Em working men’s club:

Premiação indie-true inglesa bota o Working Men’s Club para tocar. E a Enny! E o Tricky!!

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* A premiação indie mais true é a inglesa AIM Awards, onde AIM é sigla para Association of Independent Music, que dá troféus para novas bandas, novos nomes, melhores selos, melhores lojas de disco, melhores plataformas de música, inovação indie, contribuição para a “ceninha” e por aí vai.

A de 2021 foi revelada ontem, em streaming desde Londres, e elegeu a fofura master Arlo Parks como grande destaque da noite, com dois prêmios: revelação independente inglesa e melhor disco indie.

A rapper rising star ENNY (foto acima) ganhou dois troféus também, para melhor música independente (o delicioso single “Peng Black Girls”) e One to Watch, de artista para manter no radar.

Outros prêmios legais: Fontaines DC ganhando “melhor segundo álbum difícil”. E o espetacular Working Men’s Club levou “conjunto da obra”, que não entendemos exatamente o que é no caso, mas concordamos mesmo assim.

Falando em Working Men’s Club (foto na chamada da home), eles enviaram duas performances matadoras para o AIM Awards. A ENNY também foi destaque ao vivo da noite, além dos prêmios que ela levou. E ainda tem o gênio Tricky com sua pupila polonesa, a cantora Marta Złakowska. E ainda a jamaicana de Londres Lava Le Rue e seu hit. Enjoy!

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A session maravilha dos ingleses do Working Men’s Club para a rádio KEXP, de Seattle. Em que ano estamos, mesmo?

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* A incrível banda nova pós-punk inglesa Working Men’s Club, pós-punk porém tipo anos 80, gravou uma session recentemente para a também incrível rádio americana indie KEXP, de Seattle, nossa amiga das sessions legais.

Essa performance do quinteto de West Yorkshire, ótima, que rendeu seis músicas, subiu aos ares da emissora na semana passada e tem pouco mais de meia hora de duração. São cinco canções de seu excelente disco de estreia, homônimo, lançado em outubro do ano passado, mais o fabuloso single novo, “X”.

É meio punk, é meio raver. E ao vivo então, só melhora. Que banda!

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* O Working Men’s Club é Sydney Minsky-Sargeant no vocal/guitarra/bateria eletrônica/sintetizador; Mairead O’Connor na guitarra/teclados/backing vocal; Rob Graham na guitarra/sintetizador; Liam Ogburn no baixo; e Ross Orton na bateria.

* A session da KEXP tem as seguintes músicas
– Valleys
– X
– John Cooper Clark
– Be My Guest
– Teeth
– Angel

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Mais do festival da rádio inglesa. Veja performances de Shame, Working Men’s Club e Black Country, New Road

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* Voltamos com o 6 Music Festival 2021, na chamada “edição lockdown”, todo ele gravado no BBC Radio Theatre, no centro de Londres. Mais cedo publicamos a performance da banda Dry Cleaning. Agora, chegou a vez de Shame, Working Men’s Club e Black Country, New Road. Todos incríveis.

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* A foto que está na home, chamando para este post, traz o figuraça Isaac Wood, vocalista e guitarrista do Black Country, New Road.

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POPLOAD NOW: cinco nomes para você correr atrás agora, estrelando TTRRUUCES, Sinead O Brien, Ghostpoet, Working Men’s Club e Egyptian Blue

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* Mais de 200 dias de pandemia já se passaram. A gente já assou pão, assistiu muita live, chorou vendo qualquer doc sobre música e se em outros tempos, nesta época do ano, estaríamos lavando aquela camiseta de banda para montar o lookão do nosso querido festival, que aconteceria por agora. Hoje só estamos caçando o que tem de novo para ouvir, mesmo.

Sendo assim, sob nítida influência por muitas horas de BBC Radio, a Popload separou aqui cinco bandas ou artistas britânicas (ou quase) que a gente vem ouvindo sem parar, graças às nossas conexões novidadeiras!

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** GHOSTPOET

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A gente paga um pau para o Obaro Ejimiwe, aka Ghostpoet, há um tempinho. É um cantor-compositor-produtor londrino bem colocado no underground da música britânaica que já fez um barulhinho no mundo da música quando foi indicado não uma, mas duas (!!) vezes para o Mercury Prize. Em 2011, ao lado de Metronomy e Adele, o artista perdeu para ninguém menos que PJ Harvey. Já em 2015, foi a vez de Wolf Alice superá-lo. Ghostpoet também já apareceu em músicas do Massive Attack e tocou nos incríveis Glastonbury e Sonar.
Em 2020, Ejimiwe volta com o lançamento do chapante “I Grow Tired But Dare Not Fall Asleep”, em maio, seu quinto álbum, que traz uma atmosfera sombria, rifs mil, alguns momentos “jazzísticos” e letras carregadas como “Once again, the happy pills ain’t doing shit” (“Mais uma vez, as pílulas da alegria não fizeram merda alguma”).
Sobre seu gênero musical muitos tentaram “encaixar” o artista como hip-hop ou trip-hop, ao que ele mesmo respondeu no Twitter: “Por que é tão importante para mim fazer parte de um gênero predeterminado com seus parâmetros e regras? Sou apenas um artista que experimenta sons e adora guitarras. Não há problema em se confundir, nem tudo na vida precisa de explicação, às vezes só temos que seguir em frente.”

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** WORKING MEN’S CLUB

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Dançante, meio raver, meio post punk, essa a gente até já chegou a ver ao vivo, no ano passado. Mas, como só cresce e acabou de lançar seu sacolejante disco de estreia, homônico, porque nem precisava mesmo dar um outro nome que não o da própria banda, aparece aqui bem na nossa lista de recomendações.
A ótima “Valleys” abre o disco já num mood “Klaxons conhece Human League”. Muito synth, electrofunk que fazem você querer ir direto para o clássico clube Hacienda, de Manchester, mais ou menos de propriedade do New Order.
A galera de West Yorkshire debutou ano passado com seu primeiro single e não podia ter aparecido em época melhor, com letras que misturam esperança, desespero e uma ânsia por recomeço. É a pedida perfeita nestes tempos bizarros.

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** EGYPTIAN BLUE

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Essa é para você que é fã da leva do novo (já não tão novo) post-punk britânico, como Shame (sdd daquele Balaclava, hein!), Idles, Black Midi…
Egyptian Blue traz direto de Brighton um som que eles mesmos descreveriam numa bio de Tinder como “Post-punk music obsessive, influenced by the surrounds of faded seaside glamour and the people it attracts, with only a loyal cat for company”, algo como “obcecados por música post punk, influenciados por um glamour à beira-mar decadente e pelas pessoas que ela atrai, tendo apenas um gato fiel como companhia”.
Essa pira não é nossa. É de uma entrevista deles para a ótima revista inglesa “DIY”. Aliás, foi por lá mesmo que fizemos esse achado.
Os caras ainda não têm um álbum lançado, mas tem soltado vários singles incríveis desde o ano passado. Aqui você confere “Collateral”, do EP intitulado “Collateral Damage”, que também tem a ótima “To Be Felt”. Divirta-se

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** SINEAD O BRIEN
Esta é nossa nova obsessão. De origem irlandesa, com um pezinho na moda (no dia-a-dia ela trabalha como alfaiate), mas da turma do agitado East London, O Brien de cara nos lembra Patti Smith e seu espírito poeta. Meio performática e também inserida no post-punk, ela a cada música ou a cada vídeo nos dá vontade de vê-la cada vez mais, de ouvi-la cada vez mais.
Por enquanto, ela só lançou um EP e um single e alguns vídeos legais, mas já está sob o cuidado do selo que também produziu os geniais Franz Ferdinand, Bat For Lashes e Fontaines DC, o Speedy Wunderground.

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** TTRRUUCES

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O misterioso duo cujos integrantes respondem pelos nomes de Sad Girl e Lost Boy lançou o disco de estreia homônimo em junho deste ano. Com um som que eles descrevem como “rock opera”, ainda têm uma historinha sobre terem se conhecido experimentando a droga TTRRUUCES e desde então estarem em busca de um “renascimento espiritual”.
Enigmas à parte, a gente curtiu bem o single “The Disco”, que tem um vídeo tão animado quanto o título da música sugere.

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* Esta seção é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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