CENA – Mulungu aproxima o mundo do Nordeste em grande álbum de estreia. E quinta transmitem show em loja de disco

1 - cenatopo19

* A banda guitar-zen nordestina Mulungu meditou meditou meditou e finalmente lançou, na sexta-feira passada, o seu primeiro álbum, “O Que Há Lá”, que estava previsto para o final do ano passado mas a conjuntura bioenergética do momento jogou o lançamento para estes dias de maio.

O grupo, um trio de dois recifenses e um potiguar, Jáder, Guilherme Assis mais o baterista Ian Medeiros, da conhecida banda Mahmed, de Natal, RN, ainda prepara para a próxima quinta-feira o lançamento de um minidoc, com um show gravado na ícônica loja de discos Passadisco, em Recife, de propriedade do pai de Jader, onde já se apresentaram muitos artistas da nova cena pernambucana há muito tempo. A loja tem 18 anos e é uma das únicas da supermusical Recife, pensa. O doc vai ser transmitido no Youtube do trio. Aqui tem um trecho dele.

“O Que Há Lá”, o álbum de estreia, traz os conhecidos e adoráveis singles “A Boiar”, “Deus Tempo” e “No Ar”, já mostrados no ano passado aqui na Popload. Ainda que haja uma confluência geográfica dentro de sua formação recifense-potiguar (fora que Mulungu é uma cidadezinha no sertão paraibano), a banda em quase todo o disco não tem um sotaque predominantemente nordestino, nem na cantoria, nem na musicalidade, bem indie-pop universal. Falamos aqui, nos singles lançados em 2020, que o Mulungu está mais próximo do Talking Heads do que do mangue beat. A “identidade local”, por assim dizer, está na participação forte de diversos artistas pernambucanos, como Luna Vitrolira, Sofia Freire, Una, entre outros.

A impressão se mantém.

O Youtube deles traz facinho todo o disco, “O Que Há Lá”, que está também nas diversas plataformas de streaming.

Abaixo, deixamos a faixa indie “Extremos Intoláveis”, que traz Luna Vitrolira e Una em participações vocais.

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* A foto do Mulungu na home, que chama para este post, é de Hanna Carvalho.