Em wry:

Top 50 da CENA – Céu chega ao céu. FBC emplaca outra. Papo reto de Coruja BC1 vai ao pódio

1 - cenatopo19

* A cada semana a gente tenta surpreender. Uma coisa que fica fácil tendo a CENA brasileira como material de trabalho. Então, é assim: um Top 50 que tem em primeiro lugar uma composição de um dos maiores: João Gilberto. Sim, João chega ao topo do nosso ranking indie pela voz de Céu, que teve a manha de selecionar uma rara composição do baiano para ser relida em seu primeiro álbum exclusivamente de interprete. Na lista, ainda cabe pós-punk indie, pop de uma ex-BBB e um trampo que resgata a sonoridade do funk consciente das antigas. Olha a versatilidade da música brasileira atual!

ceutopquadrada

1 – Céu – “Bim Bom” (Estreia)
Em seu disco de interprete, “Um Gosto de Sol”, Céu apresenta sua visão para uma ampla gama de composições que marcaram sua vida. Canções que você conheceu através de Fiona Apple, Rita Lee, Revelação, Nina Simone. Se destaca a aventura por uma das raras composições de João Gilberto, a balançada (e até pouco lembrada, já que ganhou poucos covers) “Bim Bom”.

2 – FBC – “Se Tá Solteira” (Estreia)
Voltamos a dar um superdestaque para a sacada genial da dupla FBC e VHOOR em usar a estética visual e sonora do funk consciente de nomes como MC Dodô para criar uma nova gama de hits. Ao recuperar que funk e rap têm um parentesco que às vezes fica de lado em muitos papos, FBC talvez tenha não só feito um belo trabalho de resgate cultural como também acertado potenciais grandes hits – “Se Tá Solteira” tem cara de que vai explodir no Tik Tok, se é que já não explodiu.

3 – Coruja BC1 – “Aconteceu (part. Larissa Luz)” (Estreia)
“E a quem diz fechar com gueto nos publi do Instagram/ E nos bastidores negocia com membros da Ku Klux Klan.” Esse é só um dos muitos bons versos de “Aconteceu”. No bom “Brasil Futurista”, novo álbum do rapper Coruja, aqui é a hora em que ele, bem acompanhado por Larissa Luz, mira na turma que se engaja na luta antirracista das maneiras mais tortas possíveis atrasando a luta. “No mundo virtual todo mundo é desconstruído”, ele avisa. Um papo necessário em tempos onde muitas ações parecem mais questão de relações-públicas do que mudanças efetivas de problemas sérios.

4 – Fresno – “Casa Assombrada” (1)
“Vou Ter Que Me Virar” parece ser a segunda parte de uma trilogia que a Fresno começou em 2019 com “sua alegria foi cancelada”. Palavra do próprio Lucas, vocalista da banda. Se a primeira parte parecia adivinha o que vinha pela frente no Brasil arrasado por um governo terrível, a segunda parte se balança entre momentos de esperança e outros nem tanto assim, como é o dia comum de um brasileiro. Na nova coleção de boas músicas, o primeiro destaque é esse olhar para dentro que Lucas lança a partir de suas experiências na terapia. É quase uma música que revê muitas outras músicas da Fresno (“Desculpa por eu sempre ser assim/Uh, terceirizando a minha dor/Confundindo carência com amor”). Não é todo artista que tem a manha de se criticar tão abertamente na própria obra.

5 – Duda Brack – “Oura Lata” (2)
De Porto Alegre, Duda arrebenta em seu segundo álbum. Entre tantos bons momentos, vale a redescoberta que ela lança aqui ao sacar uma bela música de Alzira E e Itamar Assumpção em arranjo meio “Rubber Soul”. Coisa linda.

6 – Wry – “Where I Stand” (Estreia)
Se tem uma banda que não falha na entrega, essa é o Wry. Na retomada dos sorocabanos, que já tinha rendido um álbum ano passado, eles voltam em 2021 com toda a força em um álbum de inéditas de configuração um pouco não usual. Ainda que tenha sido gravadas agorinha, todas as canções são composições que ficaram pelo caminho na trajetória da banda – aquelas que ficavam no quase a cada álbum e EP.

7 – Manu Gavassi – “Gracinha (part. Tim Bernardes e Amaro Freitas)” (Estreia)
Em seu novo álbum, Manu Gavassi reúne Amaro Freitas, um dos maiores pianistas brasileiros e dono de um dos discos do ano, e Tim Bernardes, dO Terno, para uma música sua. Resultado: pop em alto nível. Se você costuma torcer o nariz ao se aventurar por álbuns mais pops, considere dar uma escutada aqui e reavaliar as coisas.

8 – Luiza Brina, Sara Não Tem Nome e Julia Branco – “Exausta” (Estreia)
E-mails que não ganham resposta, insônia após um dia de trabalho exaustivo, FOMO e outras questões modernas. A sociedade do cansaço ganhou um hino nessa parceira das três compositoras. Nas palavras da Sara, “um pop cansado com pé no pagodão baiano”.

9 – Vuto – “22 a Queima Roupa” (3)
Vuto é um rapper de Salvador que a gente acabou de descobrir e já está de cara. Habilidoso na escrita, na batida e no flow. Tudo é bem original e marcante. Fiquem espertos com o som dele.

10 – Primitivo – “Pretos de Classe como Marighella (part. THC das Ruas e Camarada Janderson)” (4)
Repara, as menções a Marighella no rap nacional explodem a partir do momento em que Mano Brown resolve dar sua versão da história do baiano. Da citações posteriores a do Brown é difícil encontra outra que honre tanto seu legado quanto a menção dessa turma, que realmente propõe uma revolução brasileira na letra. Música só no Youtube, por enquanto.

11 – Gab Ferreira – “Karma” (5)
12 – Serapicos – “Caminhei, Caminhei, Caminhei” (6)
13 – Alessandra Leão – “Borda da Pele” (9)
14 – Taxidermia – “Taxidermia Punk” (10)
15 – Jennifer Souza – “Amanhecer” (11)
16 – brvnks – “as coisas mudam” (12)
17 – João Donato e Jards Macalé – “Côco Táxi” (13)
18 – Rabo de Galo, DJ Ubunto e Luedji Luna – “Me Abraça e Me Beija” (15)
19 – Stefanie e Gigante no Mic – “Coroa de Flores” (16)
20 – Vandal – “BALAH IH FOGOH” (17)
21 – Johnny Hooker – “Amante de Alguel” (18)
22 – Don L – “Na Batida da Procura Perfeita” (19)
23 – Alice Caymmi – “Serpente” (21)
24 – Juçara Marçal – “Ladra” (22)
25 – Criolo – “Cleane” (23)
26 – Caetano Veloso – “Não Vou Deixar” (26)
27 – Marina Sena – “Pelejei” (27)
28 – Prettos – “Oyá/Sorriso Negro” (28)
29 – Liniker – “Mel” (29)
30 – Luana Flores – “Lampejo da Encruza” (30)
31 – Valciãn Calixto – “Exu Não É Diabo (Èsù Is Not Satan)” (31)
32 – Bebé – “Sinais Elétricos na Carne” (32)
33 – Majur – Ogunté (33)
34 – Tasha e Tracie – “Lui Lui” (34)
35 – GIO – “Sangue Negro” (35)
36 – Linn Da Quebrada – “I míssil” (36)
37 – Rodrigo Amarante – “Maré” (37)
38 – Amaro Freitas – “Sankofa” (38)
39 – Pabllo Vittar – “Não É Papel de Homem” (39)
40 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (40)
41 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (41)
42 – Jadsa – “Mergulho” (42)
43 – FEBEM – “Crime” (43)
44 – Boogarins – “Supernova” (44)
45 – JOCA, Sain, Jonathan Ferr, BENO, Theo Zagrae – “Água Fresca” (19)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (46)
47 – Mbé – “Aos Meus” (47)
48 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (48)
49 – LEALL – “Pedro Bala” (49)
50 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora Céu.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas CENA – O míssel novo da Linn da Quebrada. BNegão relendo Ratos de Porão (!!). O(a) Maxilar do Gabriel Autoramas. E os remixes perdidos do Wry

1 - cenatopo19

– E só cresce a ansiedade pelo próximo álbum da cantora e compositora paulistana Linn Da Quebrada. Como diz a nossa amiga Flávia Durante, a dona do conglomerado de ações Pop Plus, “Pajubá”, a estreia de Linn na CENA, em 2017, é equiparável ao disco obra-prima “Sobrevivendo no Inferno” dos Racionais, lançado 20 anos antes. Será que ela vem de “Nada Como Um Dia…” ou vai até mais longe? Ainda não sabemos, mas gostamos de “I Missil”, seu último single antes da chegada de “Trava Línguas”, álbum que chega em julho. Como o disco todo, a faixa é uma produção em trio: Linn, a DJ e produtora BADSISTA e a percussionista Dominique Vieira. Se você achar que sonoramente essa é uma música mais leve que outros delas, acertou. Olha o que a Linn escreveu sobre a faixa: “Busquei novos ritmos e frequências em mim mesma, tanto no falar quanto no cantar. Eu me movi, estética e profissionalmente falando. Sinto que estou em outros lugares agora, sabe? Na sonoridade, por exemplo, eu queria algo que a minha mãe pudesse escutar, um som que de algum modo a aproximasse ainda mais de mim”, escreveu no texto do informativo sobre a música.

– Já na área de sons que sua mãe não vai querer escutar, o rapper cantor carioca BNegão fez um cover do clássico “Cérebros Atômicos”, do pesadíssimo Ratos de Porão, grupo de punk hardcore paulistano de João Gordo. A música tem um feat do Paulão King, dono dos vocais guturais em sons como “A Verdadeira Dança Do Patinho”,”Funk até o Caroço” e “Qual É o Seu Nome”, presentes no já clássico “Enxugando Gelo”, a estreia do B Negão e os Seletores de Frequência, de 2003. Na home da Popload, a foto a chamada para este post é dos dois, com BNegão à direita. Esta versão do Ratos estará no primeiro disco 100% solo de BNegão, programado para o mês que vem, chamado “Metamorfoses, Riddims e Afins”.

– O selo Maxilar, tocado por Gabriel Thomaz, do Autoramas, e Henrique Roncoletta, do NDK, aproveitaram a sexta-feira para uma série de lançamentos. São quatro singles de uma vez, Persie mais Luísa E Os Alquimistas com “Baixo Oceano”, Dionisio Dazul com “Sapatos”, Cheyenne Love com “Urgent” e Stemphylium com “Ele Tá Tliste”. Nessa mistura tem de tudo, de uma balada leve, no caso da parceria Persie e Luisa, até uma música com pegada humorística dos niteroienses do Stempylium.

– E os sorocabanos do Wry seguem na missão de criar EPs com remixes de faixas do seu álbum mais recente, “Noites Infinitas”, do ano passado. Após “Man in the Mirror” e “Weapon in My Hand”, a faixa comtemplada é “Uma Pessoa Comum”, com releituras do multitalentoso Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy e Thee Butcher’s Orchestra), Malka, Iwaszko e Petri. Além dos remixes da novidade, o disquinho ainda conta com outros perdidos por aí de sons mais antigos – um desses remixes estava tão perdido que a banda simplesmente nem sabe quem fez ele.

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Popnotas – St. Vincent levando os anos 70 ao Fallon. A grande volta do Wombats. O Wry eletrônico. As cabeçadas das Sleater-Kinney

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* No rolê de mostrar músicas de seu novo disco, o já famoso “Daddy’s Home”, a poderosa St Vincent, agora na versão loira anos 70, foi ontem ao programa do Jimmy Fallon para uma performance ao vivo de “Down”, faixa do álbum. Ela foi armada de umas backing vocals classudas e tudo. Toma aí essa belezura toda.

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* Teve uma vez, num desses South by Southwest da vida, tipo 2007/2008, o grupo inglês The Wombats, que na época experimentava dias melhores na cena britânica, anunciou de surpresa que ia fazer uns três shows rápidos seguidos em bares da famosa rua 6, em Austin, a principal rua do Sxsw, que tem mais bares e clubinhos e restaurantes com palcos do que São Paulo inteira. Era tocar, pegar as coisas e ir para o outro bar. Repeat. Eu fui nessas atrás deles e vi os três shows do grupo de Liverpool. Dito tudo isso, sem que nada tenha a ver com nada, o Wombats, que até tem uns discos perdidos nos anos 2010, está armando uma grande volta, com disco novo, turnê grande etc. Esse retorno começou hoje, com o lançamento deste single “Method to the Madness”, que marca a primeira música inédita da banda desde o disco “Beautiful People Will Ruin Your Life”, de 2018. E vem com um vídeo climão, meio nonsense, mas até achei que acabou bem, dadas as circunstâncias. Detalhe para uma das frases que marcam os momentos forte da música, em que o vocalista Matthew Murph grita “Fuck my sadness”. Estaríamos diante de mais uma desses contra-ataques novos ao indie-mental health que se apoderou do som jovem dos últimos anos? Mais outro detalhe. A lindeza que vaga pelo vídeo de “Method to the Madness” é a influencer e cantora mexicana Reno Rojas.

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* CENA – Uma das bandas mais “guítar” e longevas da cena indie brasileira, os sorocabanos do Wry estão buscando espichar sua música para tudo quanto é lado, num interessante caminho de experimentações. Primeiro, recentemente, passaram a fazer canções cantadas também em português. Outra que acabaram de lançar um EP de cinco faixas mexendo com músicas suas nova e mais antigas num caminho mais eletrônico. O capo da banda, Mario Bros, explica melhor: “Em síntese essas cinco faixas expandem o som a um horizonte elétrico, com linhas de baixo marcantes do deep house brasileiro, sintetizadores sequenciados de estética synth-pop moderna (e que também remetem aos anos 80) e influências de Björk dos anos 90 e drum’n’bass clássico. OK? Amanhã tem um vídeo de uma delas, que a gente cola aqui. Fica o convite a voltar a esta nota. Confira o naipe do EP:

01 Weapon in My Hand
02 Weapon in My Hand (Geztalt Remix)
03 Weapon in My Hand (Yuro Remix)
04 Don’t You Ever Call on My Name Again (Langley Remix)
05 Cancer (Ecstasy Remix)

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* Estamos grudados nas andanças novas do ótimo duo americano Sleater-Kinney, duo formado por Corin Tucker e a grande Carrie Brownstein (foto na home) e que surgiu lá nos anos 90 nas brumas e pelos lados do grunge da região ponta-esquerda norte dos EUA. Dia 11 de junho elas lançam seu décimo disco de estúdio, chamado “Path of Wellness”, que já teve o belo single “Worry with You” e hoje revela mais um novo single. “High in the Grass”, a música, boa também, tem um vídeo bizarrinho, de dança das cabeças. Quando há cabeças. As Sleater-Kinney partem em agosto para uma turnê do disco novo acompanhando o Wilco. Pensa.

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Popnotas CENA – A alma da Yma, o festival POC, o zine-arte-virtual do Coquetel Molotov e o Wry ao vivo

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– Hoje, às 20h, a cantora Yma finalmente lança o vídeo para seu mais recente single solitário solito “White Peacock”, lançado no ano passado, mais de um ano depois de seu disco de estreia e a alguns passos de seu próximo álbum, assim esperamos. E que vídeo! Yma (foto na home da Popload) não é necessariamente uma pessoa “retilínea” em sua produção, seja nas músicas, seja nos vídeos. O último trabalho visual dela, pelo que me lembro, ainda que não exatamente para uma música de sua autoria, mostrava a alma dos peixes-palhaços, mortos por anêmonas. As almas que “White Peacock” mostram agora são outras. Da própria Yma. “Aqui. Em casa. Pensando nas cortinas, nas telas, nos relógios girando no mesmo eixo há incontáveis dias. aqui. de dentro da minha sala o mundo está distante. cansada dos movimentos engessados do corpo e da automação do pensamento. quando, de súbito, um som desprende meu corpo. não sei se é um grito ou saxofone. mas estou dançando. Livre”, tenta explicar a bela cantora. Sem mais spoilers, 20h o vídeo estará rolando aqui embaixo.

– A forte noite underground paulista, que não existe mais mas uma hora vai voltar a existir, estará muito bem representada no Festival POC, armado pelo coletivo Bicuda, responsável por muitos agitos na cidade de Campinas, aqui “do lado” de SP. A sigla que sustenta o POC é legal: Projetos Organizacionais Culturais. E a idéia é reunir, nos dias 3, 10 e 17 de abril, três sábados a partir deste próximo, artistas, bandas, coletivos de festas, criativos em geral, empreendedores e influentes que movimentam à noite em toda sua diversidade de acontecimentos. Todo mundo dando valiosos pitacos sobre música, produção de eventos, moda, tudo para criar e fazer renascer bem essa economia criativa para quando o mundo voltar a funcionar. Porque um dia vai. Nomes a participar? Pois não: Bandas Rakta e NoPor, DJs Cashu (Mamba Negra) e Gezender (Sangra Muta), a multiartista CARNEOSSO (Mamba Negra, Teto Preto) e o artista multimídia Alma Negrot, os produtores Thiago Roberto (Dando) e Mafalda (Batekoo), as cantoras Saskia e Potyguara Bardo, entre muitos outros, num total de 40 atrações distribuídas em mesas de debate, oficinas, shows e DJ sets. O evento é obviamente online, gratuito e acontece no site da Bicuda, onde você pode ver a programação completa e se inscrever.

– O veterano grupo sorocabano Wry, ainda nos agitos de seu disco bilíngue lançado no ano passado, o bom “Noites Infinitas”, resolveu mostrar o álbum todo tocado ao vivo, na íntegra. Eles se deslocaram, mascarados (menos o vocalista Mario Bross, também guitarrista), até o famoso estúdio Deaf Haus, em Sorocaba mesmo, para a performance de pouco mais de meia hora. Wry ao vivo é responsa.

– Foi lançada a revista digital do Coquetel Molotov.EXE, como se fosse um zine digital bem construído, do tamanho da importância para a CENA brasileiro do famoso festival indie de Recife. Tem vídeos instalações, muita arte visual, oficinas e, claro, sessions. E ocupa o site do Coquetel Molotov. Uma session de destaque é o encontro de Benke (Boogarins) com Tagore (foto abaixo, Tagore à esq.), que rendeu músicas inéditas. Estão à disposição na revista. Psicodelia goiano-texana vs. Psicodelia pernambucana. O caldo é saboroso, vá à revista conferir. A extensão .EXE do Coquetel Molotov é um projeto criado pela inquieta Ana Garcia para mover seu evento de forma virtual pandêmica. E a revista é uma saudável fuga das lives. Além da parceria de Benke/Tagore, a revista ( traz ainda um vídeo Urias com participação de João Arraes, um filme musical de Vitor Araújo realizado pelo cineasta pernambucano Pedro Maia de Brito e uma performance ao vivo do pernambucano Jáder, entre outras coisas. O conteúdo é rico.

2 - Benkes et Tagoretinga 2

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Popnotas – As Dobradinhas cariocas, um r.i.p. Titus, Big Thief e o disco diferente, Wry para dançar e tchau, Coachella?

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– De onde os integrantes do quarteto americano Big Thief tiram tanta energia? Dois álbuns da banda em 2019, discos solos de três integrantes na sequência e um single do grupo ainda no ano passado. Tem espaço para mais? Em entrevista à “Guitar.com”, Buck Meek, guitarrista da banda, dá a dica que em breve teremos um novo disco do Big Thief, que já está pronto. E “diferente”, segundo ele. Hummm.

– Integrante da primeira formação da banda Titus Andronicus, de New Jersey, o tecladista Matt “Money” Miller morreu aos 34 anos. O anúncio foi feito pela própria banda em texto no Twitter assinado por Patrick Stickles, único presente em todas as formações e primo de Matt. Nas palavras dele, Matt era seu amigo mais querido. Ainda que tenha deixado a banda antes de ela começar a gravar, ele participou de alguns álbuns, sendo até o vocalista principal em um som do EP “Home Alone on Halloween”, de 2018.

– Sem Coachella? Sim, provavelmente por mais um ano o festival não deve rolar. Cancelado em 2020, a expectativa de uma edição 2021 é rejeitada por fontes entrevistadas pela revista “Variety”, que estipulam que o evento só tenha chances de voltar a ser realizado no ano que vem. A princípio, o Coachella está marcado para acontecer em outubro. Mas deve ir para abril de 2022, seu mês original de realização. Entre as alegações reveladas na revista, a principal razão é que o tamanho do Coachella pede por muito dinheiro e prazo. E, embora a situação da vacinação em massa nos EUA tenha acelerado bastante, ainda as incertezas em relação à pandemia e o tamanho colossal do festival tornam muito difícil sua realização.

dobra

CENA – Uma boa notícia para animar ainda mais a ótima CENA do Rio de Janeiro e um pequeno grande festival para se ter perto mesmo à distância é o carioca Dobradinhas, que volta depois de cinco anos de hiato e acontece neste sábado, a partir das 15h, no canal de Youtube do evento. Seguindo sua vocação em promover encontros musicais, fazendo jus ao nome do festival que em edições passadas já deu suas dobras a nomes como Ava Rocha, Letrux, Cícero e Mahmundi, entre outros.
Os encontros de amanhã, com show de 40 minutos num quintal no Santo Cristo, são:
Ana Frango Elétrico e Luís Capucho + Joana Queiroz
Dora Morelenbaum e Luiza Brina + Aline Gonçalves
Juliana Linhares e Maíra Freitas + Diogo Gomes
Clara Anastácia e Joca + Rodrigo Maré

– CENA 2 – O veterano grupo sorocabano Wry (foto na home, de Ana Érica), agora na fase bilíngue, lançou hoje o single “Man in the Mirror”, faixa do bom álbum “Noites Infinitas”, lançado no ano passado. A música chega a este single de duas formas: “normal” remasterizada e, aqui é o brilho, num remix ultradance tipo Manchester anos 90, de autoria do DJ Electropaulo, lá de Londres. Uma terceira faixa comparece ao single, essa da música “In the Hell of My Head”, hit de show do Wry, feito por Evandro Flanicx, de São Paulo. Dança aí.

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