A nova session do Dry Cleaning, para deixar nosso cotidiano mais excitante

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* Sexta-feira foi lançado um dos nossos álbuns prediletos do ano, o da banda inglesa Dry Cleaning, bem presente na Popload nos últimos tempos. “New Long Leg” é o nome do disco de estreia do quarteto de sul de Londres comandado pela voz da “faladora” Florence Shaw, esta moça abaixo.

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O disco teve resenhas generosas por todos os lugares. Na resenha do disco em vinil exclusivo vendido na lojaça Rough Trade a newsletter deles disse que o álbum de estreia da banda contorna a agressividade dos grupos pós-punk atual e oferece uma sonoridade mais cool, classuda, sem perder a energia que o gênero impôs ao som britânico nos últimos anos.

O tradicional jornal inglês “The Guardian” deu quatro das suas cinco estrelas disponíveis e disse que o lacônico vocal falado de Florence Shaw é o ponto alto de uma talentosa banda que torna nosso cotidiano mais excitante.

O site americano crica Pitchfork deu uma super-honrosa nota 8.6, absurda para os padrões matemáticos deles, principalmente para uma banda inglesa em primeiro álbum. “O excelente disco de estréia da banda inglesa de art-rock é cheio de imagens surreais, obsessões bizarras e memorias afetivas. O efeito acumulativo do que Florence narra nas músicas é uma maravilha inexplicável”, diz o Pitchfork.

A banda, no calor do lançamento de seu disco, gravou entrevista e uma session absurda para a KEXP, uma das nossas rádios indies prediletas, lá de Seatlle, que um dia foi a terra do grunge (salve, Cobain!). O Dry Cleaning já foi “diagnosticado” uma banda de “groove grunge” atualizado, andei lendo por aí.

A gente vai deixar, abaixo, dois vídeos, que a KEXP subiu no sábado. Um de 43 minutos, com a entrevista e a possibilidade de ver os dentinhos tortos da linda Florence Shaw. E outro de 15, só com a performance do grupo gravada especialmente para a emissora americana. Escolha o que ver, ou veja as duas. Mas veja.

O Dry Cleaning tocou quatro do “New Long Leg”: o novo single, “Unsmart Lady”, duas espertíssimas nem tão badaladas (ainda), que são “Leafy” (minha nova predileta) e “Her Hippo”, e a poderosa “Strong Feelings”, uma das músicas do ano.

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