Em Zane Lowe:

Danny Brown quer que você diga o que ele não sabe

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Rapper e produtor oriundo de Detroit, alocado em um hip hop que de certa forma evoca uma vibe das antigas, o excêntrico Danny Brown prepara para o fim deste mês o lançamento de seu quarto disco de estúdio.

“Atrocity Exhibtion” chega ao mercado no próximo dia 30 e tem em seu elenco de envolvidos nomes como Earl Sweatshirt e o bombado Kendrick Lamar.

Para dar uma aguçada ainda maior nos fãs, Brown liberou a inédita e tensa “Tell Me What I Don’t Know”. No total, o disco tem 15 faixas. Este novo single ganhou premiere no programa do Zane Lowe, na Beats 1 Radio, da Apple. Danny também concedeu entrevista e alguns trechos foram publicados em vídeo. Tudo bonitinho, abaixo.

Atrocity Exhibition – Tracklist
01. Downward Spiral
02. Tell Me What I Don’t Know
03. Rolling Stone (feat. Petite Noir)
04. Really Doe (feat. Kendrick Lamar, Ab-Soul & Earl Sweatshirt)
05. Lost
06. Ain’t It Funny
07. Goldust
08. White Lines
09. Pneumonia
10. Dance In The Water
11. From The Ground (feat. Kelela)
12. When It Rain
13. Today
14. Get Hi (feat. B-Real)
15. Hell For It

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O Weezer quer saber se você quer ficar chapado

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A banda norte-americana Weezer segue mostrando material inédito, ainda que esteja no momento no status de “banda independente”, sem vínculo com gravadoras.

Depois da faixa “Thank God For Girls”, que saiu há uma semana, a turma de Rivers Cuomo soltou outra canção inédita, “Do You Wanna Get High?”.

O som ganhou premiere no programa de Zane Lowe, na Beats 1 da Apple Music. O Weezer não confirmou se as canções estarão em um novo disco, que seria o sucessor de ” Everything Will Be Alright in the End”, que saiu ano passado.

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E a mixtape da St. Vincent para uma garotinha de 11 anos?

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Começou a funcionar ontem a Beats 1, estação de rádio comandada pelo gênio Zane Lowe dentro da nova plataforma Apple Music. Falaremos disso nos próximos dias. O assunto relacionado à rádio é um específico: o programa semanal da musa St. Vincent.

Toda semana, Annie Clark vai apresentar o St. Vincent’s Mixtape Delivery Service, programa que basicamente consiste em Annie bolando uma mixtape exclusiva para um fã sortudo, que “vai servir como trilha sonora para o que quer que seja em suas vidas”.

A primeira contemplada foi a Piper, de 11 anos, que diz ser fã de Chvrches e Purity Ring porque ela ama dançar. Daí, St. Vincent selecionou músicas que ela julgou cabíveis para o gosto da fã mirim, mesmo que boa parte das bandas ela não tenha conhecido pelo simples fato de ainda não ter nascido naquelas épocas.

A seleção feita por Annie Clark tem de Depeche Mode a David Bowie, passando por Björk, New Order, the Knife e Talking Heads. O legal é que as duas ficam papeando entre as músicas. Coisa fofa. Vou tentar participar. Vai que a Annie faz uma playlist exclusiva para a Popload…

Sorry a ironia, mas abaixo existem dois arquivos: um com o bate-papo da St. Vincent com a Piper e outro com a seleção das músicas do programa da Apple Music, mas programadas em uma playlist no Spotify. Hehe.

Playlist:
Depeche Mode – “Enjoy The Silence”
Stereolab – “Barock-Plastik”
New Order – “Blue Monday”
Deee-Lite – “Groove Is In The Heart”
Devo – “Whip It”
Chaka Khan – “I Feel For You”
Erasure – “Chains Of Love”
The Knife – “Heartbeats”
Bjork – “Human Behavior”
David Bowie – “Let’s Dance”
Pet Shop Boys – “West End Girls”
The Pointer Sisters – “Break Out”
Talking Heads – “Once In A Lifetime”

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Então o Zane Lowe vai voltar a trabalhar. No “revolucionário” Apple Music

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Três meses depois, foi revelado o projeto da Apple no qual o comunicador e DJ neozelandês Zane Lowe, que adquiriu fama internacional na BBC Radio One, vai se encaixar.

Foi lançado ontem o Apple Music, basicamente uma nova plataforma de streaming musical via internet, tipo o Spotify, Napster, Deezer, Tidal e outros, mas com o suporte gigante da marca, que tem “dezenas de milhões” de músicas em seu catálogo.

Começando pelo Zane Lowe… Ele é um dos nossos DJs de rádios prediletos desde sempre. Depois de mais de uma década, ele abandonou a BBC Radio One e a notícia abalou a música independente em março passado. Na época cobrimos bastante isso aqui na Popload, por vários motivos, mas nenhum deles como agradecimento ao Zane por ter me botado para dentro, em Austin circa 2006, de um show esgotadíssimo do Flaming Lips + Bloc Party + Carl Barat + Clap Your Hands Say Yeah em um bar muquifo para 400 pessoas no máximo, puxando eu e nada menos que o Alex Turner da porta lotada, o que me rendeu uma capa maneira da Ilustrada (Folha de São Paulo) para o Arctic Monkeys na qualidade de banda recém estourada e difícil de dar entrevistas.

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A gente sempre curtiu mesmo o jeitão bonachão do neozelandês dentro do reino “sério” da rádio da “séria” BBC que teve por muitos anos o espetacular e “sério” John Peel no comando do indie no Reino Unido. Daí que o Zane e seu perfil festeiro virou o cara tão importante para a promoção da música independente a níveis de gente “normais” na Inglaterra quanto o Kurt Cobain para a MTV no começo dos anos 90. A ponto de fazer o então semidesconhecido Strokes mudar de palco.

Na época já havia rolado a notícia de que o contundente Zane Lowe ia abandonar o indie da Inglaterra porque havia sido contratado a peso de ouro para se mudar para Los Angeles e comandar um novo serviço fodão da Apple que ia chacoalhar a música mundial. Então, esse dia chegou. E foi ontem.

O Apple Music chega para tentar abalar o mercado, sem o barulho que Jay Z tentou fazer com o Tidal há alguns meses, mas prometendo uma integração de plataformas que a gente já conhece. O serviço vai custar $9,99 ao mês, contendo um “plano família” que sai a $14,99. Os três primeiros meses são de graça para quem assinar. E aí aparece a primeira grande novidade: as músicas poderão ser compradas, em serviço acoplado com outras plataformas como a Apple Store e iTunes.

O serviço de streaming em si traz o que já vemos em outras plataformas. Possibilidade de se criar listas, ouvir músicas offline, procurar por faixas/discos, novas bandas, velhas bandas, etc. Aí que entra o primeiro diferencial prometido pela Apple: a “assistente pessoal” Siri poderá ser acionada. Ou seja: o Apple Music poderá ser operado por comandos de voz.

Outra novidade é a forte equipe por trás da divulgação e da funcionalidade. Além do Zane, que aparece como principal curador do projeto no âmbito musical, profissionais de veículos renomados como as revistas Rolling Stone e Q Magazine criarão playlists com temas específicos e apresentando novas tendências.

Com o projeto será lançada também uma rádio online, com programação 24 horas por dia, ao vivo, separadas por estações. Uma delas já foi divulgada, a Beats 1, que tem além de Zane Lowe os DJs Ebro Darden e Julie Adenuga. Zane vai comandar os serviços em Los Angeles. Ebro em Nova York. Julie, que até pouco tempo atrás trabalhava em uma loja de produtos Apple, com passagem pela Rinse FM focando em música underground, trabalhará nos estúdios de Londres. A programação vai ao ar para 100 países e poderá ser ouvida por quem não seja necessariamente assinante do serviço. Basta apenas ter um ID Apple.

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Zane, Ebro e Julie. Os primeiros apresentadores da rádio do Apple Music

A carta na manga derradeira do projeto é o Connect, plataforma pela qual artistas e fãs poderão interagir de forma direta. Em uma explicação resumida, o Connect será um espaço exclusivo atualizado pelas bandas, no qual elas poderão noticiar o que quiserem. Uma espécie de rede social exclusiva, tanto para bandas pequenas como para nomes mundialmente conhecidos. O papo é que Drake, Pharell Williams, FKA Twigs e Alabama Shakes são alguns dos nomes da linha de frente inicial da promoção do serviço, que terá seu funcionamento ativado dia 30 de junho em diversos países, com o Brasil incluído.

Assim como o Tidal, o Apple Music surge em um mercado cada vez mais explorado, trabalhado e também criticado por artistas, que reclamam receber pouco em relação às execuções de suas canções. A plataforma de Jay Z chegou cercada de expectativas graças ao envolvimento de nomes de peso, como Beyoncé, Daft Punk e Madonna, mas desde o primeiro momento o preço cobrado, acima da média de mercado, afastou muitos clientes potenciais.

A Apple aparece tentando dialogar mais com seus milhões de usuários mundo afora, mas vale lembrar que há mais ou menos cinco anos a marca meio que matou algumas rádios online legais. O caso mais emblemático foi a WOXY.com, rádio situada em Ohio que era referência mundial para a nova música, o novo indie. A transmissão online era feita em uma outra plataforma, o LALA.com, que foi adquirido pela Apple e saiu do ar poucos meses depois, tipo em 2010. Em crise financeira, a WOXY entrou no pacote e teve seu fim logo em seguida.

Em suma, o Apple Music nasce com rádio, gente famosa e do ramo envolvida, plataforma para artistas novos e tudo. Mas com uma postura de mercado aparentemente “igual” à da época em que a empresa cresceu o olho em cima do LALA.com e WOXY. Teremos essa revolução toda citada entre aspas no título ou, no fundo, a intenção é apenas “matar” canais concorrentes como o Spotify e outros? Chega a ser exagero pensar assim?

De 30 de junho em diante veremos.

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Após 12 anos, Zane Lowe deixa a BBC Radio One

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O rádio britânico (e a Inglaterra em geral) sofreu uma grande perda nesta semana. Zane Lowe, festejado apresentador e DJ da BBC Radio One, vai deixar o país para morar em Los Angeles, onde prestará serviços para a Apple, ainda não detalhados.

Nascido na Nova Zelândia, Zane trabalhou na Radio One por doze anos. Seu programa, que ia ao ar no fim das tardes de segunda à sexta, era um dos mais ouvidos no dial britânico. É lá que artistas do tamanho do POND ou do Foo Fighters costumavam lançar seus singles, faziam sessions e davam entrevistas exclusivas. É ele um dos responsáveis pelo estouro de nomes como Arctic Monkeys e Adele, por exemplo.

Com 41 anos de idade, Zane começou sua carreira como radialista e apresentador de TV em sua terra natal, Auckland. Foi para Londres no fim da década de 90 e passou pela MTV inglesa, ganhou programa na MTV Europa e trabalhou também na XFM, antes de ir para a BBC Radio One.

Sua fama no rádio e TV fizeram com que Zane viajasse para diversos lugares se apresentando como DJ, em festivais gigantes como Glastonbury e Coachella. Zane também manteve um show residente em Ibiza por muitos anos.

Seu último programa foi ao ar na BBC Radio One ontem. E foi de de chorar. Tipo greatest hits desde 2003. Tocou até Maps, do “Yeah Yeah Yeahs”, e “The Rats”, do fabuloso The Walkmen. Durante duas horas, Zane tocou canções de gente como Kanye West, White Stripes, Arcade Fire, Disclosure, James Blake. Com ele Lowe cantando junto e a galera do estúdio acompanhando com palmas. A maioria das músicas foi escolhida por amigos e gente que trabalhava com ele. A última canção que foi ao ar no programa, essa de escolha do próprio, foi “A Song For the Dead”, do Queens of the Stone Age, uma de suas bandas preferidas.

Abaixo, o último programa na íntegra em áudio, seguido de alguns vídeos de sessions incríveis que foram ao ar em seu programa nos últimos anos e fotos com alguns entrevistados.

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* Alguns dos entrevistados de Zane nos últimos tempos.

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