15 motivos para amar 2026 – PARTE 1

Feliz ano novo!!!

Aparentemente teremos um ano bastante movimentado pela frente. Seja em lançamentos de discos, festivais, até “coisas extramusicais” vão nos prender bastante em 2026.

Lemos por aí que 2025 foi mais vintage que novidadeiro, o que concordamos em partes. Teve a Lady Gaga e seus mais de 2 milhões de Little Monsters em Copacabana, teve a famoooooosa passagem do Oasis por São Paulo, mas por outro lado tivemos também projetos novos legais como o “Circuito – Nova Música, Novos Caminhos”, uma interessante nova experiência de show como o No Line-Up Festival da marca Heineken e um amigo tradicional voltando, o Popload Festival, mostrando na nossa cara uma artista emergente indo a outros patamares (Laufey).

( Nem sei por que citei esses exemplos em particular, mas está valendo, né?)

Mas o que esperar de 2026? Olha, muita coisa, pelo que estamos já vendo e esperando. Para já nos organizarmos desde já, vamos fazer uma listinha breve de 15 motivos que a gente acha que vai fazer nossos olhos brilharem neste ano novo.

Segura!!!

Está difícil mas parece que agora vai. Dissemos “parece”. Porque o próximo disco da musa Lana Del Rey, por acaso seu DÉCIMO (estamos velhos!!!), o “álbum country”, já mudou de nome duas vezes, já mudou de data de lançamento duas vezes, Mas dizem, ou a Lana diz, que o disco agora se chama “Stove” e vai sair agora em janeiro. Ela já andou tocando em 2025 músicas novas como “Stars Fell on Alabama”, “Quiet in the South” e “57.5”, jurando que estaria no décimo disco, mas que também foi jurado que sairia em maio do ano passado. Então vai saber se ela mudou o tracklist. Tem o boato ainda que Lana vai estar no Rock in Rio em setembro, mas quem bota a mão neste fogo de luxúria e paixão? O que sabemos meeeesmo é que o disco novo da Lana Del Rey, como sempre, ainda que “mais country que pop”, será um evento. Ela não lança disco novo desde “Did You Know That There’s a Tunnel Under Ocean Blvd “, de março de 2023. Tempo demais, hein, Lana?

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2025 acabou como o ano da consagração da banda indie americana Geese e principalmente de seu vocalista-guitarrista-líder, o “diferente” Cameron Winter, que surfou em 2025, principalmente no final do ano, uma onda solo tão grande que a gente terminou na dúvida de quem estava maior: se o disco dele próprio, o ótimo “Heavy Metal”, ou o incrível de sua incrível banda, “Getting Killed”. Guardada as proporções, Cameron Winter e Geese até parece um pouco com a trajetória na linha brazuca Tim Bernardes e O Terno, por exemplo. Forçamos? Mas o negócio é que, fácil-facil, quando o C6 Fest brasileiro (fim de maio, Parque Ibirapuera) fechou o Winter solo no line-up, o rapaz ainda devia estar no meio da turnê americana do Geese e nem tinha feito esses bombaaaados shows sozinho por cidades como Manchester, Londres, Paris e os de lugares chiques e “repercutíveis ao extremo” tipo o Carnegie Hall nova-iorquino ou o californiano Palace Theatre, em Los Angeles. Eis que esse Cameron Winter que vai tocar para nós em maio vem para uma apresentação íntima, dentro do Auditório do Ibirapuera, na programação do C6 Lab, onde cabem 800 pessoas. Os ingressos, óbvio, não duraram muito na venda: um dia. E, lá em maio, pode escrever, o hype em torno de Cameron Winter, que já é bem grande, vai estar maior. Agora no começo deste 2026 ele embarca para shows solo e com o Geese na Austrália, Japão, bastante na Europa (de Zurich a Londres) e ainda duas apresentações no Coachella (aqui, só a banda). Vamos ver como isso vai se desdobrar até maio chegar.

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Se você ainda não foi atropelado por um show do Ottopapi, um dos mais quentes da cena brasileira atualmente mesmo o cara tendo apenas dois singles lançados, se prepara para 2026, principalmente quando “Bala de Banana”, o álbum de estreia do rapaz, for lançado em março. O disco debut do Ottopapi e sua ótima banda, produzido e mixado pelo onipresente Chuck Hipolitho, virá com 11 faixas. Os single já sucessos dos shows “Perdi o Controle” e “Ruim da Cuca” e ainda músicas como “Pó Poeira”, “Meus Podres”, “Quase Me Atraso de Novo” e a faixa-título bombator, “Bala de Banana”. Alguém meses atrás se empolgou para falar de Ottopai com textos na linha: “É tarefa das mais difíceis você estar numa festa boa de rock independente hoje em dia em São Paulo em que o Ottopapi não esteja nela. Ou na pista dançando, ou ele mesmo sendo o DJ certeiro. Ou, em caso de show, sendo ele o front-leader da banda que está tocando. Ele cantando, ou fazendo suas hoje já conhecidas performances desengonçadas legais”. Agora imagina com o disco lançado… Caos!
A Popload traz abaixo a capa do álbum “Bala de Banana”, com exclusividade. A arte é da ótima Manu Julian, cantora da Pelados mas antes de tudo uma baita “menina das artes”. Tudo dominado!

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O evento mais surpreendente de 2025 (cóf cóf), o Heineken No Line-Up Festival, que até a hora dos shows num sábado de outubro passado ninguém sabia ou pelo menos não tinha certeza de qual seria a escalação de seus TRÊS palcos, volta em 2026. A segunda edição do festival está confirmado para o segundo semestre, em uma data ainda a ser divulgada. O local também pode mudar. O primeiro No Line-Up for erguido numa área da Barra Funda, em São Paulo, e teve entre suas muitas atrações a diva pop e funk americana Chaka Khan, a artista de vanguarda venezuelana Arca, mais Mano Brown, TV on The Radio, Don L, DJ K, Soccer Mommy.

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Fenômeno de um certo novo rock independente brasileiro, calibrado aqui como “emo caipira”, o quarteto de Santa Bárbara do Oeste, no interior de SP, deixou de ser uma “banda de nome engraçado” ao rodar o Brasil graças a seu álbum de estreia, “Siamês”, lançado no meio de 2024. A gente viu com nossos próprios olhos. Galera em Porto Alegre, Belo Horizonte, Maceió cantando as músicas ao mesmo tempo tão universais e regionais da Chococorn. Pois agora chegou a hora do tal segundo disco, o “second coming”. Mais trabalhado, mais ensaiado, com instrumentos melhores e mais experiência de shows, a Chococorn and the Sugarcanes lança em março “Todos os Cães Merecem o Céu”, emendando outra grande turnê pelo país (e além). Músicas como “Fogo na Chácara Klabin”, “A Vida de Messi” e “Agito e Propaganda” estão no álbum, que começa com a pira deles com os cães que está no título do novo trabalho, a faixa “Língua dos Cachorros”. Se prepara porque “Todos os Cães Merecem o Céu” abre com um… piano.


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Quando um diretor de teatro (não só) tão peculiar (não só) como Felipe Hirsch resolve fazer uma peça muito adulta e que mistura realidade e ficção sobre passagens da infância de um ator-cantor tão pop (não só) como Chay Suede, isso só pode causar o barulho que vai causar. A começar pelo nome: “PEÇA INFANTIL – A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Roobertchay”, onde aparece o nome real de Chay antes da fama no grupo “Rebeldes” e na Globo (não só). “PEÇA INFANTIL” tem sua dramaturgia dividida entre Hirsch e o escritor Caetano W. Galindo. O espetáculo, “humorístico–filosófico” de acordo com Felipe Hirsch, terá curtas temporadas no Rio (teatro Casa Grande, de 15 de janeiro a 1º de março) e SP (teatro Cultura Artística, de 7 de março a 3 de maio). Os ingresssos já estão à venda desde final de outubro aqui. Segundo Roobertchay, ou Chay, na peça “Tudo é mentira, menos o que parece mentira. Tudo é verdade, menos a verdade”. Então vai ser um “mockumentary”? Não só!

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Ano de Copa do Mundo é naturalmente aquela loucura. Até para quem não gosta de música. E é o que vamos viver em 2026, com o mais bizaaaaarro mundial de seleções de todos os tempos. Primeiro que essa próxima Copa, que começa em junho e segue para mais de um mês de duração, vai ser BEM inflada, indo de 32 seleções como de costume para 48 esquadrões. Num momento inicial foi um caso a lamentos gerais pelos especialistas e “especialistas” de futebol, por causa da consequente queda de nível técnico, ao se encher o torneio de seleções “periféricas”, sem tradição. Mas essa ideia foi demolida com as Eliminatórias nos quatro cantos do mundo, em 2025, pela dramaticidade e alegria que envolveu quem conseguiu uma vaga. Algumas até com um futebol considerado surpreendente bom. Seleções como Cabo Verde, Jordânia, Curaçao e Uzbequistão participam de uma Copa pela primeira vez. Ainda existem vagas restantes em playoffs que serão disputados em março. Albânia, Kosovo, Macedônia do Norte e Nova Caledônia podem chegar ao Mundial. Veja a façanha de Curaçao disputar uma Copa, por exemplo. O país tem 160 mil habitantes no total, o que equivale a mais ou menos ter de cidadãos apenas dois Maracanãs lotados, mais ou menos. A Escócia (foto abaixo), adversário do Brasil na primeira fase, está em festa até agora, desde meados de novembro, quando conquistou a vaga depois de ganhar da Dinamarca por 4×2, com dois gols no tempo extra, nos seis minutos dados no acréscimo (só a vitória interessava à Escócia”). O primeiro gol do jogo, escocês, foi de bicicleta. O último, o da redenção, porque o time tem zero tradição mundial e não se classificava para uma Copa havia quase 30 anos, foi feito em um tiro longo do meio de campo, encobrindo o goleiro praticamente no último lance do jogo. Autoridades disseram que este gol específico fez Glasgow, a capital, sentir um pequeno abalo sísmico, pensa. Real! E o consumo de cerveja nas horas depois do apito final e da vaga conquistada quebrou recorde dos últimos anos. Não é legal ter uma Copa com participantes assim? Outra peculiaridade deste Mundial 2026 é ter TRÊS países anfitriões pela primeira vez na história (em 2022, conquistada pelo Brasil, eram dois: Japão e Coréia do Sul). Agora EUA, México e Canadá vão abrigar as 48 seleções. E, para o bem e para o mal, o mais “interessante” desta Copa será, talvez, as questões políticas de alguns países e torcedores com o governo complicado para estrangeiros do presidente americano, o Trump. Torcedores de Haiti (adversário do Brasil), Irã, Costa do Marfim e Senegal não obterão visto para acompanhar suas seleções. Só os times e seus jogadores, técnicos e profissionais de apoio poderão entrar no país de Trump legalizados. Com certeza vai ser uma Copa do Mundo “agitada”, não acha? O Brasil estreia dia 13 de junho contra os africanos do Marrocos, às 19h do nosso horário. O jogo vai ser no MetLife Stadium, em New Jersey. E este jogo está com cara de ser beeeeem perigoso até para uma nação cinco vezes campeão. Sei lá!

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* Esta lista foi escolhida e editada por Lúcio Ribeiro, Alisson Guimarães e Vinicius Dotta.

** Continua…




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