Em white stripes:

Em campanha por Bernie Sanders, Jack White toca White Stripes e Bob Dylan em Detroit

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Foto: JEFF KOWALSKY/AFP via Getty Images

Foto: JEFF KOWALSKY/AFP via Getty Images

Com as malas quase prontas para embarcar no Brasil com o incrível The Raconteurs, naquele show especialíssimo oferecido pelo Popload Festival, Jack White andou fazendo campanha eleitoral em Detroit na noite de ontem.

Apoiando o candidato à presidência dos EUA pelos democratas, Bernie Sanders, Jack tocou por quase meia hora na Cass Techinal High School, em set que tocou canções em versões acústicas como “Icky Thump” e “Seven Nation Army”, do White Stripes, e ainda uma cover de “License to Kill”, de Bob Dylan.

Depois da performance, Jack discursou e falou a razão pela qual apoia Bernie. “Eu não me associo particularmente a nenhum partido. Eu apenas ouço as coisas, quem está mentindo para mim e em quem eu posso confiar. Bernie Sanders está dizendo a verdade e é alguém em quem confio”.

A apresentação pode ser conferida na primeira meia hora do vídeo abaixo. O Raconteurs se apresenta no Popload Festival dia 15 de novembro, no Memorial da América Latina, em SP, ao lado de Patti Smith, Hot Chip, CSS e muito mais.

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Mais Arctic Monkeys: agora a cover foi para o White Stripes, em Detroit. Para quem eles fariam a cover em São Paulo?

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* Titãs? Ultrage a Rigor? Estou brincaaaaaaaando!!!!!

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* Na melhor linha U2/Arcade Fire de prestigiar nas turnês as bandas locais, o grupo inglês Arctic Monkeys, que toca no Lollapalooza Brasil em abril do ano que vem, segue homenageando bandas “da casa” em sua turnê americana. Em show recente em Nova York, fizeram uma cover dos Strokes, a gente deu aqui.

Ontem à noite, em Detroit, Alex Turner sacou um White Stripes nada básico para os habitantes da Motor City. Na real, talvez pare por aí. Strokes e White Stripes, da geração que “revolucionou” o novo rock nos 2000, são influências descaradas e deflagradas na formação do Arctic Monkeys. Mas vamos aguardar.

O caso é que ontem, então, em Detroit, no Masonic Temple Theatre, o carequinha Alex Turner chamou a cover de White Stripes logo no começo do show, não foi no bis, não. “Vamos mandar um pouco do ‘White Blood Cells’ para Detroit”, disse na quinta música do show do Arctic Monkeys, se referindo ao terceiro disco da banda de Jack White, lançado em 2001, quando Turner aprendia guitarra sozinho em seu quarto, para formar no ano seguinte o grupo que a gente conhece hoje.

A canção pinçada do maravilhoso “White Blood Cells” foi a peculiar “The Union Forever”, que nem single foi à época.

Bom, o resultado você vê abaixo. O Arctic Monkeys toca hoje no Lollapalooza Chicago, com transmissão ao vivo aqui na Popload. Em próximo post você vê os esquemas. Em abril, a gente encontra o grupo britânico em Interlagos. Tô errado, Alex?

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Após a Copa, “Seven Nation Army” volta para a Bélgica. Hein?

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* Futebol é pop. E o hino indie “Seven Nation Army”, a gente sabe, é a maior música da história do futebol mundial.

Dito isso, temos a seguinte situação.

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Ontem, em Bruxelas, um mar de gente (dizem 80 mil pessoas, aproximadamente) foi para praça em frente à prefeitura da cidade para homenagear o belíssimo time da Bélgica, que deixou a Copa do Mundo em terceiro lugar. Os carrascos do time do Neymar e do Tite foram recebidos em casa em uma festa absurda, em que o craque Eden Hazard foi uma espécie de mestre-de-cerimônias, puxando cânticos para a galera entoar.

Um deles, obviamente, foi “a música da Copa”, a onipresente (e aparentemente imortal) “Seven Nation Army”, hit master do saudoooooso grupo americano White Stripes, lançada em 2003, que foi das rádios para as pistas para os festivais para as arquibancadas para virar música oficial da FIFA, botando assim o sucesso de Jack White, já em domínio público, para servir de trilha sonora da entrada das seleções em campo em todos os jogos do Mundial da Rússia 2018, que se encerrou neste final de semana.

“Seven Nation Army” para o mar de gente belga fez todo sentido do mundo e coroou a “campanha” da música no Mundial russo. Vale relembrar pela terceira vez neste espaço que o hino do White Stripes começou a ser cantado no mesmo ano em que foi lançado pela torcida do time belga Brugge. Para depois ir fazer fama entre os italianos futeboleiros e depois ganhar as arquibancadas do mundo todo.

Então praticamente dá para dizer que, neste final de semana e com o fim da Copa, “Seven Nation Army” voltou para seu lugar.

Que história tem essa música.

Veja “Seven Nation Army” voltando para a Bélgica no link abaixo.

Aqui:

video7NationArmynaBelgica

e aqui:

https://youtu.be/-Ji3mFidMt0

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Popload na Copa. Como a “nossa” Seven Nation Army virou a música mais importante da história do futebol

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* Até já escrevi sobre isso por aqui uma vez, mas acho que incrivelmente ficou mais sério. Aproveitando um texto meu para a Folha de S.Paulo, ontem, reproduzo aqui o caminho que o hino indie “Seven Nation Army”, do White Stripes, percorreu para virar, de “apenas um hino indie”, como acabei de falar, a música mais importante do futebol de todos os tempos. Ou estou exagerando?

* Ô-ooooo-ô. Ô-ooooo-ô.

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Talvez a Fifa, organizadora da Copa, nem saiba de onde venha ao certo, com exceção do responsável por pagar direito autoral na entidade. Grande parte da audiência do Mundial em todo o planeta, de TV aberta, a cabo ou via internet, não deve ter conhecimento preciso de que canção é esta, para além dos ô-ôs e como ela foi parar ali, embalando a entrada das seleções em campo para os jogos da Rússia 2018, antes de os hinos dos países serem entoados e a partida começar. Quem acompanha bem futebol até pode conhecer sua história. Ou parte dela.

Direto ao ponto, o som é a corruptela de um hit improvável da música independente, criação de uma banda peculiar de Detroit, EUA, chamada White Stripes, que já não existe há alguns anos. E não que o coro seja parte de um refrão. É uma melodia cantada.

A bizarrice é ainda maior porque tal canção, “Seven Nation Army”, ganhou primeiro as arquibancadas do futebol com as torcidas reproduzindo com a boca seu som de baixo do começo da música. Um baixo feito em guitarra e com efeitos de pedais, porque o White Stripes era na verdade um duo constituído apenas de um guitarrista (Jack White) e uma baterista (Meg White). Sem baixo.

O que a Fifa oficializou este ano já existe em Copa desde a Alemanha 2006, quando “Seven Nation Army” virou o tema da vitória da campeã Itália, mas segundo estudos (meus) começou três anos antes, na Champions League, com uma torcida belga.

A música foi lançada pelo White Stripes em março de 2003, no meio de uma pequena revolução da música alternativa liderada por eles mesmos e pelos nova-iorquinos do The Strokes. “Seven Nation Army” foi o primeiro single a sair de “Elephant”, o quarto álbum da banda e seu mais bem-sucedido, tanto nas paradas britânica como na americana.

O sucesso da canção entre os indies foi imediato, em shows, rádios, pistas. Rock que dava para dançar, mais ou menos. E logo alcançou um território mais expandido de ouvintes. Daí para a música ser cantarolada por galera em festivais de verão na Europa, porque o White Stripes passou a aparecer em tudo quanto é escalação, foi rapidinho.

Aí ganhou as arquibancadas. Os primeiros registros dão conta que torcedores do Brugge passaram a cantar a música durante uma visita a Milão, em jogo da Liga dos Campeões no final do mesmo 2003, zebramente vencida pelos belgas. “Seven Nation Army” teria tocado no sistema de som de um bar nas cercanias do estádio San Siro pré-jogo, cheio de torcedores visitantes, que cantarolaram tal qual público dos festivais daquele ano, não pararam de cantar inclusive no pós-jogo, e assim adotaram o “Ô-ooooo-ô” para o time deles.

O próprio White Stripes se assustou com as proporções que a música tinha tomado na carreira da banda quando justamente na Bélgica, em 2004, um show no megafestival importante de lá chamado Pukkelpop, desses para mais de 100 mil pessoas, o público esperou o grupo americano entrar em cena com um ensurdecedor “Ô-ooooo-ô” do hit.

Com “Seven Nation Army” se espalhando por plateias de música e de futebol como uma praga nos anos seguintes, chegamos a um jogo da Copa da UEFA no começo de 2006 em Brugge, quando o time local recebeu a Roma, da Itália. Nessa época a música já era ouvida em arquibancadas da NFL e NBA, principalmente nas categorias universitárias desses esportes americanos. Mas nesse jogo específico da Bélgica a associação “Seven Nation Army”-futebol ficou séria: torcida do Brugge cantando a música, torcida da Roma admirando a cantoria rival. Diz a lenda que o craque italiano Francesco Totti saiu do jogo querendo comprar o disco do White Stripes que continha “Seven Nation Army”.

Corta para alguns meses depois, quando a Itália triunfou no Mundial da Alemanha, com o “Ô-ooooo-ô” do White Stripes virando uma espécie de hino não-oficial dos italianos, ganhando até uma letra nova. “Seven Nation Army” então virou de domínio público. Ou domínio futebolístico público, para muito além da música. No Brasil, ela ainda é cantada pela torcida do Internacional de Porto Alegre.

O autor da música, Jack White, nunca deu muita trela ao fato de “Seven Nation Army” virar, de repente, a música mais famosa do futebol (ou do esporte) mundial em todos os tempos, dado primeiro o seu alcance orgânico para agora ter virado oficial pela Fifa, 15 anos depois de ser composta.

Em uma rara entrevista sobre o assunto, em 2016, ele afirmou para um jornal de Detroit, sobre “Seven Nation Army” ter conquistado outros mundos além da música independente, ou mesmo além da música em si: “Quanto menos as pessoas souberem de onde a música veio e ainda assim seguirem cantando ela, mais está de acordo com a tradição da música folk. E quanto mais ela seguir anônima e seu alcance só aumentar, mais eu fico orgulhoso de ser o autor”.

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Jack White toca White Stripes no recreio de uma escola. E “para” o Trump também

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Divulgando seu novo disco “Boarding House Reach”, Jack White tem sido notícia não apenas pela proibição de filmagens amadoras dos seus shows, mas também por alguns fatos inusitados.

O primeiro deles rolou semana passada, quando Jack apareceu de surpresa na Woodrow Wilson High School, em Washington, e tocou nada menos que 45 minutos durante o horário de recreio entre as aulas. Com banda e tudo. Um registro do superhit “Seven Nation Army” não nos deixa mentir.

Já no final de semana, em um show um pouco maior, no festivalzão Governors Ball, White dedicou a canção “Icky Thump”, uma das melhores daqueeeeeeeeele duo, a Donald Trump. No verso “Well, you can’t be a pimp / and a prostitute too”, ele citou o atual presidente dos EUA, para delírio da galera.

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