Em white stripes:

A primeira vez do White Stripes na TV. Em 2000

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* Tem uma conjuntura linda de resgate do White Stripes nas últimas semanas e obviamente embarcamos fácil nela. Falamos aqui recentemente sobre a comemoração dos 20 anos do segundo disco do The White Stripes, o clássico “De Stijl”. A gravadora Third Man Records, fundada por Jack White, está lançando uma edição especial do álbum com raridades, além de postar conteúdo antigo, porém inédito, no YouTube. Nesta semana, surgiu a primeira aparição da banda na TV gravada em maio de 2000. Jack e Meg praticamente uns bebês.

Em um programa da TV local de Detroit (cidade natal da banda), Jack e Meg apresentaram as músicas “Apple Blossom” e “Death Letter” – esta última só foi ao ar parcialmente. O que chama atenção no vídeo é o som cru, ainda do início da carreira da banda, antes de refinarem seu estilo. Também é interessante o visual do programa e a qualidade do vídeo – tem “só” 20 anos de idade, mas parece algo tirado dos anos 80. Vale o registro histórico, sem dúvidas.

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White Stripes celebra 20 anos do segundo álbum, “De Stijl”, que é o primeiro (em nossos corações)

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* O maravilhoso “De Stijl”, segundo álbum da saudoooosa e fundamental dupla The White Stripes, completa 20 anos no final de semana e vai ganhar um tributo de aniversário em forma de disco+DVD especial, com gravações raras e imagens de dois shows da tour de lançamento. A produção será da Third Man Records, a gravadora-loja de propriedade de Jack White, o guitarrista do duo.

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O álbum pode ser o segundo de Jack & Meg White, mas foi o primeiro a dar popularidade à banda e preparar o terreno para a chegada dos Strokes e da revolução do novo rock da época, que botou as guitarras nas pistas de dança.

A primeira faixa de “De Stijl”, a música “You’re Pretty Good Looking (For a Girl)”, foi a primeira do grupo de Detroit a realmente tocar muito nas rádios americanas e inglesas, junto com “Last Nite”, a do disquinho de três faixas dos Strokes, o “The Modern Age EP”.

Dentre as raridades que vão estar no disco especial vai ter uma versão demo de “I Just Don’t Know What to Do with Myself”, do Burt Bacharat, que viria a aparecer aaaaanos depois, no álbum “Elephant”. Sobre os shows do DVD, da época do “De Stijl”, um deles aconteceu em Detroit no Ano Novo. E o White Stripes tocou cover de AC/DC e Velvet Underground.

O outro concerto que vai para o DVD é de dias antes de o disco ser lançado, 15/6/2000, em Missoula, no estado de Montana, de onde saiu este vídeo da incrível “Death Letter”, dos stripes novinhos.

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Maravilhosa série “From the Basement” revive em alta qualidade no Youtube. Tem White Stripes, Radiohead, Jarvis Cocker, PJ Harvey, QOTSA e… CSS

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* Se as palavras “From the Basement” significam algo para você, provavelmente vêm acompanhadas de “Radiohead”. Para quem não conhece, o From The Basement foi um programa de musical de TV virtual criado pelo engenheiro de som inglês Nigel Godrich, produtor de quase todos os discos do Radiohead e praticamente um sexto membro da banda.

O “From the Basement” durou poucas temporadas, nos meados da década passada, e capturou performances memoráveis daquela banda, promovendo os álbuns “In Rainbows” e “The King of Limbs”, bem como muitas outras bandas. Sempre numa atmosfera intimista, sem plateia, sem frescura. Com som e imagem impecáveis.

Mas não se resumiu ao Radiohead.

Agora, pela primeira vez de forma oficial, o “From the Basement” montou um canal oficial no YouTube para subir esse conteúdo em qualidade alta.

Só para citar alguns dos artistas que passaram pelo programa, além do grupo do Thom Yorke, da qual é muito associado: The White Stripes, Queens of the Stone Age, PJ Harvey, Gnarls Barkley, Beck, Sonic Youth, The Dead Weather, Autolux e The Stooges.

De acordo com Nigel Godrich, devem subir todo o arquivo, “in its full glory”, no YouTube, incluindo trechos nunca vistos nas transmissões originais, conforme ele explicou numa thread no twitter (https://twitter.com/nigelgod/status/1263462582846984193).

E amanhã, sexta, no YouTube do Radiohead, será transmitido o show completo que promoveu o disco “The King of Limbs”. Vale a pena ver. É melhor que o disco em si, até.

Aqui, destacamos alguns dos vídeos que já estão no canal, em HD e tudo mais. Tem até o nosso CSS (foto acima), veja só.

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Já viu? Os melhores momentos do incrível documentário do Coachella

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* Neste último final de semana, naquele mundo que conhecíamos e não existe mais, era para ter acontecido a “segunda perna” da edição 2020 do grandioso Coachella Festival, no deserto da Califórnia, um dos festivais mais lindos e bem-organizados do planeta, embora nos últimos anos tenha virado uma “outra coisa” em relação ao que era nos anos 2000, musicalmente e “frequentadoramente” falando.

Por 15 dias, até ontem, domingo, até hoje, no pós, o mundo musical estaria vendo, ouvindo, falando, espalhando memes, fotos, comentários, impressões “definitivas” sobre o que rolou no maior encontro de música, arte e pessoas dos EUA. Mas quá…

Não teve nada disso, mas tem isto: há exatos dez dias tem facinho no Youtube o maravilhoso “Coachella: 20 Years in the Desert”, documentário da série Youtube Originals. O filme, quase duas horas de duração, estreou exatamente na sexta da semana passada, o dia em que o Coachella 2020 iria aontecer em seu primeiro final de semana, com a melhor escalação dos últimos anos. Desde seu lançamento de lançamento vi o documentário três vezes. And counting.

A cena de Los Angeles pré-Coachella, desde os anos 80. Como o festival era no começo, como ficou até ser cancelado neste mundo cancelado. Toda sua construção e ideias malucas, a intenção original de sair de Los Angeles (o festival era para acontecer em Palm Springs) e levar algo além de rave eletrônica para o meio do deserto. A feliz cooperação do novo rock ajudando o festival a se consolidar (e se ajudando). O desastroso Woodstock 99 atrapalhando e transformando a concepção de novos festivais uma péssima ideia. Todas as voltas de bandas clássicas incentivadas pelo Coachella até seus planos de inovação na linha show-de-artista-morto-em-holografia e de repetir o line-up em dois finais de semana seguidos. O mundo pré-Coachella para sua produtora em particular, a por pouco falida (duas vezes) e hoje gigante Goldenvoice (que até 1999 promovia eventos punks e de hip hop nas quebradas de Los Angeles e num país de quase nenhum festival). E, claro, cenas das lendárias performances feitas em seus muitos palcos e tendas.

A Popload listou alguns dos principais momentos do documentário, que, se num primeiro momento conta a história particular do Coachella Festival, revela em sua totalidade a história da música nos últimos 20 anos. A gente, que frequentou muito o Coachella, se permite ir além do documentário em alguns momentos. Assim:

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* Um dos fundadores do Coachella e donos da Goldenvoice, o produtor Gary Tovar, achava que produzir shows de bandas como Nirvana, Chili Peppers e Jane’s Addiction não dava dinheiro, então aumentou seu desempenho como traficante de maconha na Califórnia, o que o levou à cadeia. Goldenvoice, o nome da empresa, representava a qualidade da “high quality” maconha traficada por Tovar, que dava a sensação ao usuário de falar com os anjos. Os federais estavam de olho no produtor tinha quatro anos, até o prenderem em 1991. Foi o histórico ano em que “the punk broke” na música, do Nirvana, do grunge, do “rock alternativo” americano das college radios, do Lollapalooza itinerante e da MTV, que bombava master. Foi nesse cenário que a Goldenvoice, pensando em criar um festival para ir além da produção de shows em casas, “achou” o campo de pólo de Índio. Neste ano, experimentaram fazer um show do Pearl Jam no meio do deserto e juntaram lá 25 mil pessoas, no conhecido “show dos sapatos”. Essa história toda é bem contada no documentário. O Coachella mesmo, como festival, teria sua primeira realização muitos anos depois, em 1999.

* No filme, quando o foco é o primeiro Coachella, de 1999, aparece o Morrissey cantando bom trecho da fantástica “November Spawned a Monster”, vestindo uma camiseta do time inglês West Ham e com a galera subindo ao palco emocionada para abraçá-lo. Quando o Morrissey era um ser maravilhoso por completo.

* O Coachella 99, que teve Rage Against the Machine, Beck, Tool e Chemical Brothers como atrações principais, foi realizado para 35 mil pessoas “só” com cinco palcos e em dois finais de semana. E não teria a edição do ano seguinte, porque a Goldenvoice perdeu tipo 1 milhão de dólares na empreitada inicial e a empresa quebrou. Ou quase. E pela segunda vez (a primeira foi quando o trafica-fundador foi preso). Não quebrou meeesmo porque o Rage e o Beck deram um bom desconto em seus cachês, na hora em que o Coachella apresentou as contas e disse que não ia dar para pagar o combinado. E também porque uns produtores do Lollapalooza, amigos, apareceram para ajudar financeiramente a Goldenvoice, na linha “toma aqui e devolva quando puder”.

* O surgimento de um parceiro milagroso e inesperado fez o Coachella voltar a ser realizado em 2001, apesar do caminhão de dinheiro perdido na primeira edição. E um dos headliners foi exatamente o brother Perry Farrell e seu Jane’s Addiction, reformado exclusivamente para o Coachella daquele ano (último show oficial mesmo tinha sido em 1991, apesar de algumas tentativas de reunião que não levaram a banda à frente). “Pobre”, o festival teve apenas um dia de realização e deu prejuízo de novo, mas desta vez numa quantia “controlável”, segundo a Goldenvoice. Logicamente o número de público foi menor que o do primeiro festival: 30 mil pessoas. Mas fazer o festival em 2001 fez a roda do Coachella realmente começar a girar. E a pequena revolução do novo rock, Strokes e a cena de Nova York + White Stripes, quem diria, ia dar uma grande contribuição à sustentação do Coachella.

* Imagens maravilhosas de shows antigos: Bjork cantando grávida ao vento em 2002; e os maravilhosos The Rapture (na tenda Mojave) e White Stripes (no palco principal) em 2003 são de fazer chorar de nostalgia. E eis que chega 2004, o primeiro ano em que eu fui ao festival, e o Coachella passa a dar lucro. Também, com o line-up daquele ano…

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* A estupenda volta dos Pixies (acima), Radiohead e Kraftwerk são as estrelas do primeiro dia do Coachella 2004, o sábado. Com The Cure encabeçando o domingo, muita gente saiu de Los Angeles rumo ao deserto para ver esta edição. Tem imagens lindas do Radiohead mas os Pixies ganham um “capítulo” lindo no documentário.

* A brincadeira da “banda que volta” pegou, e o Coachella fez o lendário grupo pós-punk inglês Bauhaus reformar e ser um dos grandes nomes da edição 2005. O doc traz a espetacular cena de Peter Murphy entrando como um morcego no palco, pendurado de cabeça para baixo por um cabo de aço, cantando a mítica “Bela Lugosi’s Dead”. É impagável a banda contando que a ideia original era soltar centenas de morcegos no começo do show. Mas que, ainda bem, optaram pelo cabo. Mas aí tinha um outro problema: uma pessoa, eles disseram, só aguenta 15 minutos de cabeça para baixo antes de desmaiar. E a música era longa. Coldplay era o headliner deste sábado. Nine Inch Nails liderava o domingo.

* Trechos de shows lindos do LCD Soundsystem, da saudosa Amy Winehouse, Rage Against the Machine – A volta (2007), MGMT (2014), MIA crescendo no festival (cada um de seus três shows do Coachella foi em palcos diferentes), Kendrick Lamar mais recentemente.

* A história de botar a Madonna no Coachella indie é muito boa e está no documentário. E ainda fazê-la tocar/cantar/dançar na tenda dance (na real eletrônica) parecia muita loucura. Mas o Coachella foi lá e fez, em 2006. Massive Attack era o headliner daquele dia. Depeche Mode estrelava o outro. O Coachella virava um festival gigantesca e passava a gerar dezenas de festivais pelos EUA, que até então era pouco ou nada representativo nessa categoria “inglesa” de evento.
O que não tem no documentário, mas a gente conta: enquanto Madonna provocava loucuras na tenda dance, no mesmíssimo horário o brasileiro Seu Jorge se apresentava em um dos outros palcos do festival. E foi estimado que 30 mil pessoas ficaram lotando dentro e as imediações da tenda da Madonna, cuja capacidade real era de 12 mil pessoas. Imagina o fervo.

* Agora megafestival, o Coachella 2007, o do Rage, show que eu quase morri (conto outra hora), foi para três dias de realização, acrescentando a sexta-feira. Exatamente essa sexta incluída, teve a volta do Jesus & Mary Chain, Interpol e o primeiro grande show no deserto da Califórnia do Arctic Monkeys, tudo debaixo da headliner Bjork. Que dia para se estar vivo e no deserto. O sábado marcou tambem a ascensão dos canadenses Arcade Fire rumo ao status de headliner (já tinham feito a espetacular estreia em 2005 e seriam atração principal em 2011, no famoso show das bolas). O Coachella foi para “outros lugares” em 2007, botando o DJ Tiesto no palco principal.

* O documentário do festival dedica um capítulo inteiro para a colossal tenda eletrônica, a Sahara, e como o mito do DJ, aliado à popularização das raves na Califórnia e a EDM tomando conta de tudo, caminhou junto com o evento. No meio dessa construção tem uma apresentação lendária do duo francês Daft Punk em 2006 (pulei aí em cima de propósito). Toda a cena eletrônica, os indies e até o pessoal do hip hop falam dessa performance da dupla de robôs, que antes de entrar no palco botou o tema do “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” para ecoar por alguns minutos e a expectativa da aparição deles no palco ficar insuportável. Um show do outro mundo. O cenário da apresentação era o da pirâmide, que viria para o Brasil no Tim Festival. O famosão Steve Aoki disse que Daft Punk no Coachella 2006 mudou sua vida para sempre.

* Obviamente tem o capítulo do Coachella e o hip hop. Desde que o Invisibl Skratch Piklz, do incrível A-Trak, tocou na primeira edição numa tendinha, no Coachella 1999. Entre outras coisas, tem a primeira vez do Kanye West no festival, em 2006, com o rapper perdendo 20 minutos de seu show porque estava “no trânsito”. Sua banda já estava fazendo um som no palco, aleatório. Kanye chegou já cantando, esbaforido, e quis continuar a apresentação além de seu tempo, mas não deixaram. Ele voltaria em 2011 como atração principal e com um show gigantesco.

* 2011 aliás teve o “encontro” de Kanye West com Strokes como headliner do domingo. Este Coachella em especial ficou sold out em menos de uma semana. Além do Arcade Fire (sábado), o grupo Kings of Leon foi o outro headliner (sexta). A bombação era tanta que em 2012 fizeram a loucura de botar o mesmo line-up de um fim de semana para repetir no seguinte. E deu certo.

* Em 2012, Dr. Dre e Snoop Dogg se juntaram para fazer um show “all-stars” de hip hop, recebendo o falecido Tupac Shakur em holograma. Seria histórico? Seria de gosto duvidoso? O Coachella foi lá e fez. O Obama citou, virou desenho do South Park. Bingo! Fora que a parada foi sensacional e estranha na mesma medida.

* Chegamos à terceira evolução do Coachella, para a música de hoje, Travis Scott, Tyler the Creator, Billie Eilish, os shows transmitidos no Youtube e tal. A industrialização do Coachella como espaço para selfies de influencers com viagem bancada por marcas. A invasão chinesa.

* Vai tudo até os shows da Beyoncé em 2018, a primeira mulher negra a ser headliner do festival, que talvez feche uma era rica para o Coachella falido de 1999. E comece outra, porque em 2019 o festival deu grande destaque para as Black Pink, grupo de meninas do k-pop. Fodeu?

* Se você ainda não viu esse documentário do Coachella no Youtube, pare o que está fazendo e vá ver.

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Em campanha por Bernie Sanders, Jack White toca White Stripes e Bob Dylan em Detroit

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Foto: JEFF KOWALSKY/AFP via Getty Images

Foto: JEFF KOWALSKY/AFP via Getty Images

Com as malas quase prontas para embarcar no Brasil com o incrível The Raconteurs, naquele show especialíssimo oferecido pelo Popload Festival, Jack White andou fazendo campanha eleitoral em Detroit na noite de ontem.

Apoiando o candidato à presidência dos EUA pelos democratas, Bernie Sanders, Jack tocou por quase meia hora na Cass Techinal High School, em set que tocou canções em versões acústicas como “Icky Thump” e “Seven Nation Army”, do White Stripes, e ainda uma cover de “License to Kill”, de Bob Dylan.

Depois da performance, Jack discursou e falou a razão pela qual apoia Bernie. “Eu não me associo particularmente a nenhum partido. Eu apenas ouço as coisas, quem está mentindo para mim e em quem eu posso confiar. Bernie Sanders está dizendo a verdade e é alguém em quem confio”.

A apresentação pode ser conferida na primeira meia hora do vídeo abaixo. O Raconteurs se apresenta no Popload Festival dia 15 de novembro, no Memorial da América Latina, em SP, ao lado de Patti Smith, Hot Chip, CSS e muito mais.

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