.

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