Em wet leg:

Por esta você não esperava (nem nós). As novinhas do Wet Leg fazendo cover de “Material Girl”, da Madonna

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* A incrível banda nova inglesa Wet Leg, liderada pelas parças Rhian Teasdale e Hester Chambers, teve lançada hoje pela famosa rádio por satélite Sirius XM, americana, um áudio oriundo de uma session que o grupo da Ilha de Wight fez originalmente para a Sirius XMU, a emissora indie dentro da tonelada de canais que tem a Sirius.

Deve ter bem mais, óbvio, mas optaram por lançar hoje na conta do Youtube da rádio uma cover especial que elas fizeram para “Material Girl”, famoso clássico pop dos anos 80 da superestrela Madonna. E aí é que a coisa pega.

“Material Girl” é de uma época já questionadora de questões femininas principalmente porque saiu da boca da Madonna, mas trazida para estes ainda mais transformadores tempos de hoje, na voz de Rhian Teasdale ela ganhou um jeito soturno e desconstruído. O que era pop escrachado, virou um indie sinistro. Resumindo: o que era quase uma música-zoeira se transformou num testamento serião com Rhian Teasdale.

O resultado é demais.

“Some boys try, and some boys lie
But I don’t let them play, no way
Only boys that save their pennies make my rainy day
‘Cause we are living in a material world
And I am a material girl”

As Wet Leg costumam às vezes trazer uma versão ao vivo de “Psychokiller”, do Talking Heads, para engrossar seu ainda curto setlist (o primeiro disco delas só sai em abril). Essa cover da Madonna para a XMU da Sirius, se não estivermos errados, é a primeira vez que se tem notícia dela.

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Saudade de um show bom? Então toma quatro: Wet Leg e Idles em Londres, Geese no Desert Daze e Turnstile em Baltimore

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* Num apanhadinho rápido, alguns shows recentes ou que recentemente entraram online caem muito bem nesta época rápida de não-shows (aqui). O grupo Idles (Alô, Lollapalooza BR) voltou a se apresentar em Londres no final de semana depois de todo o troço do lockdown e quase derrubou o Brixton Academy. Ajudou muito a noite ser linda o fato de que a banda de abertura escolhida foi a explosiva Wet Leg. Temos provas da balbúrdia indie, abaixo.

Assunto de hoje já aqui na Popload, a banda de amigos teens americana Geese avisou em suas redes que a apresentação que fez lá em novembro no Desert Daze, festival da Califórnia, acabou de entrar na íntegra, 43 minutinhos, no Youtube deles. Botamos a conexão direta a essa joia aqui embaixo.

Algumas semanas depois de lançar seu ruidoooooooso (mesmo!) terceiro disco, o ótimo “Glow on”, a arrebatadora banda americana de hardcore-grunge (!) Turnstile (Alô, Lollapalooza BR) realizou um concerto especial em sua cidade, Baltimore, no estado de Maryland. Já foi para Baltimore? Uma agência chamada hate5six filmou o concerto com quatro câmeras e registrou a hora inteira de loucura que é o show dos caras. Não contamos direito, mas teve stage dive múltiplo em TODAS AS MÚSICAS. Chegou a ver este?

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Seis novos discos para já amar em 2022, estrelando Wet Leg, Metronomy, Alt-J, Charlie XCX, Big Thief e Yard Act

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* Olha, de cara dá para dizer que vai ser difícil nosso querido ano de 2022 bater 2021 no quesito “lançamento de discos maravilhosos”, pelo menos em quantidade. E talvez em qualidade também. Foi muito disco bom lançado, que produziu, você viu por aí, verdadeiras listas de melhores do ano criminosas , com uma enormidade de álbuns bons ficando fora dos rankings gerais. A gente tratou disso aqui.

Mas, de todo modo, 2022 promete não ser um “ano qualquer”. Para o bem e para o mal. O que 2021 seria “um ano normal” a respeito de pandemia está sendo oficialmente transferido para este ano que começa agora, apesar da combinação “altos contágios” + “menos gravidade” que está rolando. Então aparentemente uma outra combinação, a de lançamento de discos + shows ao vivo + festivais presenciais + galera nas pistas, promete turbinar 2022, fazendo a música rodar no seu eixo tradicional.

Por isso, pelo menos na parte que toca este post, a de discos novos que vêm por aí, a gente quer destacar alguns lançamentos excitantes que prometem balançar o ano novo. Sim, tiramos fora desse rol coisas grandes como os novos do Arctic Monkeys, Liam Gallagher, The Cure, Radiohead, do próprio The Weeknd que tratamos no post anterior, a volta do Placebo.

Porque, você sabe, somos do tipo que usa aquelas camiseta “Estamos aqui para a banda de abertura”.

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* “Wet Leg”, Wet Leg
Lançamento: 8 de abril

Depois de quatro singles bombásticos, todos incríveis, a banda indie mais falada do ano passado, liderada pelas meninas inglesas Rhian Teasdale e Hester Chambers, finalmente vai lançar seu disco de estreia. Dessa capa espetacular abaixo. Certeza de barulho master em torno desse álbum. Would you like us to assign someone to butter your muffin?

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* “Crash”, Charlie XCX
Lançamento: 18 de março

Ela é “acusada” de ser o futuro da música pop. E agora em 2022 ela certamente vai botar de novo o mainstream em alerta ao revelar seu quinto disco, “Crash”. Lembra o vídeo de Charlie dançando sexy em um funeral, na hyperpopesca e esperta canção “Good Ones”, single lançado em setembro. Então: a vibe é essa. No programa do Jimmy Fallon, na TV americana, a inglesa transformou o palco num cemitério para fazer sua apresentação. Tipo isso:

Outro single conhecido do álbum novo de Charlie XCX é “New Shapes”, que tem a participação, “apenas”, das espetaculares Christine and the Queens e Caroline Polachek. Fraca ela?

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* “Small World”, Metronomy
Lançamento: 16 de fevereiro

A gente sempre merece um disco novo da banda inglesa Metronomy. O mundo merece, ainda que pequeno. E este “Small World” chega no mês que vem para, além de nos trazer alegrias musicais, servir como o sétimo álbum do grupo electroindie que sabe bem os caminhos de shows no Brasil, pelas mãos da Popload. Desse disco, a gente já conhece a delicinha “It’s Good to Be Back”, de título tão representativo. Só vem, Metronomy.

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* “Dragon New Warm Mountain I Believe in You”, Big Thief
Lançamento: 11 de fevereiro

Desta vez a talentosíssima banda americana da guitarrista Adrianne Lenker não vai lançar dois álbuns num ano só. Porque esse “Dragon New Warm Mountain I Believe in You” vai vir com 20 canções e em edição dupla no formato vinil. O grupo folk do Brookyn, Nova York, já nos mostrou seis dessas 20, lançadas durante 2021: “Little Things”, “Sparrow”, “Certainly”, “Change”, “No Reason” e “Spud Infinity”. Nenhuma delas chega a ser “mais ou menos”. Só para dar uma prévia do que vem por aí, o site Pitchfork considerou o single “Little Things” como a 15ª música mais bonita do ano passado.

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* “The Dream”, Alt-J
Lançamento: 11 de fevereiro

Muito se espera também do novo disco da peculiar banda inglesa Alt-J, digamos de um estilo bem próprio. E, dentro desse jeitão todo pitoresco, o grupo artsy, também de Leeds, acena com mudanças. De integrantes e de estilo, um pouco. Estão inclusive aparecendo em vídeos, o que não acontecia antes. As únicas pistas deste novo álbum, o quarto da banda, são os singles “U&Me”, este lançado no final de setembro, e “Get Better”, que saiu em novembro. Estamos bem curiosos pelo que vem neste primeiro álbum desde 2017.

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* “The Overload”, Yard Act
Lançamento: 21 de janeiro

Muita expectativa está sendo botada em cima desse disco de estréia da nova banda pós-punk inglesa Yard Act, de Leeds. O quarteto, outro grupo que segue a linha The Fall das letras faladas, meio intelectualizado nas letras e no jeitão artsy dos vídeos iniciais, foi ganhando fama nos poucos singles certeiros lançados desde 2020.

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Top 10 Gringo: um resumo de 2021. Também conhecido como: As Músicas do Ano

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* Uma das ideias para justificar a criação do top 10 era a de que lá na frente sua produção pudesse ajudar a gente a pensar em quais foram as melhores músicas do ano. E até que ajuda olhar para a nossa seleção de mais de 400 músicas que mexeram com a gente ao longo de 2021. A questão é que escolher quais são as melhores ali segue quase uma missão impossível e ingrata: com a gente e com as músicas. Mas nós não pecaremos por não tentar, com esta listinha, recuperar alguns dos melhores momentos deste ano musicalmente lindo.

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1 – Wet Leg – “Chaise Longue”
“NME”, a publicação inglesa de nova música, que já foi berço de muitos hypes, se perguntou em 2021: há quanto tempo um hit com guitarras não é tão bom? Pode parecer um exagero, lógico, mas nem Rhian Teasdale e Hester Chambers, a dupla que toca a banda fenômeno indie Wet Leg, sabe explicar o que aconteceu com elas, que com apenas com duas músicas lançadas conseguiram virar sensação mundial com milhões de views e shows lotados. Britânicas, elas já chegaram abalando no EUA sem disco lançado. Grudentos, bem-humorados e viciantes, seus agora quatro singles na discografia indicam que é questão de 2022 chegar para elas emplacarem mais alguns hits.

2 – Little Simz – “Woman”
A rapper britânica levou nossa escolha de melhor álbum do ano. De lá poderiam sair várias canções do Top 10 definitivo de 2021, mas a gente que se limitou a escolher uma só. No caso, a poderosíssima “Woman”, a homenagem de Simz às mulheres que admira ao redor do mundo – um jeito de prestar tributo a todos os exemplos de força das mulheres. Um musicão que ainda tem a participação de outra britânica, Cleo Sol, naquele que é fácil um dos refrões mais deliciosos do ano: “I love how you go from zero to one hundred…”

3 – Dry Cleaning – “Strong Feelings”
E a nossa banda favorita do novo pós-punk britânico (instituição cada vez mais forte) neste ano foi, sem dúvida, Dry Cleaning e suas músicas quase faladas em ritmo groove grunge, um termo maravilhoso demais. Tem outras excelentes de onde tiramos esta.

4 – Parquet Courts – “Walking at a Downtown Pace”
Das bandas de rock mais cabeça aberta que andam pelo mundo atualmente, o Parquet Courts produziu em 2021 uma boa cota de candidatas a melhor música do ano. Canções dançantes e com solos de guitarra são sempre possíveis. E é o que acontece aqui. Além de que no álbum “Sympathy of Life”, entre diferentes ritmos, timbres e ótimas letras, a banda parece imaginar o mundo pós-pandemia e chama o ouvinte à ação. Outro detalhe: se esta música não for trilha do Fifa 22, foi muito vacilo. A batida e as guitarras dão vontade de viver.

5 – Japanese Breakfast – “Be Sweet”
A produção da Michelle Zauner dentro de seu projeto Japanese Breakfast é excelente. Acontece que “Be Sweet” é um hit fora da curva. Daquelas músicas que se um DJ brasileiro descobrir e lançar numa rádio adulta de velharias vai deixar todo mundo doido. Não é que ela seja datada, não, é que ela tem justamente o frescor dos melhores hits dos anos 80. Uma música para gente apresentar para o Guilherme Arantes, saca? E o público percebeu isso: é a música mais ouvida de longe da Japanese Breakfast. Que as pessoas fiquem curiosas de escutar o restante.

6 – Billie Eilish – “NDA”
O álbum da Billie Eilish tem um complicador. Talvez uma de suas melhores músicas, “My Future”, é do disco de 2021, mas lançada em 2020. Nesse caso, a gente “se contenta” com “NDA”, uma das letras mais sombrias de “Happier Than Ever”, com Billie listando várias situações tensas desde que sua vida virou de ponta-cabeça com a proporção do seu sucesso. Geniazinha.

7 – Julien Baker – “Faith Healer”
Lançado bem no começo do ano, capaz que muita gente marcou bobeira e vai se esquecer do belo álbum da Julien Baker, que marcou uma mudança na sua carreira – agora acompanhada de uma banda completa e não mais no esquema guitarra e voz. “Faith Healer” é sobre vícios, das drogas até a pela política e a religião. Uma canção sobre lidar com a dor. Bem apropriada para estes tempos.

8 – Tyler, The Creator – “SWEET/ I THOUGHT YOU WANTED TO DANCE”
Tem uma tradição na obra do rapper Tyler, The Creator: a décima música do álbum sempre é no esquema duas em uma. No caso da duplinha de “CALL ME IF YOU GET LOST” calhou também de ser uma das melhores do disco. Você nem sente que está ali curtindo a visão apaixonada do Tyler por quase dez minutos.

9 – Jazmine Sullivan – “Pick Up Your Feelings”
Só um paralelo curioso, Jazmine é ao lado da Bjork uma das mulheres com mais indicações ao Grammy sem ter levado um troféu até hoje. Nossa aposta é que essa onda acaba com a sensacional “Pick Your Fellings”, que em janeiro concorre a dois Grammys. Se não levar, só pode ser brincadeira.

10 – Beach House – “Over and Over”
Parte do álbum que o duo americano Beach House termina de lançar só ano que vem, “Over and Over” é, como alguém classificou no YouTube, a música de sete minutos mais curta da história, tamanho é o envolvimento que eles conseguem criar aqui.

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* A imagem que ilustra este post é das meninas da banda Wet Leg, Rhian Teasdale e Hester Chambers.
** Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

50 minutos de Wet Leg ao vivo. Veja o show do Mercury Lounge, em Nova York, na íntegra

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* A banda inglesa sensação do indie em 2021, a Wet Leg, quinteto liderado por duas meninas da Ilha de Wight, está em rolês de shows pelos EUA. Neste momento o grupo se encontra pingando entre São Francisco e Los Angeles, para atender a forte demanda para suas apresentações ao vivo.

Hoje à noite a Wet Leg toca no Bill Graham Civic Auditorium, em SanFran.

Há duas semanas Rhian Teasdale e Hester Chambers leram seus boys para performances marcantes por Nova York. A primeira delas foi no Mercury Lounge, em Manhattan.

Descolamos o show todo em vídeo de galera, bem decente. Tem os quatro singles bombators conhecidos, uma cover de Talking Heads e outras musiquinhas que ou devem estar no disco de estréia da Wet Leg, homônimo, a ser lançado em abril de 2022, ou são músicas para preencher o setlist até a banda ter mais músicas para mostrar.

Vê só.

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* Wet Leg no Mercury Lounge
00:00 Too Late Now
03:52 It’s Not Fun
07:18 Ur Mum
11:07 Wet Dream
13:30 Supermarket
17:25 I Don’t Wanna Go Out
21:52 Loving You
25:21 Obvious
29:28 Oh No
32:48 Piece of Shit
35:50 Psycho Killer (Talking Heads cover)
40:07 Being in Love
42:17 Angelica
46:49 Chaise Longue

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