Que cara é este? Verdadeira estrela roqueira, quem pode parar o rapper Dominic Fike?

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* A “segunda onda” em torno do rapper (rapper?) e multiinstrumentista americano Dominic Fike chegou forte. Está aí desde que ele lançou seu álbum de estreia “What Could Possibly Go Wrong”, em agosto, e para ele nada deu mais errado. Quem frequenta Youtube, Twitter e ouve um pouquinho a rádio Beats 1, da Apple Music, sabe bem do que estamos falando.

Dominic Fike, 24 anos, afroamericano com descendência Filipina, criado pela mãe solteira no Sul da Flórida e que já amargou tretas policiais que o levaram a prisão domiciliar AND prisão-prisão, surgiu em 2017 neste caminho indie pop/hip hop com muita paparicação, quando apareceu na cena com seu EP “Don’t Forget About Me, Demos”.

Depois do começo promissor e tumultuado, tudo ao mesmo tempo e na mesma velocidade, virou amigo da galera do Brockhampton, queridinho das listas de músicas recomendadas do Obama, ganhou a Billie Eilish como fã e no começo deste ano, quando as águas passadas eram passadas, reestreou na vida como o “featuring” mais estreante no álbum da Halsey, o que não é pouca coisa.

Do disco para cá, Dominic Fike segue a mil por hora, mas desta vez mais “tranquilinho”. Ele não quer mais guerra com ninguém, aparentemente.

Fike segue num ritmo frenético de lançamentos de singles/vídeos e produção de novas músicas para o que serria o seu segundo álbum? (a ser lançado ainda este ano, já ameaçaram). Pike admite que no começo da pandemia estava meio desanimado – mas que algo mudou quando começou a trabalhar no estúdio onde Michael Jackson gravou “Thriller”, o Westlake Studios, na Califórnia. Até show no game Fortnite andou fazendo, recentemente.

O espectro de Michael Jackson se revela no trabalho de Fike no vídeo da ótima “Vampire”, lançado perto do Halloween, com coreografia em homenagem exatamente a “Thriller”.

A música, que a gente destaca abaixo, também teve uma versão gravada ao vivo na Radio One inglesa que surgiu agora no fim de novembro, demonstrando que as gravações de estúdio talvez não façam jus à voz e performance do “novinho” Dominic Fike, que vem virando folclórico na cena rap-rock.

Seu vídeo mais recente, para outra boa canção do disco de estreia, “Why”, saiu recentemente e foi gravado no México. A produção caseira e filtros coloridos remete algo “alt-rock” do final dos anos 90 – mas com um quê de geração Z diferente. Tudo sugere que esse é só o começo de Dominic Fike. Ou recomeço.

Ele é total do rock. É bom guitarrista, mora atualmente em Los Angeles na antiga casa de Matt Helders, baterista do Arctic Monkeys, tem uma tatuagem do John Frusciante, guitarrista do Red Hot Chilli Peppers, e juram que a faixa de abertura de seu disco, “Come Here”, tem inspirações nos Pixies.

Enfim, Dominic Fike já é dos nossos.

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  • Leocádia Joana Garibaldi Pinto

    Adorei