Em white stripes:

White Stripes, 20. O disco comemorativo saiu. Com um vídeo ao vivo de show de 2001

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* O abençoado ano de 2001 fez um bem danado para o rock no geral e para o White Stripes em particular. O guitarrista Jack White, através de sua gravadora, a Third Man Records, continua a celebração desses 20 anos que marca o desabrochar ao sucesso do duo blues-punk formado por Jack e “sua irmã” Meg.

A TMR acaba de postar na conta do White Stripes no Youtube um vídeo da dupla tocando ao vivo a maravilhosa “I’m Finding It Harder to Be a Gentleman”, de show de Detroit em junho daquele ano mágico.

Tanto esta versão ao vivo quanto a original remasterizada está no recém-lançado “White Blood Cells”, o terceiro da dupla, lançado lá em 2001, no dia 3 de julho, portanto em cima dessa comemoração de suas duas décadas. O discaço comemorativo, com 32 músicas, foi lançado na movimentada sexta-feira que passou.

Essa “I’m Finding It Harder to Be a Gentleman” do vídeo foi tocada no famoso clubinho da terra de Jack e Meg, o Gold Dollar, que fornece o material para todo o bônus ao vivo da edição festiva do “White Blood Cells”.

Olha que coisa linda aí embaixo, a bateria da Meg White e o Jack tocando piano e guitarra. E, aqui, todo a edição de 20 anos do “White Blood Cells”.

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Top 10 Gringo – girl in red roqueira vai para as cabeças. Jorja Smith dolorida cola no topo. E o Black Keys fecha a trinca com uma novinha dos anos 20

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* A gente é meio tradicional das ideias às vezes, gostamos de álbum. Daí a estranheza de uma semana onde nenhum álbum nos impactou. Por isso, o Top 10 desta vez está com muitos singles – que prometem, já que é para botar sob essa perspectiva, grandes álbuns para logo mais. Ou grandes EPs, vá lá. Tudo bem, tem material do disco de releituras do Paul McCartney – que saiu talvez até melhor que o “McCartney III” original, na nossa modesta opinião. Mas, em single ou em disco, a gente garante uma boa seleção semanal. E, principalmente, uma boa e significativa playlist para o momento.

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1 – girl in red – “You Stupid Beach”
E seguimos amando o som da norueguesa Marie Ulven, a garota de vermelho. “if i could make it go quiet”, seu álbum de estreia agendando para o próximo dia 30, apresenta mais um single nota 10. “You Stupid Beach”, assim como o último single, a ótima “Serotonin”, vem no embalo indie-rock que parece até som inglês. Longe de ser melosa, lamuriosa. Traz o gás que parece ser a real de girl in red, para além do que projetam em sua música “de menininha”, principalmente pelo séquito especial de fãs que a perseguem. Jogando isso tudo para o alto, “You Stupid Bitch” vai ao rock “puro” mais do que costuma ir Lorde e Billie Eilish, a quem com certa razão gostam de associar sua existência.

2 – Jorja Smith – “Gone”
Saudade do sotaque britânico da Jorja. Aqui ela se derrete em uma música dolorida de perda. Aquele fim de relacionamento que deixa a pessoa sem chão, sabe? Mas tudo isso naquele flow dela que quase chega ao rap, mas ainda é muito cantado, muito interessante, novo e fresco. O que nos empolga é que este é só o segundo single de um EP que ela está preparando para maio.

3 – Black Keys – “Crawling Kingsnake”
“Crawling Kingsnake” é daqueles blues que datam dos anos 20 e que a primeira gravação conhecida é dos anos 40. É nesse pique de ir atrás de relíquias que o Black Keys prepara um disco de covers. Mas tudo tocado daquele jeitão deles, que quem não manja pode até confundir com inédita. E tudo bem também.

4 – Jarv Is… – “Swanky Modes” (Dennis Bovell Remix)
O dândi Jarvis Coker tem esse projeto dele chamado Jarv Is…. Com ele lançou um álbum, “Beyond the Pale”. “Swanky Modes”, um dos sons deste disco, reapareceu em single com três versões: um remix do pioneiro do reggae Dennis Bovell e mais duas encharcadas em dub. Dennis deu um show aqui com seu leve toque que tira a coisa mais reta e caretinha da versão original. Uma provocação leve que dá um outro sabor a música.

5 – Liz Phair – “Spanish Doors”
Sem lançar um álbum novo há 11 anos, a veterana cantora e multiinstrumentista Liz Phair mostra que manteve o fôlego. Em um caldo que mistura, segundo a própria, The Specials, Madness, R.E.M., Yazoo, the Psychedelic Furs, Talking Heads, Velvet Underground, Laurie Anderson e The Cars, temos um bom saldo de seus dias de roqueira e de dias mais pop. Lá atrás Liz ajudou a formar esse rock feminino de posicionamento. Depois observou tudo o que veio. E agora ainda quer dizer, e bem, uma coisa e outra sobre isso.

6 – Chvrches – “He Said She Said”
Os escoceses do Chvrches estão de volta com a primeira inédita desde 2018. “He Said She Said” mantém os parâmetros iniciais da banda quando surgiu, a começar pela voz inconfundível da vocalista Lauren Mayberry. Em outras palavras, um indie feito para as pistas de dança. Aliás, é escutar a música e já imaginar um remix que dê uma acelerada ali ou torne a canção ainda mais chiclete, ainda que o assunto, aqui, seja misoginia daquelas bem pesadas.

7 – Rina Sawayama – “Chosen Family”
Rina encontrou um par perfeito em Elton John para esta letra sobre a família que construímos pela vida em encontros que não são de sangue, mas de algo ainda mais profundo – uma experiência que Elton tem. Além de emprestar sua voz com conhecimento de causa, o veterano Sir britânico ainda adiciona seu piano na música, dando um brilho extra e clássico onde na versão original tínhamos um instrumental mais sintético, digamos. Fino.

8 – Bomba Estéreo – “Deja”
A conhecidíssima e sempre bacana banda colombiana Bomba Estéreo, na real um duo formado por Li Saumet e Simon Mejia que é inchado quando a dupla sai em suas bombásticas turnês dance estereofônicas, está preparando sua volta e soltaram mais um single do álbum que vem por aí. “Deja”, a faixa-título, é um estouro daqueles. Sabe quando os graves tremem? Pois é.

9 – Paul McCartney – “When Winter Comes (Anderson .Paak Remix)”
A versão original da música é um típico McCartney ao violão em uma história do campo. Anderson .Paak chega no rolê com piano e bateria, joga o refrão para o começo da música e está lá: é outra canção quase. E tão boa quanto – sim, acho que comentamos isso em outras versões desse disco de releituras do “McCartney III” aqui, mas é a realidade. Será que o Paul topa dar seus outros discos para o mesmo experimento? É uma ideia. Lembra de creditar a gente, Sir Paul.

10 – White Stripes – “Fell In Love With A Girl (Alternate Take)”
O White Stripes celebra os 20 anos de “White Blood Cells”, seu terceiro disco, e solta um take alternativo da música que colocou eles no mundo – se bem que alguns anos depois outra música ia colocar eles no universo, mas essa é outra história. Uma delícia ver a dupla ainda tateando o clássico, deixando brechas nos versos, passagens instrumentais em dúvida. É como ver um hit no berço ainda. Esta versão ainda não está nos streamings, só no Youtube. Enquanto não chega, vamos com a original na playlist. Depois trocamos.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora norueguesa girl in red.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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White Stripes e seus dois lançamentos: o disco ao vivo de show na Holanda e a edição de luxo do terceiro álbum, de 2001

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* O White Stripes continua inativo, mas lançando disco todo ano. Ou com galera lançando disco sobre o duo, pelo duo, para o duo. Dias atrás, assim como fez com o aniversário de 20 anos de seus dois primeiros discos, a entidade Jack & Meg anunciou uma edição comemorativa de “White Blood Cells”, terceiro LP da banda, responsável por expor a banda para um público mundial com “Fell in Love with a Girl”, lá em 2001, o ano “mágico”. Daí a história se fez.

O pacote de luxo, chamado “White Blood Cells XX”, chega por meio do Third Man Records Vault, o clube do selo Third Man Records, de Jack White, e só pode ser encomendado até o fim de abril. Ou seja, temos poucos dias.

No conteúdo, está um LP com versões alternativas e demos do White Blood Cells, outro LP ao vivo, de um show em 2001, e um DVD com um documentário estilo “cinéma vérité” da gravação do disco – tudo inédito. Lembrando que o “White Blood Cells” é um disco singular na carreira da banda: não tem nenhum solo de guitarra, e nenhuma música blues com guitarra slide

Bom, para engrossar o caldo comemorativo destes 20 anos do terceiro disco do White Stripes, o site nugs.net botou em streaming um disco ao vivo da dupla de um show no famooooooso clube Vera, em Groningen, na Holanda, histórica casa de shows para 450 pessoas a uma hora de Amsterdã, que nos anos 80 recebeu Joy Division, The Cure, U2, nos 90 abrigou um dos primeiros shows do Nirvana na Europa e, enfim, nos 2000 abriu suas portas para o White Stripes. E aqui chegamos.

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O nugs.net é uma conhecida plataforma online meio que um clube de associados que diz oferecer 15 mil concertos e 250 mil músicas ao vivo em grande qualidade de áudio. Este White Stripes no Vera Club holandês, por exemplo, tem seu download vendido nos níveis mp3, alac, flac e CD. Quem quiser comprar as 20 músicas do show de 2001 na qualidade mp3 paga U$ 9,95. No site, dá para ouvir trechos bons das músicas.

Voltando ao oficial “White Blood Cells XX”, da Third Man Records, cujas pretensões de compra da edição luxuosa deve ser manifestada nestas duas semanas, foi liberado o áudio da versão alternativa de “Fell in Love with a Girl”.

Esta aqui abaixo:

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POPLOAD TV – Programa Gliv Rocks conta, com 20 discos, a história do grande ano de 2001

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* Outro ano mágico para o tipo de música que gostamos foi 2001, que também teve lá seu tipão de “revolucionário”, sim. Foi conhecido como a explosão do “novo rock”, quando bandas na linha Strokes e White Stripes capitaniaram um movimento que, foi dito à época, devolveu as guitarras à música pop. E o indie bombou de novo, tal qual 1991, que retratamos na Popload TV, com o programa Gliv Rocks, no episódio passado.

Se ali fizemos a brincadeira do “19 discos mais legais de 91”, toma então o “20 discos legais de 01”, que dá continuidade a esta parceria incrível e documental do Gliv Rocks com a Popload TV, o canal do Youtube da Popload.

Na pegada de Alê Zampieri, o apresentador e mr. Gliv, contamos a história cronológica de tantos discos ótimos que fizeram um dos anos mais legais de nossas vidas na música.

Para o deleite de sua memória e desculpa qualquer gatilho, se você tem mais de 30 anos. Se não tiver, serve para ter a noção do que foi 2001 e quais os efeitos aquele período deixou na música que é feita hoje.

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* Obviamente, o programa gerou uma playlist de 20 músicas representativas dos 20 discos de 01.

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Quarta de cinzas feliz. Um show “de hoje” do White Stripes na série From the Basement

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* Faz tempo que a gente não postava aqui um showzinho DAQUELES do From the Basement, espetacular série musical para a internet criada pelo engenheiro de som Nigel Godrich. Não sei muito bem explicar essa ausência de From the Basement na Popload. Se foram eles que pararam de postar ou a gente que andou comendo bola.

De todo modo, nada mais lindo do que retomar essa “parceria” com uma performance do White Stripes, uma das melhores bandas da nossa história. O “nossa” no caso é importante.

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Pois o From the Basement acaba de subir essa apresentação braba de 21 minutos de Jack e Meg White, o histórico casal de irmãos rubronegro (!) do rock independente americano. A session é de novembro de 2005, realizada nos famosos estúdios de Maida Vale, em Londres, bastante usado pela Radio One e 6Music, rádios da BBC.

O White Stripes tinha lançado, uns meses antes da performance, seu quinto álbum, o “Get Behind Me Satan”. O From the Basement com eles tem cinco canções deste disco e a cover de “Party of Special Things to Do”, do grande músico americano Captain Beefheart, que virou vinil de 7 polegadas do White Stripes.

Eis o setlist, com o tempo das músicas no vídeo.

00:30​ – Blue Orchid
03:06​ – Party of Special Things to Do
05:27​ – Forever for Her (Is Over for Me)
09:22​ – As Ugly as I Seem
14:11​ – Little Ghost
16:31​ – Red Rain

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