Em young lights:

CENA – Os mineiros do Young Lights invadem São Paulo e fazem session incrível em uma sala de estar

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Uma das bandas mais legais da CENA mineira, a Young Lights pinta na Popload para lançar uma session incrível, registrada na cidade de Cotia/SP, no final do ano passado.

O local preparado foi a sala de estar casa-estúdio Bem Maior, de Sérgio Ugeda, o que influenciou até no nome do projeto, “Living Room Sessions”. Na apresentação, o Young Lights tentou mostrar um pouco do que é o seu show, um dos mais intensos e vigorosos do indie no Brasil hoje. Quem já foi, sabe bem.

As canções escolhidas para a session foram “Eyes Closed”, “Strangely Intimate” e “Understand, Man”, todas do disco “Young Lights”, lançado em 2017, um dos melhores daquele ano na escolha da Popload. Completa o setlist “Alaska, I Just Want to Be Home”, do primeiro EP do grupo, “An Early Winter”, de 2013.

A session dura pouco mais de 20 minutos e foi o primeiro registro da banda com o guitarrista Matheus Fleming (Câmera) e o último com o também guitarrista Vitor “Boss” Ávila, que deixou o grupo mês passado. Completam a formação Jay Horsth (Voz/Violão/Piano), João Pesce (Baixo) e Bruno Mendes (Bateria).

A direção e montagem é de Guilherme Garo, com o trio Sérgio Ugeda, Rodrigo Montorso e JP Cardoso cuidando do áudio. Coisa de qualidade.

Setlist
00:00 Eyes Closed
05:39 Strangely Intimate
12:22 Understand, Man
18:16 Alaska, I Just Want to Be Home

** Dia 12 de abril tem show n’A Casinha, rolê indie intimista em BH.

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Popload Radio estreia programa sobre a CENA independente brasileira. Chamado exatamente assim: CENA

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Ainda na semana de novidades da Popload Radio, estreia nesta noite, às 22h30 (originalmete era às 21h), o programa CENA, representante radiofônico da grande manifestação da cena independente brasileira em seu viés mais amplo, com toda a musicalidade que mescla indie de guitarras, indie-MPB, hip hop, psicodelia gringa, psicodelia brasileira nível Mutantes ou os mineiros viajantes, shoegaze paulistano, um certo metal ou punk periféricos. Cantado em português ou inglês. Já falei aqui e vou repetir: a CENA brasileira anda muito loka. E tínhamos a obrigação de transformar isso num programa, além de apenas tocar suas músicas na rádio.

O CENA vai ao ar todas as terças às 21h. Apenas hoje, devido a problemas técnicos, ele entra às 22h30. Reprises acontecerão quartas às 16 e quintas às 11h.

O programa de estreia, na linha do que foi o Popscene desta semana, com o Top 10 dos álbuns gringos de 2017, vai trazer músicas dos melhores discos nacionais de 2017, eleitos pela Popload, em lista publicada no final de dezembro.

Para lembrar, a lista dos dez melhoresdiscos nacionais do ano, vencida por um EP, e que vai conduzir o CENA da Popload Radio, foi a seguinte:

1. Supervão – TMJNT (EP) – Rio Grande do Sul
2. Baco Exu do Blues – Esú – Bahia
3. Tim Bernardes – Recomeçar – São Paulo
4. Letrux – Letrux em Noite de Climão – Rio de Janeiro
5. Boogarins – Lá Vem a Morte – Goiás
6. Djonga – Heresia – Minas Gerais (foto abaixo)
7. Far From Alaska – Unlikely – R. N. do Norte
8. Giovani Cidreira – Japanese Food – Bahia
9. Gorduratrans – Paroxismos – Rio de Janeiro
10. My Magical Glowing Lens – Cosmos – Espírito Santo
11. Young Lights – Young Lights – Minas Gerais

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Tenho sonhado há um tempinho já, desde que a movimentação independente brasileira passou a ter uma representatividade absurda de CENA mesmo, com bandas fortes, artistas fortes, festivais cada vez mais fortes no Brasil inteiro, de ponta a ponta, circuito integrado, diálogo de diversas variáveis entre os envolvidos locais, pensando local e agindo global, enfim, inclusive exportando e importando bandas, pessoas e ideias em intercâmbios dos mais frutíferos. Isso, que acontece com força de CENA verdadeira, desde 2015 mais ou menos, já é uma grande realidade e ganha aqui o seu programa radiofônico.

Então, a Popload Radio tem o prazer de apresentar esse novo programa, chamado exatamente CENA, que é o título de uma campanha editorial que acostumamos a fazer aqui já tem uns dois anos, meio que para chamar geral a atenção para o vigor da cena independente brasileira, com todo viés integrado.

O ano passado todo, mais do que ir aos festivais gringos, passei visitando as cenas locais, de Manaus a Santa Maria no Rio Grande do Sul, passando por Goiania, Brasilia, Coritiba e Belo Horizonte, por exemplo, para constatar in loco e mais profundamente que a cena indie brazuca pulsa geral e uníssona, de norte a sul, de leste a oeste. E o que é melhor: junto e misturada.

Do Supervão, que foi escolhido por este site como o responsável por fazer o disco do ano, além de botar para rolar uma música do EP campeão, o “TMJNT”, vamos colocar ainda para audição, no final do programa, meia hora de um show que o trio gaúcho fez no Oculto, bar de Porto Alegre que é uma espécie de Casa do Mancha local, mas no formato de um sobrado. O show aconteceu no começo de dezembro no minifestival do Mais Shows, entidade produtora indie dos agitos no Sul.

O áudio da apresentação do Supervão em POA foi captado por Marcelo Conter, professor de produção fonográfica no Rio Grande do Sul e dono do projeto A Dobra Lo-Fi, que consiste em gravar shows no Sul com um microfone só, garibar ele com equipamentos baratos em seu estúdio caseiro e reverberar tudo no Mixcloud, para o chamado desdobramento do pop underground sem fins lucrativos, que é o conceito que o Marcelo defende.

Bom, é isso. Se der, ouça esse primeiro CENA. Em sua estreia hoje à noite ou nas reprises de quarta ou quinta. Acho que vai ser divertido e importante fazê-lo.

** A Popload Radio pode ser ouvidas em aplicativos. Tem app para iPhone e para celulares do sistema Android. Pode ser ouvida por aqui mesmo, neste site, na barra principal acima ou na aba “radio”, no menu. Também é alcançada no Facebook da Popload/Popload Gig, no item “Popload Radio”, na barra à esquerda.
 E está disponível no TuneIn, a plataforma americana de streaming ao vivo, que tem milhares de rádios cadastradas.

** Amanhã contamos mais outra das novidades da Popload Radio 2018.

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CENA – OS MELHORES DISCOS DE 2017 DO INDIE NACIONAL, PELA POPLOAD. Inclui EP e hip hop :)

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* Esta vai ser a última vez que a Popload vai usar a vinheta CENA desse jeito aí de cima. A cena nacional não vive mais o “boom”. Ela é uma realidade, além de “booms”. 2017 mostrou isso. O processo era lento mas seguro. 2017 solidificou. O ano serviu para dá-la corpo, seja através de festivais bacanas e numerosos e bem organizados e bem curados e diferentes entre si, seja pelas grandes bandas, cantores vivendo uma proporcional beatlemania, público empolgado e enchendo os lugares e as redes, produções decentíssimas próprias feitas em casa, produções em ótimos estúdios com ajuda profissional, agitadores em papeis fundamentais, intercâmbio cada vez mais vivo entre cenas estaduais e inclusive com a cena gringa, casas de shows decentíssimas e de todos os tamanhos, seja no Auditório do Ibirapuera (SP) ou na salinha do Oculto (RS).

2017 foi o ano inédito em que a Popload foi mais em festivais brasileiros do que internacionais. Visitou e retratou cenas diversas em suas particularidades, no Mapa do Rock. Buscou novas tendências de Manaus ao Rio Grande do Sul. Aliás, dá para escrever um livro só sobre a cena nova gaúcha, a quebra geracional, o novo e o velho que quase nem se conhecem, seus artífices e suas articulações, a mudança de eixo e de comportamento. Mas isso é uma outra história.

O ano de 2017 foi tão louco e variado que a lista da Popload dos dez melhores discos de 2017, na nossa humilde opinião, tem 11!!!!! Tem indie, indie-MPB, hip hop, psicodelia, showgaze, quase metal. É cantado em inglês, é cantado em português. Tem EP!!!!!! EP que foi colocado em primeiro lugar, ainda por cima. A CENA tá muito loka.

Bom, lista é lista. E aqui vai a nossa.

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1. Supervão – TMJNT (EP) – Rio Grande do Sul
2. Baco Exu do Blues – Esú – Bahia
3. Tim Bernardes – Recomeçar – São Paulo
4. Letrux – Letrux em Noite de Climão – Rio de Janeiro
5. Boogarins – Lá Vem a Morte – Goiás
6. Djonga – Heresia – Minas Gerais
7. Far From Alaska – Unlikely – R. N. do Norte
8. Giovani Cidreira – Japanese Food – Bahia
9. Gorduratrans – Paroxismos – Rio de Janeiro
10. My Magical Glowing Lens – Cosmos – Espírito Santo
11. Young Lights – Young Lights – Minas Gerais

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A gente escolheu muito o EP de cinco músicas e 20 minutos do Supervão porque ele sintetiza um estado de coisas na CENA independente que a gente acha importante. Essa mudança de foco da importante no novo rock gaúcho (já falamos sobre, logo acima), o trio ser de São Leopoldo e não de Porto Alegre, a referência da psicodelia dos moleques ser o Boogarins e não o Tame Impala, o jeitão MPB brazuca por cima da tal psicodelia ao mesmo tempo que exala um Flaming Lips em alguns momentos. E, óbvio, a qualidade das músicas, a construção do disquinho, o show ao vivo meio “arsy”. Explicado, mais ou menos?

Feliz 2018, galera. Para nós e para a CENA. Ano que vem tem mais. Stay gorgeous, stay musical.

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CENA – Young Lights, de BH, toca hoje em SP para mostrar o vigoroso show do vigoroso disco novo

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* Já está entre nós o segundo álbum do Young Lights, uma das bandas-farol (sem querer brincar com o nome da banda, mas já brincando…) da nova e boa cena mineira, de propriedade do yankee-brasileiro Jairo Horsth, grupo articulado em um movimento local de arte e música entre amigos e que do produtor do disco aos colaboradores mexe bem com o ecossistema sonoro bonito de Belo Horizonte.

E, mais ainda, já está entre nós, paulistanos, o Young Lights, que mostra esse álbum novo ao vivo com sua vigorosa performance hoje, sexta, na Casa do Mancha, em SP, dentro da programação noturna da importantíssima feira SIM, em uma ocupação mineira do famoso lar indie da cidade.

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“Young Lights”, o disco, ótimo, traz uma formação nova da banda, a partir de Jairo (o segundo na foto acima, a partir da esq.). Sai pelo selo Quente (que é produtora, agência e faz altos agitos em BH), tem produção de Leonardo Marques (que ajeita o som de 80% da cena mineira e participa ou participou de umas cinco bandas locais) e traz como convidado Matheus Fleming, ex-Câmera, na guitarra da faixa single “Understand, Man”, que abre o álbum. Em intercâmbio de cenas, Gustavo Bertoni, vocalista do brasiliense Scalene, empresta a garganta em “Fast Heart”, outra das grandes canções do trabalho novo do Young Lights.

O disco, como a banda e a cena é ligada em arte, foi lançado no Youtube no formato de álbum visual, construído com imagens analógicas enviadas por fãs e amigos, convocados a participar pelo Young Lights. É muita viagem acompanhar o andamento do disco vendo os vídeos aleatórios remetidos e editado como um grande videoclipe só de um álbum inteiro. Recomendo, principalmente porque a música é bem boa.

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Jairo Horsth, vocalista e guitarrista do Young Lights, é mineiro, mas foi arrastado aos EUA pelo pai pastor logo cedo. Voltou a Belo Horizonte em 2010, após 16 anos fora e bastante impactado sonoramente por gospel e folk americanos. Montou o Young Lights e impõe aos vocais das músicas do grupo, todas em inglês, um excelente pois natural sotaque.

Abaixo, o álbum visual homônimo do Young Lights, o segundo e mais sólido da banda. Se puder, não os perca em ação hoje à noite no Mancha. O show tem alta carga de energia. Embutida aí, a carga natural de Jairo e de toda a cena mineira. Talvez, apenas talvez, seria um disco bom para ser feito pelo Coldplay, se a banda inglesa não decidisse virar xarope.

** Além de lançar o disco hoje em SP, na Casa do Mancha, pela SIM, o Young Lights mostra o álbum novo ao vivo em casa, em BH, no Galpão Cine Horto, na semana que vem, dia 15.

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CENA – Sexo, Smiths e tretxs variadxs! Cara, entenda o ótimo vídeo novo da nova fase do Young Lights e a cena mineira

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Banda da esperta CENA atual de Belo Horizonte e integrante de um movimento local de arte e música entre amigos chamado Geração Perdida, a banda Young Lights, do yankee mineiro Jairo Horsth, faz de seu próximo disco, o segundo, um dos mais esperados do ano no indie brasileiro.

Um show bem falado recentemente (abrindo para o goiano Carne Doce num festival em BH que juntou marcas dos agitadores locais Shake Shake e da paulistana Casa do Mancha), mais esse primeiro single do futuro novo álbum (que está sendo considerado o primeiro, por representar uma nova fase do Young Lights), jogam fortes luzes em direção da banda, em particular, e da cena mineira, em geral.

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“Understand, Man” é a música, que você ouve aqui em primeira mão acompanhada de seu lindo e caprichado vídeo, em que uma imagem vale mais que mil palavras, tirando as palavras da própria canção-trilha sonora, claro.

“Understand, Man”, single, e o disco cheio do Young Lights são de responsabilidade da Quente, produtora, agência e selo de BH que tem dado uma valiosa ajuda no intuito de chacoalhar a cena mineira. Eles fizeram a produção do festival Coquetel Molotov (de Recife) em Belo Horizonte, fizeram o seminário-festival Sonâncias em outubro de 2016 e estão lançando, entre outros e além do disco novo do Young Lights, o álbum da banda Oceania, que é a reencarnação do Diesel.

A história do Young Lights se confunde com a do próprio Jairo Horsth, seu criador. Ele nasceu em BH, mas foi levado muito novo para os EUA, pelo pai pastor. Cresceu na América ouvindo gospel e folk, mas verteu ao punk para abrigar sua energia adolescente. Voltou ao Brasil aos 20 anos, reencontrou Minas Gerais e fez o Young Lights. O que era apenas um trabalho solo de Jairo dentro da Geração Perdida mineira agora vira banda nas mãos da Quente.

O belo vídeo de “Understand Man” mostra confusões e possibilidades amorosas que envolvem os Smiths e um apartamento em um prédio projetado por Oscar Niemeyer, o famoso edifício JK, que fica na divisa do centrão de BH com os bairros Lourdes e Barro Preto.

E, nesse exato local, acontece a seguinte treta, com bela trilha e a bênção de Morrissey:


** As fotos do Young Lights que ilustram este post e a home da Popload são de Breno Galtier.

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