Em weezer:

53 artistas recriam o “Black Album”, do Metallica, nos 30 anos do disco. Vai de country a Elton John e Weezer. Versão remasterizada do disco original também chega em setembro

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* Miley Cyrus, Elton John, White Reaper, Weezer, Corey Taylor, St Vincent, Ghost, Dave Gaha (Depeche Mode), Royal Blood, Rina Sawayama estão entre os 53 artistas envolvidos na colossal recriação do icónico disco de 1991 da superbanda americana Metallica, de mesmo nome, mas mundialmente conhecido como “Black Album”.

Essa supercompilação mais a edição remasterizada do disco original, o quinto da carreira da grupo, vão sair dia 10 de setembro para comemorar os 30 anos do álbum preto. E já podem ser pré-comprados em várias de suas opções de extra nuns boxsets beeeeeem legais.

“One album, 12 songs, 53 artists, unlimited possibilities” é o nome da campanha para essa pacoteira que marcou a guinada para o estrelato do Metallica, deixando de ser “apenas” a maior banda de thrash metal para um alcance absurdo ainda no som heavy, naquela era de uma certa popularização do metal junto com a galera do Nirvana e tudo mais.

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“Metallica”, o disco, é o mais vendido disco do grupo até hoje, chegou a ser número 1 nas paradas de dez países na semana de agosto em que saiu e traz hits absurdos como “Enter Sandman”, “The Unforgiven”, “Nothing Else Matters”, “Wherever I May Roam”, “Sad but True” e “Don’t Tread on Me”.

O disco de versões, chamado apropriadamente de “The Blacklist Album”, todo gravado em vídeo também, tem os hinos do Metallica traduzidos por artistas da country music, hip hop, música latina, pop, eletrônico e até rock, veja você. Sua renda, porque pode ser comprado separado, vai para caridade.

Acompanhe os trailers do lançamento mais bombástico do ano, provavelmente.

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Popnotas – A música nova dos “Smiths” (nos “Simpsons”). Disco novo da Sleater Kinney. Weezer leva o metal para a TV. O disco ao vivo em estúdio do Big Thief. E as cores do Coldplay ao vivo

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– Provavelmente você viu ou ouviu falar do episódio dos Simpsons com um personagem sensível bem parecido com o Morrissey, líder de uma banda sensível bem parecida com os Smiths, que se torna a obsessão da Lisa (foto na home). E, quando ela vai ver um show da reunião da banda dos seus sonhos, descobre que o vocalista virou um racista que detesta imigrantes – um piada dos Simpsons com um processo que rolou não só com o Morrissey, mas é bem comum entre roqueiros aqui no Brasil também. A novidade é que a música que Lisa e o Morrissey fake do episódio cantam, “Everyone Is Horrid Except Me”, foi lançada. Benedict Cumberbatch, o ator de Sherlock Holmes, que fez a voz do “suposto” Moz no episódio, também é o dono da voz muito similar a do cantor dos Smiths na música – na real, um pastiche de Smiths descarado e era para ser mesmo assim. Acho que alguém vai ficar furioso de novo com essa história…

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– Das bandas mais importantes e queridas, a americana Sleater Kinney, atualmente uma dupla formada por Carrie Brownstein e Corin Tucker, está de disco novo programa para junho. “Path of Wellness” será o décimo álbum da banda e o terceiro desde que as meninas retomaram as atividades em 2014. Com produção delas mesmas, o álbum feito em Portland (a cidade eternizada na série de Carrie) carrega a agitação social dos Estados Unidos, incêndios e a pandemia, ainda que o primeiro single “Worry with You”, seja sobre amor, se entendemos bem.

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– No rolê de divulgação de seu segundo disco de 2021, o metaleiro “Van Weezer”, lançado na sexta passada, a banda de Rivers Cuomo foi ao Jimmy Fallon ontem à noite, enquanto em outro canal a Billie Eilish tava em outro late show falando de suas fotos, recordes, livro, música no deserto etc.. “All the Good Ones” foi a faixa escolhida do Weezer para a performance gravada e enviada ao Fallon. Esta aí embaixo.

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– Quem tem tempo para escutar todos os discos dos King Gizzard & The Lizard Wizard? A banda australiana, que lança em média sempre dois discos por ano, às vezes três (em 2017 foram 5!), vem aí com seu segundo álbum de 2021. “Butterfly 3000” chega em julho e não ganhou single, capa, nada, só sabemos que terá dez músicas. Sim, eles gostam de ser diferentes e tudo bem. O disco novo é definido pela banda como “melodic + psychedelic”. Tá?

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– Saiu um EP bem legal ao vivo do Big Thief, grupo americano das nossas preferidos. “Live at the Bunker Studio” é um registro de 2019, ano em que a banda do Brooklyn, NYC, lançou “U.F.O.F” e “Two Hands”, seus discos mais conhecidos. É nessa session que está a versão emocionante de “Not”, que bombou em vídeo no YouTube, acumulando mais de meio milhão de views. Agora dá para se emocionar com as músicas ao vivo do Big Thief nas plataformas de streaming. Ah, a banda já tinha liberado duas amostras audiovisuais daquela apresentação. Agora temos todas.

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– Então. O Coldplay fez uma apresentação ao vivo que abriu agora há pouco na Inglaterra a noite de premiação meio xoxa do Brit Awards 2021. Aconteceu no gigantesco O2 Arena, em Londres, com público de 4 mil pessoas. Amanhã a gente traz os melhores poucos momentos. Mas aqui deixamos com a preza do Coldplay para o prêmio, tocando do lado de fora da arena, em meio a cores, dancinhas, agitos alegres, como a música apresentada, a nova “High Power”, a dos ETs. E, sim, eles apareceram na gravação do Coldplay para o Brit. Abaixo, também, tem a performance deles para a mesma música, anteontem, no programa “American Idol”. Bom proveito.

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Popnotas – O FBI e o “assassinato” de Kurt Cobain. Miley Cyrus e o menino Kid Laroi no “Saturday Night Live”. Weezer tocando metal ao vivo. O hub de shows do Pearl Jam. E o Passenger para acalmar tudo

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– A cantora pop roqueira Miley Cyrus (foto na home) foi a grande atração musical do agitado “Saturday Night Live”, um dos mais importantes programas da TV americana há muitos anos, principalmente nos belos serviços prestados ao som que a gente gosta. O programa foi agitado porque o apresentador da semana foi o doido bilionário Alon Musk. Até sua mulher, a outra doidinha Grimes, apareceu num dos quadros de humor deste “SNL”. Miley Cyrus cantou não duas, mas três canções. Primeiro uma versão de pegada diferente para a “Plastic Hearts”, single de seu mais recente disco. de mesmo nome, lançado no final do ano passado. Depois ela fez uma homenagem às mães cantando “Light of a Clear Blue Morning”, de sua avó, a famosíssima Dolly Parton. Mas o barulho mesmo da presença de Cyrus no “Saturday Night Live” foi que ela levou o menino The Kid Laroi, australiano sensação de 17 anos, que a gente falou um monte sobre aqui. Ela cantou a versão dueto que fizeram do megahit dele, “Without You”, lançada há 10 dias. Foi a primeira vez do rapaz no “SNL”. Foi assim:

– Nirvana voltou tanto ao assunto ultimamente que parece que estamos naquele revolucionário começo dos anos 90. A última é que o FBI revelou os arquivos da “pasta Kurt Cobain”, que investigou se o suicídio do roqueiro, que fez aniversário de 27 anos no último dia 5 de abril, não se tratava na verdade de assassinato, uma teoria conspiratória bastante falada à época. O x-file de Cobain apresentado tem apenas dez páginas, nada muito profundo nas investigações de que foi um crime. Cita até que foram levados a investigar por causa da quantidade de fãs que duvidavam que o final de Cobain era “apenas” a de um cara atormentado que quis tirar a própria vida. O dossiê mencionava em suas páginas até que essa conspiração gerou inclusive um filme com cara de documentário, o “Kurt & Courtney”, do diretor inglês Nick Broomfield, em 1998. O filme, Broomfield, que escreveu, produziu e narrou o doc, suscitava que Courtney Love, a viúva roqueira, poderia estar envolvida nessa “real morte” de Cobain. “Kurt & Courtney” iria estrear no famoso festival de Sundance, mas Love impediu a exibição, ameaçando o evento de processo. Maaaais Nirvana: Mechas do cabelo de Cobain, cortado em 1989 e guardadas por uma amiga durante viagem da tour do primeiro álbum, ‘Bleach’, estão a leilão de memorabilias de rock, aqui. Os lances para comprar os cachos do líder do Nirvana, entre outras coisas, se encerram nesta semana, dia 15.

– Bem, vocês sabem que o Weezer lançou sexta-feira passada seu segundo disco no ano, este de HEAVY METAL, chamado “Van Weezer”, uma homenagem às influências metaleiras de seus integrantes no passado, é o que dizem. Hoje à noite eles mostram uma canção desse disco “pesado” no programa do Jimmy Fallon. Amanhã a gente replica a performance aqui. Na sexta mesmo, dia do lançamento do disco, eles tocaram músicas do “Van Weezer” ao vivo em um show especial para as emissoras alternativa e de rock do conglomerado de rádios americano IHeartMedia. Foi um show de dez músicas que reuniu as músicas “metais”, digamos, com alguns de seus hits. E gerou o vídeo de 50 minutos, abaixo. Contém entrevista com o Rivers Cuomo.

– O grupo Pearl Jam, já que o assunto aqui é Seattle, lançou neste domingo um hub na internet para conectar banda e fãs a um acervo de 186 shows, botando de cara mais de 5.400 faixas ao vivo à disposição da galera, seja áudio e vídeo, no Youtube, na Apple Music, Spotify, Deezer e outros canais de streaming. Chama “Pearl Jam Deep”. O objetivo, segundo a nota oficial, é “presentear os fãs que acompanham a banda há mais de 20 anos e, ao mesmo tempo, dar acesso a uma nova geração de admiradores do Pearl Jam na era do streaming. Está tudo aqui. Além da imersão em diversos shows da banda de Eddie Vedder, vai ser possível ter acesso a playlists com a curadoria dos próprios seguidores do Pearl Jam e ainda construir o seu “show dos sonhos” do Pearl Jam, montando o setlist.

– O músico inglês indie-folk Passenger, projeto do engajado Mike Rosenburg, lançou um vídeo de performance acústica para seu último single, a faixa “What You’re Waiting for”. A música está em seu já famoso álbum “Songs For The Drunk and Broken Hearted”, seu décimo-segundo disco, talvez o primeiro disco “grande” de 2021, lançado em 8 de janeiro. O álbum, que ficou bem nas paradas de vendagens durante o mês de lançamento, tem toda sua venda física revertida a ongs que ajudam a restaurar paisagens naturais prejudicadas por desmatamento. Cada cópia do disco adquirida na loja oficial do artista na internet gera uma árvore nova plantada. O vídeo acústico foi gravado para a Radio 2, da BBC. No mesmo cenário, o Passenger aproveitou para gravar também uma performance para “Sword from the Stone”, principal single do disco, a que abre o “Songs For The Drunk and Broken Hearted” e escrita em conjunto com o amigo Ed Sheeran. Essa “Sword from the Stone” foi enviada para passar sexta-feira no “The Late Show with Stephen Colbert”, na TV americana. Tudo aqui embaixo.

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Top 10 Gringo – Little Simz cresceu e quis o topo. Sports Team está de volta e exigiu o pódio. E a Pom Pom Squad não cabe em menos que no terceiro lugar

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* Semana de belos lançamentos na gringa. Dá até vontade de pegar este Top 10 e fechar um Popload Festival só com essa turma. Pensa: The Weeknd encerrando a noite que começou com um show fofo do Kero Kero Bonito, logo após um nostálgico Weezer, que pegou o fôlego de duas apresentações incríveis do Sports Yeam e do Pom Pom Squad – ou você abrindo mão de tudo isso para pilhar em um Chemical Brothers fritando por horas em um palco eletrônico alternativo. Já que sonhar é de graça, né?

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1 – Little Simz – “Introvert”
Little Simz está de volta e não de qualquer jeito. Esta faixa talvez seja um de seus sons mais ambiciosos na carreira. São seis minutos com toques orquestrais e letra quilométrica em um tratado sobre conflitos internos em tempos sombrios. Pesadíssimo. Este single estará em “Sometimes I Might Be Introvert”, seu novo disco, que saí lá por setembro. A pequena Little Simz cresceu.

2 – Sports Team – “Happy (God’s Own Country)”
Pensa nisso, a banda inglesa Sports Team não só produz um pós-punk inglês amalucado para quem é britânico e um tanto quanto distante do que outras bandas da mesma onda da ilha produzem como também são uma banda de rock com popularidade acima da média nos dias atuais. Tudo bem que por hora isso é um fenômeno inglês, mas vamos importar essa onda? A gente topa ajudar.

3 – Pom Pom Squad – “Head Cheerleader”
Não se engane por um certo ar de diva pop que a vocalista Mia Berrin carrega no vídeo de “Head Cheerleader”. A banda nova-iorquina é a clássica soma de rock indie cru de guitarras estouradas e vocal feminino legal. E vale acrescentar que a letra deste som tem elementos que se encaixam na categoria indie mental health. Ou seja, material suficiente para cravar que vai ser um sucesso o disco de estreia deles.

4 – The Weeknd e Ariana Grande – “Save Your Tears”
Um dos chicletes mais irresistíveis (e populares) de “After Yours”, a ultranostálgica “Save Your Tears” ganhou um remix que não altera lá muito o seu clima, mas traz a presença de ninguém mais ninguém menos que Ariana Grande. Agora temos um hit duplicado.

5 – Dinosaur Jr. – “Take It Back”
J. Mascis é um senhor guitarrista. E esbanja seu talento por aqui. Repare em quantas guitarras diferentes ele consegue criar dentro da mesma música – especialmente a absurda segunda parte, quando com a guitarra solo ele cria uma segunda melodia que destoa da melodia vocal. Trabalhinho engenhoso. Desde o comecinho dos anos 90, diga-se. Então surpresa zero. Só admiração.

6 – Chemical Brothers – “The Darkness that You Fear”
Tem um toque noventista tão leve neste novo single do duo britânico Chemical Brothers que é até difícil de colocar em palavras. O vídeo do som conseguiu traduzir talvez melhor a sensação de estar de novo em alguma reedição de um verão do amor.

7 – Wolf Alice – “Smile”
Após uma balada bonitaça, Wolf Alice senta a mão no peso em mais um single de seu novo disco, “Blue Weekend” que só chega em junho. Não recomendamos que você assista ao vídeo, gravado em pub lotadaço. É um gatilho e tanto neste tempos pandêmicos.

8 – Weezer – “I Need Some of That”
Saí o Weezer orquestra, entra o Weezer farofeiro. “I Need Some of That” é parte do álbum onde a banda homenageia a sonoridade do rock/metal dos anos 80. Louco só pensar que a versão original desta música está em um álbum em japonês que o vocalista Rivers Cuomo produziu ao lado do músico Scott Murphy – com timbres e uma letra completamente diferente. Weezer é bem doido.

9 – Kero Kero Bonito – “21/04/20”
Doidinha e deliciosa a brisa dessa banda inglesa que parece ter sido criada para trilhar algum jogo obscuro da Nintendo que só teve 150 cópias lançadas no Japão.

10 – Alanis Morissette – “I Miss the Band”
Alanis está com saudade da banda. Efeitos da quarentena traduzidos em uma emocionante música com objetivo de arrecadar fundos para as pessoas que trabalham nos bastidores da música. Nos versos, uma série de saudade – piadas internas, as viagens, as risadas. Até quem nunca fez uma turnê fica com os olhos marejados. Fora que é a Alanis, no fim das costas.

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* A imagem que ilustra este post é da rapper inglesa Little Simz.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas 2 – Música novíssima da Little Simz. Ooooooutra do Weezer. Bartees Strange sendo estranho. E Alanis Morissette sentindo falta da banda dela

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– Pensa na saudade que estamos do show da Little Simz no Popload Festival de 2019. Ok, ou de qualquer show. Mas daí pensa na nossa alegria de saber que a inglesa (foto na home) está preparando um álbum novo. Vem aí “Sometimes I Might Be Introvert”, no ainda distante mês de setembro. Mas já sabemos que serão 19 faixas, contando com alguns interlúdios, e que teremos participações especiais de cantora e flautista Cleo Sol e Obongjayar, cantor nigeriano baseado em Londres. A primeira prévia do álbum é o single “Introvert”, um som de seis minutos com toques orquestrais e letra quilométrica, um tratado sobre conflitos internos em tempos sombrios. Pesadíssimo. E um vídeo bastante intenso.

– Cansamos de falar aqui e tals. Mal saiu o disco mais orquestral do Weezer e vem por aí “Van Weezer”, o novo álbum da banda que olha com carinho para o rock e metal dos anos 80. Dessa safra, a banda apresentou mais um single, “I Need Some of That”, que é uma velha conhecida dos mais fanáticos pelo trabalho do Rivers Cuomo. Ela fez parte do segundo álbum em japonês que ele lançou em parceria com o músico Scott Murphy. A letra em japonês pouco tem a ver com a nova letra em inglês e a música tem uma outra pegada. Coisa do Weezer.

Bartees Strange, o maluco músico inglês que vive nos Estados Unidos e consegue fazer uma mistura muito bem feita de rap, indie e emo, sacou uma antiga do Bon Iver, “Skinny Love”, de 2007, em uma sessão na rádio por satélite SiriusXMU. Uma versão voz e violão bem simples e bonita.

– A outrora graaaaaaaaande artista canadense Alanis Morissette ela-mesma deu o ar de sua graça no “Tonight Show” do Jimmy Fallon, ontem, na TV. Ela enviou um vídeo cuidadosamente gravado ao programa, cantando “I Miss the Band”, sua nova música. Que exatamente fala sobre o quanto ela sente saudade da banda dela. A canção, superemotiva, foi feita para arrecadar fundos para ajudar a galera de bastidor da indústria da música. Alanis, no ano passado, lançou seu nono álbum, “Such Pretty Forks in the Road”, seu primeiro disco de estúdio em oito anos.

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