A brilhante Courtney Barnett às vezes senta e pensa… E às vezes só senta

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* Agora sim. No final de 2013, a cena indie recebeu com certa volúpia as músicas da especialíssima Courtney Barnett, cantora australiana (de Melbourne!!) e guitarrista canhota que aparecia em rádios e sessions e festivaizinhos com um punhado de canções ótimas sobre desajustes cotidianos. Voz e melodias próprias que lembrava o “rock de meninas” do indie americano dos 90, mas com uma personalidade e uma pegada toda dela. Uma espécie de filha-herdeira do grunge. Não só pelo nome “Courtney”, a “guitarra invertida” de Cobain e o vocal remetendo a um adolescente Throwing Muses.

A garota não tinha um álbum para mostrar, apenas dois EPs. Na rapidez de inseri-la no circuito, transformaram os dois EPs no que seria um disco cheio, o “Sea Of Split Peas”. E lá se foi a Courtney Barnett tocar em rádios e festivais por todos os lados em 2014.

Agora o verdadeiro álbum de estreia vai chegar. Courtney Barnett lança seu disco début no dia 23 de março, com um nome que faz jus a seus profundos e brilhantes poemas bestas do dia-a-dia: “Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”.

O anúncio do disco foi seguido à revelação de shows na Inglaterra, no resto da Europa, nos EUA, incluindo neste último apresentações em festivais bons como Sasquatch e Bonnaroo, dois concertos seguidos no Bowery Ballroom (Nova York) e uma passagem pelo Mohawk, de Austin.

“Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit” virá com 11 faixas, entre elas umas com nomes na linha “Elevator Operator”, “An Illustration of Loneliness (Sleepless in NY)”, “Aqua Profunda!” e “Nobody Really Cares if You Don’t Go to the Party”.

De cara, Courtney Barnett já solta o primeiro single, sound and vision, chamado “Pedestrian at Best”, que a gente bota para rodar aqui embaixo. No vídeo dá para ver: Barnett é uma palhaça. A música, obviamente, é ótima. Não é, Kurt?

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