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CENA – MQN abre o Circadélica. Boogarins fecha o dia. No meio tem Far From Alaska, Terno Rei, Dead Fish, Ludovic, Wry…

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* Popload em Sorocaba. Circadélica Festival, dia 1.

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Depois de duas noites boas trancado num clube, o “templo indie” Asteroid, o Circadélica festa chega ao… circo. Com dois palcos e som rolando das 13h às 23h, o festival sorocabano começa logo de cara com um expurgo rock’n’roll em alto (bem alto) e principalmente em bom som. Patrimônio do indie brasileiro há 20 anos, o grupo goiano MQN abre aqui no interior, logo às 13h, um giro de três apresentações paulistas, que segue amanhã no Centro Cultural SP (festival Centro do Rock) e culmina num show pequeno e especial no clube Breve, na segunda. Tudo na companhia dos conterrâneos internacionalmente famosos, os Boogarins, que fecham a programação deste sábado do Circadélica.

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Garage rock from hell, o MQN, sob o comando do capo goiano Fabrício Nobre, esteve no primeiro Circadélica, em 2001. A banda abrir o festival é cheio de simbologias indie nacionais variadas.

A Popload esteve com o MQN ontem à noite no Black Estúdio, num canto de Sorocaba, no ensaio da banda para a minimaratona paulista. Banda de 20 anos, meia horinha fechada numa sala preta minúsculo, som muito alto, seis músicas quase que sem interrupção e pá: estão prontos para o rolê.

** O Circadélica Festival, em seu primeiro dia, terá ainda Far From Alaska, Vespas Mandarinas, Vivendo do Ócio, Scalene, Ludovic, os proprietários Wry, Terno Rei, Justine Never Knew the Rules, Dead Fish, Pense, Bit Beat Bite Bright, Valveline, Travelling Wave, The Biggs e Ego Kill Talent. Programação agitada.

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CENA – Sorocaba coloca o indie num circo. Circadélica Festival chega à era douradas dos festivais brasileiros

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* A estrada indie agora nos leva a Sorocaba, uns 100 km de São Paulo, via Castelo Branco, com uma decente recepção de 4G. Vim “ouvindo” um vídeo de show do Radiohead na Itália e não caiu nenhuma vez. A conta é meio essa:
– “Quanto demora para ir de São Paulo a Sorocaba?
– “Leva um show do Radiohead em Milão para chegar lá, com o trânsito”
– “Beleza”.

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Neste final de semana, começa em Sorocaba a segunda edição do festival Circadélica. Tudo bem que a primeira aconteceu em 2001, há 16 anos, quando festivais de música no Brasil, principalmente de música independente, era tão raro como ter lugares decentes para bandas tocarem. Agora, em 2016, como o bagulho está loko para bandas e festivais, o Circadélica volta enorme, dentro do circo, carregando o lema de “Música e Diversão”. Mais de 50 atrações, Liniker, Boogarins, Far From Alaska, Ludovic, Francisco El Hombre, Dead Fish, Vespas Mandarinas, Kamau, Plutão Já Foi Planeta, FingerFingerrr, MQN, Lava Divers, Aeromoças e Tenistas Russas vêm tocar na terra do Wry, banda do protoindie brasileiro que já foi “inglesa”, continua na ativa, fez o primeiro Circadélica e está por trás também desta segunda edição.

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Banda que constrói um evento em torno de si, para tocar, reunir amigos e chamar a cena para valorizar seu jardim, seu quintal, tem meu respeito. O Circadélica já se inscreve nos festivais indies obrigatórios da CENA.

O “Diversão” do subtítulo do Circadélica funciona também fora do palco. Performances de artistas circenses (afinal…), pista de skate, tattoos, expositores e a promessa de “muito mais” estão escalados para o festival no espírito de uma atração musical das boas.

A Popload está em Sorocaba para conferir e viver o Circadélica, para dividir a experiência do festival sorocabano neste espaço. Sobre ingressos, veja aqui. Se você é de São Paulo ou de outra cidade, aqui
você acha informações de hospedagem
para passar um final de semana no picadeiro indie.

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Circadélica 2001

Para fechar a apresentação do novo Circadélica, umas historinhas da primeira edição, de 2001, para você ver como o indie andou de lá para cá. O festival, já considerado enorme à época, teve 21 bandas escaladas. Um dos melhores shows do festival, da época em que os Strokes nem tinham álbum lançado, foi o Prole, de Americana.
Uma rara gravação de meia hora do Circadélica 2001 é tesouro puro, com trechos dos shows do Pelvs (RJ), Grenade (PR), Walverdes (RS) e MQN (GO).
O Thee Butchers’ Orchestra, uma das principais bandas daquela época, apresentou músicas de seu disco novo no Circadélica 01. Outras bandas que fizeram parte do festival há 16 anos: Garage Fuzz, Astromato, Maybees, Holly Tree, Muzzarelas, Biggs, entre outras. Os Pin Ups estavam escalados para se apresentar no festival, mas não compareceram, porque a banda, que voltou a existir hoje, havia decidido acabar. “O Circadélica veio para mostrar que é possível montar festivais de rock de médio porte em um país no qual predominam o samba e o pagode”, foram palavras do organizador Mário Bross, vocalista e guitarrista do Wry, lá em 2001. Acrescentemos pop e sertanejo para a edição 2. O Circadélica 2001 marcou também a despedida do Wry do Brasil, indo tentar a sorte na Inglaterra, por onde ficou por alguns anos.

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CENA – Bananada 7 de 7 – Mano Brown, Karol Conka, Far From Alaska, Rakta, Teto Preto, Tulipa Ruiz…

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* Popload em Goiânia. Para acabar esse Bananada sem fim…

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Crossover de coisas, ideias, pessoas, nunca pensei que num mesmo festival indie pudesse ter, sei lá, Black Drawing Chalks e Mano Brown. Quase num mesmo horário, estar tocando a banda indie shoegaze sorocabana Wry num palco e a rapper paranaense Karol Conka em um outro. Assim foi o Bananada de domingo, dia 14, encerrando uma semana cabulosa de som bom, lugares incríveis, gente bacana, tudo certo.

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Abaixo, um dos melhores momentos do Bananada 2017 em sua noite final. Com vídeo de galera e fotos incríveis do Ariel Martini, parte integrande do não menos incrível I Hate Flash

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Mulherada power. Acima, a possante Angela Carneosso em show fora do normal do Teto Preto, a banda-festa. Abaixo, as garotas do feroz Far From Alaska, bandaça internacional do Rio Grande do Norte, momentos antes de entrarem em ação no Bananada 2017

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Mano Brown, dos Racionais, em show do seu outro projeto, o groovie Boogie Naipe, a grande atração de domingo no festival goiano

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A bombada rapper Karol Conka em dois momentos no Bananada 2017

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Três entidades do rock brasileiro reunidas no Bananada, acima o show conjunto dos goianos do Black Drawing Chalks com os Hellbenders; abaixo, Chuck Hipolitho arrebentando a bateria do Forgotten Boys, de SP

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Tulipa Ruiz recebe Liniker em sua apresentação no Bananada 2017

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Acima, Paula Rebellato comanda os teclados do assombroso grupo pós-pós-punk feminino Rakta, de SP; abaixo, momento da banda goiana Brvnks no palco-casa-do-mancha do Bananada 2017

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E fim…

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CENA – Ah, os anos 90. Wry lança CD de covers de bandas indies brasileiras da época

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* Nos extertores de 2016, o grupo indie sorocabano Wry saca um lançamento especialíssimo. O álbum “National Indie Hits” em homenagem a bandas alternativas brasileiras anos 90, ou “a época em que o indie brazuca começou”, como Pin Ups, Pelvs, Killing Chainsaw, MQN, Walverdes, brincando de deus, entre outras.

Num total de 13 covers e num lançamento bem “anos 90”, ou seja apenas em CD físico, o disco é produzido pelo próprio Wry e editado de forma independente, pelo selo da banda. Foi gravado quando os integrantes do Wry moravam em Londres, entre 2005 e 2009, nos “momentos de folga”.

“National Indie Hits”, com hits dos anos 90 de bandas brasileiras da época e gravado exatamente por uma banda formada nesta época, vem à luz no momento em que os Pin Ups, um dos pilares do indie nacional, arma uma volta à ativa e disco novo. E um selo famoso do período, o Midsummer Madness, relança muitas bandas dos anos 90 de modo digital, seis delas presentes nesse disco-tributo do Wry.

Para comprar este “National Indie Hits”, cuja embalagem você vê abaixo, é só mandar um email para o guitarrista da banda, Mario Bross, no mariowry@gmail.com. O álbum sai por R$ 15, mais correio.

via GIPHY

Abaixo, a Popload traz três faixas de “National Indie Hits”. O Wry homenageando a seu modo os importantes grupos anos 90 PELVs (Rio de Janeiro), MQN (Goiânia) e Killing Chainsaw (Piracicaba).

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* Agora, todo o tracklist de “National Indie Hits”

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01. LOW DREAM – PRECIOUS LOVE
02. PIN UPS – GUTS
03. SNOOZE – I FEEL YOU
04. SONIC DISRUPTOR – ANGEL’S WHEEL
05. brincando de deus – CHRISTMAS FALLS ON A SUNDAY
06. PELVs – LOVELES
07. KILLING CHAINSAW – EVISCERATION
08. SPACE RAVE – KILL SUMMERTIME
09. VELLOCET – INSIDE MY MIND
10. ASTROMATO – CANÇÃO DO ADOLESCENTE
11. MQN – BURN BABY BURN
12. WALVERDES – NOVOS ADULTOS
13. BIGGS – NOT THE SAME

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CENA – Wry acha a luz com “Sister” e lança vídeo… iluminado

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* Último vídeo do último vinil, o eterno grupo indie paulista Wry, de Sorocaba, que já foi “banda inglesa” por um tempo, “Sister” é o ótimo registro visual do grupo para 2016, ano em que fez 45 shows em 40 cidades diferentes. Banda que tem mais de 20 anos de estrada, mas ainda carrega o “teen spirit”, o Wry promete para 2017 o seu oitavo álbum, se minhas contas não estiverem erradas. “O plano é lançar disco na sequência, ainda no primeiro semestre”, disse o líder do Wry, o guitarrista Mario Bross.

A música “Sister” tem um significado para Bross, que divaga mais a respeito: “Ela expôe uma fase onde eu procurava uma resposta, uma luz, para um instante estranho que eu passava em um determinado momento enquanto morava em Londres. A luz foi a própria música, que fez a gente caminhar mais longe pra conseguir atingir alguns objetivos que sonhávamos”.

Olha que belezas, música e vídeo.

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