Em years & years:

Years & Years leva a Kylie Minogue para festa na BBC. Disco novo sai (finalmente) em duas semanas

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* Outro dos badalados discos novos a sair neste começo de 2022 será o terceiro disco da banda synthpop inglesa Years & Years, na real um projeto pessoal 99% pertencente ao talentoso Olly Alexander, músico, ator e escritor.

“Night Call” vem para renovar a discografia do Y&Y, estancada no ruidoso disco “Palo Santo”, de 2018.

Agora no último dia de 2021, Olly participou de um programa especial de TV da BBC britânica que celebrou a chegada do Ano Novo, com três performances, duas do disco novo.

Uma foi a já conhecida “Sweet Talker”, lançada no final do ano, que tem a participação do duo sueco eletrônico Galantis na parada. Ainda do novo álbum, teve “A Second to Midnight”, que estará na versão deluxe do disco, como bônus, e tem a participação especial da musa australiana Kylie Minogue em dueto com Olly. Na BBC, a própria cantora apareceu na performance da música.

Do álbum anterior, fez parte do especial da BBC o hit “Sanctify”.

Tudo aqui embaixo.

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Top 10 Gringo – Wet Leg mete duas músicas no top 3. Mas o primeirão da semana é o/a Carpetgarden

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* A semana foi mais devagar lá na gringa, mas ainda assim arrumamos o fino entre lançamentos e alguns relançamentos. Se deixamos escapar algo, a culpa é das seis horas vendo o filme dos Beatles, né? Quem não se perdeu naquelas seis horinhas tão boas desde que o doc foi lançado?

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1 – Carpetgarden – “IDC”
Jovem de 20 e poucos anos que se declara sem gênero, David Sweet é a pessoa por trás do projeto Carpetgarden. Pessoa californiana (só podia, pela voz e pelas letras certeiras, ácidas e sem medo), suas ideias musicais passam dos sons mais ásperos até uma suavidade pop (ouça também a excelente “Break My Heart”, onde ela explora esse lado mais tranquilo), dá para dizer que estamos perto de um(a) artista prestes a explodir. Se bem que David já acumula algumas centenas de milhares de ouvintes mensais no Spotify. Mas deve bombar mais logo. Fica de olho daí que estamos de olho daqui.

2/3 – Wet Leg – “Too Late Now/Oh No”
As meninas inglesas Rhian Teasdale e Hester Chambers lideram uma das bandas mais interessantes do ano, a explosiva Wet Leg. Pelo menos até aqui são quatros singles e nenhum erro. É muita empolgação com tão pequeno repertório? Talvez, mas elas prometem e já estão escaladas para tocar no México abrindo para o Idles e tudo – e logo mais vem o primeiro álbum por aí. Logo mais, entenda, é 8 de abril de 2022. O mundo indie está preparado para o disco de estreia das Wet Leg?

4 – Years & Years – “Sweet Talker”
O pequeno gênio Olly Alexander, dono do Years & Years, conseguiu fazer um hit aqui. Se a música vai alcançar o tamanho da gigantesca “King”, seu maior sucesso até aqui, é questão de tempo para ver. Tem potencial, viu.

5 – Ovlov – “Strokes”
Apesar do nome desse som, a onda do Ovlov, banda de Connecticut, passa longe dos Strokes, o grupo. Com um rock com fortes influências emo, a vibe aqui é para quem curte melodias pop com guitarras que alternam entre a limpeza extrema e a pura sujeira. Se essa é a sua praia, como é a nossa, eles entregam tudo.

6 – Bloc Party – “Traps”
É interessante ver os ingleses do Bloc Party reaparecerem em uma nova alta do pós-punk na ilha. Se eles já tinham renovado o gênero uma outra vez lá no começo do grupo, no distante 2005, agora eles já têm alguma autoridade para avisar a molecada como é que se tira um som. E eles conseguem recuperar a energia dos melhores momentos da banda neste single. Queremos um álbum novo, com certeza.

7 – Leon Bridges – “Summer Rain feat. Jazmine Sullivan”
Com participação de Jazmine Sullivan (se ligue em “Pick Up Your Feeling”, som dela e um dos hits do ano), o grande Leon Bridges traz sua bela voz em uma canção extra para seu álbum “Gold-Digger Sound”, agora em versão de luxo.

8 – Fontaines D.C. – “Sha Sha Sha – Live at Kilmainham Gaol”
Enquanto o Fontaines, uma das nossas bandas favoritas, não desembarca por aqui, temos que nos contentar com esse excelente álbum ao vivo que eles soltaram, que dá boa dimensão de como a banda é firme no palco. Além de ser uma boa sugestão para outros grupos ainda novinhos de já se arriscarem em discos ao vivo logo cedo. Mal não faz.

9 – Billy Preston – “I’ve Got a Feeling”
Um dos baratos de “Get Back”, novo documentários dos Beatles, é ver em alta definição a mudança de humor que Billy Preston provoca na banda quando aparece para ajudar o grupo em alguns números. “I’ve Got a Felling”, uma das crias dos tempos de “Let It Be”, seria regravada por Billy em uma versão tão boa quanto a dos Beatles em seu álbum lançado em 1970, “Encouraging Words”. Beleza total.

10 – David Bowie – “Ashes to Ashes”
Ah, os relançamentos seguem nos pegando. E na nova coleção que reúne a obra de David Bowie entre 1992 e 2001 temos ele em uma apresentação para a BBC com muitos hits em ótimas versões. É sempre um prazer escutar a clássica “Ashes to Ashes”, ainda mais nos moldes que a superbanda que acompanhava David nos anos 2000 sabia dar para esta musicaça em especial.

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* A imagem que ilustra este post é de David Sweet, do Carpetgarden.
** Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

Years & Years vai à eletrônica profunda com o novo single. Próximo álbum sai no começo de janeiro

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* A banda de um cara só Years & Years vai lançar provavelmente o primeiro disco de 2022. Pelo menos o primeiro de impacto para nós por aqui. “Night Call”, o terceiro do versátil Olly Alexander, sai logo no dia 7 de janeiro.

E agora à tarde o Olly aka Years & Years lançou um outro single desse álbum, a música “Sweet Talker”, que não saiu colada com um vídeo oficial. Quer dizer, tem o video lyrics.

“Sweet Talker” traz a colaboração do gigante duo sueco de eletrônica Galantis, o que já indica para ontem esse single foi. É a segunda amostra do novo disco, seguindo “Crave”, faixa apresentada no começo do ano.

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As apresentações legais do Brit Awards, ontem. Tirando a do Coldplay, que já mostramos

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* Ontem na Inglaterra foi transmitido pela internet o Brit Awards 2021, um dos principais prêmios de música do planeta. O Brit Awards na real foi transmitido para o mundo, porque para 4 mil ingleses foi ao vivo mesmo, do jeito antigo, galera vendo o evento no mesmo lugar, aquela loucura que o covid quer há mais de ano que a gente esqueça como é.

A premiação geral em si, que rolou na majestosa O2 Arena, num dos cantos sul de Londres, foi assim assim. O ator e comediante inglês Jack Whitehall conduziu a noite.

As garotas superpoderosas Dua Lipa, Billie Eilish e Taylor Swift ganharam os delas. Weeknd e Little Mix blablablá. Os discursos foram aquela emoção: “Queria agradecer a minha equipe, aos fãs, à gravadora…”.

Um geralzão de três minutos da noite de ontem está bem resumida neste vídeo legal aqui:

Na parte que nos toca, a novinha Arlo Parks ganhou o prêmio da revelação britânica do ano. Single do ano foi “Watermelon Sugar”, do Harry Styles. “Future Nostalgia”, da Dua Lipa (foto na home), foi o disco de 2020. As irmãs californianas Haim bateram BTS e Foo Fighters no “grupo internacional do ano”.

Mas vamos às apresentações da noite, as que achamos mais bacanas. Umas ao vivo, lá no local, outras gravadas e enviadas de longe:

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Top 10 Gringo – Fizemos um feng chui no nosso ranking. E o Silk Sonic chegou tomando conta do topo. E, veja, tem até o Wallflowers e não estamos nem nos anos 90

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* Uma semaninha com muitas novidades, ainda que relativamente morna – a princípio, vá lá. Afinal a gente nunca sabe como algumas músicas vão envelhecer na nossa playlist. Ou será que estamos muito exigentes achando morno um encontro de dois gênios do pop atual e de um ex-beatle com um membro do Radiohead? Ou então o retorno de uma banda bem legal dos anos 90 e de bons singles de vários artistas que estão prontos para serem as novas sensações dos próximos dez anos? Vai saber. Ah, e resolvemos tirar do Top 10 as músicas do Dry Cleaning, porque tava meio covardia. Fizemos a limpa, tudo novo, só deixamos a St. Vincent. Porque é a St. Vincent, né?

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1 – Silk Sonic – “Leave the Door Open”
Anderson .Paak e Bruno Mars são dois caras talentosos, cada uma na sua função, com seus públicos e som. A união dos dois não tinha como dar errado. Ainda que talvez não esteja produzindo nada de muito novo, vale a junção pela tiração de onda, por criar música no instinto do estúdio em poucos dias, um respiro dentro da pandemia que tiraram os dois de suas rotinas. Aqui eles abusam do quanto sabem de música, da boa música. Sobram referências ao melhor da soul music clássica.

2 – Wavves – “Sinking Feeling”
A querida banda californiana Wavves está de volta. O grupo de Nathan Williams traz seu surf rock mais psicodélico para outros campos em “Sinking Feeling”, música que fala do nosso tão recorrente e importante assunto, o indie mental-health. Segundo o vocalista, a faixa é uma canção sobre uma onda de depressão que não para de voltar. Ainda que não seja um tema leve, talvez eles nunca tenham soados tão pops também – mesmo com uma sujeirinha e tortuosidade no solos no som.

3 – St. Vincent, “The Melting of the Sun”
Segunda semana de St. Vincent por aqui e repetimos uma ideia: ela é dona de uma das guitarras mais espertas do mundo hoje. Nesta balada, segundo single de seu álbum “Daddy’s Home”, que sai no próximo 14 de maio, ganhamos de presente um senhor solo de guitarra, que nem parece com solo de guitarra, mas é sim. É uma coisa tão fora da curva que até fica difícil reparar no que veio antes ou depois desse evento nesta música.

4 – Sinead O’Brien, “Kid Stuff”
Irlandesa, de Dublin, a cantora-poetisa Sinead O’Brien solta sua primeira novidade de 2021. Mais um som envolvente na letra – quase quilométrica – e no seu jeito de cantar, quase falado, como se recitasse seus escritos, interpretasse suas emoções. Sempre além de apenas a música. Está aí uma aposta nova, uma artista que quando resolver escrever um álbum completo vai produzir algo que vai ficar para a história. Conheça antes.

5 – Sorry – “Don’t Be Scared”
E os ingleses do Sorry, que ainda colhem os elogios de seu álbum de estreia bem-sucedido do ano passado, seguem com “fluidez de gênero”, digamos assim, já que seu som transita entre o indie, eletrônico, jazz e pop. Segundo o quinteto, o EP novo, “Twixtustwain”, reflete a sua sensação de “claustrofobia” vivida durante a pandemia. Sabemos bem o que é isso. Ouça qualquer música do disquinho. Mas ouça principalmente esta “Don’t Be Scared”.

6 – Japanese Breakfast – “Posing in Bondage”
O projeto synth-pop da coreana Michelle Zauner traz mais um single do seu próximo álbum, “Jubilee”. A música, “Posing in Bondage”, fala sobre solidão e saudade. Nele a artista comenta: “Nenhum lugar parece mais solitário do que uma mercearia vazia à 1h da manhã”. Pensa em um sonzinho melancólico gostoso de escutar, uma música que se desenvolve bem devagar sem nunca soar desinteressante.

7 – The Wallflowers – “Roots and Wings”
É algo especial a volta do Wallflowers, a banda do Jakob Dylan, filho do velho Dylan. Sonoramente na mesma toada de roots rock de antes, meio do pai, meio viajante na linha War on Drugs, para citar uma banda “mais atualizada”, mas não faz mal. Ainda que talvez seja mais chocante para os brasileiros saberem que eles planejam uma turnê assim que “Exit Wounds”, seu novo álbum, for lançado, em julho. Não aqui obviamente. Para nós, resta só a música.

8 – London Grammar – “America”
Este lançamento fresquinho do trio britânico de indie pop é uma das mais bem acabadas reflexões sobre a inexistência do sonho americano, que embora seja americano está impregnado em milhões de cabeças de ingleses, brasileiros e do resto do mundo. Na canção, o personagem reflete sobre abandonar de vez aquele sonho que nunca existiu para ele, que era algo ilusório. Um reflexão carregada de melancolia talvez pelo tempo e pelo custo que ela demorou em acontecer.

9 – Years & Years – “StarStruck”
Sabe uma canção para dançar bem resolvida e só – que já é bastante coisa? É isso que o ótimo Olly Alexander, que agora assume sozinho a responsa do Years & Years, produz aqui. Tanto que o vídeo da música é uma supercoreografia da renomada Sherrie Silver, responsável por “This Is America”, vídeo obra-prima do Childish Gambino. Olha o naipe.

10 – Paul McCartney – “Slidin (EOB Remix)”
Um encontro de um ex-beatle com um atual Radiohead não é pouca coisa. Ainda que o toque de Ed O’Brien seja sútil, ele transforma bem a canção original, dando velocidade e destaque a voz gritada do Paul, que é algo sempre impressionante. Dá para dizer que é melhor que a versão original sem medo.

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* A imagem que ilustra este post é da dupla Anderson .Paak e Bruno Mars, o Silk Sonic.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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