Em weezer:

O show do Weezer com orquestra, sábado em Los Angeles. Na íntegra

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* O grupo californiano Weezer seguiu seus “agitos da pandemia” (dois discos no mesmo ano, vídeos, sessions, shows) no último final de semana, com uma pomposa transmissão na internet no sábado de um show direto da sala de concertos do Walt Disney, em Los Angeles. Teve acompanhamento da Los Angeles Philharmonic Orchestra. E está inteirinho aí embaixo.

O Weezer primeiro tocou seu mais recente álbum lançado, o “OK Human”, de janeiro, e depois serviu seus grandes hits no formato “orquestrado”. Até da cover para “Africa”, talvez o maior hit recente do quarteto, apareceu no setlist de uma hora de show.

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* O setlist do show com orquestra do Weezer

02:42 All My Favourite Songs
06:06 Aloo Gobi
09:10 Grapes Of Wrath
11:54 Numbers
15:32 Playing My Piano
18:08 Mirror Image
19:24 Screens
21:54 Bird With A Broken Wing
25:58 Dead Roses
28:28 Everything Happens For A Reason
28:51 Here Comes The Rain
31:31 La Brea Tar Pits
34:27 Hero
38:20 Say It Ain’t So
42:25 Island In The Sun
45:53 Falling For You
49:56 Africa
54:02 Buddy Holly

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** No próximo dia 7 o Weezer lança seu 15º disco, “Van Weezer”.

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Weezer mostra como evitar chamadas de Zoom em novo vídeo, o bonzão “Grapes of Wrath”

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* Algumas ideias para escapar de chamadas de zoom chatas podem ser tiradas do novo vídeo da banda Weezer, “Grapes of Wrath”, que acaba de ser lançado. O single é a terceira música do álbum “OK Human”, lançado em janeiro deste ano. “Grapes of Wrath” também é nome de um importante e premiado livro de ficção americano, escrito por John Steinbeck, que faz 82 anos de sua publicação exatamente hoje. Muito lido nas escolas dos EUA, o livro tem sua narrativa focada em uma família de fazendeiros de Oklahoma durante a Grande Depressão, nos anos 30.

Sem nenhum paralelo visível entre a música do Weezer e o livro além do nome, pelo menos para mim, “Grapes of Wrath”, no caso da música, traz no vídeo mais uma das reuniões semanas da banda (Patrick Wilson, Brian Bell e Scott Shriner estão no call) por Zoom. Rivers Cuomo e amigos dão um jeito de escapar dela.

O Weezer vai lançar mais um disco, “Van Weezer”, agora no comecinho de maio, dia 7. É o 15º do grupo da Califórnia, que nunca deixa sua peteca cair. Antes disso, mais precisamente amanhã e sábado, a banda vai fazer uma transmissão na internet de um show direto da sala de concertos do Walt Disney, em Los Angeles. Cuomo e amigos estarão acompanhados da Los Angeles Philharmonic Orchestra e também da Youth Orchestra Los Angeles.

O ticket sai por US$ 20 e pode ser comprado aqui. Rcomendado para brasileiro é comprar o ingresso no horário americano da Califórnia, o primeiro, para o dia 16. O show começaria 22h no horário de Brasília.

Vamos à chamada por Zoom do Weezer?

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Weezer manda quatro clássicos em session ao vivo para rádio inglesa

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* No dia 16 e 17 de abril (já explico) agora a banda californiana Weezer vai fazer uma transmissão de live da absurda sala de concertos do Walt Disney em Los Angeles. A banda de Rivers Cuomo vai ser acompanhada da Los Angeles Philharmonic Orchestra e também da Youth Orchestra Los Angeles, para você sentir a dimensão da coisa.

Na performance estarão músicas do novo álbum, “OK Human”, lançado no final de janeiro, misturadas aos clássicos indies da banda. O livestreaming vai cumprir aquele padrão de três horários diferentes para acomodar a agenda de fãs do mundo todo, geopoliticamente falando.

O ticket é pago, custa 20 doletas e pode ser comprado aqui. Rcomendado para brasileiro é comprar o ingresso no horário americano da Califórnia, o primeiro, para o dia 16. O show começaria 22h no horário de Brasília.

Falando em clássicos, e para aquecer o rolê do dia 16, o Weezer mandou quatro músicas gravadas ao vivo para a rádio inglesa Absolute Radio, que tem online e no dial. E só pedradas, no nível “Say It Ain’t So”, “Undone – The Sweater Song”, “Beverly Hills” e “Island in the Sun”.

Tudo aqui embaixo:

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TOP 10 Gringo: que ranking é este? Arlo Parks, FKA Twigs, Madlib, Tune-Yards, Idles e ela: Sophie. 2021 agora começou

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* Uma semana de alegrias e tristezas no mundo musical. É um prazer ver a Arlo Parks brilhar em sua estreia e uma dor saber que não teremos mais o brilhantismo da SOPHIE por aí. Nessa enxurrada de emoções, muitas boas músicas foram lançadas. Um dos TOP 10 mais simples de se pensar desde que começamos nossa missão semanal de toda terça-feira trazer aquela playlist do que anda rolando lá fora para facilitar sua vida. O mais complicado foi conferir certa ordem a tantas canções boas.

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1 – Arlo Parks – “Hurt”
Complicado mesmo foi decidir qual a nossa melhor música do reluzente álbum de estreia de inglesa Arlo Parks. “Collapse in Sunbeams” é maravilhoso e fez valer o hype. Sim, acredite nele. Uma vez com essa dúvida, vamos destacar “Hurt”. Bela na composição, no toque, nos timbres – que som de bateria é esse? – e na letra. Não dá para saber exatamente o que aflige o personagem da canção – Depressão? Vício? -, mas Arlo avisa: essa dor não dura para sempre.
2 – Madlib – “One For Quartabê/Right Now”
Arquiteto. Mago. Mestre. Produtor, DJ, rapper, Madlib é dos grandes. Seu novo álbum “Sound Ancestors” respeita essa história. É um disco de beatmaker com começo, meio e fim. A ideia veio do produtor Four Tet, que sugeriu a Madlib um disco onde seus beats fossem o centro de tudo, sem participações especiais. A voz do álbum é a voz que Madlib consegue colocar em suas construções sofisticadas. Nessa bela festa, um som é dedicado ao Quartabê, conjunto brasileiro formado por Maria Beraldo, Joana Queiroz, Chicão e Mariá Portugal. E nesta que vamos!
3 – FKA Twigs – “Don’t Judge Me”
“Don’t Judge Me” tem tudo o que a FKA Twigs pode oferecer de bom: sua voz angelical absurda, hip hop, trip hop, participações importantes, como a do rapper Headie One e o produtor Fred Again, conexões da mais moderna música black e tudo mais. Estamos superansiosos pelo seu novo álbum. Twigs andou falando que seu terceiro disco vem aí com o maior número de colaborações que ela já teve.
4 – Tune-Yards – “Hold Yourself”
Vem aí disco novo da californiana Tune Yards, a parceria musical do casal Merrill Garbus e Nate Brenner. Além do som bom e vibrante deste single, vale dar um destaque à letra que toca no ponto da dificuldade de todos em superar suas questões a partir de uma reflexão que muitos não se dão conta: “Seus pais também são filhos”.
5 – Idles – “Carcinogenic”
Falar da classe trabalhadora, defender os direitos básicos, criticar a desigualdade social. “Carcinogenic” é um dos protestos mais diretos do Idles, aquele papo reto que não deixa dúvidas. No vídeo desse som, a militância da banda vai as ruas para defender as casas independentes de show, que tanto sofreram com a pandemia, são responsáveis pela existência do Idles e que precisam sobreviver a esta complicada crise.
6 – Weezer – “Screens”
“OK Human” é o álbum de piano e cordas do Weezer. Embora a proposta soe rebuscada, as canções ainda carregam a essência de sempre da banda para o bem e para o mal. Felizmente o saldo aqui parece mais positivo em um punhado de canções. “Screens” capta a obsessão de todos por telas e as implicações sofridas deste mal do século. Musicalmente lembra a clássica “Hash Pipe”. Repara.
7 – Jade Bird – “Headstar”
Enquanto prepara o sucessor de seu primeiro álbum, lançado em 2019, a inglesa Jade Bird resolveu sacudir um pouco as coisas com uma música direta ao ponto sobre relacionamentos e aquela falta de comunicação que impede que eles simplesmente comecem. Uma música leve com aquele refrão para berrar junto, sabe?
8 – Bartees Strange – “Boomer”
Bartees Strange é um músico inglês que cresceu no Oklahoma mas é radicado em Washington DC. A mistura geográfica é também musical. Seu som reúne elementos do rap e do indie rock com toques emo e um perfume de jazz de um jeito que nunca vimos antes. Sério. Ouça o primeiro álbum do garoto, “Live Forever”.
9 – Goat Girl – “Badibaba”
“Badibaba” é a música indie mais torta deste ano. Parece uma coisa, mas termina outra. Urgente você dar uma olhada no que esse quarteto de garotas inglesas andam aprontando em seu segundo álbum.
10 – SOPHIE – “Immaterial”
A perda de SOPHIE foi um baque. Ela tinha apenas 34 anos. Por isso a gente relembra aqui, como homenagem, um de seus grandes sons, a penúltima faixa de seu único álbum, “Oil of Every Pearl’s Un-Insides”. Esta faixa é uma pequena mostra de sua capacidade de aglutinar, em uma música experimental, uma enxurrada de elementos pop. Uma mistura para embaralhar a cabeça e trazer questões. Como é possível que tantas melodias reconhecíveis de outros lugares soem tão originais ao mesmo tempo? É uma pergunta que cabe dentro da canção de SOPHIE, mas que pensando bem também faz sentindo no universo das canções pop. Trabalho genial.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora inglesa Arlo Parks.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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POPNOTAS – A atrasadinha do Teenage Fanclub, Gwen Stefani se reintroduzindo, as notonas do Weezer novo e a lojinha da Sub Pop

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