A banda assassina (versão final!!!)
**** ATUALIZADO - Diga “Aha”, como manda a Santogold. Os pequenos prazeres do Los Hermanos. Little Joy no Brasil (update). Músicas para tirar a roupa. O Guns N’ Roses e a sua vida em 1991. Radiohead e o Plano brasileiro. E a tal banda assassina causando na Inglaterra. O incrível GOIÂNIA/SP Noise. Belle & Sebastian em disco e no Brasil.

O ex-hermano Amarante e o stroke Fabrizio Moretti começam por NYC a turnê americana com o Little Joy
Fotos Zack Stern
* Eu sei que você está cansado(a). A maratona foi forte. E seus gastos com ingressos de shows, em meio a essa crise econômica mundial, foi digamos abusivo para estes tempos bicudos. Fora que 2009 promete muito mais. Mas… Nesta semana em SP acontece a apresentação da banda americana Black Lips dentro do festival SP Noise (cuja “matriz” se desenvolve em Goiânia também nestes dias). No mesmo festival tem o Black Mountains, coletivo canadense de show intenso. No mesmo festival tem os escoceses do Vaselines, que um dia foi a banda predileta de Kurt Cobain. Xi, o SP Noise ficou obrigatório. Você TEM que ir.
* Eu vou perder o SP Noise, devo esclarecer. Mas é porque a Popload está indo para Goiânia, óbvio.
* RADIOHEAD NO BRASIL – Estamos aqui, batucando no mouse, enquanto não divulgam a(s) data(s) do Brasil. Com as confirmações oficiais de Chile e Argentina, o show por aqui, pelo menos um, é certeza. Sabe-se que a empresa promotora da etapa brasileira da tour sul-americana do Radiohead é a Plan Music, do empresário Luiz Oscar Niemeyer, que traz agora em dezembro a megastar Madonna.
* STRIP TEASE ROCK’N'ROLL – Não quero dar idéia para as garotas, tal, mas a editora Nova Fronteira está lançando no Brasil o livro “Minha Vida de Stripper”, da hoje roteirista de sucesso Diablo Cody, que antes das artes ganhava a vida fazendo… arte. Bom, você leu o título do livro. Diablo Cody virou mundialmente conhecida por emplacar a historinha do filme-sensação “Juno”. Ganhou ‘só” um Oscar com o roteiro. Em sua vida pré-“Juno”, Cody, aos 24 anos, escreveu esse livro, nos EUA chamado “Candy Girl”. Nele, ela dá uns toques das suas melhores e piores músicas para fazer strip tease, sua ex-profissão.
Destaquei três delas. Com as explicações da Cody:
- “Purple Rain”, Prince: “Você tem que ser teatral. Arqueie suas costas como se o próprio Prince estivesse derramando glitter no seu abdômen. Tem mais efeito em lojas de suco quase vazias, que promovem uma atmosfera emocionante”.
- “Pour Some Sugar on Me”, Def Leppard. Os refrões gritados e a bateria eletrônica contínua são ideais para garotas que realmente sabem se mexer. (Coincidência: uma vez vi uma stripper que, como o baterista da banda, só tinha um braço.)”
- “Hash Pipe”, Weezer. “Claro, parece coisa de nerd. Mas o vocalista Rivers Cuomo é obcecado por garotas asiáticas e cocaína, e esse é o espírito que você quer evocar num clube de strip. Recomendo usar suas habilidades mais loucas no poste com essa música.”
* PEQUENOS PRAZERES - Então. Lembra o Los Hermanos, a banda brasileira indie mais popular (!) dos últimos tempos? Eles acabaram, mas estão longe de estarem acabados. O Marcelo Camelo, de disco solo novo e turnê badalada, abala o Brasil com a notícia de seu namoro com a sensação indie Mallu Magalhães, 16. Enquanto isso, o Amarante chacoalha com a música alternativa americana com os bombados shows de sua nova banda, Little Joy, que tem na formação o graaaande Fabrizio Moretti, baterista dos Strokes. A banda já está com seu primeiro disco nas lojas e estreou no último final de semana em show sold-out (e devidamente resenhado por nove entre dez blogs locais) no Mercury Lounge em Nova York. De “sensível” a “hippie” a “badalado”, disseram de tudo, até que seria o melhor projeto solo de um stroke (tirando o vocalista Julian Casablancas, cada stroke tem seu projeto paralelo de certa importância na cena). Se depender da Rough Trade, dos elogios rasgados à “carreira notável” de Rodrigo Amarante (não é que ele virou o Seu Jorge da vez?) e à simpatia de Moretti (e dos fãs de sua banda principal, claro), Little Joy promete ser a “banda de blog” do ano. E quem acompanha esse tipo de “fenômeno” sabe que não é pouca coisa.
* Há vários vídeos da performance de estréia do Little Joy no Youtube. E um oficial para a fofa “Unnattainable”, lançado na semana passada.
* No Little Joy, Fabrizio Moretti não é “apenas” baterista. Ele toca guitarra, piano, baixo, canta… Thais Leon, do blog Two Way Monologue, viu o show da banda em Boston, no domingo, e contou para a Popload que, embora o som do Little Joy esteja longe da energia emanada de uma apresentação dos Strokes, Moretti estava bem agitado. Subiu no amplificador, mandou a galera cantar junto. E adorou quando algum brasileiro da platéia gritou “Aeeeeee, gostoso” para o Amarante num dos intervalos de música. O Amarante nem se abalou, mas o Fabrizio respondeu prontamente, com seu português de sotaque americano: “Esse cara é muito gooosshhhtoso”.
* LITTLE JOY NO BRASIL - A banda de Amarante/Moretti engrossa a lista de shows já grande de 2009 no Brasil. De 23 a 31 de janeiro, Rio, SP, BH e Salvador recebem o stroke solo e o ex-hermano. Acho que no Rio está definido que a apresentação será no mitológico Circo Voador.
* GUNS N’ ROSES, “MEXICAN DEMOCRACY” – Adoro essa movimentação toda sobre o disco novo do maluco Axl Rose (ALELUIA! ALELUIA!). Jornalistas correndo para analisar se o CD é bom ou não, se decepciona, se é truque e tal e coisa… O que meeeeeeenos interessa em um disco novo do Guns n’ Roses 17 anos depois são as músicas. Quem é que achou algum dia ser possível vir algo que realmente preste neste CD, meldels? O que conta aqui, e tão-somente, é o entorno do “histórico” disco, o que um CD novo do Gn’R é capaz de provocar hoje em dia. Um exemplo?
* O PRIMEIRO GUNS - Embora jornalistas já tenham ouvido o disco no quartel-general da gravadora, inclusive no Brasil e às portas fechadas, sem tocar no CD em si, na capa, no encarte, o álbum top-secret que marca a volta do Guns N’ Roses só sai no finalzinho de novembro (23 nos EUA, 24 no resto do mundo). Portanto é engraçado saber que um menino mexicano já exibe na internet a primeira cópia do “Chinese Democracy”, o sexto e encantado álbum do Guns N’ Roses. Hahaha. É um dos mais importantes vazamentos de discos dos últimos tempos. Mas, veja bem. Não me refiro a MP3s de “Chinese Democracy” que já circulam pela internet. É vazamento de DISCO OFICIAL. O garoto mexicano contou a história em um blog. Ele conseguiu o CD em uma barraquinha de discos da Cidade do México. Foi lá apenas para encomendar a cópia do CD do Guns, para garantir a dele quando o CD chegasse. O garoto da banquinha logo estendeu o CD original para o rapaz e disse: “Toma aí. Você tem o primeiro ‘Chinese Democracy’ do mundo”. O mais legal é que a cópia parece ser… chinesa. Faz todo o sentido. Isso é que é globalização, Brasil.

* MAIS GUNS: ONDE VOCÊ ESTAVA EM SETEMBRO DE 1991? – A idéia é a de sempre, mas com o disco novo do Gn’R nunca caiu tão bem. Onde você estava quando “Use Your Illusion I e II”, os últimos materiais inéditos da banda em disco, foram lançados? É a pergunta da semana em vários blogs americanos. E na Popload também. Responde aí.
Da minha parte, tenho uma história boa para contar.
Em 1991 eu morava em Londres. Ano incrível e histórico para a música, estive em muitos momentos importantes, que beleza. Porém… Ah, porém… No comecinho de setembro de 1991 uma namorada brasileira foi me visitar por lá e aproveitamos para viajar pelos países vizinhos, na Europa. Mas o timing dessa viagem foi mal calculado. Uma semana depois da minha viagem para fora da Inglaterra, o Nirvana lançaria em Londres o fundamental “Nevermind”, com shows pela cidade e toda o barulho do mundo em torno do acontecimento. Enquanto isso, eu devia estar comendo algodão doce e vendo Paris do topo da torre Eiffel. Se eu não tivesse testemunhado, semanas antes, o histórico show do grupo do Kurt Cobain no Reading Festival, talvez eu voltasse tempos depois a Paris para me jogar do alto da torre.
E você, onde estava? Bom, parte dos leitores, se eu bem sei, devia estar mandando beijo para a Xuxa quando o Guns N’ Roses lançava seu último disco antes desse “Chinese Democracy”. Errei?
* MAAAAIS GUNS - O MUNDO ERA ASSIM EM 1991 - O site da MTV Americana foi mais longe com a brincadeira e relembrou o que estava acontecendo no planeta quando Axl Rose era o rei e a bandana era o item mais fashion do pop (sorry, MGMT!). O mundo em setembro de 1991, segundo a MTV, era assim:
- Na última vez que o Guns soltou um disco de inéditas nas lojas, provavelmente você não leu nenhuma resenha em nenhum blog, porque a World Wide Web (www) tinha apenas um mês de idade. Você também certamente não recebeu nenhum torpedo emocionado com “November Rain”, já que o primeiro SMS de pessoa a pessoa levaria ainda mais de dois anos para ser enviado. E, mais certo ainda, você não importou qualquer um dos “Use Your Illusion” para o seu iPod porque o MP3 só seria encodado uns três anos depois. E o iPod levaria 10 anos ainda para ser criado.
- A última vez que o Guns lançou um disco, dois terços do Jonas Brothers, talvez o mais gritado nome pop hoje, nem tinham nascido. Cristina Aguilera tinha 10 anos. Britney e Justin, 9.
- Barack Obama presidia o “Harvard Law Review”, famoso jornal independente para assuntos legais da prestigiosa Harvard feito por estudantes.
- O disco “Ten”, o primeiro do Pearl Jam, estava nas lojas não tinha um mês. O “Nevermind”, do Nirvana, estava para ser lançado. O “Badmotorfinger”, do Soundgarden, só sairia em outubro. O Smashing Pumpkins nem sonhava com o “Siamese Dreams”. O primeiro Lollapalooza tinha acabado de passar por Enumclaw, Washington.
- Na semana do lançamento do disco do Guns, a estudante “misteriosa” Emily Valentine chega ao colégio em “Barrados no Baile” (”Beverly Hills, 90210″). Isso foi importantíssimo em 1991. Principalmente para o Brandon.
- O presidente americano George Bush, pai do W, proclamava setembro como o “Mês Nacional do Arroz”. O texto da MTV termina assim: “Em algum lugar, seu filho deve ter pensado: ‘Man, ser presidente é fácil’.” E ponderou seguir o mesmo caminho do pai rumo à Casa Branca.
Kingsley Chapman, vocalista e líder The Chapman Family (acho que é ele, hehe), querendo se enforcar com a new rave. Pelo que eu entendi, eles têm dois Myspace diferentes.
* THE CHAPMAN FAMILY: A BANDA ASSASSINA - Mark Chapman assassinou John Lennon em Nova York, em 1980. Muitos dizem, matou o ex-Beatles e o rock também, de certa forma. Agora, em 2008, ganha as rádios inglesas quatro moleques doidos de (perto de) Middlesbrough que se dizem “filhos de Mark Chapman”. É a banda The Chapman Family, ou a personalização quádrupla do que seriam filhos do assassino de Lennon, se este não estivesse cumprindo prisão perpétua numa cadeia de Attica, em Nova York. A “brincadeira” dos moleques da banda surgiu em 2006, quando começaram a tocar em pequenos clubes de Londres. Tudo porque, “ao contrário da nação e do mundo”, eles NÃO gostam de Beatles. Atenção para a descrição dos integrantes do Chapman Family e dos instrumentos que tocam:
Kingsley Chapman - guitarra preta e cantor
Paul Chapman - guitarra vermelha
Phil Chapman - bateria bang bang
Pop Chapman - baixo e destruição
Em 2007, o Chapman Family começou a se levar a sério a banda, depois de convidados para abrir shows do The Enemy e Reverend and the Makers. Com esse “sucesso”, seu nome começou atrair mensagens raivosas de fãs dos Beatles. Até ameaças de morte. A partir disso, perceberam, segundo eles, que The Chapman Family seria um bom nome.
O som não poderia lembrar mais a época em que Chapman, o “pai” da banda, matou o beatle mais famoso. A garotada do Chapman Family faz um som punk, new wave.
Vivemos uma época que o pop está dominado por bandas de família. Kings of Leon, Jonas Brothers, Familia Lima (ops), então por que não The Chapman Family?
Continuam tocando por botecos da Inglaterra, mas as execuções na XFM e na Radio One e aparições contínuas em revistas indies começam a jogar luzes de 2009 no Chapman Family.
O Chapman Family tem um single lançado, o já pequeno hit “You Are Not Me”, além das boas “The Kids Are Not OK” e “Sound of the Radio”. Mas a nova música “A Million Dollars”, que na minha cabeça faz uma conexão maluca com Queens of the Stone Age, que por sua vez…, deve levar o Chapman Family mais longe. A banda tocou no palco de “novidades” do Glastonbury deste ano. A BBC escolheu o show deles para passar em seu especial de TV. O Youtube traz o Chapman Family tocando “A Million Dollars” em um clube de Camden Town em julho passado. Dá uma olhada na tosquice enérgica de uma banda nova que deve dar muito o que falar. Ou não.
* PINEAPPLE EXPRESS VETADO NO BRASIL - Um dos novos astros de Hollywood, revelação deste ano e do ano passado, é o comediante Seth Rogen. astro de “Superbad” e “Ligeiramente Grávido” (”Knocked Up”). Rogen é da turma do roteirista/produtor/diretor Judd Apatow, o nome mais reluzente ($$$) do cinema americano atual, que dirigiu aquele “Virgem de 40 Anos” e uma penca de outras comédias rentáveis. Rogen e Apatow estão devolvendo a graça à Hollywood com as chamadas “buddy comedy”, uma espécie de “comédia de galera, de amigos”. Os dois estão por trás e pela frente de “Pineapple Express”, que estreou em agosto nos EUA, com críticas positivas para a aventura desmiolada de Seth Rogen como um cara que fuma a maconha “especial” Pineapple Express e dá azar de presenciar um assassinato barra-pesada. Logo, ele e seu “dealer” (o divertido James Franco) vão ter que desaparecer da Terra, porque os bandidos vão querer apagá-los como queima de arquivo. “Pineapple Express”, além de engraçado e “doido”, tem trilha sonora legal. O trailer tinha a fantástica “Paper Planes”, da MIA, e no filme aparecem músicas que vão de Huey Lewis and the News e Spiritualized. O filme também catapultou o subgênero Bromance, ou romance de brothers, já bastante falado neste blog.
Pois então…
O filme estava até com data para estrear no Brasil, neste mês, mas um diretor brasileiro da Sony Pictures viu “Pineapple Express” e achou “muito pesado” no tema maconha. E abortou o filme nos nossos cinemas.
Depois reclamam da internet…
* BELLE & SEBASTIAN EM DISCO E NO BRASIL - A dupla folk escocesa Belle e Sebastian (hãnnn?) finalmente saí da hibernação indie e lança um disco, que nem é de inéditas, mas está valendo. Saiu segunda passada na Inglaterra e na terça no Reino Unido o CD “The BBC Sessions”, que traz gravações da adorada banda de Glasgow na mais famosa rádio do mundo entre 1996 e 2001. O CD inclui a primeira aparição em rádio do B&S, no programa do DJ Mark Radcliffe (1996) até gravações para o mítico John Peel, em 2001. A versão deluxe das “BBC Sessions” do Belle & Sebastian traz ainda um CD extra com um show em dezembro de 2001 do grupo em Belfast. No CD extra, o ao vivo, tem cover dos Beatles (”Here Comes the Sun”), Thin Lizzy (”Boys Are Back in Town”) e Velvet Underground (I’m Waiting for the Man”). A capa dessa preciosidade sebastiana é esta:
* Dois Belle & Sebastian, o grande Stevie Jackson (guitarrista e vocalista) e o baixista Bobby Kildea (que entrou no B&S em 2001) tocam no Brasil neste feriado. A dupla integra o saudoso Vaselines, atração do Goiania Noise Festival e da extensão SP Noise. Mas isso é assunto para já já.

* NOISE TOTAL: GOIÂNIA NOISE FESTIVAL (sex, sáb e dom, Goiânia) E SP NOISE (sáb e dom) - O “problema” dos festivais indies nacionais é que eles estão abusados. Veja o Goiânia Noise, por exemplo. O festival do Cerrado, que junta mais de 20 atrações em três dias de sexta agora até domingo, entra junto com o outrora pequeno No Ar Coquetel Molotov, de Recife. Bandas gringas que interessam, novidades, velharias, destaques nacionais, revelações entraram no cardápio do Noise, que de tão grande até um braço em São Paulo inventou neste ano. Armado pela gangue da Monstro Discos, agitadora indie da capital goiana, o Goiânia Noise entra em sua edição de número 14 já pensando em manter o mesmo nível para 2009.
* A Popload já está em Goiânia para o Noise. O próximo post será escrito daqui.
* Confira cinco dos principais motivos para não perder os Noise neste ano, seja em Goiânia, seja em SP:
1. Black Lips - A mais podre e descontrolada das 800 bandas com “Black” no nome do rock atual. Grupo de Atlanta, na Georgia, de garage punk tão sujo quanto divertido. Show do Black Lips é um evento. Eles sempre parecem estar se divertindo muito no palco. Os integrantes do Black Lips chamam seu som de “flower punk”. Perfeito. Se você tem alguma dúvida se vai vê-los no Noise goiano ou paulistano, vá ao Myspace da banda e ouça “O Katrina!”. Você vai sair correndo já para o show do Black Lips.
No primeiro semestre deste ano, acompanhei o show deles no cada vez mais badalado Great Escape Festival, em Londres, e a recepção foi mais ou menos assim:
2. Black Mountain - A mais viajante e psicodélica das 800 bandas com “Black” no nome do rock atual. O Black Keys, americano, é um pouco viajante também, mas para um outro lado do espaço sideral. A formação canadense, atração master dos Noises, provoca uma trip moderna, se dá para situar. Stoner, com folk, com indie. Showzaço.
3. Vaselines - Uma espécie de encontro de gerações da importante cena indie escocesa, o Vaselines vem ao Brasil com seu mentor, o gênio da simplicidade Eugene Kelly, reforçado com dois Belle & Sebastian, incluindo o ótimo Stevie Jackson. Mais do que do próprio Vaselines (como se propaga), Cobain era obcecado pelas singelas letras de amor e vida cotidiana de Kelly. O dono do Nirvana chegou a dizer que o ideal em música era botar as letras de Kelly nas músicas dos Pixies. Uma das minhas fotos preferidas que eu fiz nesta vida é a do Eugene Kelly participando de show do Nirvana em 1991, no Reading Festival. Procurei ela para botar aqui, mas não achei. Mas beleza, achei o vídeo no Youtube. Enfim: Vaselines é obrigatório.
4. Helmet - Leia abaixo, no “breaking news”.
5. Holger - O que eu tenho para dizer sobre o Holger, vou dizer depois. Simplesmente veja esses caras. A banda é de São Paulo.
A formação atual do histórico Helmet, com Page Hamilton na ponta direita. É a bandeira do Brasil ali atrás?
Foto: Brendan Ray
* NOISE BREAKING NEWS: HELMET EM SÃO PAULO - Uma das grandes atrações do Goiânia Noise, a banda americana Helmet, uma das mais importantes da história do hardcore dos EUA, cancelou o show de Brasília que fariam na turnê e se apresenta neste sábado, como atração surpresa, no palco 1 do Noise SP. O grupo é a alma de Page Hamilton, seu guitarrista, vocalista, fundador e único remanescente das inconstantes formações do Helmet desde o final dos anos 90. A inclusão do Helmet no SP Noise promove o segundo show da banda de Hamilton na cidade. Eles tocaram no Olímpia e em um festival de Santos (M2000 Summer Concerts, que teve Rollins Band e Lemmonheads), em 1994.
* Voltamos a qualquer momento com algum boletim extraordinário de Goiânia.
Enviado por: Lúcio Ribeiro - Categoria(s): Blog Tags relacionadas: Chapman Family, Chinese Democracy, Little Joy









FRANZ FERDINAND – “ULYSSES”

