Popload entrevista Benke Ferraz, do Boogarins

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Só se fala em Boogarins no mundo indie nesta sexta-feira. A talentosa banda psicodélica de Goiânia lança hoje seu segundo álbum, “Manual ou Guia Livre de Dissolução dos Sonhos”, e a mídia, desde a Popload ao Guardian, está bombando a boa nova.

Como dito aqui, falei hoje sobre a banda na “Folha de São Paulo”, e o que foi publicado lá vem sendo replicado aqui, com bônus.

Abaixo, por exemplo, um bate-papo rápido com Benke Ferraz (de pé, na foto), guitarrista e vocalista do Boogarins, 22 anos, assim como seu principal parceiro, Dinho Almeida, as mesmas funções na banda, mas com a ordem invertida.

Aos 20 estava na faculdade, nunca tinha vindo a São Paulo e quase nem saia de casa para ouvir (e fazer) música e ficar na internet com o mesmo propósito.

E hoje, Benke, como é sua vida?

“Nossa vida mudou totalmente desde que o primeiro disco saiu”

“Se pensar que há dois anos eu estava com o Dinho no primeiro período da faculdade e meses depois a gente iria para São Paulo pela primeira vez, como Boogarins, para uma discotecagem no Cine Joia (Popload Gig). Parecia que a cidade ia nos engolir. Hoje eu ando em São Paulo como se eu morasse lá. SP viu mais show da gente em um ano e meio que Goiânia.”

“Não fosse pela banda, as amizades que fizemos, os lugares a que fomos, nada teria acontecido. Conviver com bandas que a gente sempre escutou, ir aos festivais que só ouvíamos falar. Só ter que fazer música e tocar música para viver essa vida que a gente está vivendo já é a principal diferença. Por enquanto tudo isso parece ser suficiente para mim.”

Sobre o segundo álbum, “Manual”, que está sendo lançado hoje, Benke acha até que este pode ser considerado o primeiro do Boogarins, de certo modo.

“O anterior não tinha arranjo de banda. Tudo era meio que criado enquanto eu e o Dinho estávamos gravando. Foi um disco de quarto”.

“Este agora é mais bem-feito, engloba um raio de tempo muito mais bem trabalhado como banda. Tem música que nasceu antes do primeiro disco ser lançado, tem outras em que a gente foi mexendo em estúdio, algumas compostas no meio de turnê, as últimas já contam com o Ynaiã [o novo baterista] participando. ‘Manual’, sim, é um disco propriamente dito.”

Sobre como foi gravar “Manual”, o tempo que durou e a ansiedade do lançamento, o guitarrista explica tudo:

“Desde o início do processo de gravação já deu um ano e meio que a gente começou a fazer esse disco. E tem música dele que a gente já toca desde o primeiro show que fizemos. Posso dizer que já no final do ano passado nós estávamos doidos para soltar logo essas músicas.”

A tal da psicodelia, a qual achamos que sua banda está inserida, Benke tem uma outra opinião. Ele considera o Boogarins um grupo mais de pop rock, até.

“Lá no fundo eu acho que a gente até tem uma referência de Mutantes. No disco, não vejo grandes esforços nossos de parecer algo inovador, maluco. Ao vivo acho que naturalmente caminhamos para um lado mais experimental, que na verdade é o que eu mais gosto.”

** As imagens do Boogarins, tanto deste post quanto da home, são do fotógrafo power Marcos Hermes.

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